A Kingston Digital, companhia que faz drives de estado sólido, está promovendo durante a feira de eletrônicos CES um pendrive que é capaz de armazenar um terabyte (1.024 Gbytes) de dados.
O dispositivo é facilmente o maior do mercado, em termos de capacidade. Fisicamente, é compacto, um pouco maior que um isqueiro comum, com acabamento de alumínio escovado.
Chamado DataTraveler HyperX Predator, conecta-se a um computador por meio de uma porta USB 3.0 --mas também é compatível com versões mais antigas do barramento.
A companhia disse que seu novo gadget é o mais rápido pendrive entre os que fabrica, trabalhando com velocidades de leitura e de escrita de 240 MB/s e 160 MB/s, respectivamente. Também há certificação SuperSpeed 3.0.
O drive deve ser vendido a partir do primeiro trimestre do ano. O preço não foi anunciado, mas a versão de 512 Gbytes do dispositivo é vendido a US$ 1.750 (cerca de R$ 3.560).
O gigante da internet Google anunciou nesta terça-feira a compra definitiva da fabricante de celulares americana Motorola Mobility por US$ 12,5 bilhões depois de conseguir a autorização do governo chinês para efetivar a transação. A informação foi divulgada no blog do Google pelo diretor-executivo, Larry Page.
Uma das condições impostas pelas autoridades chinesas para autorizar o negócio é de que o Google mantenha o sistema operacional Android livre para todas as fabricantes de celulares pelos próximos cinco anos.
Os planos para aquisição foram divulgados no ano passado e o Google conseguiu a autorização de órgãos reguladores norte-americanos e europeus em fevereiro deste ano.
No blog, Page também anunciou o novo CEO (diretor-executivo) da divisão. O substituto de Sanjay Jha no comando da Motorola Mobility será Dennis Woodside, ex-CEO do Google na América. "Conheço Dennis por quase uma década, e ele tem sido fenomenal na construção de equipes e na entrega de resultados em algumas das maiores apostas do Google", escreveu.
Com a aquisição, o Google irá adquirir 17 mil patentes e assim vai fortalecer seu portfólio na luta contra Apple e Samsung pelo domínio do mercado de smartphones.
"Esta aquisição permitirá à Google expandir o sistema de exploração em celulares Android e fortalecer a competitividade no setor da informática móvel", explicou o grupo californiano em um comunicado.
A Samsung Electronics deve ampliar a vantagem sobre a Apple nas vendas de smartphones neste ano, beneficiada por uma linha extensa de produtos, divulgou nesta sexta-feira (4) o grupo de pesquisa Strategy Analytics.
A Apple, retomando a ofensiva, pode lançar um "iPhone Mini" no ano que vem para atender à demanda de smartphones mais baratos, segundo a Strategy Analytics.
"Acreditamos que a Samsung ampliará ligeiramente a vantagem sobre a Apple neste ano devido à extensa linha de produtos", afirmou o diretor executivo da Strategy Analytics, Neil Mawston, em entrevista por e-mail à Reuters.
Os vendas mundiais de smartphones crescerão 27%, para 875 milhões de unidades neste ano, bem abaixo dos 41% em 2012 devido à desaceleração do crescimento em muitos mercados importantes, como América do Norte, China, economias asiáticas desenvolvidas e Europa Ocidental, segundo Mawston.
A projeção é de que a sul-coreana Samsung Electronics venda 290 milhões de smartphones neste ano, ante 215 milhões estimados para 2012, segundo o grupo de pesquisa.
As vendas de smartphones da Apple devem atingir 180 milhões de unidades neste ano, crescimento de 33% ante 2012, ligeiramente inferior aos 35% que a Samsung cresceria neste ano.
Isso valerá à Samsung 33% do mercado de smartphones em 2013, ante os 31% estimados para 2012, enquanto a Apple terá 21%, ante os 20% estimados para o ano passado.
A Apple --a mais valiosa companhia de tecnologia do mundo-- e a Samsung Electronics --a mais valiosa da Ásia-- concorrem ferozmente no mercado mundial de aparelhos móveis, embora a Samsung seja também fornecedora de componentes à Apple.
"A Samsung opera em mais segmentos que a Apple e isso deve permitir que capture mais volume que a Apple (desde que esta não lance um iPhone Mini neste ano)", afirmou Mawston.
Nos Estados Unidos, os leitores optam cada vez mais por livros digitais em detrimento do papel, revelou um estudo do centro de pesquisas Pew publicado nesta quinta-feira (27).
A parcela de adultos nos Estados Unidos que leem edições eletrônicas em suportes como tablets e e-readers chegou a 23% em novembro, ante 16% no ano anterior no mesmo período, informa o estudo.
No mesmo intervalo, as pessoas de 16 anos ou mais que optaram por livros impressos caiu de 72% para 67%.
No total, cerca de 75% dos adultos norte-americanos leem livros, em todo tipo de suporte, pouco menos que em 2011, quando 78% tinham esse hábito.
A crescente popularidade dos livros digitais segue-se à expansão dos dispositivos portáteis --o que inclui e-readers como o Amazon Kindle e o Barnes & Noble Nook e tablets como o Apple iPad e o Google Nexus 7.
O número de norte-americanos que possuem tablets ou e-readers cresceu de 18% para 33% entre 2011 e 2012, segundo o estudo. Também aumentaram os empréstimos de livros digitais nas bibliotecas do país.
Os entrevistados com mais tempo de estudos ou de renda superior tendem a se transformar em "leitores digitais" mais do que outros, assim como os adultos com idade de 30 a 49 anos, destaca o Pew, que realizou a pesquisa entre 15 de outubro e 10 de novembro.
Um projeto de lei que proíbe empresas de cobrar a mais para fazer entregas agendadas de seus produtos e serviços foi aprovado na semana passada na Assembleia Legislativa de São Paulo. Para virar lei, o projeto depende agora da sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
A mudança torna mais rígida legislação em vigor desde outubro de 2009 que não vinha sendo plenamente cumprida por alguns dos principais sites de comércio eletrônico do país.
A legislação estadual, conhecida como "Lei da Entrega", obrigou empresas de São Paulo a fixar data e turno para a entrega de produtos e serviços para os clientes que assim solicitassem.
A regra, no entanto, não proibiu as lojas de cobrar por esse serviço. A cobrança adicional se tornou o padrão para lojistas que se adaptaram à lei de 2009.
É o caso de Walmart.com e das lojas da Nova.com, do Grupo Pão de Açúcar (Extra, Ponto Frio e Casas Bahia), que informam no site que o valor do frete é diferenciado do de uma entrega padrão.
DIFERENCIADO
Caso a lei seja sancionada pelo governador Geraldo Alckmin --que também pode vetá-la--, essa cobrança adicional pelo agendamento da entrega passa a ser proibida. É esperada uma decisão até o final de janeiro.
Além de impedir a cobrança diferenciada, o projeto de lei torna obrigatória a opção do agendamento em todas as entregas feitas no Estado, independentemente da localização da sede da empresa, e a responsabilidade dos lojistas de avisar os consumidores sobre a Lei da Entrega.
Entidades do varejo protestam contra a nova norma. Segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, a legislação foi feita sem que representantes dos setores afetados fossem ouvidos. A entrega com hora marcada, diz a entidade, traz custos maiores por não se aproveitar a economia decorrente da inteligência logística montada por cada empresa.
LOGÍSTICA
"Ela implica em mais caminhões nas ruas, mais poluição e prejudica as pequenas empresas do e-commerce, que não têm estrutura para oferecer esse serviço", diz Leonardo Palhares, coordenador jurídico da entidade.
De acordo com a Camara-e.net, menos de 1% dos compradores on-line solicitam a entrega agendada.
O projeto de lei, da deputada estadual Vanessa Damo (PMDB), foi aprovado no último dia 20 de dezembro em reunião conjunta das Comissões de Constituição e Justiça e de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, da Cidadania, da Participação e das Questões Sociais.
MAIS CARO
A Fecomércio-SP também critica a nova lei. Segundo as entidades, caso seja aprovada, o resultado será um aumento do preço de frete para todos os clientes, em razão dos custos adicionados à logística de entrega.
Mesmo a atual previsão da lei não vem sendo plenamente cumprida pelas companhias. Algumas não oferecem a opção da entrega agendada, conforme consulta feita pela Folha no site das principais lojas virtuais.
Em seus sites, Magazine Luiza e Netshoes informam que "ainda não é possível fazer o agendamento da entrega". A Fast Shop não indica em seus site sobre a possibilidade de entrega agendada.
CORREIOS
Os Correios não estão sujeitos ao cumprimento da legislação paulista porque são regidos por lei federal.
Na época da regulamentação da lei, no entanto, a empresa publicou em seu blog oficial que as soluções para atender à Lei da Entrega "demandam profundas alterações na estrutura operacional dos Correios em São Paulo, resultando em aumento de custos, inevitavelmente repassados ao consumidor".
A empresa não quis comentar sobre a possível alteração na lei e reforçou que as novas regras também não são aplicáveis aos Correios.
OUTRO LADO
Procurada, a Magazine Luiza informou que preza pelo cumprimento dos prazos firmados com seus clientes. A Netshoes não quis se pronunciar e a Fast Shop não se manifestou.
Na Ricardo Eletro, a opção de agendamento da entrega é dada na finalização da compra. A empresa informou que não se pronunciaria sobre a alteração da legislação.
Os sites de comércio eletrônico de Casas Bahia, Extra e Ponto Frio, do GPA (Grupo Pão de Açúcar), afirmaram que "pautam suas ações na obediência irrestrita da legislação brasileira".
Americanas.com e Submarino, da B2W, e Walmart.com não responderam até a publicação desta reportagem.











