Possibilidade de ser alvo de duras multas, regulação mais rígida ou mesmo fuga de usuários ronda a empresa neste ano.
Uma ótima notícia para o Facebook: 2018 acabou. Uma notícia ruim: 2019 está apenas começando.
Facebook está sendo investigado pela principal comissão reguladora do setor na União Europeia
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Neste novo ano, os pedidos de desculpas da empresa darão espaço a sua responsabilização, e multas ou medidas regulatórias talvez sejam colocadas em prática.
O que isso significa, exatamente? Que tipo de punições a gigante das redes sociais pode enfrentar? A BBC traça um panorama de o que pode acontecer ao Facebook nos próximos 12 meses:
Pode ser alvo de uma multa pesada na UE...
A Comissão de Proteção de Dados da Irlanda anunciou em dezembro que, ante "diversas notificações de brechas" no Facebook, iniciou uma investigação sobre a empresa (depois de esta ter informado a correção de um bug que levou à exposição de fotos privadas de 6,8 milhões de usuários). As implicações disso são potencialmente enormes - uma vez que se trata da principal comissão reguladora desse setor na União Europeia. O possível avanço regulatório se sustenta na intenção de punir severamente empresas que não protegem dados pessoais dos usuários.
"O foco será nas medidas de segurança e procedimentos que eles (Facebook) tinham em vigor", avalia Kate Colleary, líder da IAPP, organização internacional dedicada à proteção de dados privados. "Se estes tiverem sido deficientes, é possível que haja uma descoberta administrativa."
"Descoberta administrativa" seria, em outras palavras, uma eventual decisão da Comissão de Proteção de Dados com multas pesadas. Segundo uma regulação em vigor desde maio do ano passado, uma empresa pode ser multada em até 4% de sua receita global - no caso do Facebook, isso equivaleria a mais de US$ 1,5 bilhão.
...E também nos EUA
Pode ser que não pare por aí. Enquanto avançam as investigações na Irlanda, a Comissão Federal de Comércio dos EUA também examina a conduta do Facebook perante um acordo assinado pela empresa em 2011. Em termos gerais, o acordo fez o Facebook prometer que obteria consentimento devido e explícito em casos de coleta e compartilhamento de dados. A empresa já refirmou, diversas vezes, que não descumpriu o acordo, conhecido como "decreto de consentimento". De qualquer modo, a comissão federal está analisando o caso.
Empresa de Mark Zuckerberg pode ser alvo de mais regulação nos EUA, assim como aconteceu na Europa
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Em caso de ser identificada alguma violação nos termos, as punições são, em teoria, astronômicas: o "decreto de consentimento" prevê multas de US$ 40 mil por dia, por violação.
Se uma eventual violação abarcar todos os 80 milhões de usuários do Facebook nos EUA, chega-se à cifra de US$ 3 trilhões.
Mas é improvável que se chegue a isso. O objetivo da comissão não é quebrar empresas americanas, mas sim desencorajar comportamentos inadequados. Em entrevista ao Washington Post, David Vladeck, ex-chefe de proteção ao consumidor da mesma comissão, disse que eventuais multas devem ser na casa de US$ 1 bilhão.
"A agência (em referência à comissão) vai querer enviar a mensagem de que (...) leva muito a sério seu decreto de consentimento", opinou ele ao jornal.
Pode ser desmembrado
Uma opinião que parece ter apoio multipartidário - em diferentes países ao redor do mundo - é a de que o Facebook se tornou muito grande e muito poderoso.
"Temos muitos concorrentes", disse Mark Zuckerberg durante sua aparição diante do Senado americano, em abril de 2018. Mas ele não mencionou nenhum desses concorrentes. Com o WhatsApp e o Instagram sendo parte da empresa, não há, de fato, nenhuma alternativa ao Facebook - e, se houvesse, a empresa provavelmente a compraria.
Um grupo ativista específico, o Freedom from Facebook, pede que a empresa seja dividida em quatro: a rede principal de Facebook, o WhatsApp, o Instagram e o Facebook Messenger. Também pede que seja mais fácil para os usuários migrar seus dados de uma rede a outra, caso queira se desconectar de alguma delas.
O Facebook, segundo o periódico New Stateman, está contratando especialistas em leis concorrenciais, preparando-se para fortes conclamações para que seu negócio seja desmembrado em peças menores.
A empresa também contratou, em outubro, um político britânico do alto escalão - Nick Clegg, ex-vice-premiê - como chefe de Comunicações.
Em conversas com jornalistas, Clegg disse que vai focar seus esforços na ideia de "co-regulamentação", ou seja, em trabalhar em conjunto com governos para criar regulamentações que façam sentido técnica e eticamente.
Mas foi alvo de críticas, uma das de Ahmed Banafa, especialista em privacidade da Universidade Estadual de San Jose, na Califórnia, alegando que as autoridades "devem agir de modo independente (ao Facebook) porque estão cuidando de nós, cidadãos, e não das empresas".
Político britânico Nick Clegg, agora no Facebook, defende "co-regulação"
Foto: Getty Images / BBC News Brasil
Pode ser alvo de regulamentação (junto com o restante das empresas de tecnologia)
"Eu não quero votar pela regulação do Facebook", disse em abril a Mark Zuckerberg o senador americano John Kennedy. "Mas eu o farei. Isso dependerá de você. (...) Seu (termo) de condições dos usuários é péssimo."
Há uma sensação, em Washington, de que passou do tempo de o Facebook mostrar ser capaz de resolver seus próprios problemas sozinho. E o Facebook já disse diversas vezes estar aberto a regulação, desde que seja a regulação "certa", que não impacte a habilidade das pessoas de se comunicar livremente online.
E que tipo de regulação pode ser essa? Um relatório do senador democrata Mark Warner - vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senador - talvez traga o argumento mais coerente para o que pode vir a ocorrer.
Em termos gerais, o senador quer forçar as redes sociais a se abrirem a uma auditoria de acadêmicos; a oferecerem uma melhor portabilidade de dados, para que as pessoas possam migrar mais facilmente de um serviço a outro; e a terem mais transparência quanto a quais dados pessoais estão sendo armazenados, para o que estão sendo usados e por quem.
Veja que esse tipo de medidas não afetaria apenas o Facebook, mas quaisquer plataformas que usem dados pessoais - Google e companhia também estarão acompanhando o tema bem de perto.
Por enquanto, o Facebook diz apoiar a Lei de Publicidade Honesta, que força os sites a explicitar a origem do financiamento de anúncios publicitários políticos ou correlatos. Isso seria um bom primeiro passo, mas insuficiente. Legisladores nos EUA assistiram à aprovação da Regulação Geral de Proteção de Dados da União Europeia (aprovada em maio e descrita por seus criadores como "a mais importante mudança em regulação de privacidade de dados dos últimos 20 anos") e pensando: "é possível fazer".
Pode não receber tanta atenção dos usuários
O Facebook continua a crescer, mas não em regiões onde foi atingido por graves escândalos - estacionou seu crescimento nos EUA e viu seus números caírem na Europa.
Será que isso vai continuar? Pode se aprofundar? Algo anedótico: mais e mais pessoas estão contando - nas redes sociais, naturalmente - como estão se afastando do Facebook, seja deletando a conta ou tirando o app de seu celular.
Mas só teremos as estatísticas oficiais depois de 30 janeiro, quando a empresa anunciar seus próximos planos de receitas.
Uma pesquisa com quase mil usuários de Facebook feita pela empresa de análises Creative Strategies, em abril de 2018 - depois do escândalo da Cambridge Analytica, que teve acesso a diversos dados da plataforma - mas antes de virem à tona outras revelações de brechas de dados. O resultado foi de que 31% disseram que pretendem usar menos o Facebook no futuro. Veremos.
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Mochila é uma criação da Nike, em parceria com a Sony e o jogador de basquete Paul George, do Oklahoma City Thunder
Se você é um sonysta triste por não poder comprar o PlayStation 5 tão cedo, precisa de espaço em uma mochila pra levar o console pra casa da vó, gosta da NBA e ainda curte as cores do logo antigo do antigo video game, lá dos anos 90, a Nike pode te dar uma mão. Ela criou uma mochila chamada PS x PG Backpack e que é assinada por Paul George.
O item é uma mochila, ponto final. Ok, nem tanto. É uma mochila que é grande o suficiente pra colocar um PlayStation 4 Pro do lado de dentro, mas com as cores e o visual que ficaram famosos no finalzinho do século passado. Isso significa que ela é cinza e tem o logo colorido do primeiro PlayStation.
Ela tem um visual que segue outros produtos da Nike e que foram criados em parceria com Paul George, jogador da NBA que atualmente está no Oklahoma City Thunder. Antes da mochila, a Nike lançou alguns pares de tênis com a mesma temática do console da Sony, sendo que um deles, o PG 2.5 x PlayStation Colorway, tem até um easter egg que remete ao PS4, que está no pulsar de luz que existe em um LED na língua do tênis.
Sim, ela tem luz e pode piscar - o que, pra mim, é uma lembrança calorosa do meu Le Cheval Break Light. E se você não entendeu nada do que falei na linha acima, é só olhar a propaganda neste link.
Se você se importa com dados técnicos, já que o lado fanboy da Sony pode ser pouco importante (cof cof), a mochila é feita de poliéster, é aberta pelo lado de cima e sem zíper, tem quase 59 centímetros de altura, por mais ou menos 33 centímetros de largura e 20 centímetros de profundidade.
Ela custa US$ 175, o que dá pouco mais de R$ 650, pode ser comprada neste link e não, não é vendida no Brasil - infelizmente.
Com informações: Eurogamer.
A Apple convidou personalidades pra narrar em inglês grandes clássicos que foram transformados em audiobooks gratuitos
A Apple lançou seis audiobooks em inglês de graça pra todos os usuários do Apple Books. Os livros são autênticos e incontestáveis clássicos, cada um em seu estilo, mas com toda uma nova produção e narração feita por personalidades com perfis bem variados, mas também muito interessantes.
A pequena coleção gratuita começa pelo excepcional livro Frankenstein de Mary Shelley narrado pelo podcaster Aaron Mahnke (que eu acompanho semanalmente em Lore, Unobscured e The Cabinet of Curiosities) e vai adiante com The Secret Garden (O Jardim Secreto) de Frances Hodgson Burnett, narrado pela atriz Karen Gillan (A Nebula de Guardiões da Galáxia e Vingadores e a Amy Pond de Doctor Who) passando por The Time Machine (A Máquina do Tempo) de H.G. Wells, narrado pelo ator Kelsey Grammer (o Frasier).
Também estão na lista The Wonderful Wizard of Oz (O Mágico de Oz), narrado pelo ator e comediante Tituss Burgess; Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito) narrado pela atriz Kate Beckinsale e Winnie the Pooh (O Ursinho Puff), o único que não é narrado por uma só pessoa, e sim pelo Disney Book Group.
O iBooks foi oficialmente lançado uns 7 anos atrás, mas nem sempre teve a devida atenção da Apple, isso até mudar de nome com a chegada do iOS 12, virando simplesmente Apple Books, o que foi um divisor de águas na história do app/serviço.
O Twitter do app Apple Books anunciou o lançamento feliz da vida, chamando os narradores de convidados especiais. Aaron Mahnke comemorou no seu perfil do Twitter a oportunidade de narrar esse grande clássico da literatura, que além de ótimo é considerado o primeiro livro de ficção científica da história.
Frankenstein inspirou muita coisa, desde milhares de livros e filmes, até malucos que querem transplantar cérebros humanos para robôs (daqui a uns 3 anos), até Shelley, uma inteligência artificial que cria contos de terror, e é claro que foi minha primeira escolha, já estou ouvindo com a voz familiar de Mahnke.
Gosto de ver a Apple incentivando a leitura (ou no caso a audição) de grandes livros, e torço para que a iniciativa continue no futuro com novos audiobooks gratuitos de verdadeiros clássicos que marcaram as vidas de várias gerações.
Como os seis audiobooks podem ser baixados gratuitamente para todo mundo que tiver uma conta da Apple e são todos ótimas pedidas, quem gosta de ouvir livros enquanto aproveita pra treinar o ouvido no idioma bretão certamente vai querer baixar e conferir todos.
Clique abaixo para fazer o download dos livros em suas páginas no Apple Books, ou faça uma busca pelos títulos no seu iTunes.
The Secret Garden narrado por Karen Gillan
Frankenstein narrado por Aaron Mahnke
Pride and Prejudice narrado por Kate Beckinsale
The Wonderful Wizard of Oz narrado por Tituss Burgess
Winnie the Pooh narrado pelo Disney Book Group
Para ouvir centenas de audiobooks gratuitos em inglês, recomendo essa lista do Open Culture.
Voltada à tecnologia, a indústria 4.0, já tem transformado muitos conhecimentos da tecnologia como parte do cotidiano.
Segundo o site Citisystems, o termo indústria 4.0 se originou a partir de um projeto de estratégias do governo alemão voltado à tecnologia, sendo usado pela primeira vez na Feira de Hannover em 2011. Seu fundamento básico implica que conectando máquinas, sistemas e ativos, as empresas poderão criar redes inteligentes ao longo de toda a cadeia de valor que podem controlar os módulos da produção de forma autônoma.
Ou seja, as fábricas inteligentes terão a capacidade e autonomia para agendar manutenções, prever falhas nos processos e se adaptar aos requisitos e mudanças não planejadas na produção. Assim, com a explicação do site, pode-se considerar que os pilares da industria 4.0 são Internet das Coisas (Internet of Things – IoT),
Big Data Analytics e Segurança.
Foto: Novoelo / Reprodução
Pensando nessa teoria, Leila Duarte, especialista Lean Six Sigma Yellow Belt, faz alguns apontamentos sobre a nova tendência.
GANHAR DINHEIRO x FAZER DINHEIRO
“Eletrodomésticos que se conectam via wi-fi, que apontam a vida útil do produto, ou informam quando deve ser feito a manutenção; carros que dirigem sozinhos; biotecnologia (chips), impressora 3D com construção de tijolos, peças de carro, vestuário. Aplicativos com tradução simultânea de línguas, transferência de dinheiro apenas passando o celular frente ao outro, Bitcoins, Blockchain. Drone com reconhecimento facial”, exemplifica Leila Duarte.
“O que falar da IA? (Inteligência Artificial) já convivemos com ela e não percebemos. Chat Bots, você já deve ter ouvido falar do Watson, Siri, Bia e Alexa não é? O desafio aqui é a questão do acolhimento, que só seres humanos conseguem fazer. Mas, isso já está em estudo”, complementa.
As questões que a administradora levanta e deixa para reflexão pessoal são: Onde tudo isso vai repercutir? Teremos reflexos na indústria alimentícia? E os profissionais liberais? Sentirão a perda de quota de mercado? Como ficará o impacto nos laboratórios? Na indústria veterinária, Pet Shops? Escolas de Línguas, Call Centers, Construção Civil, Empresas automotivas, Moda? Casas de Câmbio devem sumir? E o Banco tradicional, repensar esse modelo? Será o fim dos cartórios?
Robôs, chat bots e Inteligência Artificial: aprenda a conviver com eles
Foto: Pierre Metivier / Visualhunt.com / CC BY-NC
COMPETÊNCIAS MAIS REQUISITADAS PARA O FUTURO
Explicando, a partir do site Nexialistas, o termo M.U.V.U.C.A. como M (Meaningful): tudo o que fazemos precisa ter sentido, propósito, significado; Universal (Universal): sempre precisamos analisar o impacto de nossas decisões. O que se faz aqui pode repercutir muito além; Volátil (Volatile): tudo muda rapidamente, precisamos reagir rápido; U (uncertainty): a única certeza que temos é que não temos certeza de nada; Complexo (Complex): As soluções dos problemas são mais complexas, as realidades são difíceis de interpretar; Ambíguo (Ambiguous): O que é bom hoje pode não ser amanhã.
Segundo Gustavo Leme, citado pela auditora 5S Lean: “Precisamos aprender a aprender e aprender a desaprender. Precisamos cada vez mais estar antenados nas novidades em nossa área de atuação. Na área de projetos e melhoria então? Não tem como não estar ligado no que ocorre no mundo, principalmente na área de tecnologia”, declara.
Assim, seguindo o pensamento de Leila, pode-se pensar nessas competências para agregar valor nessa “MUVUCA” que o mundo vive, em meio a: negociações Complexas, Gestão de Tarefas, Pensamento Crítico, Design Doing, Market Insight. Como serão os profissionais do futuro? Generalista? Especialista? Ou Nexialista?
ASSUNTOS MAL RESOLVIDOS ATRAPALHAM PROJETOS
Vários fatores atrapalham, conforme a especialista em Gerenciamento de Projetos (MBA), o andamento de um projeto, falha no escopo, comunicação interna, liderança, Treinamento e Desenvolvimento. Na Liderança, Leila levanta algumas questões a serem refletidas.
“Como é escolhido o líder? Qual critério é usado? É avaliado corretamente? Ou por ser líder não é avaliado? Se promovemos mal? Não nos livramos facilmente deles”, alerta ela.
Já no assunto de comunicação interna: “Aqui vão começar diversas desculpas. A comunicação não flui corretamente, equipe não sabe esperar orientações, não tem tempo de ler e-mail, mural, memorando, papel de pão, não sabem a estratégia da empresa”.
Pensando no quesito Treinamento e Desenvolvimento, Duarte afirma: “o bicho papão chamado budget, pouca mensuração de resultados, aula tradicional onde todos são tratados na mesma régua sem levar em consideração particularidades de aprendizado. Como dizia Albert Einstein: Todo mundo é um gênio. Mas, se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, ele vai gastar toda a sua vida acreditando que ele é estúpido”.
Por último, mas não menos importante, a reflexão sobre competências: “Como traduzir comportamentos observáveis? O mundo gira, mas as competências são as mesmas”.
Como fica então o e-learning e os treinamentos convencionais?
Foto: Dennis Schäffer / Visualhunt.com / CC BY-NC-SA
O FUTURO NÃO É TREINAMENTO
O que vem à mente quando falamos em T&D? O habitual treinamento presencial? Maçantes e-learnings? Onde o personagem mexe apenas uma mão do começo ao fim do curso?
“A indústria 4.0 está aí, tecnologia anda a passos largos. As gerações X, Y, Z, millenium e sabe qual mais termos virá pela frente, já nascem com tablet na mão postando nas redes sociais. Eles não passaram pela transição do analógico para o digital como muitos de nós ― eu me incluo nisso. Então porque usar o mesmo modelo do século passado e querer resultados diferentes e melhores?”, defende Leila. “Saímos de aprendizagem de massa (Gestão da Eficiência) para garantia de um processo de aprendizagem que é individual, mobile, inteligente.”
O APRENDIZADO 4.0
No mundo onde não se pode perder tempo, tudo é muito dinâmico. “Não podemos ocupar espaço em nosso HD com conhecimento desnecessário que não será utilizado agora, já nesse exato momento. Com isso, como privilegiar a individualização da aprendizagem? Podemos pensar da seguinte maneira: Trilha de desenvolvimento, Ecossistemas de conteúdo, projetos de curadoria, Projetos de Mentoria Estruturados”, sugere ela.
MOBILE E INTELIGENTE
A aprendizagem mobile já é realidade no cotidiano: A pessoa só precisa escolher quando e onde aprender.
“Precisamos ganhar tempo, então modelos preditivos que identifiquem preferências e façam sugestões com base no perfil do aprendiz são fundamentais. Nada de ficar preenchendo fichas enormes somente para protocolo ou atingir a meta de X cursos feitos no mês, que no final não trazem resultados tão significativos. Tempo exclusivo para aprendizagem é luxo. Por isso a aprendizagem inteligente garante que trabalho e aprendizagem andem de mãos dadas no mesmo processo.
Exemplos: Chatbots, Machine Learnings, Big Data e Modelos Preditivos, Adaptative Learning”, explica a administradora.
POR ONDE COMEÇAR?
Preste atenção não no que te respondem e sim no que buscam. “A área de TI, por questões de segurança, tem mapeado cada acesso de internet de cada máquina dentro da empresa. Podemos usar isso a favor quando for mapear quadro de cursos. Exemplo: um funcionário diz que tem a competência de negociação. Mas, pelo mapeamento existe vários acessos a curso no YouTube de como ser um bom negociador”, conta, mostrando que a resposta está na busca que a pessoa faz e não que ela te responde.
“Outro exemplo é quando buscamos um perfume no Google, depois aparece anúncios na nossa timeline do Facebook justamente sobre o perfume que
procuramos. Ou seja, isso já é usado. Cabe a empresa repensar sobre esse assunto”.
Falando em soluções inteligentes, para finalizar, Leila cita: “Tudo é uma questão de mindset invertido. Porque não adianta nada fazer um mega fluxo, mudar processos, se não conseguirmos atender o nosso principal cliente que são os funcionários”.
Somados, vazamentos deste ano afetaram mais de 1 bilhão de usuários mundo afora. Relembramos os principais deles
Grandes empresas foram alvejadas neste ano com uma série de vazamentos de dados. Do escândalo envolvendo o Facebook e a Cambridge Analytica à exposição de informações de clientes da rede de hotéis Marriott, a conclusão que fica é que nenhuma companhia, por maior que seja e mesmo aquelas do setor de tecnologia, não estão imunes à ação de terceiros não-autorizados. Abaixo, relembramos as principais vulnerabilidades exploradas que fizeram manchetes neste ano:
1. Marriott
Quantos usuários afetados: 500 milhões de clientes
O que aconteceu?
Em novembro de 2018, a Marriott International anunciou que hackers haviam roubado dados de aproximadamente 500 milhões de clientes. A violação ocorreu em sistemas que suportam as marcas de hotéis Starwood a partir de 2014. Os atacantes permaneceram no sistema depois que a Marriott adquiriu a Starwood em 2016 e não foram descobertos até setembro de 2018.
Para algumas das vítimas, apenas o nome e as informações de contato foram comprometidos. Os invasores puderam obter uma combinação de informações de contato, número do passaporte, números do programa de fidelidade, informações sobre viagens e outras informações pessoais. A Marriott acredita que os números de cartão de crédito e as datas de vencimento de mais de 100 milhões de clientes
foram roubadas, embora a empresa não tenha certeza se os invasores conseguiram decifrar os números dos cartões de crédito.
A violação acabou sendo atribuída a um grupo de inteligência chinês que busca reunir dados sobre cidadãos norte-americanos, segundo um artigo do New York Times. Se for verdade, essa seria a maior violação conhecida de dados pessoais realizada por um estado-nação.
2. My Fitness Pal
Quantos usuários afetados: 150 milhões
O que aconteceu?
No final de fevereiro, o aplicativo da Under Armour, o MyFitnessPal foi violado, comprometendo os nomes de usuários, endereços de e-mail e senhas dos usuários.
O popular aplicativo de saúde para Android e iOS armazena dados de exercícios físicos e registra informações de alimentação de seus usuários, como controle de calorias. Entretanto, dados como números de cartão de crédito não foram acessados.
3. CPF de brasileiros
Quantos usuários afetados: 120 milhões
O que aconteceu?
Pesquisadores em cibersegurança descobriram uma brecha grave em um servidor que expôs o número de CPF de 120 milhões de brasileiros - ou seja, mais da metade da população. Segundo a empresa de segurança InfoArmor, que
detectou a vulnerabilidade em março deste ano, a negligência estava na própria configuração da segurança do servidor.
Os pesquisadores identificaram que as ferramentas de segurança do servidor público brasileiro não estavam configuradas adequadamente. Dessa forma, dados armazenados neste servidor poderiam ser acessados por qualquer pessoal mal-intencionada a qualquer momento.
4. Quora
Quantos usuários afetados: 100 milhões
O que aconteceu?
O site de perguntas e respostas sofreu um vazamento que incluía nomes, endereços de e-mail e até mesmo senhas criptografadas. A empresa diz que sofreu um ataque hacker, mas consertou a vulnerabilidade e resetou as senhas.
5. My Heritage
Quantos usuários afetados: 92 milhões
O que aconteceu?
Em junho deste ano, o popular serviço de análise genética MyHeritage informou que endereços de e-mail e informações de senhas vinculadas a contas de mais de 92 milhões de usuários foram comprometidos devido a uma brecha. O que a
empresa descobriu foi que um de seus arquivos em um servidor privado - que não fazia parte da empresa em junho deste ano - foi violado. Neste arquivo havia endereços de e-mail e senhas em hash, mas informações financeiras não foram afetadas.
6. Facebook e Cambridge Analytica
Quantos usuários afetados: 87 milhões
O que aconteceu?
Em março deste ano, uma investigação dos jornais The New York Times, Guardian e Observer, revelou que a Cambridge Analytica, uma consultoria baseada no Reino Unido e que trabalhou para a campanha de Donald Trump, havia usado informações de dezenas de milhares de usuários do
Facebook para fins de manipulação política. Dados identificando as preferências dos usuários e interesses foram acessados.
O que se descobriu foi que um aplicativo chamado “this is your digital life” obteve acesso às informações de 270 mil contas do Facebook por meio do recurso de login, que permite aos usuários se cadastrarem em outros apps sem ter de criar uma conta e senhas separadas. Uma brecha, na época em que o app foi lançado, também dava acesso às informações dos amigos do usuário que optava por fazer o quiz. Em outras palavras, mesmo as pessoas que não tinham concordado em compartilhar suas informações pessoais com o app acabaram tendo os seus dados comprometidos. Foi dessa forma que a Cambridge Analytica conseguiu escalar para 87 milhões de usuários afetados. Cerca de dois meses depois, a consultoria anunciava que fechava seus escritórios.
7. Google +
Quantos usuários afetados: 52,5 milhões
O que aconteceu?
Em outubro deste ano, o Google anunciava sua decisão de encerrar a rede social
Google+ depois da descoberta de um vazamento que sensibilizou dados de 500 mil usuários. O processo de desligamento levaria 10 meses. Mas a história voltou a assombrar o Google em dezembro quando a companhia revelou novo vazamento atingindo a já deserta rede social: uma nova falha de segurança descoberta expôs dados de 52,5 milhões de usuários.
Entre os dados expostos estão nomes, endereços de e-mail, emprego e idade dos usuários. Tais dados ficaram expostos a desenvolvedores por um erro do sistema do Google+, mesmo nos casos onde as contas eram configuradas como privadas. Com isso, o Google decidiu antecipar o fechamento para abril de 2019.
8. Facebook
Quantos usuários afetados: 29 milhões
O que aconteceu?
Invasores exploraram uma vulnerabilidade de código do Facebook que impactava a função "Ver Como", que permitia às pessoas verem como seus perfis apareciam para outras. Tal brecha permitiu que hackers roubassem tokens de acesso ao
Facebook. Tokens de acesso são como chaves digitais que mantêm as pessoas logadas no Facebook para que não precisem digitar novamente sua senha toda vez que acessam o aplicativo. Dados confidenciais, incluindo locais, detalhes de contato, status de relacionamento, pesquisas recentes e dispositivos usados para fazer login foram comprometidos.
9. T-mobile
Quantos usuários afetados: cerca de 2 milhões
O que aconteceu?
Hackers conseguiram ter acesso a servidores da T-Mobile por meio de uma API. Com isso, tiveram acesso a senhas e dados pessoais, incluindo números de conta, informações de faturamento e endereços de e-mail.
10. British Airways
Quantos usuários afetados: 380 mil
O que aconteceu?
Clientes que reservaram voos no site ou aplicativo da companhia aérea britânica
British Airways entre os dias 21 de agosto e 5 de setembro deste ano tiveram seus dados pessoais e financeiros comprometidos devido a uma violação de segurança cibernética.










