Para não estourar seu plano de dados do smartphone ou do tablet, evite, no 3G, ver vÃdeos e ouvir músicas em serviços on-line, como o YouTube e o Rdio, e use redes wi-fi sempre que possÃvel.
Adotar um navegador de web econômico, como o Opera Mini, também ajuda.
DisponÃvel para Android e iOS, o browser gratuito conta com uma tecnologia de compressão que, segundo a empresa, pode reduzir o gasto com dados em até 90%.
O Android, a partir da versão 4.0, permite monitorar os dados consumidos por cada aplicativo instalado. Quando o limite do seu pacote de dados (500 Mbytes, por exemplo) é atingido, a ferramenta desativa a conexão 3G até o fim do ciclo mensal.
Para acessar o recurso, vá a Configurações e selecione Utilização de dados.
Uma solução ainda mais completa é o Onavo Count, disponÃvel para Android e iOS.
Como o Android dá permissões mais amplas aos aplicativos de terceiros do que o iOS, a versão para o sistema do Google é mais completa: além de monitorar a quantidade de dados usados por cada aplicativo diária, semanal e mensalmente, mostra alertas depois que um app é instalado, informando se ele é "fominha" demais ou não.
É possÃvel ainda, no Onavo para Android, restringir ao wi-fi aplicativos que consomem muitos dados.
De 2011 para 2012, a quantidade de dados consumidos por cada smartphone praticamente dobrou -a média global passou de 189 Mbytes por mês para 342 Mbytes por mês, um aumento de 81%.
As informações são do estudo Visual Networking Index, da Cisco, que também registrou um aumento de 70% no tráfego global de dados móveis no mesmo perÃodo -de 520 petabytes por mês para 885 petabytes mensais.
Um petabyte equivale a mil terabytes, ou 250 mil DVDs.
No Brasil, o crescimento foi ligeiramente menor do que a média global de 11,8 petabytes, em 2011, para 19,8 petabytes, em 2012, um aumento de cerca de 68%.
Segundo o instituto Nielsen, 36% dos celulares no paÃs são smartphones.
O estudo da Cisco prevê ainda que, em 2017, cada smartphone gerará 2,7 Gbytes de tráfego por mês, cerca de oito vezes a média de 2012.
HABITAT MÓVEL
O universo dos dados faz parte da rotina do publicitário Rodrigo Terra, 41. Não apenas Instagram, Facebook e Twitter para ver se apareceu alguma foto bacana aqui, novidades de amigos acolá, notÃcias corriqueiras do dia a dia --e-mails, aplicativos para buscar táxi, GPS e WhatsApp já se incorporaram à rotina pessoal e profissional.
"Uso dados o dia inteiro porque tenho plano ilimitado", explica. "Pago R$ 29 por uso irrestrito de internet para pessoa fÃsica, mesmo. Troquei de operadora [por causa de problemas no tráfego de voz], mas a conta aumentou uns R$ 300 e voltei a usar o plano anterior", relata ele.
São 2 Gbytes consumidos por mês, distribuÃdos em doses cavalares e diárias de conexão. Uma porção disso, por exemplo, vai para administrar o conteúdo que seu filho acessa no computador por meio de um app de segurança voltado para a famÃlia.
"Programo remotamente assuntos e sites que ele pode pesquisar pelo smartphone. Também transfiro muitos arquivos para clientes. Costumo receber e aprovar muita coisa pelo celular", diz.
Mesmo sendo um "heavy user" (aquele tipo de usuário contumaz), ele limita essa caracterÃstica. "Eu me policio muito. O mundo está exagerando um pouco nessa coisa de depender de celular. Costumo desligá-lo, leio um livro com meus filhos. A sociedade está começando a se preocupar", reflete.
A relação intensa com dados também é natural para Mirian Bottan, 26, repórter do programa "A Liga" (Band). "É bizarro, mas ele é quase uma continuação da minha mão. [O celular] está ao alcance dela o tempo todo. O movimento de destravar o telefone é tão automático que às vezes destravo e travo em seguida, é involuntário", brinca ela, cujo consumo fica em torno de 2 Gbytes por mês.
Além de usar apps de redes sociais "a cada cinco minutos", Mirian diz usar serviços de mensagens on-line e fazer buscas "quase o tempo todo", quando surgem dúvidas numa conversa, por exemplo.
A fabricante finlandesa de celulares Nokia vai lançar modelos mais baratos em uma tentativa de enfrentar a crescente concorrência de rivais chineses nesse mercado, disseram fontes da empresa nesta sexta-feira (22).
Os novos modelos, que serão revelados no Mobile World Congress, uma feira do setor em Barcelona, na semana que vem, mostram que a Nokia está alargando seu foco, depois de se concentrar nos dois últimos anos em recuperar o atraso com relação à Apple e à Samsung Electronics nos smartphones, mais caros.
As fontes informaram que a Nokia pode introduzir celulares básicos com preços baixos para concorrer com rivais como a Huawei e ZTE, bem como uma nova versão, mais barata, de seu smartphone Lumia, equipado com o sistema operacional Windows Phone 8.
Detalhes como o preço exato dos novos modelos não estão disponÃveis, e um porta-voz da companhia se recusou a comentar.
A Nokia, que por muito tempo foi a lÃder do setor de celulares, vem enfrentando dificuldades diante da crescente concorrência, tanto nos smartphones quanto nos modelos mais baratos.
A linha Lumia de smartphones era vista em geral como decisiva para o futuro da companhia, devido às altas margens de lucro que propicia. O sucesso ou não dessa linha deve determinar se o presidente-executivo Stephen Elop tomou a decisão certa dois anos atrás ao substituir o sistema operacional próprio da Nokia, o Symbian, pelo Microsoft Windows.
PREÇOS
A maior parte dos modelos Lumia custa mais de US$ 200, e o modelo de topo de linha, o Lumia 920, pode custar mais de US$ 600 sem o subsÃdios de uma operadora, nos Estados Unidos e alguns mercados europeus. Em contraste, o preço médio de venda dos celulares Nokia em 2012 de 31 euros em 2012, ante 35 euros no ano anterior.
Mas os analistas estimam que a fatia de mercado da Nokia nos smartphones continua a ser de apenas cinco por cento, e que ela precisa proteger sua posição em celulares básicos, para sobreviver.
As vendas de celulares da Nokia caÃram em 21 por cento em 2012, para 9,44 bilhões de euros, e as de smartphones caÃram em 50 por cento, para 5,45 bilhões de euros.
A companhia vendeu 4,4 milhões de modelos Lumia, entre os quais o 820 e o 920, lançados em novembro, no quarto trimestre. Muitos analistas estimam que precise vender mais que o dobro desse total para convencer os investidores de que sua estratégia para os smartphones está funcionando.
O BBC Click, boletim semanal de tecnologia da BBC Brasil, mostra a nova invenção do Google: o Project Glass. Trata-se de um óculos capaz de tirar fotos e registrar vÃdeos com comando de voz.
A tecnologia também é ligada às redes sociais, mostrando dados de amigos no canto da lente. Agora o Google está a procura de voluntários para testar uma versão beta do óculos, que ainda está sendo desenvolvido.
A semana também foi dominada pelo assunto "hackers". A Apple reagiu a uma vulnerabilidade do Mac e lançou uma atualização de segurança para seus usuários.
Nos Estados Unidos, uma empresa divulgou um relatório acusando os chineses de estarem por trás de ciberataques pelo mundo.
E na Grã-Bretanha, o governo leiloou bandas para uso da tecnologia 4G - algo que deve acontecer no Brasil só no ano que vem. As gigantes do setor de telefonia móvel na Grã-Bretanha participaram da concorrência para poder transmitir dados na frequência com maior velocidade.
Mas a arrecadação de 3,5 bilhões de libras (cerca de R$ 10 bilhões) foi decepcionante - e menos de um quinto do que se arrecadou no leilão da tecnologia anterior, 3G.
A Valve anunciou nesta quarta-feira (14) o lançamento de uma versão do Steam, sua plataforma de games, para o sistema operacional Linux.
O software pode ser baixado na loja de aplicativos do Ubuntu, uma das mais populares distribuições de Linux para o consumidor final.
Uma promoção de lançamento, que ocorre até 21 de fevereiro, abrange mais de 50 tÃtulos com descontos que variam de 50% a 75%. Entre os games à venda, estão "Counter-Strike: Source", "Half-Life", "World of Goo" e "Killing Floor". "Team Fortress 2" pode ser jogado gratuitamente e inclui o pinguim Tux, mascote do Linux, para ser usado dentro do game.
A versão do Steam para Linux tem o modo Big Picture, para uso com televisor.











