O BBC Click, boletim semanal de tecnologia da BBC Brasil, mostra a nova invenção do Google: o Project Glass. Trata-se de um óculos capaz de tirar fotos e registrar vÃdeos com comando de voz.
A tecnologia também é ligada às redes sociais, mostrando dados de amigos no canto da lente. Agora o Google está a procura de voluntários para testar uma versão beta do óculos, que ainda está sendo desenvolvido.
A semana também foi dominada pelo assunto "hackers". A Apple reagiu a uma vulnerabilidade do Mac e lançou uma atualização de segurança para seus usuários.
Nos Estados Unidos, uma empresa divulgou um relatório acusando os chineses de estarem por trás de ciberataques pelo mundo.
E na Grã-Bretanha, o governo leiloou bandas para uso da tecnologia 4G - algo que deve acontecer no Brasil só no ano que vem. As gigantes do setor de telefonia móvel na Grã-Bretanha participaram da concorrência para poder transmitir dados na frequência com maior velocidade.
Mas a arrecadação de 3,5 bilhões de libras (cerca de R$ 10 bilhões) foi decepcionante - e menos de um quinto do que se arrecadou no leilão da tecnologia anterior, 3G.
A gigante dos chips para computadores Intel anunciou na última terça (12) que está trabalhando em um decodificador para oferecer filmes e mais conteúdos para a televisão em sua aposta na internet ante os tradicionais serviços a cabo.
O porta-voz da Intel, Jon Carvill, afirmou à AFP que a empresa californiana "levará ao mercado uma oferta que unirá televisão, conteúdo sob demanda e uma nova interface para o usuário" no final deste ano.
O presidente do grupo de mÃdia Intel, Erik Huggers, confirmou os rumores sobre a incursão da empresa no setor de televisão durante uma entrevista coletiva no sul da Califórnia (oeste dos EUA).
Huggers afirmou que sua estrutura para levar o conteúdo digital de entretenimento da internet para as televisões superará as ofertas da televisão a cabo.
Espera-se que este decodificador feito com a tecnologia da Intel possua uma câmara com capacidade de "reconhecer" os usuários para personalizar melhor o serviço. Esta caracterÃstica poderia alimentar as preocupações sobre a privacidade dos usuários.
A Valve anunciou nesta quarta-feira (14) o lançamento de uma versão do Steam, sua plataforma de games, para o sistema operacional Linux.
O software pode ser baixado na loja de aplicativos do Ubuntu, uma das mais populares distribuições de Linux para o consumidor final.
Uma promoção de lançamento, que ocorre até 21 de fevereiro, abrange mais de 50 tÃtulos com descontos que variam de 50% a 75%. Entre os games à venda, estão "Counter-Strike: Source", "Half-Life", "World of Goo" e "Killing Floor". "Team Fortress 2" pode ser jogado gratuitamente e inclui o pinguim Tux, mascote do Linux, para ser usado dentro do game.
A versão do Steam para Linux tem o modo Big Picture, para uso com televisor.
O novo console de videogame da Microsoft precisará de conexão permanente com a internet para funcionar e vai impedir que jogos de segunda mão rodem nos equipamentos.
As informações são da revista " Edge", que cita fontes próximas ao desenvolvimento do próximo Xbox.
Ao comprar um jogo, o usuário do novo console deve ativar um código que ligará o game ao novo Xbox. Se o disco for inserido em outro console, não funcionará, em tese.
O sucessor do Xbox 360 também terá capacidade de rodar discos Blu-ray (função já presente no PlayStation 3, da rival Sony) e será equipado com um chip AMD de oito núcleos a 1.6 GHz e 8 Gbytes de RAM. A capacidade do disco do console permanece, até o momento, indefinida.
Ainda segundo a revista, o novo Xbox será lançado com nova versão do sensor de movimentos da Microsoft, o Kinect, que deve vir integrado ao console.
A chegada ao Brasil de impressoras que permitem construir, a preço mais baixo, objetos reais a partir de um arquivo digital começa a abrir novos caminhos para empreendedores e empresas.
No futuro, essas impressoras tridimensionais (3D) prometem transformar a indústria e o consumo em escala mundial.
No Brasil, os equipamentos, até então exclusividade de grandes indústrias para a criação de protótipos, já podem ser encontrados por R$ 3.500. Antes da queda de patentes que protegiam a tecnologia, custavam de R$ 60 mil a R$ 500 mil.
A impressão 3D permite reduzir custos no desenvolvimento de peças e produtos. Mais acessÃvel, passa a beneficiar inventores e empresas de todos os portes.
"O preço das impressoras baixou a ponto de muitas empresas comprarem o equipamento sem análises de retorno sobre o investimento", diz Pete Basiliere, analista da consultoria Gartner.
Nas grandes indústrias, o benefÃcio da "manufatura aditiva", nome técnico da tecnologia, está, principalmente, na aceleração do processo de inovação.
"É possÃvel que um engenheiro finalize o desenho de um novo produto pela manhã e tenha um protótipo disponÃvel à tarde", diz Basiliere.
REVOLUÇÃO
Especialistas afirmam que a popularização da fabricação sob demanda deve provocar, no longo prazo, uma revolução no sistema de produção industrial, por permitir uma "personalização em massa": obter, ao mesmo tempo, produtos únicos com a viabilidade da produção industrial em larga escala.
"Hoje, para fazer a produção de um item valer a pena, é preciso grandes volumes, além de maquinário e mão de obra especializada, o que exige investimento inicial alto", diz Eduardo Zancul, professor da engenharia de produção da Poli/USP.
De acordo com um estudo da empresa Terry Wohlers, especializada na área, cerca de 20% das impressões 3D criam produtos finais, prontos para o uso, e 80% são protótipos. Em 2020, a participação dos itens prontos para o uso nas impressões chegará a 50%, diz o estudo.
Se o modelo de "manufatura aditiva" decolar, analistas preveem impactos na geografia da indústria mundial e nas cadeias de distribuição e logÃstica. Em vez de ser feito noutro paÃs e importado, um produto poderá ser fabricado localmente.
A tendência seria capaz de promover o retorno da manufatura para os EUA e a Europa, diz Zancul.
"Esses mercados concentram consumidor com dinheiro e um grande número de projetistas e engenheiros."










