Brasil tem 126,9 milhões de pessoas conectadas à internet, com 56% se conectando apenas pelo celular
O acesso pela internet via telefone celular avança a passos largos no Brasil, mas revela alguns abismos sociais do País. É o que mostrou a mais recente versão do TIC Domicílios, estudo que mede os hábitos e comportamento de usuários da internet brasileira - a pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira, 28, pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
O estudo mostrou que 70% da população, ou 126,9 milhões de pessoas, acessou a internet nos últimos três meses, mais do que o dobro registrado uma década antes (34%). O TIC Domicílios 2018 foi realizado entre outubro de 2018 e março de 2019 com 23.508 pessoas em 350 municípios.
O protagonismo do telefone celular, que já vinha tendo destaque em edições anteriores da pesquisa, ficou evidente: 56% dos usuários de internet no País acessaram apenas pelo telefone celular. Em 2014, esse número era de 20%. Pessoas que acessaram apenas pelo computador manteve a tendência de queda iniciada em 2014: antes era de 24% e agora foi de apenas 3%. Quem acessa a rede por ambos dispositivos também apresentou queda: em 2014 era 56% e em 2018 foi 40%.
Em áreas rurais, o celular é o único dispositivo de acesso para 77% das pessoas. Em áreas urbanas, o número cai para 54%. A diferença entre as localizações geográficas acontece no grupo que usa celular e computador: 40% em áreas urbanas contra 20% em áreas rurais.
Essa diferença também acontece entre classes sociais. Enquanto na classe A, apenas 12% só tem o celular como dispositivo de acesso, esse número pula para 85% nas classes D e E. Winston Oyadomari, coordenador da TIC Domicílios revelou que essas diferenças impactam na frequência de uso. Nas classes A e B a frequência de uso diário de internet é superior a 90%, enquanto o número cai para 70% nas classes D e E. "Há uma discussão sobre como essas diferenças podem limitar oportunidades", diz Fábio Senne, coordenador de projetos de pesquisas do Cetic.br.
O celular também é o único dispositivo de acesso para a maior parte das pessoas nos extremos etários: entre pessoas de 10 a 15 anos (63%), entre 45 e 59 anos (62%) e 60 ou mais (58%). "O uso do PC é maior nas faixas mais revelavantes do mercado de trabalho. A pesquisa da a entender que para uso mais sofisticado, o uso PC segue relevante", explica Senne. Ou seja, para quem não trabalha, o PC não é uma ferramenta necessária.
Outro dado que chamou a atenção foi a porcentagem de domicílios que tem conexão à internet, mas não tem computador: 28% entraram nessa categoria. Em 2014, esse número foi de apenas de apenas 7%. O estudo define computador como desktop, notebook ou tablet, então é razoável supor que as conexões nessas casas são feitas apenas por celular. 39% dos domicílios tem conexão e computador, número ligeiramente inferior a 2014 (43%). 30% dos domicílios não tem conexão e nem PC, queda de doze pontos percentuais em relação a 2014.
TVs 4K da linha XBR da Sony rodam Android TV e serão vendidas em tamanhos de 49 a 85 polegadas
A Sony lançou nesta quarta-feira (14) sua nova linha de TVs 4K no mercado brasileiro. São três modelos, todos da família XBR, que contempla os televisores mais caros da marca: X805G, X855G e X955G.
Eles rodam Android TV, possuem suporte ao Google Assistente em português do Brasil e estão disponíveis em tamanhos de 49 a 85 polegadas, com preços sugeridos de até R$ 35.999,99.
Sony X955G: a mais cara de todas
A X955G fica posicionada como a melhor TV LCD 4K da Sony em 2019. Em outros países, a empresa já apresentou os modelos superiores Z9G, mas com resolução 8K; e a A9G, com painel 4K, mas tecnologia OLED. No Brasil, trata-se de uma sucessora da bem avaliada Sony X905F, que nos impressionou pela qualidade de imagem.
Com tamanhos de 55 a 85 polegadas, a Sony promete as tecnologias X-tended Dynamic Range, nome bonito que a marca dá ao full array local dimming (FALD), que controla a iluminação do backlight com mais precisão, atingindo pretos mais profundos; e Acoustic Multi-Audio, que consiste em dois tweeters na traseira da TV para oferecer um som mais imersivo em conteúdos com Dolby Atmos.
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Ela também suporta um modo calibrado para a Netflix, que permite que você assista aos filmes e séries “do mesmo jeito que os criadores calibraram seus monitores na pós-produção”, segundo a plataforma de streaming. Ao ativar a funcionalidade, a Netflix diz que você terá cores precisas, contraste dinâmico correto e nada de efeito soap opera.
O processador de imagem é o X1 Ultimate, superior ao X1 Extreme que equipava a X905F, com cores de 14 bits. E, finalmente, houve uma renovação no controle remoto enorme que vinha com a geração anterior: a Sony diz que ele está “repaginado, mais fino e agora com a capacidade de controlar outros aparelhos conectados à TV, como o receiver da TV por assinatura”.
Os preços são de R$ 7.399,99 (55 polegadas), R$ 11.299,99 (65 polegadas), R$ 19.999,99 (75 polegadas) e R$ 35.999,99 (85 polegadas). Com exceção do modelo maior, que chega em outubro, a X955G já está disponível nos principais varejistas. Ela deverá competir com modelos como a Samsung Q80R e a LG SM9000.
Sony X855G e X805G: 4K premium mais acessíveis
Também há televisores menos caros na linha. Tanto a X855G quanto a X805G suportam 4K HDR e rodam o Android TV 8.0 Oreo, assim como o topo de linha. Isso significa que você pode dar comandos de voz ao Google Assistente e controlar os dispositivos da sua casa por meio da TV. A Sony afirma que, “assim que forem lançados no mercado brasileiro”, haverá suporte ao Amazon Alexa e Apple HomeKit.
A X855G segue como o modelo intermediário: tem painel LCD com iluminação nas bordas (sem local dimming), taxa de atualização de 120 Hz, processador de imagem X1, novo controle remoto e suporte a Dolby Vision e Dolby Atmos. Apenas a versão de 55 polegadas está disponível no Brasil, com preço sugerido de R$ 6.399,99.
Já a X805G é a mais básica: ela perde o processador de imagem dedicado, tem painel de 60 Hz e não suporta nem Dolby Atmos, nem Dolby Vision, mas é possível assistir a filmes e séries com o padrão HDR10. Quatro tamanhos começarão a ser vendidos entre setembro e outubro: 49 polegadas (R$ 4.099,99), 55 polegadas (R$ 4.999,99), 65 polegadas (R$ 6.499,99) e 75 polegadas (R$ 10.799,99).
Não há taxas, ele oferece cashback em todas as compras e é feito de titânio
A Apple liberou hoje (20) o Apple Card, cartão de crédito que prometeu durante a evento pros desenvolvedores deste ano e que é fruto de parceria entre a empresa, Goldman Sachs e MasterCard. Ele dá cashback em todas as transações e o único porém é que você precisa ser um residente dos Estados Unidos pra poder ostentar mais do que o roxinho brasileiro.
Este cartão é um cartão de crédito como qualquer outro: você passa na máquina do lojista, digita uns números e depois sai com o que comprou de lá. A diferença é que ele tem tecnologias extras e uma limitação complicada. O cartão em si é feito em titânio e isso sozinho já seria motivo mais do que plausível e aceitável pra ostentação, mas tem mais.
O que chama atenção
O Apple Card exibe apenas o nome do usuário e o logo da Apple de um lado, com o nome da Goldman Sachs e MasterCard do outro. Todos os gastos são controlados pelo app Wallet e tudo é exibido de forma lúdica, com cores e sliders que ajudam na hora de entender o que é cada coisa.
Todas as compras geram retorno em dinheiro (cashback), com 1% para qualquer transação com o cartão físico, 2% para compras feitas com o Apple Pay e 3% pra tudo que for comprado de uma loja da Apple - o que inclui jogos e apps da App Store, iTunes, lojas físicas da empresa e a versão virtual também. Uma parceria com a Uber faz com que o cashback de corridas pagas com o Apple Card fiquem em 3%, além dos pedidos feitos pelo Uber Eats - outros parceiros de lançamento serão anunciados no futuro.
Apple card app controle cashback
Ele não tem nenhuma taxa de anuidade e nem cobra extra pra quando alguma compra passa do limite ou quando pede mais limite - tem cartão brasileiro que pode cobrar uns vinténs pra “verificar se você pode ter limite maior”. O único custo é do juros do rotativo, que fica entre 12,99% e 23,99% por ano de acordo com o perfil do cliente.
No Brasil a média deste tipo de juros é de 299,8%, registrada em julho deste ano. No cheque especial o valor astronômico é ainda maior, com média de 322% por ano.
O que pode atrapalhar seus planos
O fator limitador é que este cartão é basicamente uma extensão física do Apple Pay, que exige um iPhone que esteja no iOS 12.4 - isso já elimina todos os iPhones até o iPhone 5. Além disso, o app é exclusivo para o iPhone e isso exclui todos os usuários de Android.
Além disso, o usuário precisa ter um iPad que rode o iPadOS (do iPad Air 2 pra cima) ou um iPhone durante todo o tempo que quiser o cartão. O contrato prevê que o ele pode ser cancelado se estes dispositivos não estiverem mais com a pessoa e nem adianta ter um Mac, já que o controle é feito pelo smartphone ou tablet.
Se você é americano, é só alegria
Por enquanto o Apple Card é limitado aos residentes nos Estados Unidos e que já receberam o número do seguro social, que é liberado apenas para residentes de lá. Isso significa que não adianta você, brasileiro rico, ir até lá e alugar um Bugatti Veyron pra estacionar na frente da Apple Store. Este cartão não é pra você, por enquanto.
Digo por enquanto por motivos de: Goldman Sachs atua no Brasil e a MasterCard também, depende só da Apple dar o OK, o que a Apple do Brasil diz ao Meio Bit que ainda não há previsão.
Supondo que você tem o número do seguro social, é só ter um iPhone com o iOS 12.4 ou um iPad com o iPadOS e solicitar o cartão. A Apple prometeu que não tem qualquer informação sobre a transação.
Ela diz que não coleta dados do local onde a compra foi feita, o valor pago e nem o que foi levado, além de não permitir que qualquer informação sobre o dono do cartão seja vendida ou compartilhada com terceiros.
Quando se pensa em RPG para Master System, qual o primeiro jogo que vem a mente? Sem dúvidas, o Phantasy Star!
A aventura protagonizada por Alis Landale, Myau, Odin e Noah é um grande clássico do gênero e influenciou diversos jogos futuros, não havendo uma lista de RPGs do Master em que ele não aparece (merecidamente, diga-se de passagem)
No entanto, o Master tem outros jogos do gênero também excelentes, mas que acabam passando despercebidos. Pensando nisso, decidimos selecionar cinco jogos de RPGs do Master System, sem contar o Phantasy Star.
1 – Golden Axe Warrior
Quem diria que a série clássica de Beat em up teria um RPG de aventura? Apesar de não ter alcançado o mesmo sucesso da saga principal, Golden Axe Warrior tem sua legião de fãs e é uma excelente oportunidade de imergir no universo da série.
A ideia é atravessar um mundo, lutar contra inimigos, invadir labirintos e enfrentar chefes enquanto acompanha a história de um jovem guerreiro que quer vingar a morte do seu pai. Sua meta é achar o Machado de Ouro (Golden Axe) para derrotar o vilão Death Adder.
Vale dizer que o estilo de jogabilidade é bem semelhante ao primeiro The Legend of Zelda lançado para o Nintendinho 8 bits. Com bons gráficos e boa trilha sonora, este é um RPG de ação que vale a conferida!.
2 – Miracle Warriors
Lançado em 1986 para o Master System, Miracle Warriors é um RPG bastante tradicional (e com toda cara de “jogo antigo”), onde você acompanha uma aventura com guerreiros, deve seguir pelo mundo com encontros aleatórios e ganhar pontos de experiência para avançar de nível.
As telas são divididas em quatro partes, sendo que na parte superior esquerda tem os personagens em primeira pessoa, no lado direito tem sua posição no mapa, e em baixo tem os dados dos personagens.
Chama a atenção o tamanho do título, tendo muito conteúdo ainda mais considerando vir para o Master System. Tanto o mapa quanto a história são bem extensos e, mesmo com um detonado, o jogador demora umas 7 horas para finalizá-lo.
3 – SpellCaster
Predecessor de Mystic Defender para Mega Drive, o SpellCaster não é necessariamente um jogo de RPG em sua forma “pura”, mas possui elementos o suficiente para chegar a esta lista.
Mesclando com o estilo plataforma, você pode encontrar armas e armaduras que te deixam mais forte, além de contar uma história com avatares. A ideia é explorar templos e derrotar inimigos como fantasmas e bestas, além de conversar com pessoas em vilas.
Com gráficos bonitos, músicas boas, dificuldade em um nível nem tão alto e nem baixo, além de ter um desfecho bacana, SpellCaster merece um espaço nessa lista.
4 – YS The Vanished Omens
Outra série que os jogadores “das antigas” conhece, os jogos YS são considerados os precursores dos RPGs que enfatizam a história como um dos pontos mais importantes do game e The Vanished Omens, o primeiro de todos, não foge a regra.
O herói se chama Adol Christin, que chega até a cidade de Minea e uma vidente chamada Sara diz a ele que um grande mal está chegando até a ilha de Esteria. Ele terá de partir em uma missão para encontrar os seis livros de YS, sendo que cada um deles conta uma parte da antiga ilha YS, sendo necessário para que ele derrote as forças do mal.
Nesse contexto, Sara dá a Adol um cristal e o instrui para encontrar seu tio na vila Zepik, que sabe o segredo para encontrar um dos livros. Assim, sua jornada começa.
Vale dizer que a trilha sonora foi composta por ninguém menos que o Yuzo Koshiro, famoso por ter feito as músicas do Sonic 1 para Master System e de Streets of Rage do Mega. Além disso, o game conta com bons gráficos e uma história envolvente, mesmo que um pouco previsível. Definitivamente, um game cheio de charme que merece uma conferida.
5 – Ultima IV
Primeiramente lançado em 1985 para o Apple II, ele foi convertido para diversos videogames da geração oito bits, incluindo o Master System. Sendo o único portado para um console da SEGA, conta com gráficos redesenhados e, diferente de outros ports, este mantém a mesma trilha sonora do jogo original.
É verdade que para os padrões de hoje os gráficos chegam a ser bem “agressivos” e datados, ainda mais considerando que o Phantasy Star chegou dois anos antes e tem uma qualidade sonora e visual muito superior. Mesmo assim, é considerado um clássico do gênero.
Novo recurso permite ouvir frases, saudações e até músicas gravadas por 50 falantes dos idiomas nativos
Fula, tuaregue, bamum, khowar: você já ouviu falar em algum desses idiomas? São todas línguas indígenas. Existem 2.680 dessas línguas, que representam um terço dos idiomas do mundo. As Nações Unidas elegeram 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas, e o Google Earth lançou um novo recurso para que elas sejam mais conhecidas.
MAIS DE 50 FALANTES DE LÍNGUAS INDÍGENAS GRAVARAM ÁUDIOS PARA AJUDAR A PRESERVAR OS SEUS IDIOMAS (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Com áudios de mais de 50 falantes, a plataforma permite clicar em um mapa e ouvir saudações, músicas, palavras ou frases no idioma nativo do lugar selecionado.
O projeto teve a ajuda de educadores que falam essas línguas – entre eles, Tania Haerekitera Tapueluelu Wolfgramm, que pertence aos povos Maori e Tongan. “Centenas de idiomas estão a poucos dias de nunca mais serem falados ou ouvidos”, afirmou Wolfgramm. “Colocando as línguas indígenas no cenário global, reivindicamos nosso direito de falar sobre nossas vidas, com nossas próprias palavras.
Isso significa tudo para nós", disse.
CELEBRAÇÃO DAS LÍNGUAS INDÍGENAS, NOVO RECURSO DO GOOGLE EARTH (FOTO: DIVULGAÇÃO)
Brian Thom, professor da Universidade de Victoria, no Canadá, também ajudou na iniciativa, mapeando terras indígenas junto às comunidades locais de seu país. Ele pediu a Yutustanaat Mandy Jones, membro da comunidade indígena canadense Snuneymuxw First Nation, que gravasse seu idioma nativo, o hulquminum. Outro participante nas gravações foi Wikuki Kingi, que gravou cânticos tradicionais em Te Reo Maori, uma língua da Polinésia Oriental nativa da Nova Zelândia. “Falar Te Reo Maori me conecta com meus parentes, com a terra, os rios e o oceano, e pode me levar a outro tempo e lugar”, disse.
À DIREITA, YUTUSTANAAT, DE SNUNEYMUXW FIRST NATION, GRAVA A LÍNGUA HUL Q UMI NUM COM A ALUNA BEATRIX TAYLOR. NA GRAVAÇÃO, A PROFESSORA DA UNIVERSIDADE DE VICTORIA DIZ: I CH O UY U YU OU "COMO VAI VOCÊ?". (FOTO: BRIAN THOM/ DIVULGAÇÃO)
Apesar de existirem quase 200 línguas indígenas no Brasil, apenas uma delas aparece na plataforma: o idioma Sanöma, da família linguística do Yanomami. Ele é usado por 6 mil pessoas no Brasil e na Venezuela.
Se você curtiu a proposta, fique de olho: é possível preencher um
formulário para se candidatar a gravar áudios para a próxima versão do projeto do Google Earth. Quem sabe assim o Brasil não é mais representado?










