A adoção do bitcoin como forma de investimento tem se tornado cada vez mais popular no Brasil. A utilização do ativo como forma de pagamento, no entanto, ainda não se popularizou. Dentro desse panorama, a startup Z.ro Pay levou ao mercado uma maquininha que aceita pagamento em bitcoin. Para usar a moeda digital, o consumidor precisa escanear um código QR que aparece na tela do aparelho.
Já para o dono do estabelecimento comercial, basta colocar o valor em reais, que a própria máquina já faz a conversão. O Terra Inovação desta semana conversa com o diretor de tecnologia (CTO) da Z.ro Pay, Marco Carnut, para entender melhor o negócio da fintech e como se dá a sua atuação nos mais variados setores do comércio. Não perca!
É a primeira vez que a empresa disponibiliza para o mercado uma de suas criações; para comprar o robô, as empresas precisarão especificar como pretendem usar a máquina
O robô-cachorro da empresa de robótica Boston Dynamics está saindo dos laboratórios e chegando ao mundo real. De acordo com o site The Verge, a companhia vai começar a vender o robô, mas apenas para empresas selecionadas - por enquanto, não é qualquer pessoa que vai poder comprá-lo. É a primeira vez que a empresa disponibiliza para o mercado uma de suas criações.
Chamado de Spot, a principal capacidade do robô é explorar e mapear terrenos: segundo a empresa, ele consegue escapar de obstáculos e manter equilíbrio em situações extremas. Além disso, é possível adicionar até quatro módulos de hardware na máquina, para incluir novas funcionalidades em trabalhos específicos - com isso, o Spot consegue checar vazamentos de gás se tiver um detector de metano, por exemplo.
O robô pode chegar a uma velocidade de cerca de 5 km/h, e tem uma autonomia de bateria de 90 minutos. Ele é resistente à chuva e consegue até subir escadas, segundo a companhia.
Ainda não foi anunciado um preço para o Spot. Para comprar o robô, as empresas precisarão especificar como pretendem usar a máquina.
A Boston Dynamics disse ao site The Verge que o Spot não será vendido para nenhuma aplicação militar.
O Spot também dança e, por esse motivo, o entretenimento pode ser um dos seus maiores mercados: a dona do robô já está trabalhando com o laboratório de inovação do Cirque du Soleil para usar o Spot no palco.
A Boston Dynamics já pertenceu ao Google, mas foi comprada pelo grupo japonês SoftBank em junho deste ano.
Batizada ELO, a iniciativa começa com um artefato teste a ser lançado no começo de 2020. Outros quatro nanossatélites serão lançados ano que vem. Em 2022, meta é ter 25 desses equipamentos em órbita baixa ao redor da Terra.
A Eutelsat anunciou na última semana seu projeto de constelação de satélites focado no mercado de IoT (Internet das Coisas), o ELO. A rede sideral terá cobertura global, para que objetos transmitam dados independente de sua localização, diz a empresa.
A construção dessa constelação de nanosatélites se iniciará com uma primeira série de quatro satélites sob supervisão do Loft Orbital (ELOs 1 e 2) e Clyde Space (ELOs 3 e 4). Com data de lançamento prevista entre 2020 e 2021, esses quarto satélites iniciarão serviço comercial tão logo entrem em órbita.
A partir dos resultados positivos dessa leva inicial, outros satélites serão adicionados à constelação, até serem alcançados um total de 25 satélites operacionais em 2022. O investimento necessário para a constelação está incluído na já existente previsão de Capex da Eutelsat. O custo associado a cada satélite não deve exceder um milhão de Euros.
Esse projeto dá seguimento a um pedido inicial de nanosatélite da Eutelsat à Tyvak International no ano passado. Previsto para ser lançado no início do próximo ano, o objetivo desse satélite teste será confirmar a performance técnica de equalização de ondas entre um satélite em baixa órbita e objetos em terra. Conforme a Eutelsat, a baixa órbita é adequada para processar sinais emitidos por objetos em uma rede IoT pois seus sinais não aumentam o custo ou o consumo de energia dos objetos. (Com assessoria de imprensa)
A inovação tem preço e chega bem perto dos R$ 11,7 mil (sem considerar impostos ou taxas de importação)
Este é o Xiaomi Mi Mix Alpha, um smartphone que ninguém pediu, com mais tela do que qualquer pessoa pode querer em qualquer momento da vida, mas que é um deleite em design e que mostra a capacidade asiática - neste caso é chinesa - de criar aparelhos que saem da curva e da caixinha. Isso é incrível, mas com preço estratosférico que acompanha a inovação.
Não é de hoje que a linha Mix é quase que um quartinho separado apenas para as criações em estágio de conceito, mas que de alguma forma tentam espaço no mercado. Ela já removeu bordas quando isso não era bem um grande negócio, até brincou com som saindo da tela. Agora a tela é...o aparelho quase que todo.
Mi Mix Alpha com tela pra (quase) todo lado
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O display está na parte da frente, em boa parte da traseira e nos dois lados, cobrindo...180,6% da frente do gadget - o Galaxy Note 10, que já tem quase que nenhuma borda, tem 90,9% da frente feita de tela. O que não é tela, é um conjunto de titânio e cerâmica na parte de cima e inferior, com vidro reforçado por safira na tira traseira. É um wrap de celular, que resolve o problema de câmera frontal (não tem, né) e cria três desafios gigantescos: pegada, experiência de uso e autonomia da bateria.
Fico imaginando como deve funcionar o sistema de toque, já que ainda não temos uma forma de utilizar o smartphone com ele flutuando na nossa frente. O celular precisa ser muito entendido das coisas pra notar que em certo momento quero ver a tela na frente, noutro a tela traseira, mas de noite a lateral pode ser boa como rádio relógio. Sei lá, é tudo confuso e novo.
O que mais chama atenção é a tela, mas a Xiaomi não disse quase nada sobre ela. A empresa falou que é curvada pra todo lado e que sua concepção fez mudar a forma de montar o aparelho. Ok, isso é o óbvio. Não sabemos nada sobre tipo de tela (certamente alguma variante de OLED), quanto de brilho ela tem, qual é a resolução de todo o conjunto e nem nada além de que ela é bem bonita.
Resolução que vale mais do que ouro
Falando em resolução, o conjunto de câmeras trabalha com sensor de, pasmem, 108 megapixels e que foi criado com ajuda da Samsung. A ideia principal não é de ter uma foto pra colocar num outdoor, mas sim de juntar pixels pra melhorar a qualidade de imagem - Motorola vem fazendo isso na linha One. Também entra o mundo de zoom digital que faz um recorte na imagem e entrega menos megapixels, com aproximação e sem perder qualidade com arquivo final de, sei lá, 12 megapixels - saudades Nokia PureView.
O sensor secundário é mais humano e tem 20 megapixels com lente ultrawide, com um terceiro pra zoom de duas vezes e resolução de 12 megapixels. A Xiaomi nunca fez microfones que prestam em seus aparelhos, mas certamente deve ter algo bom por aqui - já que ele chama tanta atenção em praticamente tudo.
Do lado de dentro fica o melhor do mundo em hardware, ao menos até dezembro, quando a Qualcomm fará seu evento no Hawaii pra lançar os próximos Snapdragons. A sopa de letrinha engloba: Snapdragon 855+, 12 GB de RAM, 512 GB de memória interna e carregamento de até 40 watts, que enche a bateria de 4.050 mAh. Eu, sinceramente, acho pouca carga pra tanta tela.
Poder pagar contas, pedir comida e solicitar uma carona compartilhada chamam a atenção de pelo menos 45,8% dos brasileiros, diz pesquisa
Nos últimos cinco anos, o ecossistema de inovação brasileiro vivia uma ansiedade para descobrir qual startup seria a primeira a passar o valor de mercado de US$ 1 bilhão - alcançando, assim, o status de unicórnio. Depois de nove empresas nascentes do Brasil ultrapassarem o valor bilionário, a expectativa passou a ser outra: ver qual empresa conseguirá montar o aplicativo de celular mais atraente, com maior número de oferta de serviços e produtos agregados, tornando-se um “superapp”.
O conceito de poder pagar contas, pedir comida e solicitar uma carona compartilhada dentro da mesma aplicação de celular - que é a principal característica de um superapp - chama a atenção de pelo menos 45,8% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada pelo Google Brasil no mês passado. O estudo também avaliou quantos usuários de smartphone no País já conheciam a definição de“superapp” e verificou quais benefícios em potencial um aplicativo desse tipo pode oferecer para as pessoas.
Empresas tem apostado na criação de aplicativo de celular com maior número de oferta de serviços e produtos agregados, tornando-se um “superapp”
Foto: Pixabay
Dentre as facilidades desse super aplicativo, a possibilidade de excluir aplicações e liberar espaço dentro do smartphone é um dos principais atrativos para o brasileiro. Na pesquisa do Google, esse benefício ficou em primeiro lugar, sendo citado por 30,1% dos participantes do estudo. Isso porque, de acordo com a diretora de vendas e marketing mobile do Google Brasil, Ligia Cano, só 10% dos aparelhos móveis no Brasil são considerados de última geração e possuem maior capacidade de armazenamento.
Com esse panorama em vista, as empresas têm focado o desenvolvimento e expansão de seus aplicativos para além de sua funcionalidade primária. Os softwares do Banco Inter, do Mercado Pago e da Rappi são alguns dos que estão iniciando um processo para agregar outros serviços. No aplicativo do banco mineiro, por exemplo, além de pagar contas e realizar transferências, é possível fazer compras online em e-commerces como Renner e Submarino. No Mercado Pago, é possível usar o dinheiro da carteira virtual e fazer recargas de celular e vale-transporte.
A estratégia inicial de crescimento dessas empresas, que se baseiam em seus aplicativos para conseguir novos clientes, pode ser a expansão de serviços ofertados. Segundo Ligia, porém, não é o número final de novas utilidades que determinará o sucesso do superapp. “É preciso sempre ficar de olho na penetração do aplicativo no mercado, assim como a frequência de uso pelas pessoas”, afirma. "Só assim para saber se elas estão no caminho certo."










