Batizada ELO, a iniciativa começa com um artefato teste a ser lançado no começo de 2020. Outros quatro nanossatélites serão lançados ano que vem. Em 2022, meta é ter 25 desses equipamentos em órbita baixa ao redor da Terra.
A Eutelsat anunciou na última semana seu projeto de constelação de satélites focado no mercado de IoT (Internet das Coisas), o ELO. A rede sideral terá cobertura global, para que objetos transmitam dados independente de sua localização, diz a empresa.
A construção dessa constelação de nanosatélites se iniciará com uma primeira série de quatro satélites sob supervisão do Loft Orbital (ELOs 1 e 2) e Clyde Space (ELOs 3 e 4). Com data de lançamento prevista entre 2020 e 2021, esses quarto satélites iniciarão serviço comercial tão logo entrem em órbita.
A partir dos resultados positivos dessa leva inicial, outros satélites serão adicionados à constelação, até serem alcançados um total de 25 satélites operacionais em 2022. O investimento necessário para a constelação está incluído na já existente previsão de Capex da Eutelsat. O custo associado a cada satélite não deve exceder um milhão de Euros.
Esse projeto dá seguimento a um pedido inicial de nanosatélite da Eutelsat à Tyvak International no ano passado. Previsto para ser lançado no início do próximo ano, o objetivo desse satélite teste será confirmar a performance técnica de equalização de ondas entre um satélite em baixa órbita e objetos em terra. Conforme a Eutelsat, a baixa órbita é adequada para processar sinais emitidos por objetos em uma rede IoT pois seus sinais não aumentam o custo ou o consumo de energia dos objetos. (Com assessoria de imprensa)
Poder pagar contas, pedir comida e solicitar uma carona compartilhada chamam a atenção de pelo menos 45,8% dos brasileiros, diz pesquisa
Nos últimos cinco anos, o ecossistema de inovação brasileiro vivia uma ansiedade para descobrir qual startup seria a primeira a passar o valor de mercado de US$ 1 bilhão - alcançando, assim, o status de unicórnio. Depois de nove empresas nascentes do Brasil ultrapassarem o valor bilionário, a expectativa passou a ser outra: ver qual empresa conseguirá montar o aplicativo de celular mais atraente, com maior número de oferta de serviços e produtos agregados, tornando-se um “superapp”.
O conceito de poder pagar contas, pedir comida e solicitar uma carona compartilhada dentro da mesma aplicação de celular - que é a principal característica de um superapp - chama a atenção de pelo menos 45,8% dos brasileiros, segundo pesquisa divulgada pelo Google Brasil no mês passado. O estudo também avaliou quantos usuários de smartphone no País já conheciam a definição de“superapp” e verificou quais benefícios em potencial um aplicativo desse tipo pode oferecer para as pessoas.
Empresas tem apostado na criação de aplicativo de celular com maior número de oferta de serviços e produtos agregados, tornando-se um “superapp”
Foto: Pixabay
Dentre as facilidades desse super aplicativo, a possibilidade de excluir aplicações e liberar espaço dentro do smartphone é um dos principais atrativos para o brasileiro. Na pesquisa do Google, esse benefício ficou em primeiro lugar, sendo citado por 30,1% dos participantes do estudo. Isso porque, de acordo com a diretora de vendas e marketing mobile do Google Brasil, Ligia Cano, só 10% dos aparelhos móveis no Brasil são considerados de última geração e possuem maior capacidade de armazenamento.
Com esse panorama em vista, as empresas têm focado o desenvolvimento e expansão de seus aplicativos para além de sua funcionalidade primária. Os softwares do Banco Inter, do Mercado Pago e da Rappi são alguns dos que estão iniciando um processo para agregar outros serviços. No aplicativo do banco mineiro, por exemplo, além de pagar contas e realizar transferências, é possível fazer compras online em e-commerces como Renner e Submarino. No Mercado Pago, é possível usar o dinheiro da carteira virtual e fazer recargas de celular e vale-transporte.
A estratégia inicial de crescimento dessas empresas, que se baseiam em seus aplicativos para conseguir novos clientes, pode ser a expansão de serviços ofertados. Segundo Ligia, porém, não é o número final de novas utilidades que determinará o sucesso do superapp. “É preciso sempre ficar de olho na penetração do aplicativo no mercado, assim como a frequência de uso pelas pessoas”, afirma. "Só assim para saber se elas estão no caminho certo."
A inovação tem preço e chega bem perto dos R$ 11,7 mil (sem considerar impostos ou taxas de importação)
Este é o Xiaomi Mi Mix Alpha, um smartphone que ninguém pediu, com mais tela do que qualquer pessoa pode querer em qualquer momento da vida, mas que é um deleite em design e que mostra a capacidade asiática - neste caso é chinesa - de criar aparelhos que saem da curva e da caixinha. Isso é incrível, mas com preço estratosférico que acompanha a inovação.
Não é de hoje que a linha Mix é quase que um quartinho separado apenas para as criações em estágio de conceito, mas que de alguma forma tentam espaço no mercado. Ela já removeu bordas quando isso não era bem um grande negócio, até brincou com som saindo da tela. Agora a tela é...o aparelho quase que todo.
Mi Mix Alpha com tela pra (quase) todo lado
allowfullscreen>
O display está na parte da frente, em boa parte da traseira e nos dois lados, cobrindo...180,6% da frente do gadget - o Galaxy Note 10, que já tem quase que nenhuma borda, tem 90,9% da frente feita de tela. O que não é tela, é um conjunto de titânio e cerâmica na parte de cima e inferior, com vidro reforçado por safira na tira traseira. É um wrap de celular, que resolve o problema de câmera frontal (não tem, né) e cria três desafios gigantescos: pegada, experiência de uso e autonomia da bateria.
Fico imaginando como deve funcionar o sistema de toque, já que ainda não temos uma forma de utilizar o smartphone com ele flutuando na nossa frente. O celular precisa ser muito entendido das coisas pra notar que em certo momento quero ver a tela na frente, noutro a tela traseira, mas de noite a lateral pode ser boa como rádio relógio. Sei lá, é tudo confuso e novo.
O que mais chama atenção é a tela, mas a Xiaomi não disse quase nada sobre ela. A empresa falou que é curvada pra todo lado e que sua concepção fez mudar a forma de montar o aparelho. Ok, isso é o óbvio. Não sabemos nada sobre tipo de tela (certamente alguma variante de OLED), quanto de brilho ela tem, qual é a resolução de todo o conjunto e nem nada além de que ela é bem bonita.
Resolução que vale mais do que ouro
Falando em resolução, o conjunto de câmeras trabalha com sensor de, pasmem, 108 megapixels e que foi criado com ajuda da Samsung. A ideia principal não é de ter uma foto pra colocar num outdoor, mas sim de juntar pixels pra melhorar a qualidade de imagem - Motorola vem fazendo isso na linha One. Também entra o mundo de zoom digital que faz um recorte na imagem e entrega menos megapixels, com aproximação e sem perder qualidade com arquivo final de, sei lá, 12 megapixels - saudades Nokia PureView.
O sensor secundário é mais humano e tem 20 megapixels com lente ultrawide, com um terceiro pra zoom de duas vezes e resolução de 12 megapixels. A Xiaomi nunca fez microfones que prestam em seus aparelhos, mas certamente deve ter algo bom por aqui - já que ele chama tanta atenção em praticamente tudo.
Do lado de dentro fica o melhor do mundo em hardware, ao menos até dezembro, quando a Qualcomm fará seu evento no Hawaii pra lançar os próximos Snapdragons. A sopa de letrinha engloba: Snapdragon 855+, 12 GB de RAM, 512 GB de memória interna e carregamento de até 40 watts, que enche a bateria de 4.050 mAh. Eu, sinceramente, acho pouca carga pra tanta tela.
Empresa bicentenária criou braço educacional para desenvolver o pensamento criativo de alunos do ensino fundamental
De um lado, o relatório “Futuro do Trabalho” do Fórum Econômico Mundial diz que, a partir de 2020, ter pensamento criativo será a terceira habilidade mais procurada no mercado. Do outro, pesquisas, como a do americano George Land, mostram que o ser humano perde sua criatividade com o decorrer do tempo. Pensando nesse paradigma, a subsidiária brasileira da marca alemã de lápis e material escolar Faber-Castell decidiu criar um braço de ensino voltado para práticas de inovação em escolas do ensino fundamental.
Com foco em ensinar habilidades de pensamento imaginativo para crianças do 1° ao 3° ano, o braço educacional da empresa, o Faber-Castell Educação, criou, em 2018, o programa “Aprendizagem Criativa”, que capacita professores de escolas parceiras com fundamentos de inovação, assim como instala um espaço dentro da instituição, com materiais, como kits de robótica, e equipamentos tecnológicos -- tais como laser para corte e gravuras e impressora 3D. Ao todo, a iniciativa já está presente em 12 escolas nos estados de São Paulo e Pernambuco.
O diretor de inovação da Faber-Castell Brasil, Fábio Carvalho, conta ao Terra, no evento de negócios digitais Fire Festival 2019, que a empresa não decidiu entrar no setor educacional por questões financeiras. “Nós entendemos que há um oceano azul de possibilidades dentro desse desafio da falta de profissionais criativos”, afirma. Uma das formas de preparar melhor as pessoas para o futuro mercado de trabalho, diz ele, é começar o trabalho de estímulo à criatividade no começo do processo educacional.
No entendimento de Carvalho, as crianças dos primeiros anos do ensino fundamental são mais propensas a desenvolver capacidades criativas. “A imaginação e a inventividade são características muito presentes na infância”, afirma. “Fica mais fácil de trabalhar essas habilidades por ser algo do dia a dia desses alunos.” De acordo com ele, quanto mais jovens os alunos, maior a facilidade de criar uma atmosfera lúdica na sala de aula, o que gera resultados de aprendizado mais rápidos.
A Faber-Castell não faz programas apenas para crianças. Dentro de seu braço educacional, a corporação bicentenária também faz treinamentos para adultos, em uma espécie de educação executiva, seja para empresas ou para o público geral. Dentro do Shopping Market Place, em São Paulo (SP), a companhia criou um espaço de criatividade e inovação, onde ocorrem as aulas. LG, Heineken, Cargill, Carrefour, Pfizer são algumas das empresas que recorreram ao programa da corporação.
*O repórter viajou para o evento a convite da Hotmart
Governos e bancos centrais da zona do euro estão trabalhando em um plano de longo prazo para lançar uma moeda digital pública que eles esperam que torne redundante projetos como a libra, do Facebook, que é vista como um risco à estabilidade financeira, disseram autoridades nesta sexta-feira.
08/01/2013. REUTERS/Kai Pfaffenbach
Foto: Reuters
O bloco de 19 países também está unido na busca de uma abordagem regulatória rígida, caso a libra busque autorizações para operar na Europa. Também estão considerando um conjunto comum de regras para moedas virtuais, que atualmente não são regulamentadas.
A UE trabalhou nos últimos anos em vários planos para tornar os pagamentos digitais mais baratos e mais rápidos, mas nenhum deles decolou até o momento. Mas os planos divulgados em junho pelo Facebook para lançar sua própria moeda digital para permitir pagamentos entre centenas de milhões de usuários na Europa e em todo o mundo provocaram uma reconsideração das autoridades europeias.
"A libra foi um alerta", disse o membro do conselho do Banco Central Europeu (BCE), Benoit Coeure, em entrevista coletiva em Helsinque, após uma reunião de ministros das finanças da zona do euro.
Ele disse que a libra reviveu os esforços para ampliar a aceitação de um projeto apoiado pelo BCE para pagamentos em tempo real na zona do euro, conhecido como TIPS. O projeto, lançado no ano passado, foi recebido com cautela pelos bancos.
"Também precisamos intensificar nosso pensamento sobre uma moeda digital do banco central", acrescentou, revelando um plano até agora pouco conhecido.
Um funcionário do BCE disse que o projeto poderá permitir que os consumidores usem dinheiro virtual, que seria depositado diretamente no BCE, sem a necessidade de contas bancárias, intermediários financeiros ou contrapartes compensadoras.
Todos esses atores são necessários agora para processar pagamentos digitais, mas podem não ser mais necessários se o BCE assumir suas funções, reduzindo os custos de transação. A libra também não precisará de intermediários financeiros.
O projeto do BCE começou antes do anúncio da libra e pode durar meses ou até anos, disse Coeure. A viabilidade técnica continua a ser estudada e é provável que os bancos se oponham.











