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Megafeira de tecnologia mostra meia dúzia de coisas que seu smartphone não faz

Se você tem um desses celulares inteligentes (iPhone, Galaxy etc), é bem provável que seu aparelho grave vídeos em HD, navegue na internet em alta velocidade, funcione como GPS e rode jogos mais complexos do que aquele da cobrinha, tipo Fifa 13 ou Candy Crush.

Muito bem. Já está sentindo o quão incrível é seu telefone?

Acontece que essa é a semana em que a maior feira de tecnologia do mundo, a Cebit, ocupa 450 mil m² da cidade de Hannover, no norte da Alemanha. E o "Tec" aproveitou para listar algumas coisas que seu smartphone não faz (ou não tem), a partir de produtos apresentados no evento.

Não se ofenda, mas seu smartphone...

1) ...NÃO COMANDA MINI-HELICÓPTEROS

A companhia Woddon Industrial, de Hong Kong, é especializada em fornecer miniaturas. De carros a robôs, de tanques a dinossauros. Tudo dirigido por controle remoto (no caso, seu celular).

Seu último modelo, o IConHeli, voa a até 50 metros de distância do usuário. Basta baixar um aplicativo no iPhone, que se conecta ao dispositivo via Bluetooth. O helicóptero tem autonomia de voo de dez minutos e já está à venda na China, Europa e EUA por volta R$ 160.

2) ...NÃO RECEBE CHAMADAS DE DENTRO DE LUVAS

OK, talvez você nunca tenha precisado usar luvas na vida. Mas, na primeira vez em que surgir a oportunidade, repare como é um inferno atender o telefone em baixas temperaturas. Foi pensando nisso que a companhia chinesa Winnershine Technology criou as "talking gloves". São luvas com Bluetooth. O fone fica no polegar. O alto falante, no dedo mínimo.

O aparelho custa R$ 25, está disponível em cinco cores. Sem previsão para chegar ao Brasil (nem ao sul do país).

3) ...NÃO MOSTRA NO SEU RELÓGIO QUANDO ALGUÉM MANDA MENSAGEM

Depois do smartphone, o "smartclock". A companhia alemã Adento trouxe para a Cebit o Cookoo, relógio de pulso que mostra, numa tela de LCD, as atualizações do Facebook, chamadas e mensagens recebidas. Também dispara fotos do celular remotamente. O produto custa R$ 250 e conecta via Bluetooth em aparelhos com sistema iOS. O ponto alto é o design do relógio. Sóbrio, nada futurístico, bem raro neste tipo de lançamento --vide o Google Glass cafonão.

4) ...NÃO EXIBE INFORMAÇÕES NOS ÓCULOS

Falando em Google Glass, se você quer acessar informações do celular sem precisar tocá-lo, a empresa italiana Glass Up jura ter a solução para os seus problemas. Seus óculos exibem o que está se passando nas redes sociais e mensagens privadas.

"É muito irritante estar diante de pessoas que tiram o celular do bolso toda hora. Nós resolvemos isso", diz Francesco Giartosio, CEO da empresa. O gadget conecta ao smartphone via Bluetooth e estará no mercado a partir de setembro por R$ 750.

5) ...NÃO ABRE A PORTA DA SUA CASA

Chega de chaves (e de perder as chaves!). Esse é o lema que o centro de pesquisas alemão Fraunhofer trouxe para a Cebit 2013. A ideia é bem simples. Após baixar um aplicativo e instalar uma fechadura especial na porta, o usuário cria sua própria chave digital, com as características que preferir. É possível, por exemplo, enviá-la por e-mail para um amigo que esteja precisando entrar no seu apartamento. Também dá para canceluar o uso a qualquer momento.

O Key2Share ainda é um protótipo. Não tem previsão de chegada ao mercado. De qualquer maneira, vale a pena acompanhar as apostas do Fraunhofer, instituto que surgiu, entre outros, com o algoritmo de compressão do MP3.

6) ...NÃO É UM HOME-THEATER

Veja bem: não estamos falando aqui daquelas caixinhas de som que se acoplam a iPhones e iPads. As sonic chairs (R$ 20 mil) têm como missão mostrar a sensação de estar dentro de um fone de ouvido. A fabricante alemã disponibiliza as cadeiras em 39 cores diferentes. Elas são feitas de microfibra com acabamento de camurça e também podem ser conectadas a notebooks, além de iPods. Na Europa, é possível alugá-las por R$ 250/dia. Coisa fina (e cara).

O jornalista DIÓGENES MUNIZ viajou a convite da Hannover Fairs do Brasil

HTC One é candidato ao posto de melhor smartphone do mercado

É uma pena que a HTC não venda mais dispositivos no Brasil. Depois de algumas bobeadas no segmento de smartphones mais caros, a companhia retomou o rumo com o HTC One.

Ele foi lançado no último dia 19, em antecipação ao Mobile World Congress, mas é no evento que acontece em Barcelona que as pessoas têm a chance de conhecê-lo mais de perto.

Logo de cara, ele chama a atenção pela tela, que tem resolução Full HD e densidade de 468 ppp (pixels por polegada), o que gera altíssima nitidez --o iPhone 5, com sua tela Retina, tem 326 ppp. Seu brilho é bom e as cores são equilibradas.

O HTC One, com tela de 4,7 polegadas e Android 4.1 durante a feira WMC, de dispositivos móveis, em Barcelona
As 4,7 polegadas da tela parecem ainda maiores pelo fato de as bordas em volta da tela serem bem finas. Passa a impressão de que você carrega apenas o software na mão.

A interface aplicada ao Android 4.1, batizada de Sense, é atraente e parece com a do Windows Phone, com um mosaico de apps e informações --é uma alternativa para quem prefere o Android, mas acha a plataforma da Microsoft bonita.

Dentro, ele tem um processador de quatro núcleos Snapdragon 600, da Qualcomm, e 2 Gbytes de memória. No teste da reportagem, ele se mostrou rápido, mas seria preciso mais tempo para detectar possíveis engasgos.

Ainda não há informações sobre a data de lançamento e o preço dele nos EUA.

Uso de dados móveis em smartphone quase dobra em um ano

De 2011 para 2012, a quantidade de dados consumidos por cada smartphone praticamente dobrou -a média global passou de 189 Mbytes por mês para 342 Mbytes por mês, um aumento de 81%.

As informações são do estudo Visual Networking Index, da Cisco, que também registrou um aumento de 70% no tráfego global de dados móveis no mesmo período -de 520 petabytes por mês para 885 petabytes mensais.

Um petabyte equivale a mil terabytes, ou 250 mil DVDs.

No Brasil, o crescimento foi ligeiramente menor do que a média global de 11,8 petabytes, em 2011, para 19,8 petabytes, em 2012, um aumento de cerca de 68%.

Segundo o instituto Nielsen, 36% dos celulares no país são smartphones.

O estudo da Cisco prevê ainda que, em 2017, cada smartphone gerará 2,7 Gbytes de tráfego por mês, cerca de oito vezes a média de 2012.

HABITAT MÓVEL

O universo dos dados faz parte da rotina do publicitário Rodrigo Terra, 41. Não apenas Instagram, Facebook e Twitter para ver se apareceu alguma foto bacana aqui, novidades de amigos acolá, notícias corriqueiras do dia a dia --e-mails, aplicativos para buscar táxi, GPS e WhatsApp já se incorporaram à rotina pessoal e profissional.

"Uso dados o dia inteiro porque tenho plano ilimitado", explica. "Pago R$ 29 por uso irrestrito de internet para pessoa física, mesmo. Troquei de operadora [por causa de problemas no tráfego de voz], mas a conta aumentou uns R$ 300 e voltei a usar o plano anterior", relata ele.

São 2 Gbytes consumidos por mês, distribuídos em doses cavalares e diárias de conexão. Uma porção disso, por exemplo, vai para administrar o conteúdo que seu filho acessa no computador por meio de um app de segurança voltado para a família.

"Programo remotamente assuntos e sites que ele pode pesquisar pelo smartphone. Também transfiro muitos arquivos para clientes. Costumo receber e aprovar muita coisa pelo celular", diz.

Mesmo sendo um "heavy user" (aquele tipo de usuário contumaz), ele limita essa característica. "Eu me policio muito. O mundo está exagerando um pouco nessa coisa de depender de celular. Costumo desligá-lo, leio um livro com meus filhos. A sociedade está começando a se preocupar", reflete.

A relação intensa com dados também é natural para Mirian Bottan, 26, repórter do programa "A Liga" (Band). "É bizarro, mas ele é quase uma continuação da minha mão. [O celular] está ao alcance dela o tempo todo. O movimento de destravar o telefone é tão automático que às vezes destravo e travo em seguida, é involuntário", brinca ela, cujo consumo fica em torno de 2 Gbytes por mês.

Além de usar apps de redes sociais "a cada cinco minutos", Mirian diz usar serviços de mensagens on-line e fazer buscas "quase o tempo todo", quando surgem dúvidas numa conversa, por exemplo.

Veja dicas para não estourar seu plano 3G

Para não estourar seu plano de dados do smartphone ou do tablet, evite, no 3G, ver vídeos e ouvir músicas em serviços on-line, como o YouTube e o Rdio, e use redes wi-fi sempre que possível.

Adotar um navegador de web econômico, como o Opera Mini, também ajuda.

Disponível para Android e iOS, o browser gratuito conta com uma tecnologia de compressão que, segundo a empresa, pode reduzir o gasto com dados em até 90%.

O Android, a partir da versão 4.0, permite monitorar os dados consumidos por cada aplicativo instalado. Quando o limite do seu pacote de dados (500 Mbytes, por exemplo) é atingido, a ferramenta desativa a conexão 3G até o fim do ciclo mensal.

Para acessar o recurso, vá a Configurações e selecione Utilização de dados.

Uma solução ainda mais completa é o Onavo Count, disponível para Android e iOS.

Como o Android dá permissões mais amplas aos aplicativos de terceiros do que o iOS, a versão para o sistema do Google é mais completa: além de monitorar a quantidade de dados usados por cada aplicativo diária, semanal e mensalmente, mostra alertas depois que um app é instalado, informando se ele é "fominha" demais ou não.

É possível ainda, no Onavo para Android, restringir ao wi-fi aplicativos que consomem muitos dados.

(Fonte: Folha Online) - 04/03/2013
Nokia lançará smartphones mais baratos para competir com rivais chineses


A fabricante finlandesa de celulares Nokia vai lançar modelos mais baratos em uma tentativa de enfrentar a crescente concorrência de rivais chineses nesse mercado, disseram fontes da empresa nesta sexta-feira (22).

Os novos modelos, que serão revelados no Mobile World Congress, uma feira do setor em Barcelona, na semana que vem, mostram que a Nokia está alargando seu foco, depois de se concentrar nos dois últimos anos em recuperar o atraso com relação à Apple e à Samsung Electronics nos smartphones, mais caros.

As fontes informaram que a Nokia pode introduzir celulares básicos com preços baixos para concorrer com rivais como a Huawei e ZTE, bem como uma nova versão, mais barata, de seu smartphone Lumia, equipado com o sistema operacional Windows Phone 8.

Detalhes como o preço exato dos novos modelos não estão disponíveis, e um porta-voz da companhia se recusou a comentar.

A Nokia, que por muito tempo foi a líder do setor de celulares, vem enfrentando dificuldades diante da crescente concorrência, tanto nos smartphones quanto nos modelos mais baratos.

A linha Lumia de smartphones era vista em geral como decisiva para o futuro da companhia, devido às altas margens de lucro que propicia. O sucesso ou não dessa linha deve determinar se o presidente-executivo Stephen Elop tomou a decisão certa dois anos atrás ao substituir o sistema operacional próprio da Nokia, o Symbian, pelo Microsoft Windows.

PREÇOS

A maior parte dos modelos Lumia custa mais de US$ 200, e o modelo de topo de linha, o Lumia 920, pode custar mais de US$ 600 sem o subsídios de uma operadora, nos Estados Unidos e alguns mercados europeus. Em contraste, o preço médio de venda dos celulares Nokia em 2012 de 31 euros em 2012, ante 35 euros no ano anterior.

Mas os analistas estimam que a fatia de mercado da Nokia nos smartphones continua a ser de apenas cinco por cento, e que ela precisa proteger sua posição em celulares básicos, para sobreviver.

As vendas de celulares da Nokia caíram em 21 por cento em 2012, para 9,44 bilhões de euros, e as de smartphones caíram em 50 por cento, para 5,45 bilhões de euros.

A companhia vendeu 4,4 milhões de modelos Lumia, entre os quais o 820 e o 920, lançados em novembro, no quarto trimestre. Muitos analistas estimam que precise vender mais que o dobro desse total para convencer os investidores de que sua estratégia para os smartphones está funcionando.


(Fonte: DA REUTERS) - 24/02/2013
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