Instrução Normativa determina que as informações deverão ser prestadas sempre que o valor mensal das operações com moedas virtuais, isolado ou conjuntamente, ultrapassar R$ 30 mil.
A partir de agosto deste ano, as operações com criptoativos terão que ser informadas à Receita Federal, conforme regulamentação publicada nesta terça-feira, 7. A obrigação vale tanto para pessoas físicas como para pessoas jurídicas e corretoras.
Segundo a Receita, a coleta de informações sobre operações com criptoativos tem se intensificado em vários países, após a constatação de que grupos estariam se utilizando do sistema para cometer crimes como lavagem de dinheiro, sonegação e financiamento ao tráfico de armas e terrorismo. Como as transações em criptomoedas podem ser feitas à margem do sistema financeiro tradicional e em anonimato, quadrilhas estariam se aproveitando disto para praticar crimes.
A Instrução Normativa RFB 1.888/2019 prevê que as operações que forem realizadas em ambientes disponibilizados pelas Exchanges de criptoativos domiciliadas no Brasil, serão informadas pelas próprias plataformas digitais, sem nenhum limite de valor. As Exchanges funcionam como corretoras do mercado de criptoativos, permitindo a compra e venda da moeda virtual entre os usuários, dentre outras operações.
As operações realizadas em Exchanges domiciliadas no exterior e as operações realizadas entre as próprias pessoas físicas ou jurídicas sem intermédio de corretoras, serão reportadas pelas próprias pessoas físicas e jurídicas. Nestas hipóteses, as informações deverão ser prestadas sempre que o valor mensal das operações, isolado ou conjuntamente, ultrapassar R$ 30 mil.
Terão que ser informadas as operação de compra e venda; permuta; doação; transferência de criptoativo para a exchange; retirada de criptoativo da exchange; cessão temporária (aluguel); dação em pagamento; emissão; e outras operações que impliquem em transferência de criptoativos. O primeiro conjunto de informações a ser entregue em setembro de 2019 será referente às operações realizadas em agosto de 2019.
Dentre as informações de interesse, serão informadas a data da operação, o tipo de operação, os titulares da operação, os criptoativos usados na operação, a quantidade de moedas digitais negociadas, o valor da operação em reais e o valor das taxas de serviços cobradas para a execução da operação, em reais, quando houver. A instrução normativa também estipula o valor das multas para os casos de prestação de informações incorretas ou fora do prazo.(Com assessoria de imprensa)
PostgreSQL, Python, Machine Learning, DataRobot, Linguagem R. Parecem nomes saídos de um filme de ficção científica, mas nas startups, empresas de tecnologia de alto potencial de crescimento, essas ferramentas de data analytics, ou análise de dados, estão presentes no dia a dia e, muitas vezes, são corriqueiras na tomada de decisão.
A Comissão Europeia acredita que até 2020 100 mil novas vagas de Data Scientist serão criadas no continente. Nos EUA, um estudo realizado pela IBM também indica um crescimento bastante acelerado da carreira, com 364 mil novas vagas esperadas até 2020. Em 2018, o crescimento do número de vagas da carreira já foi de 56% de acordo com o LinkedIn, que também considera Cientista de Dados a carreira mais promissora.
Os salários também devem se tornar cada vez mais atrativos, à medida que o número de vagas aumenta e as faculdades e cursos preparatórios não conseguem formar profissionais para preenchê-las. Nos EUA, ainda de acordo com o LinkedIn, os salários chegam na faixa de 130 mil dólares, equivalente a quase 500 mil reais, por ano.
No Brasil, também se sente a mudança. As empresas brasileiras têm tido destaque no processo de adoção das novas tecnologias. Tanto as startups de alto crescimento quanto as empresas maiores, são reconhecidas internacionalmente por uma alta velocidade de adoção de novas ferramentas. O número de integrações de dados também tem aumentado e com elas as colaborações entre grandes empresas e startups.
Referência no mercado de startups financeiras, as fintechs, o Nubank é um dos exemplos de como utilizar essas ferramentas ativamente para crescer e oferecer produtos e serviços de qualidade.
Recentemente eles divulgaram através de seu blog a biblioteca de machine learning que eles utilizam internamente como forma de fomentar a aplicação da tecnologia no mercado brasileiro. A Nubank não só utiliza técnicas inovadoras para resolver problemas, como está, literalmente, fazendo escola.
Para os profissionais que pretendem começar ou dar continuidade às suas carreiras em uma fintech, a mudança não é fácil. "Nas empresas tradicionais, domínio de ferramentas como Microsoft Excel e Powerpoint são importantes para o sucesso de um candidato." afirma Veronika Souza, Coordenadora de RH da BizCapital, empresa de crédito online para empresas situada no Rio de Janeiro mas com clientes no Brasil inteiro. "Já em fintechs como a Biz, é preciso ir um pouco mais. Todas as decisões da empresa são tomadas baseadas em fatos, dados e análises. A maioria dos times tem uma ou mais pessoas que sabem programar e consultam diretamente os bancos de dados para realizarem suas análises." Fundada por três amigos que cursaram Mestrado em Inteligência Artificial juntos, a empresa possui vagas atualmente abertas para a área de Data Science.
Alguns cursos estão surgindo para ajudar os profissionais nessa transição. A Udemy oferece cursos de formação em Análise de dados a preços acessíveis. Para quem deseja uma formação mais completa, as Universidades tradicionais como a FGV oferecem cursos de pós-graduação que podem fornecer vantagem na hora de conseguir um emprego na área. Mas lembre-se que apenas um curso pode não ser suficiente, é importante demonstrar interesse na tomada de decisão guiada por dados em todas as situações profissionais para garantir o sucesso.
Website: https://bizcapital.com.br
Promessa de realizar entregas em um dia ameaça abalar o setor de varejo
A promessa da Amazon de realizar entregas em um dia ameaça abalar o setor de varejo, mas as lojas físicas de seus rivais Walmart e Target são ativos poderosos que a própria Amazon está lutando para igualar.
A Amazon, visando conter a diminuição no crescimento das vendas, está investindo 800 milhões de dólares só neste trimestre em seu projeto de entregas em um dia, algo que até o Walmart, maior varejista do mundo, terá grande dificuldade de copiar.
Mas há outra batalha se formando nos bastidores, com a Amazon correndo para reproduzir os ativos das empresas que pretende combater. O movimento para agilizar as entregas é um sinal de crescente pressão dos concorrentes com lojas físicas, disseram especialistas.
A gigante do e-commerce, que tem um histórico de altos e baixos nos projetos de varejo de lojas físicas, está correndo para abrir locais que vendem itens mais vendidos, desde livros até telefones celulares; lançando a coleta em lojas físicas de itens comprados para internet no mesmo dia - um serviço popular entre os compradores suburbanos do Walmart e Target; e se preparando para aceitar devoluções em todas as lojas Kohls dos Estados Unidos.
"Este é um sinal que a Amazon precisa competir com seus rivais, que agora oferecem frete grátis em entregas de dois dias, coleta e devolução gratuitas, e estão usando suas lojas para representar um sério desafio", disse Frank Poore, presidente-executivo da CommerceHub, uma empresa de tecnologia que trabalha com varejistas como Walmart, Best Buy e Macys Inc, ajudando-os a gerenciar o estoque de comércio eletrônico e aumentar a variedade de produtos.
Uma fonte com conhecimento dos planos do Walmart, que falou sob condição de anonimato, disse que a atual infraestrutura do Walmart não permitirá que ele corresponda às entregas de um dia da Amazon em todos os mercados, mas que está construindo agressivamente sua própria rede.
"Não vou supor que não podemos fazer isso tão rápido quanto eles", disse a fonte, referindo-se à Amazon, que já oferece entregas gratuitas de um dia para membros Prime em mais de 10 mil cidades.
O Walmart se recusou a comentar sobre os planos de entregas em um dia da Amazon. A Target informou que seus compradores podem fazer compras e recebê-las dentro de horas, incluindo entregas e coletas nas lojas.
Desde 31 de janeiro, o Walmart oferece coletas em supermercado no mesmo dia em mais de 2.100 locais e entregas no mesmo dia em quase 800 lojas. A empresa tem cerca de 4.700 lojas nos EUA.
19/01/2019 REUTERS/Pascal Rossignol
Foto: Reuters
Embora evolução leve milhares, às vezes milhões de anos, algumas alterações nas espécies podem ser observadas em poucas décadas. Quando uma característica é afetada por fatores genéticos e ambientais, essas alterações se tornam evidentes. Uma das mais populares é a variação de altura entre humanos.
Com 18 mil anos atrás a altura média dos humanos na Europa Oriental era de 178 cm, mas com o fim da era do gelo as mudanças climáticas dizimaram espécies e a dieta das populações foi afetada. Corpos grandes capazes de armazenar grande quantidade de energia não eram mais vantajosos, corpos menores e mais ágeis faziam mais sentido.
Isso provocou uma queda na altura média das pessoas que só foi revertida em 4.000 AC, passando por vários altos e baixos causados por epidemias e grandes momentos de escassez de alimentos, mas em 1.870 algo mudou.
Os frutos da Revolução Industrial começaram a aparecer, grandes obras de saneamento, fartura econômica, mecanização da agricultura e acesso a alimentos mais baratos fizeram com que crianças, em seus primeiros anos, se alimentassem sem restrições.
E isso não foi só na Europa industrializada, no mundo inteiro o efeito foi sentido, os humanos como um todo são bem maiores hoje.
Essa tendência entretanto não está escrita em pedra, a Melhor Coréia vinha numa fase de crescimento desde o final do século XIX, mas as crises de falta de alimentos causadas pelo governo criaram um país de gente magra e mirrada, por subnutrição nos anos de formação os norte-coreanos são em média 8 cm menores que o pessoal da Pior Coréia, e isso em valores oficiais.
Na Zona Desmilitarizada, um soldado americano, um da Melhor Coréia e um sul-coreano.
Se a altura é uma característica que muda muito rápido de acordo com o meio-ambiente, uma mudança mais impressionante ainda aconteceu uns 3 milhões de anos atrás: um ancestral nosso especialmente esperto resolveu que salada não leva a nada e provou um bicho, provavelmente morto já que todos os proto-humanos até então eram vegetarianos e vegetariano em língua indígena significa "caçador ruim".
Quando mudamos nossa dieta para carne, nos tornando onívoros, passamos a ter uma fonte de proteína muito mais concentrada, podíamos comer e descansar, sem ter que ficar o dia inteiro literalmente pastando, como organismos que consomem vegetais.
Em muito pouco tempo crianças com cérebros maiores deixaram de morrer de fome, e como cérebro maior -a grosso modo- significa mais inteligência, essas crianças se tornaram adultos mais capazes, e bons reprodutores.
A abundância de energia provida pela carne era essencial: o cérebro pesa 2% do total do corpo humano, mas consome 25% da energia, não teríamos como manter esse bicho funcionando só com mato.
Um gorila pesa em média 150Kg, mas sua dieta é quase exclusivamente vegetariana, seu cérebro não pode se dar ao luxo de crescer muito, para tristeza do General Urko.
Conforme a pesquisa da Suzana Herculano mostrou, o tamanho do cérebro em si não significa nada, a relação mais importante é entre o tamanho do cérebro e a massa corporal, e em determinado momento algo mágico aconteceu. O cérebro primata desenvolveu consciência. Passou a perceber a si mesmo como indivíduo, deixou de ser uma caixa de instintos e controles de comportamento e começou a... abstrair.
Com o tempo livre que ganhamos ao não precisar procurar comida o tempo todo, nossos cérebros começaram a inventar ferramentas, modificar nosso ambiente.
O crescimento do cérebro nesses últimos milhões de anos foi quase exponencial, o ganho de inteligência compensou características que em outras espécies garantiriam a extinção: o longo e complicado trabalho de parto e o mais longo ainda período em que o infante é absolutamente inútil e indefeso, que na nossa espécie vai do nascimento até uns quatro anos depois do pimpolho terminar a faculdade.
Agora a parte confusa: o auge do tamanho do cérebro humano não veio com o Homo Sapiens Sapiens, mas com os... neandertais. A média do volume cerebral deles era de 1,6 cm3, contra 1,273 cm3 para humanos modernos.
Nos últimos 40 mil anos nossos cérebros vêm diminuindo. e mesmo os genes de neandertais que a maioria dos humanos carregam não reverteram essa tendência, que já reduziu o danado em 10%.
Aí você pergunta... mas Cardoso, se a relação volume cerebral/peso corporal é quase a mesma entre humanos e neandertais, isso não quer dizer que eles eram mais inteligentes que a gente? Como pudemos exterminá-los?
E eu respondo:
Inteligência é algo muito superestimado.
Claro que é útil você saber caçar, construir armas e repassar esse conhecimento para outros da tribo, mas biologicamente falando não é essa Coca-Cola toda ser extremamente inteligente, qualquer animal sobrevive bem melhor na floresta do que um humano, nossa inteligência ajuda quando tudo vai muito bem, quando rola qualquer crise maior, qualquer guerra mais séria, volta a valer a Lei do Mais Adaptado, antiga Lei do Mais Forte.
Isso por si só contribuiu para manter o nosso cérebro num tamanho razoável, instintivamente as fêmeas da espécie preferem o Jason Momoa ao Stephen Hawking, e como a Tina Fey bem falou, ela é coberta de elogios, mas na hora H os homens preferem a Jessica Simpson.
Uma hipótese adicional foi apresentada por Brian Hare, do Departamento de Antropologia evolucionária e Centro de Neurociência Cognitiva da Universidade Duke, no paper Survival of the Friendliest: Homo sapiens Evolved via Selection for Prosociality.
Ele defende que assim como gatos, humanos passaram por um processo de auto domesticação. Quando nos tornamos criaturas (mais) sociais, muito do que nos ajudou a sobreviver no mato deixou de ser vantajoso. Macacos grandes e raivosos não funcionam bem em bandos.
Humanos mais calmos e gentis eram bem-vistos e acabavam deixando mais descendentes, criamos o Homo Nice Gayus, somos todos descentes do Nick Ellis.
Essa predileção acabou favorecendo humanos menores, menos agressivos, com uma balança hormonal diferente, e isso afeta um monte de coisa, inclusive desenvolvimento cerebral. Acabamos trocando uma inteligência um pouco maior pela capacidade de viver em sociedade.
Um grupo de Homo Sapiens altamente comunicativos operando de forma cooperativa consegue vencer um grupo de Neandertais mais inteligentes, mas mais individualistas.
O que pode ser preocupante é se a tendência se mantiver. É o tipo de coisa complicada de se medir em poucas décadas, e não se sabe se essa redução, se ainda existir, chegará a um ponto de estabilidade. O universo não parece ter muito uso pra inteligência, mas ao mesmo tempo ela alterou completamente a seleção natural. Hoje gente que morreria sem nem pensar duas vezes, 200 anos atrás levam vidas normais, estamos vivendo mais e melhor.
Ou seja: Estamos num paradoxo onde tecnicamente nossos cérebros vêm ficando menores a cada ano, mas nosso sucesso como espécie só aumenta. Isso talvez justifique as utopias de ficção científica onde todas as sociedades perfeitas, sem crime, fome ou doenças, parecem meio lentinhas e ingênuas para o pessoal de fora.
Se você queria uma maneira simples de criar jogos para o Game Boy e que realmente funcionem no portátil, precisa conhecer o GB Studio.
Ontem (21) foi comemorado o 30° aniversário do Game Boy, um dos videogames mais importantes da Nintendo e que mudou completamente a indústria. Com ele passamos a ter acesso a bons jogos em qualquer lugar e se isso já não fosse o suficiente para conquistar muitas pessoas, a fabricante ainda garantiu uma das exclusividades mais importante de todos os tempos, o jogo que viria a se tornar um símbolo da indústria: Tetris.
Este foi apenas um brevíssimo resumo deste fantástico aparelho e se você quiser conhecer mais sobre a sua história, recomendo a leitura deste excelente artigo publicado pelo site Polygon. Nele é possível conhecer vários detalhes dos bastidores e como a Nintendo of America teve dificuldades em encontrar uma maneira de divulgar o portátil neste lado do planeta.
Já para aqueles que desenvolvem games ou adorariam brincar de criar algo, a dica que gostaria de dar atende pelo nome GB Studio. Disponível para Windows, Mac e Linux, o programa nos permite desenvolver jogos compatíveis com o Game Boy, com eles podendo ser executados tanto por um emulador quanto no próprio portátil através de um cartucho Flash.
Além de ser gratuito, um dos principais recursos de GB Studio é o fato dele dispensar a programação, com a criação dos jogos funcionando apenas na base de arrastar e soltar. No entanto, não ache que você conseguirá criar qualquer tipo de jogo com a ferramenta, já que como o responsável por ela disse, novos módulos só deverão ser lançados no futuro.
“Esta versão é praticamente para a criação de jogos de aventura sem combates,” explicou Maltby pelo Reddit. “Há a habilidade de criar uma árvore de decisões nos diálogos, você pode buscar missões e pode criar quebra-cabeças de blocos e coisas como essas. Eu queria ter esta versão lançada há algum tempo e penso que agora é a melhor maneira de expandi-lo no futuro. Também não há suporte a cores, vamos deixar as coisas mais simples por enquanto!”
Aceitando imagens PNG e exportando os jogos tanto como uma ROM de Game Boy quanto como HTML5, o programa traz consigo ainda o Untitled GB Game, projeto que poderá ser utilizado para estudarmos e entender mais facilmente como o GB Studio funciona. Quem conhece programação ou já se aventurou na criação de algum jogo provavelmente achará a ferramenta muito simples, mas para aqueles que apenas procuravam uma maneira fácil de transformar uma boa ideia num game, esta pode ser uma boa solução.
PS: se você procura algo um pouco mais completo, vale a pena dar uma olhada no NESmaker. Como o próprio nome sugere, com ele podemos desenvolver títulos para o Nintendinho, com os projetos criados funcionando no console 8 bit da Nintendo. O problema aqui é que todo o processo será bem mais complicado que com o GB Studio e uma licença do NESmaker está custando US$ 36.
PS2: outra boa ferramenta para criar jogos para o Game Boy é o Game Boy Developers Kit (GBDK). Porém, não espere com ele ter tanta facilidade no desenvolvimento quanto o visto no GB Studio e para ter mais detalhes sobre as limitações da plataforma, recomendo este artigo publicado no Gamasutra. Há várias dicas valiosíssimas ali.











