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O próximo desafio das TVs é ficarem invisíveis

Para esta nova década, fabricantes terão a tarefa de fazer as televisões ocuparam menos espaço dentro das casas

Em uma década marcada pela explosão do mercado de smartphones, alguns apostaram que o futuro seria das telas pequenas. As televisões, entretanto, vem provando que a tela grande ainda mantém sua força: em 2020, a expectativa é de que sejam vendidas 12,5 milhões de TVs, um crescimento acima de 5% em relação a 2019, segundo dados da GfK. O desafio dos fabricantes, porém, para a próxima década é fazer a TV desaparecer, mesmo com o apreço dos consumidores por telas gigantes.

Segundo especialistas, os lançamentos de TVs devem caminhar para resolver um problema do setor: as televisões de alta tecnologia são grandes, e ocupam muito espaço dentro da casa. "Existe a tendência de a televisão poder ficar invisível na sala. A LG já anunciou uma TV que, quando não está em uso, pode ser enrolada e guardada em uma caixa, por exemplo", explica Eduardo Pellanda, professor da PUC-RS, em referência à televisão LG Signature R, apresentada na feira de tecnologia Consumer Experience Show (CES) no ano passado, nos Estados Unidos. Para este ano, a fabricante coreana já projeta uma tela que se enrola em direção ao teto, como se fosse um painel de projetor.

Qualidade
Espera-se também que nos próximos anos a qualidade de imagem continue sendo aperfeiçoada - ao ponto de tornar invisível o painel. "As telas terão cada vez mais resolução. As pessoas ainda querem assistir em telas grandes, porque gostam da sensação de imersão: é um fenômeno antropológico", diz Marcelo Zuffo, professor da USP e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE).

Em 2019, empresas como Samsung, LG, TCL e Sony lançaram no mercado TVs 8K, em que cada tela tem cerca de 33 milhões de pixels, quatro vezes mais que na tecnologia 4K - é como se oito telas Full HD fossem colocadas lado a lado. A tendência não deve parar por aí.

O 16K também já surge no horizonte. "Possivelmente devemos chegar no final da década com o 16K, porque já existem computadores e câmeras que conseguem processar essa resolução", diz Pellanda, da PUC-RS.

Projeção
Olhando mais à frente, há quem aposte que a televisão física talvez deixe de existir em algum momento, para ser substituída por óculos inteligentes, que projetariam imagens na frente do usuário, como uma tela de TV.

Parece um movimento contrário ao do gigantismo das telas, mas é o caminho possível para o movimento de imersão total.

Para Pellanda, essa realidade depende do desenvolvimento desses óculos, que seriam sucessores do Google Glass, dispositivo inteligente criado em 2012 que nunca foi lançado comercialmente. Aqui as dificuldades seriam outras: atingir um alto grau de resolução e superar o estranhamento das pessoas.

"Essa ideia, porém, ainda é exercício de ficção", afirma o professor. O jeito vai ser esperar sentado no sofá, assistindo à televisão convencional.

Após década dos smartphones, como serão os eletrônicos nos anos 2020?

Tecnologias como dispositivos vestíveis e telas dobráveis devem amadurecer nos próximos anos; segundo especialistas, o smartphone pode se tornar um hub de conexão entre vários dispositivos

Depois dos computadores nos anos 1990 e dos celulares "tijolões" no começo dos anos 2000, os últimos dez anos marcaram a era dos smartphones - passamos a carregar no bolso um aparelho que faz ligações, acessa internet e tira fotos em boa qualidade. O sucesso foi grande: entre 2009 e 2018, foram vendidos cerca de 9,7 bilhões de smartphones no mundo todo, segundo dados compilados pelo site Statista. Com a nova década batendo à porta, a expectativa é pelo dispositivo que marcará os anos 2020.

Para ter um gostinho do futuro, basta olhar para o que já acontece no mundo atual. Tecnologias que surgiram recentemente, como dispositivos vestíveis e telas dobráveis, devem passar por um processo de amadurecimento, ditando como serão os gadgets de amanhã. Foi assim com o smartphone: o conceito de um celular inteligente nasceu em 1994 com o aparelho Simon, da IBM, e só depois de alguns anos ganhou o mercado.

Na visão de Marcelo Zuffo, professor da USP e membro do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), a tendência é que os eletrônicos sejam mais integrados ao corpo humano. "Hoje todo mundo anda de cabeça baixa nas ruas, mexendo em smartphones. Há a ideia de que a tecnologia precisa ir na contramão disso para ser algo mais natural, quase invisível", afirma. "Os aparelhos tendem a ser mais vestíveis, controlados por voz".

O mercado de dispositivos vestíveis, que vai de relógios inteligentes a fones de ouvido Bluetooth, está em ascensão. De acordo com a consultoria IDC, no terceiro trimestre de 2019, cerca de 84,5 milhões de dispositivos do tipo foram vendidos no mundo: um aumento de 94,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

"Com impulsos como a inclusão de assistentes inteligentes, o mercado de vestíveis está no caminho de se tornar uma categoria de dispositivos de mercado de massa, em vez de uma voltada principalmente para a saúde e fitness", disse Jitesh Ubrani, analista da IDC, no comunicado de divulgação do estudo.

Dentro desse cenário, especialistas apontam que devem aparecer no mercado novos tipos de vestíveis, como camisetas inteligentes, com sensores de monitoramento de dados como frequência cardíaca e temperatura corporal, e até lentes de contato futuristas. Na feira de tecnologia Consumer Experience Show (CES), que acontece a partir da próxima terça-feira (7), em Las Vegas, nos EUA, deverão ser feitos anúncios nesse segmento.

As telas dobráveis, que começam a aparecer em smartphones, prometem ser destaque. Os painéis flexíveis poderão adaptar eletrônicos para o corpo das pessoas. A IBM, por exemplo, tem um conceito de um relógio conectado de tela dobrável - o visor (que é praticamente um tablet), ao ser dobrado, encaixa-se em um tamanho adequado para a pulseira.

O smartphone morrerá?
Há quem acredite que o smartphone possa perder espaço com a ascensão de novas tecnologias, mas é cedo para cantar a sua morte. "É possível que aconteça uma metamorfose do smartphone: ele pode ser um hub de conexão do nosso mundo digital", diz Eduardo Pellanda, professor da PUC-RS. Em muitos casos, já não é mais preciso tirar o telefone da mochila ou do bolso para realizar tarefas ou consumir conteúdo, graças aos aparelhos vestíveis.

Nos últimos anos, o crescimento das telas e, posteriormente, o surgimento de materiais flexíveis, não quebrou radicalmente com a ideia do que é um smartphone. São movimentos de evolução e não revolução. "Com a tecnologia flexível, o smartphone poderá se transformar até em um tablet ou em um mini laptop", diz Pellanda.

Nada que possa assustar quem passou os últimos anos utilizando gadgets do tipo. Afinal, a velocidade dos ciclos evolutivos mudou, o que permite o consumidor experimentar mais rapidamente as evoluções tecnológicas. "Na última década houve um amadurecimento do varejo. Quando uma tecnologia começa a aparecer, já tem gente investindo para lançá-la. Os consumidores experimentam os novos produtos rapidamente", explica Franzin, da USP.

Exemplo disso é o Motorola Razr, o celular dobrável da Motorola. Depois de uma etapa de desenvolvimento de três anos, o aparelho foi anunciado globalmente em novembro e a previsão, segundo a empresa, é que ele chegue no Brasil neste mês. Um tempo atrás isso não era comum: o primeiro iPhone sequer foi lançado no País.

Presença
Para Renato Franzin, também professor da USP, a grande revolução dos eletrônicos estará na estrutura ao redor deles. "Com a evolução do 5G e da inteligência artificial, os gadgets vão acabar se tornando mais efêmeros e desprezíveis. Os serviços vão ser mais importantes", diz. Segundo especialistas, a conexão de quinta geração será a peça fundamental para o funcionamento dos eletrônicos do futuro.

Entre os beneficiados pelas conexões mais velozes estão dispositivos de realidade virtual, que inserem o usuário em ambiente virtual, e de realidade aumentada, que combina elementos virtuais em cenários reais - é a tecnologia que ficou famosa com o jogo do Pokémon.

É nessa área que está um dos principais planos de Mark Zuckerberg para o futuro da sua empresa, o Facebook. m 2014, a rede social comprou por US$ 2 bilhões a empresa de realidade virtual Oculus, e desde então vem lançando alguns dispositivos. Em entrevista exclusiva ao Estado em setembro, Zuckerberg disse que a realidade virtual é uma parte importante dentro do plano do Facebook de ajudar as pessoas a se conectar e a se unir em uma comunidade. "Estamos prontos para a próxima experiência: será uma combinação de óculos de realidade virtual com óculos de realidade aumentada", disse o executivo. "A principal característica dessa geração será a presença: a sensação de que você está no mesmo lugar que outra pessoa."

Há rumores de que a Apple também está trabalhando em um modelo de óculos de realidade aumentada. Uma possível aplicação desse tipo de aparelho é na visualização de mapas: o usuário poderia apontar o smartphone para um lugar e por meio dos óculos ver qual é o caminho que deve percorrer.

O analista Ming-Chi-Kuo, da KGI Securities, um dos que mais acertam nas previsões sobre a Apple, prevê que os óculos da Apple podem ser lançados no segundo trimestre de 2020.

Com os avanços velozes em realidade virtual, dispositivos vestíveis, telas flexíveis e conectividade veloz, o caminho dos gadgets do futuro parece pronto para ser trilhado. Apertem os cintos, pois a viagem promete.

Fones de ouvido sem fio: o teste das principais marcas

Teste compara os earbuds de Apple, Samsung, Huawei e Xiaomi; confira o resultado

Eles estão nos ouvidos dos jovens nas grandes cidades. Pequenos e práticos, começam a gair no gosto dos brasileiros - segundo a GfK, as vendas dos fones de ouvido sem fio (ou earbuds, como são chamados de forma descolada) cresceram 23 vezes entre janeiro e outubro de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Há mais de sessenta marcas disponíveis no País, afirma a consultoria.

Mas quais delas se destacam? Para responder a essa pergunta, a equipe do Link passou as últimas semanas ouvindo música, podcasts e até mesmo áudios do WhatsApp com quatro fones disponíveis no mercado nacional - de marcas como Apple, Samsung, Xiaomi e Huawei. Abaixo, confira o resultado.

AirPods (Apple, a partir de R$ 1.349)

AirPods são os fones de ouvido sem fio da Apple


Os AirPods já foram motivo de estranhamento, piadas e críticas à época do lançamento pela Apple em 2016. Hoje é difícil pensar em na vida com fios porque os AirPods cumprem os requisitos mínimos de um bom fone de ouvido sem fio.

Bateria? Dura as 5 horas prometidas e, com 45 minutinhos no estojo, os fones já voltam a ter 100% de carga. Qualidade de som? Mediana, similar aos fones anteriores da maçã. E o pareamento é perfeito com os outros produtos da marca.

Os contras estão na dificuldade de limpeza e na usabilidade em exercícios. Se há muito suor em uma corrida, por exemplo, eles ficam escorregadios e podem cair. E, claro, o preço é bem salgado, acima dos concorrentes da mesma categoria. / G.G.

Galaxy Buds (Samsung, R$ 999)

Galaxy Buds, os fones de ouvido da Samsung

Fã dos fones grandalhões, que cobrem os ouvidos demorei a me acostumar com os Galaxy Buds. Hoje, após perder bons aparelhos durante anos por conta de fios rompidos, levo os earbuds da Samsung para todo canto.

A qualidade de som é regular, com volume baixo nos graves. A praticidade, porém, compensa. A bateria tem boa duração, estimada em 5 horas de reprodução. Mas o ponto forte dos Buds é o isolamento acústico - ou não: para ouvir alguém falar, é preciso tirar o aparelho do ouvido. / B. C.

Redmi Airdots (Xiaomi, R$ 200)

Redmi Airdots, os fones de ouvido sem fio da Xiaomi


Na primeira vez que coloquei os Redmi AirDots no ouvido, foi estranho: parecia que ele poderia cair a qualquer momento. Mas bastam algumas tentativas para descobrir que o aparelho tem um encaixe certo na orelha, com conforto e segurança.

É uma opção decente para quem quer ficar "sem fios" a um preço baixo. A qualidade de som não é das melhores, mas condiz com o custo do aparelho. Já o isolamento de ruído é um diferencial.

Os botões físicos, por sua vez, podem ser usados para pausar as músicas. A bateria dura até 4 horas, enquanto o estojo de carregamento aumenta a capacidade de energia para cerca de 12 horas. / G.W.

FreeBuds Lite (Huawei, R$ 799)

Redmi Airdots, os fones de ouvido sem fio da Xiaomi

O design dos fones da Huawei é seu maior diferencial: similares aos AirPods, os acessórios têm uma borrachinha que os prende bem na orelha.

Com ajuda de uma superfície sensível ao toque, é possível parar a reprodução de som apenas tocando o aparelho com o dedo, sem precisar apertar botões. Eles também se desligam automaticamente ao saírem da orelha.

Mas há problemas: em locais movimentados, a transmissão dos fones falha por conta de interferências. A bateria também é um ponto fraco: uma única carga dura apenas 3 horas. / G.W.

Amazon entregará 3,5 bilhões de encomendas por meio de rede de entregas própria em 2019

A Amazon afirmou na quinta-feira que está a caminho de entregar 3,5 bilhões de encomendas de clientes no mundo este ano através de sua rede interna de entregas.



Logotipo da Amazon Prime numa van em Seattle, Washington. 27/6/2018. REUTERS/Lindsey Wasson
Foto: Reuters

A Amazon, com sua crescente rede de aviões, caminhões e vans de entrega, é considerada uma ameaça potencial de longo prazo à FedEx e à UPS.

A FedEx há alguns meses encerrou seu relacionamento com a maior varejista online do mundo. A UPS segue entregando milhões de pacotes para a Amazon, que disse que agora lida com a entrega de cerca de metade de seus próprios pacotes ao redor do mundo.

Uma análise do Morgan Stanley da semana passada estimou que a unidade de logística da Amazon entregou cerca de 20% das encomendas da empresa em 2018 e cerca de 46% em 2019 até agosto.

A corretora estima que a rede de entregas da Amazon movimentará 6,5 bilhões de pacotes até 2022, mais que a UPS, com 5 bilhões, e a FedEx, com 3,4 bilhões de encomendas.

A Amazon disse que agora tem 150 estações de entrega nos EUA, empregando mais de 90 mil pessoas.

(Fonte: Reuters) - 22/12/2019
Big Tech, Big Data, Big Money

As gigantes conquistaram uma vantagem competitiva estando presentes em toda a vida do consumidor - e agora querem usar isso para conquistar novos territórios

O setor bancário que se cuide. Porque o poder das "big techs" está vindo com força total. A briga agora é grande. Estamos falando de trilhões de dólares, bilhões de usuários e dados pelo mundo. Há potencial de inovação que pode abalar, em pouco tempo, impérios construídos há décadas. Mas por que empresas de tecnologia querem entrar no mercado financeiro?

O Google anunciou no mês passado que entrará no ramo das finanças com sua própria conta corrente, em parceria com o Citibank e uma corporativa de crédito da Universidade de Stanford. É um passo já tomado pela Apple, com o cartão de crédito Apple Card, e pelo Facebook, que tem a criptomoeda Libra e o sistema de pagamentos Facebook Pay. Este último será usado em todas as redes sociais e apps da empresa, atendendo os microempreendedores que usam esses canais para suas vendas.

Outros gigantes já demonstraram interesse em entrar nesse segmento como o Uber e a Amazon. Atrelado a isso, vemos o mercado asiático bem adiantado nesse setor, com estratégias da Samsung e Alibaba.

A China hoje é a maior referência de pagamentos por smartphone. De acordo com a consultoria Big Data Research, em 2018, eles somaram US$ 23,2 trilhões em operações. Então, o que está acontecendo nesse mercado?

Esta é uma área com crescimento médio anual de 22,17% para os próximos cinco anos. E o mercado de fintechs deverá atingir a casa dos US$ 305,7 bilhões, em 2023, segundo o relatório Global Fintech Market. No Brasil, hoje um terço das contas correntes já são digitais, segundo dados recentes da consultoria Kantar. E segundo relatório do BID, o Brasil hoje lidera em fintechs na América Latina, com 504 empresas. O movimento da digitalização dos serviços exige que os bancos invistam em inovação.

O cerne dessa discussão vem novamente reafirmar a necessidade de diversificação dos serviços para trazer novas fontes de receita para as gigantes. A estratégia significa também mais acesso a dados dos clientes. E nisso as big techs possuem larga vantagem. Dados hoje são o novo petróleo. As gigantes conquistaram uma vantagem competitiva estando presentes em toda a vida do consumidor - e agora querem usar isso para conquistar novos territórios. Juntas, as cinco gigantes da Nova Economia - Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon e Facebook - valem em torno de US$ 4,6 trilhões. Além de estarem no topo, têm em comum o fato de terem negócios que focam em serviços de assinaturas - ou seja, receita recorrente.

Por terem mais acesso a dados dos usuários, as big techs estão mais próximas de seus clientes, identificando os gaps de mercado e transformando-os em oportunidades. Os modelos de negócios tradicionais e às formas de oferta de serviços financeiros terão que se adaptar aos novos tempos.

(Fonte: Camila Farani Estadão) - 11/12/2019
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