Nos Estados Unidos, os leitores optam cada vez mais por livros digitais em detrimento do papel, revelou um estudo do centro de pesquisas Pew publicado nesta quinta-feira (27).
A parcela de adultos nos Estados Unidos que leem edições eletrônicas em suportes como tablets e e-readers chegou a 23% em novembro, ante 16% no ano anterior no mesmo período, informa o estudo.
No mesmo intervalo, as pessoas de 16 anos ou mais que optaram por livros impressos caiu de 72% para 67%.
No total, cerca de 75% dos adultos norte-americanos leem livros, em todo tipo de suporte, pouco menos que em 2011, quando 78% tinham esse hábito.
A crescente popularidade dos livros digitais segue-se à expansão dos dispositivos portáteis --o que inclui e-readers como o Amazon Kindle e o Barnes & Noble Nook e tablets como o Apple iPad e o Google Nexus 7.
O número de norte-americanos que possuem tablets ou e-readers cresceu de 18% para 33% entre 2011 e 2012, segundo o estudo. Também aumentaram os empréstimos de livros digitais nas bibliotecas do país.
Os entrevistados com mais tempo de estudos ou de renda superior tendem a se transformar em "leitores digitais" mais do que outros, assim como os adultos com idade de 30 a 49 anos, destaca o Pew, que realizou a pesquisa entre 15 de outubro e 10 de novembro.
Um projeto de lei que proíbe empresas de cobrar a mais para fazer entregas agendadas de seus produtos e serviços foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa de São Paulo. Para virar lei, o projeto depende agora da sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A mudança torna mais rígida legislação em vigor desde outubro de 2009 que não vinha sendo plenamente cumprida por alguns dos principais sites de comércio eletrônico do país.
A legislação estadual, conhecida como "Lei da Entrega", obrigou empresas de São Paulo a fixar data e turno para a entrega de produtos e serviços para os clientes que assim solicitassem.
A regra, no entanto, não proibiu as lojas de cobrar por esse serviço. A cobrança adicional se tornou o padrão para lojistas que se adaptaram à lei de 2009.
É o caso de Walmart.com e das lojas da Nova.com, do Grupo Pão de Açúcar (Extra, Ponto Frio e Casas Bahia), que informam no site que o valor do frete é diferenciado do de uma entrega padrão.
DIFERENCIADO
Caso a lei seja sancionada pelo governador Geraldo Alckmin --que também pode vetá-la--, essa cobrança adicional pelo agendamento da entrega passa a ser proibida. É esperada uma decisão até o final de janeiro.
Além de impedir a cobrança diferenciada, o projeto de lei torna obrigatória a opção do agendamento em todas as entregas feitas no Estado, independentemente da localização da sede da empresa, e a responsabilidade dos lojistas de avisar os consumidores sobre a Lei da Entrega.
Entidades do varejo protestam contra a nova norma. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a legislação foi feita sem que representantes dos setores afetados fossem ouvidos. A entrega com hora marcada, diz a entidade, traz custos maiores por não se aproveitar a economia decorrente da inteligência logística montada por cada empresa.
LOGÍSTICA
"Ela implica em mais caminhões nas ruas, mais poluição e prejudica as pequenas empresas do e-commerce, que não têm estrutura para oferecer esse serviço", diz Leonardo Palhares, coordenador jurídico da entidade.
De acordo com a Camara-e.net, menos de 1% dos compradores on-line solicitam a entrega agendada.
O projeto de lei, da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), foi aprovado no último dia 20 de dezembro em reunião conjunta das Comissões de Constituição e Justiça e de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais.
MAIS CARO
A Fecomércio-SP também critica a nova lei. Segundo as entidades, caso seja aprovada, o resultado será um aumento do preço de frete para todos os clientes, em razão dos custos adicionados à logística de entrega.
Mesmo a atual previsão da lei não vem sendo plenamente cumprida pelas companhias. Algumas não oferecem a opção da entrega agendada, conforme consulta feita pela Folha no site das principais lojas virtuais.
Em seus sites, Magazine Luiza e Netshoes informam que "ainda não é possível fazer o agendamento da entrega". A Fast Shop não indica em seus site sobre a possibilidade de entrega agendada.
CORREIOS
Os Correios não estão sujeitos ao cumprimento da legislação paulista porque são regidos por lei federal.
Na época da regulamentação da lei, no entanto, a empresa publicou em seu blog oficial que as soluções para atender à Lei da Entrega "demandam profundas alterações na estrutura operacional dos Correios em São Paulo, resultando em aumento de custos, inevitavelmente repassados ao consumidor".
A empresa não quis comentar sobre a possível alteração na lei e reforçou que as novas regras também não são aplicáveis aos Correios.
OUTRO LADO
Procurada, a Magazine Luiza informou que preza pelo cumprimento dos prazos firmados com seus clientes. A Netshoes não quis se pronunciar e a Fast Shop não se manifestou.
Na Ricardo Eletro, a opção de agendamento da entrega é dada na finalização da compra. A empresa informou que não se pronunciaria sobre a alteração da legislação.
Os sites de comércio eletrônico de Casas Bahia, Extra e Ponto Frio, do GPA (Grupo Pão de Açúcar), afirmaram que "pautam suas ações na obediência irrestrita da legislação brasileira".
Americanas.com e Submarino, da B2W, e Walmart.com não responderam até a publicação desta reportagem.
O setor de eletrônicos comemorou os benefícios fiscais conferidos pelo Estado de São Paulo para compensar a liminar do Supremo Tribunal Federal que vetou a redução do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para tablets.
Compõem os benefícios fiscais o adiamento do recolhimento de parte do ICMS e a renovação do adiantamento de créditos do tributo.
As medidas, que atingem toda a indústria de eletrônicos, foram publicadas ontem no "Diário Oficial".
Segundo membros do executivo paulista, a ideia é reverter o desequilíbrio causado pela liminar concedida pelo STF ao atender ação de inconstitucionalidade ajuizada pelo Estado do Amazonas.
Em julho, assim que os tablets passaram a gozar da redução na alíquota de ICMS de 18% para 7%, benefício dado aos eletrônicos em SP, o Amazonas entrou com a ação.
A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) chegou a afirmar que celulares e computadores encareceriam 10% , apesar de a ação mirar os tablets.
O setor recebeu bem a medida. "Algumas empresas estavam pensando seriamente se valia a pena continuar no Brasil", disse Humberto Barbato, presidente da Abinee.
Um colecionador norte-americano resolveu vender toda a sua coleção de jogos de Super Nintendo. São 721 cartuchos —todos os títulos já lançados no mercado dos EUA.
As fitas saem por US$ 24.999, pouco mais de R$ 50 mil. Byuu, codinome do vendedor, é criador do emulador Bnes e usava os games para fazer cópias dos jogos no computador.
Byuu pretende continuar o trabalho de digitalização dos cartuchos: a verba da venda da coleção norte-americana será usada para comprar jogos japoneses e europeus do Snes.
Todos os títulos estão em suas caixas originais e cerca de 85% deles ainda têm o manual. O colecionador passou “centenas de horas” limpando fita por fita e garante que todos os jogos funcionam.
Cada jogo sai por cerca de US$ 36, mas Byuu garante que os jogos mais raros podem ser vendidos por até US$ 1.000, o que garantiria um bom lucro para o novo dono da coleção.
A Apple lançou no Brasil por R$ 1.749 nesta sexta (14) a quarta geração do iPad, que tem processador melhor que o modelo anterior, e descontinuou a venda da terceira geração, que estava sendo vendida por R$ 1.549 com a mesma memória interna, de 16 Gbytes.
O lançamento ocorre simultaneamente ao do iPhone 5.
O tablet está sendo vendido na loja virtual da companhia ( store.apple.com/br ) por R$ 1.749 (16 Gbytes, wi-fi); R$ 1.999 (32 Gbytes, wi-fi); R$ 2.249 (64 Gbytes, wi-fi); R$ 2.099 (16 Gbytes, wi-fi e 4G); R$ 2.349 (32 Gbytes, wi-fi e 4G) e R$ 2.499 (64 Gbytes, wi-fi e 4G).
O preço de lançamento do iPad 3, o primeiro com a tela Retina (de alta resolução), foi de cerca de R$ 200 menor em cada uma das versões.
A Apple também aumentou o preço do iPad 2, que segue sendo vendido, para R$ 1.349 (16 Gbytes, wi-fi) e R$ 1.649 (16 Gbytes, wi-fi e 3G).
Entre as outras diferenças entre o iPad lançado no país hoje e o anterior estão o conector Lightning, incompatível com cabos e docks anteriores, e câmeras com resolução maior.
IPAD MINI
A Apple não divulgou quando será trazido ao Brasil o iPad mini, tablet com tela de 7,9 polegadas lançado no dia 2 de novembro nos EUA e em mais 33 países.
A companhia vende o aparelho no mercado americano por US$ 329 (cerca de R$ 687).










