Entenda porque é importante proteger seus dados
Quem nunca chegou em um restaurante, cafeteria, aeroporto ou clínica médica e perguntou ao pessoal do local: “Por favor, qual a senha do Wi-Fi?”. Hoje em dia se conectar a redes Wi-Fi públicas e gratuitas se tornou corriqueiro. Nós nem pensamos por um minuto se aquele servidor é seguro, apenas pedimos a senha e saímos navegando.
Foto: freepik / Divulgação
Cuidado! Essas redes públicas podem esconder riscos sérios para seus dispositivos.
Muitas redes públicas disponíveis por aí podem não ter a segurança da criptografia e ser facilmente invadida por cibercriminosos. Criptografia é um conjunto de regras que codifica a informação onde apenas o emissor e o receptor tem acesso. Sem essas regras, o roteador fica vulnerável.
Uma pesquisa da iPass mostra quem em 2017 profissionais americanos e europeus, que trabalham com dispositivos móveis, já eram dependentes do Wi-Fi.
Foto: McAfee Network Associates Inc.
As caixas de som tentam e conseguem ser o que o Google Home poderia ser
O Google organizou um evento na manhã (me fez acordar às 6 da manhã) desta segunda-feira (15) pra anunciar a liberação do Assistente em português do Brasil para outras coisas que não smartphones. A JBL aproveitou a oportunidade para trazer duas caixas de som sem fios, com bateria e que podem responder se Half-Life Episode 3 já foi lançado ou não. Elas têm o nome de Link 10 e 20.
Microsoft quer que Cortana faça amizade com outras assistentes virtuais
“Google Home” portátil
As duas são basicamente caixas de som como a várias opções da JBL que utilizam bateria interna. Elas tocam música via conexão Bluetooth, são potentes e contam com acabamento em tecido na saída de som, além de proteção IPX7 pra sobreviver ao som em chuva pesada. O que muda e difere estes modelos de tantos outros é a conexão Wi-Fi que faz ambas virarem o Google Home que o Google ainda não lançou no Brasil - e nem tem prazo pra isso, eu perguntei.
Neste recurso extra ambos os modelos funcionam exatamente como a caixa de som inteligente do Google, o que significa que você pode pedir pra reproduzir uma música, tocar um clipe em uma TV que tem o Chromecast plugado, ligar a luz inteligente, levantar cortinas, mandar o robô de limpeza tirar seu farelo cheetos derrubado de ontem ou até mesmo ligar uma tomada que tem um adaptador que responde ao comando.
O que muda entre o Link 10 e Link 20 é a potência de som e a bateria interna. O modelo mais simples é o Link 10, que tem dois falantes com 8 watts e uma bateria de 4.000 mAh. O Link 20 aumenta o som pra 10 watts e a bateria vem com 6.000 mAh, mantendo a mesma configuração de alto-falantes, mas dobrando a autonomia. Ela passa de cinco para 10 horas de som contínuo e com uma só carga.
O Google Assistente chega pelo Wi-Fi que trabalha até no padrão 802.11ac e se você quer apenas uma música offline, é só colocar algum aparelho que converse com Bluetooth 4.2 e aumentar o som pra estragar a praia ou qualquer rolê que aconteça em área pública. Se você for legal, vai fazer isso em casa ou local fechado...por razões óbvias, né?
Tá caro, mas nem tanto
O complicado é o preço e o varejo parece ter percebido isso antes do lançamento. No evento a JBL disse que o Link 10 custa R$ 1.099 e o Link 20 sai por R$ 1.499. Em uma busca rápida em qualquer no Google mesmo, eu encontrei lojas grandes e bem famosas vendendo o modelo mais barato por algo perto dos R$ 500, com preço médio de R$ 800. Já o Link 20 foi encontrado por R$ 899, mas com menos opções de varejistas entregando este valor.
Pode parecer chamariz de produto pirata e a JBL sofre com isso em qualquer MercadoLivre ou OLX da vida, mas a solução é simples e basta importar. Na BestBuy, que é uma rede varejista famosa nos Estados Unidos, o Link 20 sai por US$ 100. Importando com os 60% de imposto de importação e uma margem de lucro pra quem vem com isso na mala, dá pra entender como é possível chegar no preço encontrado. Ela sairia uns R$ 800 e isso já cobre até imposto local no país do Trump.
Só que, como quase que qualquer produto importado, a garantia fica no país onde a caixa foi vendida. Então coloque isso na conta também. Se der problema, você precisa voltar lá e trocar, ou comprar outra.
Google Assistente em português pra todo lado
Além de trazer o lançamento da JBL, o Google mostrou que outros parceiros que utilizam a plataforma de assistente pessoal do gigantes das buscas também já conversam em português. Foram apresentadas TVs da Samsung, TCL e LG que contam com o Assistente em modelos que começam em R$ 1.899 para uma Full HD de 43 polegadas da TCL (43S6500) e vai até uma estratosférica OLED da LG de 65 polegadas (C8) e que custa R$ 14 mil.
A Sony mostrou um modelo (XBRA8F) que tem Android TV e já era esperado ter o Assistente - ela custa R$ 17,5 mil.
Microcelular não mais depende de outro aparelho; Palm será vendido por US$ 199 durante o mês de abril, com plano de dois anos
A Palm voltou em 2018, mas sem muita pompa e circunstância: a marca, licenciada pela TCL a uma startup americana, apresentou um curioso smartphone acessório, com uma tela de apenas 3,3 polegadas, voltado a fazer com que os usuários usassem menos o celular principal.
Como a estratégia não deu muito certo, a nova Palm está agora oferecendo uma versão independente do aparelhinho, com um desconto de US$ 150 por tempo limitado.
A Palm original foi uma empresa que viveu os altos e baixos do mercado mobile, desde os seus primórdios: por muito tempo, o nome se tornou um sinônimo para todos os PDAs, graças ao excelente PalmPilot, um marco em seu tempo; se tornou uma das primeiras a lançar smartphones, se valendo do peso de seu nome, e sobreviveu por um bom tempo, até perder espaço para Apple, Samsung e cia. ltda.
A Palm foi então comprada pela HP, que nunca soube o que fazer com ela, e foi posteriormente desmantelada: as patentes foram adquiridas pela Qualcomm, o webOS caiu nas mãos da LG, que hoje vive muito bem em todas as TVs da companhia sul-coreana, e a marca foi vendida para a TCL.
Esta apenas licenciou o nome para a companhia responsável pelo novo Palm, que inicialmente chama a atenção por suas dimensões: com apenas 50,6 × 96,6 × 7,4 mm e 62,5 g, ele seria um celular para realizar funções básicas, e funciona com um recurso da Verizon que espelha o chip do aparelho principal, transferindo ligações, mensagens e até dados de aplicativos.
A proposta, no entanto não foi muito bem aceita: o aparelho em si é bastante fraco, mesmo como um smartphone secundário principalmente por causa de sua bateria ridícula, de apenas 800 mAh; embora a Palm afirmasse que ela durava "o dia inteiro", testes mostraram que ela resiste a pouco mais de sete horas de uso moderado.
Além disso, as câmeras principal de 12 megapixels e selfie de 8 MP são bem fracas, o aparelho só funciona com a operadora Verizon, o uso redundante (um celular para usar menos o celular?), e o preço de US$ 349 é alto demais para o que oferece. Com tudo isso, era evidente que o Palm não venderia tanto assim. Em muitas situações, um smartwatch com 4G/LTE acaba sendo uma opção bem melhor.
A Palm está agora ajustando a estratégia do gadget: o aparelho recebeu atualizações de software com foco em uma melhor autonomia energética, e agora, ainda em parceria com a Verizon, está vendendo uma versão independente, que funciona sozinho e não depende do número de outro celular. Não obstante, a operadora o está oferecendo com um desconto de 43% apenas no mês de abril, dos originais US$ 349 por apenas US$ 199. Claro, com um plano de dois anos.
Ainda é cedo para saber se tal jogada alavancará as vendas do pequeno Palm, ou se a empresa lançará novas versões do aparelho no futuro, mas pelo menos agora, ele pode ser utilizado como um celular livre de amarras, ainda que seja bastante limitado.
Visando eliminar ou pelo menos diminuir a quantidade de trapaceiros presentes no seu jogo, agora a Respawn está usando o hardware ID para banir trapaceiros no Apex Legends.
Para empresas que criam jogos focados no multiplayer online, enfrentar os trapaceiros é uma luta sem fim. Quantos mais elas buscam maneiras de manter essa escoria longe da sua comunidade, mais
essas pessoas parecem motivadas a encontrar um jeito de atormentar aqueles que querem se divertir da maneira correta.
No caso de títulos gratuitos este problema costuma ser ainda pior, já que a simples criação de uma nova conta pode ser aquilo que os impedirá de voltar e a Respawn Entertainment é uma
desenvolvedora que tem sofrido com essa gente. Se considerarmos o último relatório divulgado pelo estúdio, mais de 355 mil jogadores já haviam sido banidos do Apex Legends, e se este número não crescer muito desde então, isso poderá estar relacionado a uma nova estratégia adotada por eles.
De acordo com diversos relatos publicados nos sites Resetera e Reddit, a Respawn teria começado a banir os trapaceiros usando o hardware ID (HWID) e o desespero desse pessoal deve estar enchendo de satisfação qualquer um que já tenha sido eliminado por alguém incapaz de jogar sem recorrer a macetes. Em um dos casos podemos ver o sujeito dizendo “alguém poderia me ajudar e dizer o que eu posso fazer para evitar isso para que possa jogar normalmente? Toda vez que crio uma conta ela acaba sendo banida.”
Funcionando como uma identificação única para cada computador, o HWID é uma medida de segurança gerada quando uma pessoa ativa a sua conta do Windows e como ela leva em conta todos os dispositivos presentes no computador, como memória RAM e placa de vídeo, através dela é possível saber que uma nova conta pertence a uma mesma máquina.
Com isso o estúdio espera conseguir combater mais eficientemente as pessoas que, de maneira injusta, passam a utilizar aimbots e até são capazes de enxergar através das paredes. Porém, como a
própria desenvolvedora admitiu há algumas semanas, “a luta contra os trapaceiros é uma guerra permanente e na qual precisamos continuar a nos adaptar […]”
Contudo, ao realizamos uma busca na internet é possível encontrar jogadores trocando informações sobre como driblar a medida, com algumas afirmando ter se livrado do banimento após realizar alguns procedimentos, enquanto outras lamentam o quanto é chato ter que tentar inúmeros métodos e em muitos casos, nem assim ter sucesso.
Ou seja, utilizar o HWID para punir os trapaceiros no Apes Legends provavelmente não fará com que eles desapareçam, mas a medida inicialmente tem mostrado bons resultados e complicado bastante a vida de muita gente. Além disso, ela tem sido bastante comemorada pelos jogadores que, mesmo sofrendo para ter bons resultados nas partidas, continuam sem apelar.
A única coisa que não entra na minha cabeça é o motivo que leva o sujeito a recorrer a cheats para jogar online. Caramba, se o objetivo num jogo assim é ser competitivo, qual a graça de vencer
tendo sido ajudado por algo que só serve para lhe dar uma vantagem injusta? Se o paspalho não consegue lidar com a derrota, não seria melhor gastar seu tempo com outra coisa?
Pesquisadores desbravaram o uso de redes neurais
Em 2004, Geoffrey redobrou os esforços na busca a uma ideia tecnológica chamada rede neural. Tratava-se de um meio de as máquinas verem o mundo em torno delas, reconhecerem sons e mesmo entenderem a linguagem natural. Mas os cientistas já haviam gasto mais de 50 anos trabalhando no conceito de redes neurais, e as máquinas na verdade não conseguiram fazer nada disso.
Financiado pelo governo canadense, Hinton, professor de ciência da computação da Universidade de Toronto, organizou uma nova comunidade de pesquisas com vários acadêmicos que também estudavam o conceito. O grupo incluía Yann LeCun, professor da Universidade de Nova York, e Joshua Bengio, da Universidade de Montreal.
Na quarta-feira, 27, a Associação de Máquinas de Computação (ACM, na sigla em inglês), maior sociedade do mundo que reúne profissionais da computação, anunciou que Hinton, LeCun e Bengio haviam ganho o Prêmio Turing deste ano por seu trabalho em redes neurais. A premiação, criada em 1966, é considerada um Prêmio Nobel da computação e, além das honrarias, compreende US$ 1 milhão em dinheiro, que os três cientistas vão dividir.
Durante a última década, a grande ideia alimentada pelos pesquisadores reinventou o modo como a tecnologia é construída, acelerando o desenvolvimento de serviços de reconhecimento facial, assessores de voz, robôs de uso doméstico e carros sem motorista. Hinton, de 71 anos, trabalha hoje no Google, LeCun, de 58, trabalha para o Facebook e Bengio, de 55, assinou contratos com a IBM e a Microsoft.
"O que estamos vendo é nada menos que uma mudança de paradigma na ciência", disse Oren Etzioni, presidente executivo do Instituto Allen de Inteligência Artificial de Seattle e voz de destaque na comunidade de inteligência artificial. "Eles mudaram o rumo da história e merecem toda nossa admiração."
Vagamente modelada na rede de neurônios do cérebro humano, uma rede neural é um complexo sistema matemático que pode aprender tarefas distintas analisando enormes quantidades de dados. Ao analisar por exemplo milhares de antigas conversas telefônicas , ela pode aprender a reconhecer palavras faladas.
Isso permite a muitas tecnologias de inteligência artificial avançar num ritmo que seria impossível no passado. Em lugar de codificar comportamentos um a um, cientistas da computação podem hoje criar tecnologias que aprendem em grande parte por si mesmas.
O londrino Hinton abraçou a ideia das redes neurais ainda como universitário, no início dos anos 1970, época em que a maioria dos pesquisadores de IA era contra ela. Mesmo seu orientador de Ph.D. questionou a escolha. "Nós nos reuníamos uma vez por semana", disse Hinton numa entrevista, "e às vezes a reunião terminava em berros."
As redes neurais tiveram um breve renascimento no fim dos anos 1980 e início dos 90. Após um ano de pesquisas com Hinton no Canadá, o parisiense LeCun foi para o Bell Labs, da AT&T, em New Jersey, onde projetou uma rede neural que conseguia ler letras escritas à mão e números. Uma subsdiária da AT&T vendeu o sistema para bancos e, num determinado momento, o sistema lia 10% dos cheques preenchidos à mão nos Estados Unidos.
Embora uma rede neutral possa ler escrita manual e ajudar em algumas outras tarefas, ela não avançou muito em funções mais complexas de IA, como reconhecer rostos e objetos em fotos, identificar palavras faladas e entender o modo natural como as pessoas falam. "Ela funciona bem quando se tem muitos dados iniciais, e existem poucas áreas em que temos muitos dados iniciais", disse LeCun.
Mas alguns pesquisadores insistiram, entre eles o também parisiense Bengio, que trabalhou com LeCun no Bell Labs antes de se tornar professor na Universidade de Montreal. Em 2004, com menos de US$ 400 mil de fundos do Instituto Canadense de Pesquisa Avançada, Hiton criou um programa de busca voltado para o que chamou de "computação neural e percepção adaptativa". Ele convidou Bengio e LeCun para se juntarem a ele.
No fim da década, a ideia havia alcançado seu potencial. Em 2010, Hinton e seus estudantes ajudaram a Microsoft, a IBM e o Google a ampliarem os limites do reconhecimento de voz. Depois fizeram algo parecido com reconhecimento de imagem. "Ele é um gênio e sabe como produzir um impacto após outro", disse Li Deng, ex-pequisador de voz da Microsoft que levou as ideias de Hinton para a empresa.
O avanço de Hinton no campo do reconhecimento de imagem baseou-se num algoritmo desenvolvido por LeCun. No final de 2013, o Facebook contratou o professor da Universidade de Nova York para montar um labortório de pesquisa em torno da ideia. Bengio resistiu a ofertas para juntar-se a um dos gigantes da alta tecnologia, mas as pesquisas que ele supervisionou em Montreal ajudaram no avanço de sistemas destinados a compreender a linguagem natural e a tecnologia que pode gerar fotos falsas indistinguíveis das reais.
Embora esses sistemas tenham ajudado indiscutivelmente s acelerar o avanço da inteligência artificial, eles ainda estão muito distantes da verdadeira inteligência. Mas Hinton, LeCun e Bengio acreditam que novas ideias surgirão. "Precisamos de acréscimos fundamentais às ferramentas que criamos para chegar a máquinas que operem no nível real da compreensão humana", disse Bengio. /
TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ











