Falando português, sistemas de Amazon e Google impulsionam marcas a lançar produtos como lâmpadas e sensores a preços acessíveis
Quase toda família tem um tio meio exibido, que adora se gabar no almoço de domingo sobre a última novidade tecnológica que comprou. Este ano, ele vai ganhar mais uma categoria de dispositivos para mostrar: objetos de casa conectada, que permitem acender uma lâmpada ou fechar uma cortina apenas com um comando de voz. A empolgação tem sua razão: ao chegarem ao Brasil falando bom português,
assistentes pessoais como Amazon Alexa e Google Assistant incentivaram o lançamento de produtos como lâmpadas e câmeras inteligentes a preços acessíveis. Em 2019, a casa conectada está mais perto do que nunca de ser realidade no País.
Alexa - A Amazon, também em 2014, resolveu apostar no Echo, uma caixa de som equipada com a assistente pessoal da empresa, a Alexa.
Foto: Divulgação / Estadão Conteúdo
A automação residencial não é algo exatamente novo. Mas, com plataformas complexas e projetos feitos sob demanda, o setor tinha alcance limitado. Das duas, uma: para ter uma casa automatizada, era preciso por a mão no bolso ou se aventurar, tal como Professor Pardal, a programar bugigangas e engenhocas. Agora, é diferente: primeiro, por conta dos assistentes chegarem ao Brasil falando português. "Em um país em que nem todos falam inglês, isso é algo importante para o mercado", avalia Jessica Ekholm, vice-presidente de análises da consultoria Gartner. Além disso, porque as
gigantes americanas estão trazendo ao Brasil as caixas de som conectadas.
Além de tocar música e dar informações como previsão do tempo, esses dispositivos também podem integrar diferentes objetos inteligentes e fazê-los entender o que usuário quer, a partir de comandos de voz. É algo intuitivo. "A fala é a primeira forma de comunicação que temos. Também pode ser a forma mais fácil do homem interagir com a máquina", afirma Norberto Alves Ferreira, gestor de soluções de Internet das Coisas e Inteligência Artificial do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPQD). "Estamos vivendo uma fase de experimentações e novas aplicações vão surgir."
Por enquanto, o Google tem apenas produtos de terceiros como a JBL por aqui, mas promete para o fim do ano o lançamento do Nest Mini 2, versão "miniatura" de seu alto-falante inteligente. Já a Amazon oferece, desde o início do mês, vários modelos da linha Echo, com preços que variam de R$ 350 a R$ 700. "A caixa de som conectada é um cavalo de Troia do bem: o usuário vai levar para casa e perceber que tem outras necessidades", diz José Roberto Muratori, presidente da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside).
Fiat lux
A chegada desses aparelhos também motivou um ecossistema de fabricantes. Com parcerias com as duas gigantes americanas, marcas como Positivo, LG, D-Link, Xiaomi e Sony trouxeram ao mercado ou lançarão até o fim do ano produtos que custam a partir de R$ 100, são fáceis de configurar e permitem ao usuário ter um "gostinho" do que já é a casa inteligente. "É um produto não só para os tecnológicos, mas para as pessoas comuns: uma lâmpada, por exemplo, custa R$ 100 e pode ser configurada em minutos, sem precisar chamar um técnico", diz Norberto Maraschin, vice-presidente de mobilidade da Positivo.
Não é só: também dá para ter câmeras de segurança, um sistema que unifica todos os controles remotos da casa, sensores de abertura de portas e, para quem estiver com dinheiro sobrando, até aparelhos de ar-condicionado e robôs que aspiram o pó da casa toda.
Quem quiser "conectar" um aparelho antigo também pode: basta usar uma tomada inteligente, que pode ser ligada à rede Wi-Fi.
"Estamos ainda no começo", afirma Ricardo Garrido, gerente geral da Alexa no Brasil. E está mesmo: lá fora, eletrodomésticos como geladeira e fogão também já estão integrados aos assistentes de voz - a Amazon, por exemplo, tem seu próprio micro-ondas da marca Alexa.
Gerar esse ecossistema de produtos, porém, não é algo simples de se fazer - e pode dar certo aqui no Brasil por dois esforços das gigantes americanas. O primeiro é o desenvolvimento de um sistema capaz não só de entender o que o brasileiro está falando, com uso de inteligência artificial, mas também de integrar quaisquer aparelhos de forma fácil, com auxílio de padrões da indústria de tecnologia como redes Wi-Fi e Bluetooth. Essa integração torna possível, inclusive, que o usuário monitore o que acontece em sua residência à distância, por meio de um aplicativo de celular.
Além disso, as empresas também tornam disponíveis a qualquer fabricante as bases de comandos que turbinam os aparelhos - de maneira que a indústria pode ganhar escala e criar seus próprios produtos. "Para dispositivos mais sensíveis, como câmeras de segurança, nós fazemos testes. Tirando isso, tentamos não tirar o potencial de massificação do mercado", diz Alessandro Germano, diretor de desenvolvimento de negócios do Google para América Latina.
Há, inclusive, objetos conectados que são compatíveis com os sistemas das duas grandes empresas. "Todas as nossas TVs têm compatibilidade com o Assistente e vão receber atualização para a Alexa", diz Pedro Valery, responsável pela divisão de TVs da LG. "A ideia é que o usuário possa escolher qual assistente ele prefere."
Faça você mesmo
Nos EUA, este é um mercado que já está bem avançado: estimativas da consultoria CIRP afirmam que há 76 milhões de caixas de som conectadas espalhadas pelo país - muitas delas, ligadas a lâmpadas e termostatos inteligentes. A cultura do "do it yourself" (faça você mesmo, em tradução literal), que impulsiona os usuários a comprar e configurar seus próprios sistemas, favoreceu o setor, segundo analistas.
Há quem afirme que, no Brasil, esse pode ser um dos desafios da casa conectada. "O brasileiro é muito mais próximo do faz pra mim do que do faça você mesmo", avalia Muratori, da Aureside. "Para muita gente, vai ser melhor chamar o técnico para configurar."
Não à toa, segundo o executivo, fabricantes de eletrodomésticos já procuraram a associação para fornecer cursos específicos sobre os assistentes a seus técnicos. Assim, quando forem montar um aparelho de ar condicionado, eles poderão também configurá-lo na rede local e com o assistente do gosto do freguês. Outro empecilho está na continuidade do uso - por exemplo, se o usuário vai passar mesmo a acender a luz com a voz ou preferirá levantar e usar o bom e velho interruptor.
O maior desafio, porém, é saber se o brasileiro vai conseguir perceber o valor de ter uma casa conectada - nos EUA, por exemplo, uma das funções preferidas dos usuários é ligar o termostato à distância em dias de frio, para chegar em casa com ela já "quentinha". Aqui, a aposta das fabricantes é que os usuários estão bem interessados na área de segurança. "Poder ver, à distância, o que acontece na porta de casa com uma câmera conectada é algo que pode trazer muito valor para o usuário", diz Germano, do Google.
Privacidade e segurança de dados merecem atenção
Áreas que andam de braços dados, a segurança e a privacidade de dados são dois fatores que preocupam os analistas ouvido pelo Estado para a adoção massiva da casa conectada. Afinal, os objetos inteligentes conseguem de fato trazer eficiência à vida das pessoas também por serem capazes de coletarem dados sobre as preferências do usuário.
À reportagem, Amazon e Google disseram que os usuários têm controle para visualizar os dados armazenados, bem como para apagá-los a qualquer hora. "Não compartilhamos as informações com as de outros serviços", disse Germano, do Google. Para Muratori, da Aureside, não há tabu no tema. "Já temos muitos dados captados com celular. Não adianta ter receio com a casa conectada."
Quanto à segurança, o temor é que hackers se aproveitem de brechas para invadir as redes das casas e não só roubar informações, como também causar confusão - nos EUA, ficou famosa a história de um hacker que invadiu um termostato e deixou uma residência muito quente. Para remediar, apostar em senhas fortes e na criptografia.
Vendido por preços a partir de R$ 5 mil, aparelho chegou ao País nesta sexta-feira, 18; desconto motivou fãs da marca a comparecem na loja em São Paulo
Em 2019, uma tradição foi retomada: a fila de fãs da Apple para comprar um novo iPhone - algo que não acontecia há alguns anos no Brasil. Anunciados pela americana em setembro, os três modelos do smartphone (iPhone 11, 11 Pro e 11 Pro Max) começaram a ser vendidos no País nesta sexta-feira, 18, por preços que variam entre R$ 5 mil e R$ 9,6 mil. Estão ligeiramente mais baratos que no ano passado, quando iPhone XR chegou ao País por pelo menos R$ 5,2 mil. A estratégia da Apple, mesmo indo contra a alta do dólar no período, surtiu efeito. Nesta manhã, pelo menos 50 pessoas esperavam sua vez para comprar o aparelho na loja da Apple em São Paulo, no Morumbi Shopping, zona sul da capital paulista.
Teve até quem ficou esperando do lado de fora do shopping desde cedo, algo que não ocorria há algum tempo. Primeiro da fila, o paulistano Gabriel Siddharta, de 25 anos, chegou antes das 8h da manhã para garantir seu iPhone 11, com 256 GB de armazenamento e vendido a R$ 5,8 mil. "Quando a Apple anunciou os preços eu fiquei louco pra pegar o iPhone, porque fiz as contas e vi que ia dar para pagar", diz ele, que trabalha com tecnologia da informação (TI). Ele encontrou as portas do shopping, que só abre às 10h, ainda fechadas. "Pedi para entrar mais tarde no trabalho, mas o chefe
entende. Afinal, a gente trabalha com tecnologia, né?".
Dono de um Apple Watch e de um par de Air Pods, os fones de ouvido sem fio da Apple, Siddartha é claramente um fã da empresa americana. "Uso iPhone desde o 4S (modelo lançado pela empresa em 2011).
Eu queria ser o primeiro da fila, viver um lançamento", afirma. Ele até já tentou trocar a marca de Steve Jobs por uma rival, mas não foi capaz. "Fiquei um ano com um celular da Samsung, mas foi horrível. O iPhone é gostoso e não desvaloriza", diz o paulistano, que vai vender seu aparelho atual, um iPhone 7, por R$ 800 a um amigo.
Apple dá café, biscoito e água a quem espera na fila
Não que a espera tenha sido tortuosa: enquanto os consumidores esperavam na fila, uma funcionária da Apple distribuía comidas e bebidas - havia café da Starbucks, garrafinhas de água, bolachas saudáveis e, claro, maçãs vermelhas. A fila foi uma surpresa para muitos usuários. "Eu não ia vir hoje, mas um funcionário me atendeu na semana passada e disse que não ia ter fila. Agora tô aqui", conta a psicóloga Denise Abdalla, que aguardava sua vez para comprar um aparelho.
"Isso é fila? Caramba!", surpreendeu-se o bancário Roberto Toyoda, de 30 anos. "Trabalho aqui perto e estou indo de um prédio para outro. Resolvi dar uma passadinha para garantir o meu iPhone", disse ele à reportagem, que se mostrou surpreso com a resposta do público. Ele queria comprar um iPhone 11, com 128 GB de armazenamento, vendido por aqui a R$ 5,2 mil.
"Sabendo como é a conversão do dólar, sempre acho caro", afirma. "Resolvi comprar aqui e não importar por conta da restrição do 4G." É um detalhe, mas importante: o modelo do iPhone 11 vendido nos EUA não tem compatibilidade com todas as faixas de frequência usadas pelas operadoras brasileiras para o 4G - o que pode deixar a internet do celular mais lenta. À reportagem, Toyoda disse que até pensou em trocar de marca de smartphone. "Sei que a Xiaomi tem um bom custo benefício, mas não consigo deixar a Apple!".
O preço também foi algo que chamou a atenção do comerciante Carlo Bogoni, de 35 anos. Em uma sacola branca da Apple nas mãos, ele levou para casa um iPhone 11 Pro Max, com 512 GB de armazenamento - a versão mais cara do aparelho, vendida por aqui a R$ 9,6 mil. "Gosto de fotos, de viajar, então tem que ter espaço", diz. "É um aparelho caro, mas a jogada de marketing da Apple em trazer o celular mais barato que no ano passado deu certo."
Função está disponível apenas para usuários do Android; o objetivo da empresa é oferecer mais uma opção além do crédito e do boleto, seja em compras em sites ou aplicativos
O Google anunciou que a partir desta segunda-feira, 14, o sistema de pagamentos Google Pay poderá ser usado também na função débito em compras feitas por meio de smartphones Android. O objetivo da empresa é oferecer ao usuário mais uma opção além do crédito e do boleto, seja em compras em sites ou aplicativos.
O recurso foi desenhado exclusivamente para o mercado brasileiro. O Google Pay inicialmente será compatível com cartões do Banco do Brasil, do Bradesco e do Itaú, com as bandeiras Elo, Mastercard e Visa, e com parceiros como iFood, Rappi, Claro, Peixe Urbano e Grow. A meta é expandir os parceiros: "Queremos oferecer essa opção para todos os lojistas brasileiros", afirmou João Felix, diretor de estratégia e operações do Google Pay para América Latina, em evento de lançamento em São Paulo.
Com a opção débito, o Google pretende aumentar o potencial das compras online. Segundo dados apresentados pela companhia, existem hoje 110 milhões de brasileiros bancarizados, sendo que, destes, 60 milhões usam apenas cartão de débito.
A empresa afirma que a opção de débito será gratuita tanto para o usuário quanto para o lojista. "É tão simples quanto uma compra de crédito com o Google Pay", disse Felix, "queremos que o usuário do Android usufrua de todo o nosso ecossistema e permaneça usando os nossos serviços".
Para usar a opção débito, antes da primeira compra é preciso fazer uma autenticação de segurança para associar o cartão ao smartphone. Depois, basta entrar no site ou aplicativo da loja em questão, selecionar a opção do Google Pay e escolher a função débito - nesse caminho, o usuário não precisa em nenhum momento acessar o aplicativo do banco.
O Google Pay foi lançado no Brasil em novembro de 2017. O sistema também funciona com maquininhas nas opções de débito e crédito, com pagamento por aproximação.
De acordo com o analista Ming-Chi-Kuo, da KGI Securities, o celular será lançado no primeiro trimestre de 2020
A Apple planeja lançar uma nova versão do iPhone SE no primeiro trimestre de 2020 a partir de US$ 399, de acordo com o analista Ming-Chi-Kuo, da KGI Securities — uma das pessoas que mais acerta previsões de iPhone na indústria mundial.
Público de olho nos iPhone 11, iPhone 11 Pro, e iPhone 11 Pro Max
Foto: Athit Perawongmetha / Reuters
O iPhone SE 2, segundo Kuo, terá o chip de processamento A13, o mais potente da empresa, que está presente nos novos modelos de iPhone 11. Além disso, os rumores apontam que o novo celular terá 3GB de memória RAM e opções de armazenamento de 64GB e 128GB.
Espera-se que o iPhone SE 2 seja uma opção para quem quer pagar pouco em um iPhone.
Kuo havia dito anteriormente que o sucessor do iPhone SE terá tela LCD de 4,7 polegadas e será parecido com o iPhone 8, o que daria uma aparência mais moderna ao telefone pequeno da Apple. Caso tenha esse design, alguns recursos mais antigos do iPhone SE permanecerão, como o sensor de impressão digital e as bordas grossas na tela.
Abordando temas como bullying, Concrete Genie é um belo e intuitivo jogo em que você tem a missão de trazer uma cidade de volta à vida
Concrete Genie é um daqueles jogos costumam passar longe do radar dos jogadores, que esperam grandes títulos exclusivos ou não. O primeiro título do estúdio PixelOpus (que trabalhou em Entwined), um dos subsidiários da Sony é um exclusivo para ao PS4 que usa uma camada lúdica para tratar de temas como perda da inocência e bullying, mas de uma forma interessante.
"Desenho toda a calçada..."
Em Concrete Genie somos apresentados a Ash, um jovem artista que passou sua infância na cidade portuária de Denska, um vilarejo que costumava ser vibrante e cheio de vida. Porém, algo aconteceu e o lugar acabou sendo invadido por uma "escuridão" e acabou sujo e poluído, forçando a população a abandonar o local.
Ash costuma vir à cidade para desenhar e é constantemente atormentado por um grupo de bullies, cuja diversão é vagar pela Denska deserta e tirar onda com o protagonista. Em uma dessas ocasiões, Ash tem seu caderno de desenho destruído e após uma série de eventos, ele descobre um pincel mágico que lhe permite dar vida a suas criações, sejam de páginas de seu caderno espalhadas pela cidade, ou de desenhos feitos no chão em alguns lugares quando ele era criança.
Os "gênios", criaturas que ele desenha irão ajudar Ash em sua missão de trazer Denska de volta à vida, além de apoia-lo enquanto o protagonista enfrenta seus próprios problemas.
Em Concrete Genie, derrote a escuridão com tinta
Concrete Genie usa os controles de movimento do DualShock 4 para controlar o modo de pintura. Funciona assim: ao abrir o menu, você tem à disposição as página do caderno de Ash conforme as for recuperando, que incluem desenhos de grama, flores, estrelas, o Sol e a Lua, arco-íris e etc, além de designs dos gênios. Você seleciona um desenho, segura um botão e move o controle pela tela, apontando o cursor para o local onde você quer reproduzir sua arte.
Os gênios, por sua vez podem ser criados em locais específicos, em desenhos deixados pelo Ash quando criança em alguns locais. Você tem à disposição alguns designs básicos e pode incluir detalhes como chifres, galhadas, antenas e etc. O formato influencia em sua personalidade: se o gênio for baixinho, ele será o típico invocado; se alto, ele será mais brincalhão, e por aí vai.
Em troca de desenhos de coisas que gostam, que eles pedirão e de atividades (eles adoram brincar), os gênios o ajudarão a superar obstáculos, como queimar lonas, ligar caixas de energia e etc. A cor do gênio influencia diretamente em sua habilidade e você deverá usar os certos para cada situação. Eles só podem se movimentar nas paredes conectadas e não podem derrotar o mofo escuro, a menos que você esteja com o medidor de supertinta cheio.
Os gênios te darão uma tinta especial quanto mais você os agradar, que serve para remover o mofo. Já os cipós negros só podem ser vencidos após cumpridas várias ações, principalmente acender todas as luzes de uma área e pintar uma "obra-prima" em um local específico.
Parece complicado quando dito assim, mas acredite, é tudo muito intuitivo e simples, para que crianças possam jogar sem problemas. Claro, é importante que você esteja de frente para a TV e o DualShock 4 alinhado com a tela, para que o sensor de movimento funcione direitinho.
Ash contra os bullies
O jogo não introduz uma mecânica de combate até o terceiro ato, mas mesmo este é bem diferente. Os gênios sombrios, que ameaçam Ash devem não ser derrotados, mas capturados com suas habilidades de pintura; pense em um animal selvagem e confuso solto por Denska, ameaçando não só quem estiver pela frente, mas a si mesmo.
Tais combates se comportam mais como uma ação para evitar que o gênio sombrio machuque a sei e outros, do que um confronto para eliminar uma criatura do mal. Já o grupo de bullies é... diferente.
Crianças podem ser bem cruéis quando querem
Logo de cara dá para notar quem é quem no grupo: há o líder valentão, que abusa dos outros por ser o mais forte, a garota estranha que costumava ser a chefe, o cruel, a irmã mais nova do líder e tão má quanto e o pequeno introspectivo, que se enturmou para evitar ser ele o abusado; dessa forma sobrou para o Ash, o "desenhista esquisitão".
No jogo, se você for visto pelos bullies você será perseguido, mas você pode evitar isso se movendo pelos telhados, ou chamando a atenção deles para um lugar enquanto os despista. Em determinados momentos da história você será confrontado pelos outros garotos, mas como em um filme adolescente, mesmo os mais malvados possuem um passado e uma razão para fazerem o que fazem.
No fim, fica claro que como toda criança, os bullies usam da violência e crueldade como um mecanismo de defesa, e Ash também poderá ajuda-los, afinal, isso faz parte da missão de devolver a cidade à velha forma.
Tecnicamente Concrete Genie possui gráficos simples e lúdicos, seguindo o estilo visual visto em filmes como Coraline. Ash e companhia não são bonecos como os de Puppeteer, eles passam a sensação de serem personagens reais, embora suas expressões sejam cartunescas. A música e efeitos sonoros são bem equilibrados e a jogabilidade na hora de se movimentar, pintar e entrar em combate é bem fácil de entender.
A localização e dublagem são corretas e adequadas, com destaque para o protagonista dublado por Fábio Lucindo, conhecido por em Pokémon ter sido a voz original de... Ash.
Eu só achei os menus mais complicados do que deveriam, se a ideia é ser um jogo para todas as idades. Por fim, o título possui conteúdos VR compatíveis com o PlayStation VR e PS Camera, além de funcionar também com dois PS Move. No entanto, nada disso é essencial para curtir a aventura principal.
Conclusão
Concrete Genie não é um jogo inovador, mas é uma experiência interessante para quem está procurando um título para jogar em família. Ele aborda temas atuais como o meio ambiente e bullying de uma maneira particular, pelos olhos de um jovem que se permitiu manter hábitos de criança.
Aqui, a paixão de Ash pela arte é a ferramenta que ele usa para salvar uma cidade e enfrentar seus medos interiores.
Concrete Genie é como um filme da Sessão da Tarde, um conto juvenil sobre amizade e enfrentar seus problemas de frente, ao mesmo tempo em que lida com o fim da infância e responsabilidades, e também com traumas que podem deixar marcas profundas, como no caso dos bullies.
Este é um jogo que pode não figurar entre os mais sensacionais do PS4, mas com certeza é um dos mais originais de 2019.
Concrete Genie — Ficha Técnica
Plataforma — PS4;
Desenvolvedora — PixelOpus;
Distribuidora — Sony Interactive Entertainment;
Preço — R$ 119,90;
Classificação Indicativa — Livre para todas as idades.
Pontos Fortes
Bons gráficos e trilha sonora;
Controles intuitivos e fáceis de dominar.
Ponto Fraco
Os menus podiam ser mais simples.










