Há muitos fatores que contam para um game ser considerado bom, como enredo bem construído ou gráficos de qualidade. Mas é a interatividade o elemento principal dos games, o que diferencia os jogos de tipos de mídia ou entretenimento, como o cinema e os quadrinhos.
É por isso que jogar "Far Cry 3" é tão bom: o título foca na liberdade e no poder de escolha do jogador, em um gênero conhecido por ser tradicionalmente muito linear, o tiro em primeira pessoa.
O protagonista do jogo é Jason Brody, um californiano comum --bem diferente dos supersoldados durões de "Halo", "Call of Duty" ou "Battlefield"-- que passava as férias na ilha Rook, um paraíso tropical.
Piratas que habitam a ilha capturam Brody e seu grupo de amigos, com a intenção de pedir resgate. Eventualmente, o norte-americano consegue fugir da jaula de bambu, embrenha-se na floresta e passa a procurar os amigos.
Não há caminhos estreitos para seguir nem uma direção pré-determinada: a ilha Rook é uma imensa floresta tropical, que pode ser explorada em qualquer direção.
Armas podem ser compradas em lojas de pequenos vilarejos espalhados pela ilha. Você pode atacar acampamentos inimigos com um estilo mais furtivo, matando os adversários aos poucos com uma faca ou um arco, sem chamar a atenção. Mas também dá para comprar uma metralhadora, um lança-chamas, algumas granadas e invadir o território inimigo pela porta da frente, como se você fosse uma espécie de Chuck Norris.
O dinheiro pode ser conseguido com a venda de itens achados em corpos baleados, com o comércio de peles da extensa fauna local ou até mesmo coleta de plantas exóticas --que também podem virar remédios.
Claro que o jogo não é isento de defeitos: apesar de muito bonito, algumas texturas, em especial a da água, parece estranha em alguns locais do mapa. E a quantidade de informação que aparece na tela, em pop-ups, pode irritar alguns jogadores.
Em algumas missões, os objetivos da missão ficam em um quadrado colorido na tela, fixos, tampando parte da visão. Alguns animais são praticamente imortais: é necessário fuzilar o tigre com pelo menos uma dezena de balas para que ele morra.
Mas os problemas não atrapalham a experiência do jogo como um todo, que vale-se do mundo aberto e de elementos de RPG para criar um dos jogos mais divertidos do ano.
"FAR CRY 3"
PLATAFORMAS PlayStation 3 e Xbox 360 e PC
QUANTO R$ 149,90
AVALIAÇÃO Ótimo
ONDE far-cry.ubi.com
O preço do PlayStation 3 deve cair por volta de 30% a partir do primeiro semestre de 2013, quando a Sony começará a fabricação do console no Brasil. Isso significa que o PS3 passaria dos atuais R$ 1.399 para cerca de R$ 980.
O índice é equivalente ao percentual de impostos e taxas de importação que devem ser cortados com o início da produção nacional.
Hoje, cerca de 60% do preço brasileiro do videogame é feito de impostos. "No Brasil, os consoles estão na mesma categoria de tributação do tabaco e do álcool", diz à Folha Leandro Venditti, gerente de marketing de PlayStation no Brasil. "É uma das maiores cargas mundiais para a Sony", completa.
O IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e outras taxas menores caem bastante quando a produção do bem é produzido no Brasil --o percentual exato depende do índice de nacionalização dos componentes internos do produto em questão.
Mas o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços) e alguns outros impostos, no caso do PlayStation, não sofrem alterações mesmo se o hardware for montado em fábricas do país. O ICMS do Brasil para charutos, cigarros, garrafas de uísque e PlayStations chega a quase 25% do preço total dos produtos.
Quando reduziu o preço dos games recém-lançados no Brasil para de R$ 199 para R$ 149, a Sony verificou um aumento de vendas de 40%, segundo informações da própria empresa.
A Sony ainda não sabe a data exata do início de fabricação do PlayStation 3 no Brasil. O mês exato dependerá de "uma série de avaliações técnicas, operacionais e estratégicas" com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), desde que o anúncio oficial foi feito, no início do mês.
Apesar de significativa, a provável queda de 30% no preço do PlayStation 3 será menor do que a redução de 40% que a Microsoft conseguiu com a fabricação do Xbox 360 no Brasil, que começou no fim do ano passado --o console foi de R$ 1.299, na versão mais básica, para R$ 799.
A decisão mostrou-se acertada: o aumento de vendas do Xbox 360 em diversos varejistas do país ultrapassou os 200% em outubro, quando começou a vigorar o corte de preço do console.
As operadoras de telefonia do país deverão oferecer o iPhone 5 -mais recente versão do smartphone da Apple, lançada nos Estados Unidos em setembro- em suas lojas antes do Natal.
A chegada do aparelho ao mercado brasileiro deve ocorrer até o dia 15, a tempo de aproveitar uma semana completa de vendas antes da data comemorativa, segundo apurou a Folha.
Num primeiro momento, somente as operadoras deverão oferecer o produto. As empresas de telefonia negociaram com a Apple nos últimos dias os detalhes finais para o lançamento no país.
No varejo, as negociações com a fabricante continuam em andamento. A próxima semana seria o prazo-limite para fechar os pedidos de compra do produto, a tempo de colocá-lo à venda ainda antes do Natal.
Segundo um executivo de uma grande rede, diante disso, "é difícil" que o produto esteja nas gôndolas de supermercados e outros varejistas até o dia 25. "As operadoras têm prioridade no lançamento porque é a chance de vender os aparelhos vinculados a um plano [de telefonia]", diz.
Oficialmente, a Apple ainda não anunciou a data de lançamento do iPhone 5 para o Brasil.
Ontem, a fabricante norte-americana divulgou as datas de início da venda do iPhone 5 e do iPad mini na China, seu segundo maior mercado.
O smartphone e o tablet chegarão ao país asiático nos dias 14 e 7, respectivamente.
O iPhone 5 foi homologado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em setembro. A medida autoriza a venda dos dispositivos no mercado nacional.
Nesta semana, a agência também homologou os novos tablets da marca -iPad mini e iPad 4- para venda no país. A expectativa, porém, é que esses aparelhos só cheguem às lojas brasileiras no próximo ano.
OUTRA FREQUÊNCIA
Entre as novidades da mais recente versão do smartphone da Apple, está a tela maior (quatro polegadas) e um processador mais potente que o do modelo anterior.
Um dos principais destaques do aparelho, a navegação móvel de alta velocidade pela rede 4G, porém, não estará disponível para os usuários brasileiros.
Isso porque o novo aparelho da Apple não é compatível com a frequência reservada no país para a internet de quarta geração.
Enquanto no Brasil a frequência utilizada será a 2,5 GHz, os celulares da marca americana funcionam somente em redes de frequência de até 1,9 GHz.
Paulistanos interessados por games estão com a agenda cheia nas próximas duas semanas: dois eventos gratuitos acontecem no MIS (Museu da Imagem e do Som).
O primeiro é o SPgames, que começa nesta segunda, vai até quarta e traz palestras sobre o tema. Hoje, às 15h, James Ivory, professor da Universidade Virginia Tech (EUA), falará sobre pesquisas na área.
Na quinta, um dia após o fim do SPgames, é a vez do BIG (Brazilian International Game Festival), que vai até o dia 2 e acontece das 12h às 22h (de terça a sexta) e das 11h às 21h (sábados e domingos).
Contará com exposição de games nacionais e estrangeiros de pequenas produtoras, workshops e um prêmio para os melhores títulos indies.
"O foco do BIG são os jogos independentes", diz Eliana Russi, diretora do festival. "Queremos ser um ponto de conexão entre público e desenvolvedores, para estimular o crescimento desse mercado no Brasil", completa.
O BIG terá ainda uma competição de desenvolvimento de games, com prêmio de R$ 6.000 para a equipe vencedora, e palestras com temas como carreiras no setor e o uso de jogos na educação.
O MIS fica na av. Europa, 158 (0/xx/11 2117-4777).
No último século, houve dois marcos na fotografia narcisista. O primeiro foi a invenção do timer automático, que a Kodak começou a vender durante a Primeira Guerra Mundial. O segundo aconteceu alguns anos atrás, com as câmeras em celulares, quando adolescentes ficavam diante de espelhos tirando fotos de si mesmos e depois compartilhavam essas imagens na internet.
A câmera do celular é perfeita para a era das redes sociais. Mas mesmo os smartphones têm uma limitação: alguém precisa segurá-los. Isso não acontece com uma câmera minúscula e de altíssima resolução que decolou para a estratosfera, figurativamente e literalmente, nos últimos anos.
A câmera GoPro, que custa entre US$ 200 (cerca de R$ 400) e US$ 400 (R$ 800), testemunhou o mergulho de 39 km no ar de Felix Baumgartner. Além disso, ela já foi fixada a jatos que viajavam à velocidade Mach 5 e a pranchas de surfe que enfrentavam ondas de 30 metros.
A GoPro vendeu 3 milhões de câmeras em três anos. A empresa de pesquisas de mercado IDC disse que isso faz dela a câmera de vídeo mais comprada nos EUA.
Em outubro, a empresa, que começou há dez anos com uma câmera descartável que era presa aos pulsos de surfistas, lançou a Hero3 em clima de celebração.
Como isso aconteceu? Nick Woodman, 37, fundador da empresa, criou a primeira GoPro rudimentar quando foi à Indonésia para surfar. Ele queria fazer fotos de um amigo na água. Mas, só quando virou a câmera ao contrário para fazer fotos dele mesmo, foi que viu o potencial da câmera.
"A grande sacada aconteceu em 2007, quando percebemos que a maior oportunidade não se resumia a fabricar câmeras que fotógrafos podiam prender ao próprio corpo", contou Woodman. "Era fazer câmeras que as pessoas pudessem prender ao próprio corpo para se fotografarem."
Nessa mesma época, o Google tinha acabado de comprar o YouTube e sites como o Twitter e o Facebook chegavam ao grande público.
Woodman começou a vender suportes que permitiam que a GoPro fosse acoplada a qualquer coisa: pranchas de surfe, bicicletas, capacetes, arreios corporais e gatos -qualquer coisa mesmo.
O que aconteceu a seguir foi espantoso: as pessoas começaram a desenvolver um relacionamento afetivo com a GoPro. "Os clientes nos davam crédito em seus vídeos e fotos", conta Woodman.
SEDENTÁRIOS TAMBÉM
Uma busca por "GoPro" feita no YouTube rende mais de meio milhão de vídeos. Milhões de fotos e vídeos lotam as redes sociais, todas assinaladas com o nome da câmera, do mesmo modo como as pessoas assinalam seus amigos.
A câmera está atraindo não apenas os entusiastas dos esportes radicais, mas também as pessoas sedentárias que gostam de assistir a vídeos feitos com a GoPro.
As grandes empresas estão tentando passar à frente da GoPro, mas é possível que tenham chegado com um atraso de dez anos.
"Nos últimos 50 anos, empresas como Nikon e Canon investiram na precisão, que tem seus benefícios, mas também suas limitações", comentou o fotógrafo Chase Jarvis. "A GoPro é incrivelmente incômoda para esses fabricantes de câmeras de grande nome, e garanto a você que as festas de lançamento de produtos deles têm um clima diferente. A GoPro faz parte de uma outra cultura."











