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MWC: Conectividade Inteligente e tendências do mundo digital

O 5G já aparecia como tendência nas últimas duas ou três edições do evento, mas foi definitivamente em 2019 que ele passou de coadjuvante

Chegamos ao final de mais uma edição do Mobile World Congress (MWC). E se você perguntar a qualquer um dos 110 mil congressistas qual foi a coisa que mais se destacou esse ano, posso apostar que a maioria responderá que foi o 5G. Em grande parte dos estandes de operadoras, fabricantes de celular, aplicativos, consultorias e até drones, havia luminosos, folders e decoração com alguma referência à rede de dados ultra veloz.

Na realidade, o 5G ainda é apenas ficção em muitos países e, mesmo nos EUA, ele só está disponível em algumas cidades. Mas, como em uma feira de moda, onde a maior parte das roupas de alta costura são apenas conceitos, o MWC tem como um de seus objetivos apresentar conceitos, tendências e apontar para onde iremos no mundo digital.



Mobile World Congress, maior feira de celulares do mundo
Foto: Alan Hessel

O 5G já aparecia como tendência nas últimas duas ou três edições do evento, mas foi definitivamente em 2019 que ele passou de coadjuvante para protagonista. E por que isso é importante? Redes são infraestrutura e redes mais potentes se traduzem em oportunidade para a criação de novas indústrias, aplicações e negócios. Um exemplo bem claro, e talvez o mais inovador, foi a chegada da rede 3G, que transformou completamente a indústria de celulares. Apenas para lembrar alguns fatos marcantes:

1- O surgimento do iPhone só foi possível porque havia uma rede de alta velocidade.

2- Empresas que até então reinavam absolutas, como Nokia, Motorola e LG (entre os aparelhos mais simples) e Palm e Blackberry (entre os smartphones) resistiram em abraçar o ecossistema de aplicativos e, quando se deram conta, já haviam sido engolidas por Apple e Google.

3- A indústria de aplicativos nasceu, possibilitando a criação de novos modelos de negócio e serviços, como o compartilhamento de casas, carros, bicicletas, barcos e até aviões.

Quando a estrela de uma feira é a "rede" podemos esperar que as edições seguintes reservem novidades muito mais interessantes. Explico: redes são infraestrutura e, portanto, não são excitantes por si só. Mas… tudo que está sendo criado em termos de conectividade, como internet das coisas (IoT), machine learning, carros autônomos etc., só será possível porque essa super velocidade se tornará realidade.

Ah, e para acabar, quero dividir com vocês os principais destaques além do 5G: os smartphones dobráveis que Samsung e Huawei apresentaram são realmente incríveis, lindos e mega caros (US$2 mil).

E por último, não tenho como não falar sobre a simpaticíssima Sofia, o robozinho equipado com inteligência artificial que batia papo com os congressistas. Perguntei a ela o que havia achado da sua visita ao Brasil em 2018 e ela falou que amou o país e as pessoas. No final das contas, a inteligência artificial parece já contar com um pouquinho de inteligência emocional :-).

*Daniel Carvalho, diretor de desenvolvimento de negócios do Twitter para América Latina Daniel Carvalho (@dancarvs) foi CEO para América Latina da Mondia Media e diretor-geral para o Brasil das italianas Buongiorno e Dada.net. Além disso, foi diretor de marketing para o Brasil da Telefônica Publicidade e Informação (Guia Mais) e diretor de marketing e e-commerce do Yahoo!


(Fonte: Daniel Carvalho Daniel Carvalho) - 11/03/2019
Veículos elétricos têm novo combustível à base de água

Veículos elétricos usam tecnologia inovadora de uma startup australiano-israelense: o combustível promete maior alcance, menor custo e menos poluição.

Veículos elétricos têm sido notícias frequentes. São apresentados como solução para acabar com a dependência dos combustíveis fósseis e também para proteger o meio ambiente. Já pensou rodar por aí em um carro elétrico cujo combustível tem como base a água? Pois é isso mesmo! Essa novidade foi apresentada no final de 2018, em Tel Aviv, pela Electriq~Global, uma startup australiano-israelense.

“A tecnologia é revolucionária”, segundo a Electriq. Isso porque ela retira o hidrogênio da água e o usa para gerar a energia elétrica necessária para os veículos. E esse combustível à base de água é eficiente, seguro, barato e causa menos poluição. Aliás, diz a empresa, ele não emite gases poluentes. Ficou interessado no assunto? Então, continue lendo para entender melhor essa novidade.


Combustível à base de água é mais barato e não poluente, garante startup.

Combustível à base de água pode ser o futuro
A energia renovável vem chamando a atenção de diversas empresas pelo mundo. Normalmente, são usadas baterias de íon lítio para os carros (como os da Tesla, por exemplo). Já para veículos maiores, como caminhões, ônibus, trens e barcos, recorre-se a tecnologias que utilizam hidrogênio comprimido. E o grande problema, aqui, é o alto custo de armazenamento e transporte.

Já o sistema desenvolvido pela Electriq apresenta três componentes-chave: a água, uma substância química — a Tetraidrobiopterina (BH4) — e uma camada de metal — que é um catalisador criado pela empresa. É esse catalisador que, a partir da mistura, põe em ação a produção de hidrogênio. “Criamos um novo tipo de combustível à base de água que é seguro, não inflamável e fácil de usar e transportar”, disse o CEO da Electriq, Guy Michrowski, em uma

entrevista
ao The Times of Israel.


Desenho mostra como funciona um carro elétrico movido com o novo combustível à base de água.

Combustível de água rende mais, custa menos e não polui
A tecnologia desenvolvida pela empresa apresenta, de imediato, três características altamente desejáveis. Ela acarreta maior rendimento, por um custo menor e com facilidade de transporte e uso.

Isto é: de acordo com a Electriq, seu combustível dobra o alcance dos veículos elétricos pela metade do custo.

Em seu site, a Electriq apresenta tabelas comparando o alcance do seu combustível inovador com o que é usado por outras companhias. Por exemplo, tanto um Tesla Model-S, que usa bateria de lítio, quanto um Toyota Mirai, movido a hidrogênio comprimido, têm alcance de 500 km. Já os veículos elétricos da startup chegariam a mil quilômetros e levariam apenas cinco minutos para reabastecer.


Site mostra comparação do alcance dos diferentes veículos elétricos.

Além disso, a empresa também compara os custos de um tanque de combustível: com a sua tecnologia, cerca de 25 dólares. Um tanque de hidrogênio do Mirai, em torno de 80 dólares. Quanto à segurança para transportar, usar e armazenar o combustível, provém do fato de ele ser 60% água. Assim, a empresa afirma ser capaz de produzir hidrogênio sob demanda que, depois, é transformado em energia elétrica.


Comparativos evidenciam o lema da Electriq: duas vezes o alcance pela metade do preço e zero emissão de poluentes.

Comercialização do combustível

No site da Electriq~Global, um roadmap aponta algumas datas, lançamentos e objetivos. Por exemplo, entre janeiro e março de 2019, será autorizado em Israel o primeiro centro de reciclagem em larga escala. Já de 1 de julho a 31 de outubro, consta a apresentação de um caminhão de 30 Kw e de um veículo aéreo não tripulado rodando com o novo combustível.

O site também informa que entre abril e junho de 2020 será mostrado o primeiro ônibus com o sistema da Electriq. Entre outras apresentações e construção de plantas, a comercialização da tecnologia está prevista, conforme o roadmap, para 1º de janeiro de 2022.

Michrowski explicou, na entrevista, que o hidrogênio é criado e utilizado, e o líquido restante pode ser reciclado. É reabastecido com água e os demais componentes, podendo ser novamente usado. “O mercado de veículos elétricos está decolando e queremos substituir o hidrogênio comprimido pela nossa solução”, afirmou o CEO da Electriq~Global. Para ele, o valor do novo combustível está em ser acessível e seguro, reduzindo custos e sem poluição.

Então, esperamos que você tenha gostado deste conteúdo. E se você gosta de automóveis, leia sobre a Fórmula E e os carros elétricos.

Achou o texto interessante? Não deixe de ler, também, o artigo sobre carros sem motorista. E continue acompanhando o Blog Vivo Guru, onde você encontra sempre material relevante.

(Fonte: Por Eva Mothci) - 11/03/2019
Nintendo não quer que gastemos muito em seus jogos mobile

Preocupada em passar uma imagem de gananciosa, a Nintendo teria pedido às parcerias para que os seus jogos mobile não explorem tanto os jogadores.

O mercado de jogos mobile se tornou algo tão grande, que algumas empresas tradicionais passaram a apostar pesado na criação de títulos que visam conquistar quem joga em tablets e/ou smartphones.

Quando bem sucedido, jogos para essas plataformas podem faturar dezenas, até centenas de milhões anualmente e por isso não é de se estranhar tantas companhias tentando conquistar uma fatia deste bolo.



Uma que relutou bastante para entrar nesta festa foi a Nintendo e por se tratar de uma empresa com tantas marcas adoradas, a expectativa era de que o mobile se tornaria uma nova mina de ouro para a Casa do Mario. O detalhe é que de acordo com uma pessoa ouvida pelo The Wall Street Journal, não é no dinheiro que a BigN estaria interessada primariamente quando se trata deste mercado.

Enxergando no mobile uma ótima oportunidade para tornar suas franquias ainda mais populares, na verdade a Nintendo estaria preocupada em passar aos consumidores uma imagem de gananciosa e por isso eles teriam pedido a seus parceiros, entre eles a DeNA e Cygames, para que ajustasse os games para que os jogadores não tenham que gastar muito neles.

“A Nintendo não está interessada em fazer uma grande quantidade de dinheiro com um único jogo para smartphone,” afirmou um funcionário da Cygames. “Se gerenciássemos o jogo por conta própria, poderíamos ter feito muito mais [dinheiro].”

O pedido feito pela Nintendo aconteceu depois das reclamações dos jogadores em relação a maneira como personagens raros eram obtidos no jogo desenvolvido pela Cygames, o Dragalia Lost. Distribuído gratuitamente para dispositivos Android e iOS, o jogo de aventura conta com microtransações para obter lucro e da maneira como o funcionário falou, parece que o pessoal por lá não gostou muito da postura da BigN.

Isso fica ainda mais claro quando sabemos que pela primeira vez em 17 anos a CyberAgent, empresa que controla a desenvolvedora, se viu obrigada a reduzir sua previsão de lucro e o motivo para isso seria justamente a baixa arrecadação-por-jogador oriunda do Dragalia Lost. O detalhe é que mesmo assim o título teria faturado US$ 75 milhões desde o seu lançamento em setembro passado, superando inclusive tudo o que Super Mario Run e o Animal Crossing: Pocket Camp conseguiram em todo os seus ciclos de vida.

No entanto, essa tentativa da Nintendo de passar uma imagem melhor não significa que a empresa não esteja interessada em colocar mais dinheiro em seus cofres explorando o mercado mobile. Além do Dr. Mario World previsto para o nosso próximo inverno e do Mario Kart Tour, rumores dão conta de que é apenas uma questão de tempo até que a franquia The Legend of Zelda também apareça nos smartphones e tablets.

Recentemente o presidente ainda disse que o plano da companhia é expandir o seu portfólio no mobile até que eles cheguem a faturar 100 bilhões de ienes por ano, o que daria cerca de US$ 910 milhões. O número pode parecer muito alto, mas se considerarmos que um Candy Crush Saga faturou US$ 1,5 bilhão em 2018 e que só nos Estados Unidos o Pokémon GO registrou US$ 262 milhões no ano passado, a expectativa do executivo não parece tão absurda.

(Fonte: Dori Prata ) - 07/03/2019
TICS FORAM RESPONSÁVEIS POR 3,7% DAS EMISSÕES DE CARBONO EM 2018

O consumo de energia de tecnologias da informação e comunicação (TIC) representou em 2018 cerca de 3,7% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) e segue aumentando a um ritmo de 9% ao ano, conforme estimativa no “think thank” francês The Shift Project.

A informação faz parte do relatório “TICs enxutas – rumo à sobriedade digital”, recém lançado pelo grupo. O estudo foi elaborado por um painel de especialistas que avaliou os impactos ambientais das tecnologias digitais, no contexto da digitalização, e o crescimento rápido nos fluxos de dados e nas bases de terminais instaladas.

Para o Shift Project, a transformação digital tem papel decisivo no crescimento da pegada de carbono das TICs. O grupo faz um alerta para o fato de que a miniaturização dos componentes levem as pessoas a não perceber o impacto que o digital pode ter sobre o ambiente.

O relatório traz quatro conclusões:

1. A intensidade energética da indústria digital está crescendo cerca de 4% ao ano no mundo, em contraste com a tendência global, que vem declinando 1,8% por ano.

O consumo energético direto de cada US$ 1,00 investido em tecnologias digitais aumentou 37% desde 2010. As emissões de dióxido de carbono equivalente (CO2e) do setor digital aumentaram em cerca de 450 milhões de toneladas desde 2013 nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), na medida em que as emissões gerais caíram 250 milhões de toneladas em todo o mundo
no mesmo período.

2. A tendência de consumo digital excessivo não é sustentável por conta da energia e das matérias-primas necessárias para a produção e operação desses equipamentos.

A transição digital atualmente gera um aumento forte na pegada de carbono do setor de TIC, que inclui a energia necessária para a produção e o uso dos equipamentos (como servidores, redes e terminais), que vem crescendo rapidamente ao ritmo de 9% por ano.

A parcela de emissões de GEE correspondentes às tecnologias digitais aumentou pela metade desde 2013, passando de 2,5% para 3,7% das emissões globais. A demanda por matéria-prima, especialmente metais raros e críticos, para produção de equipamentos também vem crescendo.

3. O consumo digital atual é altamente desigual.

Em 2018, o consumidor norte-americano médio possuía 10 dispositivos conectados e consumia 140 gigabytes de dados mensalmente; já o indiano contava apenas com um dispositivo e dois gigabytes de dados – uma diferença de 70 vezes entre os dois mercados.

O consumo digital excessivo não é um fenômeno global: ele é causado por países de alta renda, que consomem mais dispositivos digitais e mais energia para sua operação.

4. O impacto ambiental da transição digital pode ser administrável se o consumo for sóbrio.

Para o The Shift Project, se mudarmos nossa relação com as tecnologias digitais, do consumo excessivo para a sobriedade, seria possível limitar o aumento de consumo de energia de TIC em 1,5% por ano. No entanto, a sobriedade não é suficiente sozinha para reduzir os impactos ambientais da tecnologia digital.

“Nosso relatório traz evidências para as empresas de que sua transição digital não é automaticamente compatível com suas metas de mitigação da mudança do clima”, explica Hugues Ferreboeuf, diretor do grupo de trabalho responsável pela publicação do The Shift Project. (Com assessoria de imprensa)

(Fonte: Da Redação Terra) - 07/03/2019
Pesquisadores puxam tomada de IA que aprendeu a escrever bem demais

IA geradora de texto aprendeu a escrever tão bem, que pesquisadores não vão divulgar o trabalho completo, para evitar que seja usada para criar Fake News

O OpenAI, um grupo de pesquisa focado em IA sem fins lucrativos, que trabalha para desenvolver inteligências artificiais úteis e seguras tomou um belo susto: seu novo sistema de aprendizado de máquina voltado à geração de texto, capaz de prever uma próxima palavra em uma sentença, e continuar a criar a partir dali, aprendeu tão bem a escrever como um humano que o grupo não irá divulgar a pesquisa completa, temendo que ela seja usada para o mal.

A OpenAI foi fundada em 2015 por Greg Brockman, ex-CTO da Stripe, e Sam Altman, presidente da aceleradora Y Combinator, com o intuito de desenvolver IAs amigáveis e úteis, que servissem a seu propósito de auxiliar na resolução de problemas, e que ao mesmo tempo não se tornassem uma fonte de dores de cabeça. Esse discurso se alinha com o de diversos especialistas, como Stephen Hawking, e empreendedores, como Elon Musk, que morre de medo do apocalipse robótico. Não surpreende, portanto que a OpenAI conte com dinheiro do Musk, de outros membros da "Máfia do PayPal" (Peter Thiel e Reid Hoffman) e da própria Y Combinator, através Altman e Jessica Livingston.

O sistema chamado GPT-2 (Generative Pre-trained Transformer-2) é uma dessas IAs seguras, desenvolvida para ser um simples gerador de texto. Ela funciona recebendo uma entrada inicial, na forma de uma sentença simples, e a partir dali prever as próximas palavras que melhor se encaixariam em um texto fluído. Ela identifica o estilo literário e mantém uma narrativa convincente, graças ao treinamento que usou 40 GB de dados, extraídos de 8 milhões de páginas da internet.

No entanto, o GPT-2 se saiu melhor do que a encomenda. Em um exemplo, a IA recebeu a seguinte sentença:

"Em um achado chocante, o cientista descobriu uma manada de unicórnios vivendo em um remoto vale até então inexplorado, na Cordilheira dos Andes. Ainda mais surpreendente para os pesquisadores foi o fato de que os unicórnios falavam um inglês perfeito."

Com apenas esses dois parágrafos, a IA foi capaz de escrever um texto fantástico por mais nove páginas, com fluidez e estilo consistentes. Estes são os parágrafos seguintes à entrada original:

"O cientista deu à população um nome baseado em seu chifre característico: o Unicórnio de Ovídio. Estes unicórnios de quatro chifres e cor branco-prateada eram anteriormente desconhecidos para a ciência.

Agora, depois de quase dois séculos, o mistério do que desencadeou esse estranho fenômeno está finalmente resolvido.

Dr. Jorge Pérez, biólogo evolucionário da Universidade de La Paz, e vários companheiros estavam explorando a Cordilheira dos Andes quando encontraram um pequeno vale, sem outros animais ou humanos.

Pérez notou que o vale tinha o que parecia ser uma fonte natural, cercada por dois picos de rocha e neve prateada."

Como dá para notar, o GPT-2 tem alguns problemas com textos específicos demais (o unicórnio de quatro chifres, no caso), que demandam contexto e conhecimento referencial, mas em testes com textos mais conversacionais, ou em tópicos com grande quantidade de material para referência disponível (Brexit, Miley Cyrus, O Senhor dos Aneis, e etc.), a IA apresentou "resultados razoáveis" em 50% dos casos, ainda que necessite de mais de uma tentativa para entregar um texto coeso.

A equipe do The Guardian conseguiu testar o software, e introduziu a primeira frase de 1984, de George Orwell (“Era um dia frio e ensolarado de abril, e os relógios batiam treze horas”), como um teste. O GPT-2 reconheceu o estilo literário, e retornou isto:

"Eu estava no meu carro a caminho de um novo emprego em Seattle. Eu abastecei, coloquei a chave, e então dei partida. Eu apenas imaginei como seria o dia. Daqui a cem anos. Em 2045, eu seria professor em uma alguma escola na parte pobre da China rural. Eu começaria com história chinesa e história da ciência."

A equipe do OpenAI percebeu que o GPT-2 também se saiu muito bem em tarefas para as quais não foi projetado, como tradução de textos e elaboração de resumos, e apresentou ensaios dos mais variados, desde um artigo explicando por que reciclagem é ruim, a um discurso de John F. Kennedy, reeleito presidente após ter seu cérebro (ou o que sobrou dele) transplantado em um robô.

Dado o alto nível de proficiência que o GPT-2 alcançou, os pesquisadores do OpenAI decidiram por não divulgar o trabalho completo em um artigo, como é de praxe em pesquisas científicas, e ao invés disso, forneceram os dados de uma versão inferior, menos capaz, para revisão por pares.

Segundo o OpenAI, embora o GPT-2 não seja perfeito, ele já escreve bem o suficiente para criar notícias suficientemente convincentes, de modo que a versão final seria inevitavelmente usada para a composição de notícias falsas, as tão temidas Fake News. O The Guardian demonstrou isso, publicando uma nota escrita pela IA ao fornecer apenas os dois primeiros parágrafos da notícia verdadeira, e os resultados impressionam; segundo o jornal, o GPT-2 só levou 15 segundos para compor a notícia, com 515 palavras e 3.056 caracteres.

A preocupação do OpenAI não é apenas com Fake News, mas também com a possibilidade de automação de e-mails de phishing, ou com bots se passando por pessoas reais em redes sociais de forma mais convincente, chegando até ao assédio automatizado. Por outro lado, há uma série de benefícios, como a possibilidade de gerar melhores softwares de reconhecimento de fala e escrita, ou de agentes de diálogo.

O grupo pretende discutir sua estratégis de divulgação da pesquisa com a comunidade de pesquisadores da área de Inteligência Artificial, de modo a definir a melhor abordagem para compartilhar suas descobertas sem que o GPT-2 seja abusado; a OpenAI pretende vir a público com novas informações daqui a seis meses.

(Fonte: Ronaldo Gogoni) - 26/02/2019
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Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.