Os minutos de chamadas entre contas do Skype aumentaram 220% em relação ao mês anterior, informou a empresa.
A Microsoft acrescentou que está renomeando o pacote Office 365 para Microsoft 365 a partir de 21 de abril, com novos recursos, incluindo um aplicativo de segurança familiar que ajuda a gerenciar o tempo de tela nos computadores com Windows, e dispositivos Android e Xbox.
As ações de empresas que se beneficiam das medidas de isolamento social recomendadas por autoridades de saúde do mundo todo, como a companhia de videoconferência Zoom Video Communications, e várias ações de empresas de videogames tiveram uma alta recente, já que milhões de pessoas devem passar semanas ou mais dentro de suas casas.
A Microsoft também adicionou novos recursos ao Teams, que é usado por mais de 44 milhões de pessoas todos os dias, promovendo o uso do aplicativo de bate-papo em local de trabalho entre familiares
e amigos.
26/05/2015. REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters
Na Mob Telecom, já se trabalha com cenário de multiplicação do consumo. IX.br percebeu incremento de 23% na troca de dados da unidade de São Paulo na última semana.
O perfil do tráfego nas redes do país já mudou na primeira semana de isolamento preventivo por conta do Covid-19. Com a intensificação do contágio do novo coronavírus, estados, municípios e o Ministério da Saúde passaram a recomendar que a população fique em casa. Muitas empresas liberaram o home office para as funções em que o trabalho remoto é possível. E com isso, o fluxo de dados passou a se concentrar nas residências ao longo do dia, em vez dos escritórios.
Na operadora Mob Telecom, tal mudança já se faz notar. A empresa relatou crescimento de quase 15% na demanda ao longo de todo o dia na última semana. A provedora notou um achatamento das curvas, com redução da diferença entre o quanto é consumido no horário de pico em relação ao horário comercial. A medição se deu na rede IP de Fortaleza, uma das áreas cobertas pela operadora regional, mas, diz, pode ser extrapolada para outros pontos do país.
A empresa explica que há três tipos diferentes de demanda que levaram ao aumento: do consumidor, dos provedores de internet e das operadoras, estes dois últimos, atendidos no atacado.
“Os provedores estão solicitando upgrades. Já os clientes residenciais estão consumindo como nunca, e as operadoras precisam de altas capacidades para apoiar suas demandas, em especial as móveis”, explica Salim Bayde Neto, CEO da Mob Telecom.
Para a operadora, o fluxo de dados vai crescer ainda muito mais durante esta pandemia. Por isso, estabeleceu planos de ação emergenciais e está analisando em tempo real cada nó da rede.
“Mapeamos os principais pontos de conexão e montamos um plano estratégico de contingência da rede. Esperamos o consumo geral da rede multiplicar em até três vezes ao longo desta crise. E para essa demanda estamos prontos”, afirma Morgana Jacomini, diretora de redes da Mob. A empresa tem hubs de conexão em Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Belém, Miami e Amsterdã.
REFLEXO NO IX.BR
O que aconteceu na rede da Mob foi sentido também no IX.br. Ali, o pico de uso da rede, por volta das 21h, também ficou menos distante do patamar trafegado ao longo do dia. Com mais gente em casa e escolas sem funcionar, cresceu a demanda pelo conteúdo das OTTs, videoaulas e videoconferências. Os dados do IX.br indicam que houve um aumento de 10 pontos percentuais no tráfego dos PTTs durante o dia, em média.
“O perfil do tráfego mudou um pouco. Anteriormente, durante os dias úteis, a diferença entre o plateau constante de tráfego e o pico da noite era de 25%. A diferença agora passou para 15%”, ressalta Júlio Sirota, gerente de infraestrutura do IX.br. Ou seja, durante o horário comercial, o tráfego nos PTTs passou de um consumo médio de 7,2 Tbps para 8,2 Tbps.
Na unidade de São Paulo, a maior do país, responsável por 75% dos dados trocados através do IX.br, o volume de dados trafegados aumentou 23% entre os dias 12 e 19 março. No restante do país, o aumento foi menor, entre 5% e 10%, segundo Sirota. Na média, o tráfego aumentou 7,5% em todo o país.
O isolamento contribuiu, mas não foi o único responsável para que o IX.br ultrapassasse a casa dos 10 Tbps de tráfego diário, atingido na semana passada, lembra Sirota. Neste fim de semana, o tráfego já bateu nos 11 Tbps.
O técnico lembra ainda que o trânsito de dados no IX.br não equivale ao fluxo das redes brasileiras como um todo, mas a cerca de 15% dos dados trafegados na internet brasileira. Ou seja, o aumento do consumo nas redes de acesso, pode ser maior, uma vez que uma parcela pequena das informações passam pelos PTTs.
DE OLHO NO UPSTREAM
Giuseppe Marrara, diretor de relações institucionais da Cisco, calcula que o consumidor tenha ampliado o consumo em cerca de 20%, em linha com o que se viu no IX paulista. O executivo explica que esse aumento não trará problemas de fornecimento de internet. “O tráfego de internet crescer há cinco anos cerca de 30% ao ano. Todas as operadoras trabalham com o provisionamento da rede para períodos de seis meses a 12 meses”, ressalta.
Ou seja, as empresas costumam estar quase um ano à frente do crescimento da demanda. “Esse aumento não coloca as redes brasileiras próximas de um limite”, frisa.
Há, no entanto, um aspecto que pode, sim, ser afetado pela alteração do perfil do tráfego. Toda conexão de internet é composta por downstream e upstream. O downstream representa a capacidade de download de dados, os bits que entram na casa ou no escritório. O upstream são os dados saintes. Enquanto todas as redes têm perfeita capacidade de lidar com o aumento do downstream, limites contratuais devem impactar o upstream, uma vez que essa velocidade de upload de dados costuma ser equivalente a 10% da velocidade da banda contratada, especialmente nos casos em que o cliente usa conexão aDSL (via par de cobre) ou HFC (cabo híbrido coaxial).
Com mais gente usando videoconferência, passando mais tempo em casa em videoaulas ou jogando videogames, o consumidor pode, sim, perceber que chegou ao limite contratual do quanto consegue praticar de upstream. E pode, ainda, haver reflexo no desempenho da rede, afirma Marrara, em regiões onde a velocidade de banda ofertada for menor.
“O downstream tem CDN, cache local de conteúdo perto do cliente. Mas o upstream, não. Por isso é importante as pessoas terem bom senso e não compartilhar dados em excesso, vídeos de 10 minutos no WhatsApp, ou pode ser que as operadoras precisem recorrer a traffic shaping”.
DATA CENTER JÁ SENTE A DIFERENÇA
Marcos Siqueira, vice-presidente de operações da Ascenty, dona de data centers espalhados pelo Brasil, o aumento da demanda se faz notar nas grandes infraestrutura. “Já temos muitos clientes demandando maior disponibilidade de internet. Mas é um crescimento que está dentro da capacidade do mercado absorver. Toda a infraestrutura já foi pensada para grandes utilizações”, ressalta.
Ele conta que, para os data centers, está havendo uma troca do destino dos dados. O que antes era resultado de uma troca com os escritórios, agora se dá de forma distribuída. “Mas as empresas que temos como cliente fecham conexão VPN a um determinado local, e o acesso continua sendo concentrado como sempre foi do ponto de vista das corporações”, conta.
A Ascenty tem 14 data centers em operação. Com a escalada da pandemia, aconteceu um aumento de 20% no fluxo de dados das unidades como um todo.
A própria empresa tomou atitude semelhante à dos clientes e mandou todos os funcionários com funções que podem ser realizadas remotamente trabalharem de casa. Para manter os data centers sempre operacionais e garantir a resiliência das estruturas, elaborou um plano de contingência pelo qual há equipes sempre de prontidão e que jamais se cruzam, a fim de evitar propagação do Covid-19 entre os técnicos.
“Tem uma equipe trabalhando, e uma equipe de backup, sempre remota. Caso colaboradores sejam impactados e tenham que ficar de quarentena, tenho toda a equipe está distribuída. E como tenho múltiplas unidades, consigo gerenciar eventuais problemas”, relata.
Empresas que fazem aluguel de máquinas têm crescimento de três dígitos e até falta de equipamentos
O novo coronavírus está impondo uma rotina diferente de trabalho a muitas empresas brasileiras: em vez de concentrar os funcionários no escritório, a ordem agora é que cada um trabalhe de casa.
Para conseguir dar conta da demanda por equipamentos nessa situação em meio a um cenário de duração imprevisível, as companhias têm procurado alugar notebooks e desktops (computadores de mesa) para os seus empregados, o que fez os negócios de locação de computadores explodirem nos últimos dias. Diversas empresas procuradas pelo Estado nos últimos dias alegaram crescimento nas atividades em pelo menos três dígitos.
Locação de computadores para home office explode com coronavírus
Foto: Bench Accounting/ Unsplash
A Simpress, de São Paulo, por exemplo, afirmou ter visto 500% de aumento na procura pelo fornecimento de notebooks no início da semana, tendo já fechado contratos com onze clientes e um total de 1 mil notebooks. "Também fizemos propostas para o aluguel de mais 7 mil máquinas", disse o presidente executivo da empresa, Vittorio Danesi.
Já a Agasus, que atua nesse mercado há duas décadas, afirmou ter crescimento de 300% nas vendas com relação ao mês passado no segmento de aluguel de curto prazo. A empresa tem em seu portfólio 30 mil notebooks e 25 mil desktops à disposição das empresas. Localizada no bairro do Campo Belo, a Locatech informou à reportagem que está com "estoque esgotado para aluguel de curtos períodos" e que está negociando o fornecimento de mais máquinas com a Dell para a próxima semana.
A fabricante Positivo, por sua vez, afirmou que sua divisão de locação de computadores Positivo as a Service teve alta de 344% nos aluguéis desta semana, em comparação ao ano passado. A empresa afirmou ainda que, devido à demanda, está criando novos termos de negociação em seus contratos. "Normalmente, fazemos planos de 36 a 60 meses, mas com a demanda do home office pelas empresas,
estamos abrindo espaço para planos de seis a doze meses", diz Rafael Campos, responsável pela área na empresa.
Precauções
Já a consultoria Instituto Trabalho Portátil, que ajuda empresas a se adequarem ao situações de trabalho remoto, disse ter tido alta de 50% na procura, entre novos clientes e empresas que já têm algum tipo de política de home office e querem ampliá-la entre os funcionários. Segundo a consultora Amélia Caetano, que representa a empresa em São Paulo, a dinâmica de trabalho mudou.
"Normalmente, leva-se de três a quatro meses para implementarmos um projeto de teletrabalho nas empresas, mas estamos precisando agir com urgência", afirmou ao Estado.
Na visão dela, as empresas precisam entender quais são as prioridades nesse momento e flexibilizar algumas regras. "Segurança da informação é um tema super importante, mas as companhias devem estar abertas para a possibilidade de reduzir as restrições nesse momento", diz. "Também é importante identificar quais são os funcionários que mais precisam de máquinas ligadas aos sistemas da empresa e aqueles que podem trabalhar só com acesso ao email." De acordo com Amélia, um projeto para incluir 50 pessoas em uma política dessas custa de R$ 50 mil a R$ 80 mil, sem contar o aluguel ou compra dos computadores.
A mesma visão é compartilhada por Fernando Angelieri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), que também auxilia empresas a se orientarem com boas práticas. Segundo ele, um bom projeto de implementação de home office tem três pilares: colaboração, comunicação e sistemas — e este último é o mais difícil de se implementar em um cenário de
urgência, porque está muito ligado às atividades centrais da empresa. "Para comunicação e colaboração, é possível utilizar ferramentas comuns, como WhatsApp, Zoom, Skype, Google Drive e One Drive, desde que com o devido cuidado e segurança", afirma.
Videogame terá 16 GB de memória e armazenamento de 1 TB
A Microsoft revelou nesta segunda, 16, novas especificações técnicas do Xbox Series X, nova geração do seu console. Entre elas estão processador Zen 2 da AMD com oito núcleos e velocidades de 3,8 GHz, processador gráfico RNDA 2 de 12 teraflops, 16 GB de memória GDDR6 e armazenamento SSD de até 1 TB.
Microsoft apresenta especificações do Xbox X Series
Foto: Microsoft/Divulgação / Estadão
Segundo a empresa, isso vai reduzir consideravelmente o tempo de carregamento dos jogos. Numa demonstração da empresa (vídeo abaixo), o jogo State of Decay 2 carregou 40 segundos mais rápido do que o Xbox One X.
A memória do console será usada da seguinte forma: 10 GB serão usados para acelerar o processamento gráfico, 3,5 GB serão usados como memória padrão e 2,5 GB serão reservados para o sistema operacional. O armazenamento poderá ser ampliado por HD externo via USB 3.2 e suporte para drive de Blu-ray 4K - a Microsoft imagina performance 4K em até 120 quadros por segundo (fps).
O novo SSD permitirá que os jogadores continuem partidas instantaneamente, mesmo após o X Series ser reiniciado para atualizações do sistema. Os estados de jogos serão salvos diretamente no sistema do SSD.
O X Series terá também suporte a resoluções 8K com taxas de até 120 fps - a Microsoft diz que vem trabalhando com a indústria de TVs para garantir suporte ao novo console. Outros detalhes técnicos devem ser ainda revelados nesta semana e mais informações sobre os jogos devem começar a aparecer em junho.
Com o anúncio, a disputa da nova geração de consoles já está delineada. Em outubro de 2019, a Sony confirmou que o seu próximo console será o Playstation 5, que já teve até foto da versão para desenvolvedores vazada. Microsoft não deve entrar na disputa com um único console, e que uma versão mais barata e menos potente do Xbox seja anunciada.
Pesquisadores que estudaram "epidemia" de World of Warcraft usam experiência para analisar o comportamento humano frente ao coronavírus
A princípio World of Warcraft e coronavírus não parecem ter nada um com o outro, mas quem joga o MMORPG desde os primórdios deve se lembrar do "Incidente do Sangue Corrompido", um bug que sob todos os aspectos, foi o primeiro patógeno disseminado em um meio digital.
O caso rendeu vários estudos e análises da comunidade médica, e hoje dois desses pesquisadores usam o que aprenderam com o jogo para melhor se preparar para os impactos do coronavírus na sociedade.
Em 13 de setembro de 2005, World of Warcraft introduziu uma nova raid e seu chefe, chamado Hakkar, o Esfola-Almas. Entre suas habilidades, havia uma magia de debuff chamada "Sangue Corrompido", que causava uma grande quantidade de dano e (atenção nesta parte) era transmissível entre os participantes da raid, podendo infectar jogadores, suas montarias e mascotes.
Originalmente, o debuff causado pelo Sangue Corrompido foi planejado para circular somente dentro da região de ZulGurub, ou que tivesse um alcance limitado já que possuía um limite de tempo para sumir, além do que podia ser curada por curandeiros e sumia se o jogador morresse e revivesse. A intenção era que a magia fosse um limitador para jogadores de níveis baixos, enquanto não passasse de um incômodo para os veteranos, que resistiriam ao debuff durante a batalha.
No entanto, entrou o comportamento humano na equação: as montarias e os mascotes de bruxos e caçadores agiam como vetores da doença, já que por causa de uma programação porca (se acidental ou intencional, nunca saberemos), eles contraíam o "vírus", não ficavam doentes e podiam passa-los para a frente. Jogadores podiam também sair de ZulGurub ainda infectados, e mesmo NPCs podiam agir como vetores.
A partir daí é fácil imaginar o que aconteceu: assim como no mundo real, jogadores e pets portadores do debuff chegavam nas cidades e infectavam todos ao redor, com a doença do Sangue Corrompido se espalhando de forma similar a uma epidemia do mundo real. Diversas ações foram tomadas por parte tanto dos jogadores quanto da Blizzard, que replicavam comportamentos-padrão em ações de contenção de uma doença infecciosa, tais como:
Criação de zonas de quarentena;
Campanhas de atendimento à população (curandeiros de nível alto curavam jogadores infectados gratuitamente);
Campanhas de prevenção (jogadores orientavam outros a evitarem zonas de quarentena);
Criação de postos de controle (jogadores faziam guarda de cidades livres da doença, impedindo outros de entrarem), e etc.
ASSISTA O VÍDEO
Ainda assim, o estrago foi grande. Embora World of Warcraft ainda estivesse na versão "vanilla" (a primeira expansão The Burning Crusade só chegaria em janeiro de 2007), o título já contava com mais de 2 milhões de jogadores na época em que a praga do Sangue Corrompido estourou.
Muitos jogadores espalhavam a doença pelas cidades de propósito (sempre haverá os que só querem ver o mundo queimar), enquanto uma boa parcela abandonou o game até que uma correção fosse implementada. A Blizzard foi obrigada a implementar hard resets nos servidores infectados, praticamente os reprogramando desde a raiz.
No dia 8 de outubro de 2005 a doença foi finalmente contida. Hoje o Sangue Corrompido não mais infecta animais e está restrito apenas à região original, como originalmente planejado.
O incidente acabou atraindo a atenção da comunidade médica, por conta da similaridade entre a pandemia digital e as do mundo real. Pesquisadores estudaram o ocorrido como uma maneira de prever como pessoas no mundo real reagiriam a situações similares, e um destes foi o artigo publicado em 2007 pela Tufts University, de autoria de Eric Lofgren e Nina Fefferman.
O estudo publicado pelos epidemiologistas avalia como o incidente em WoW poderia ser usado para melhor prever o comportamento humano frente a uma pandemia generalizada, especialmente seu impacto na saúde pública, considerando que diferente de modelos matemáticos, humanos são bem mais imprevisíveis e tais previsões quase nunca levam o hospedeiro em conta.
Drs. Eric Lofgren e Nina Fefferman
Hoje, o dr. Loefgren trabalha na Universidade do Estado de Washington, um dos mais afetados pelo coronavírus nos Estados Unidos, e sua pesquisa é focada exatamente no impacto que epidemias podem causar no sistema público de saúde do país: necessidade de equipamentos e remédios, disseminação e contenção da doença entre a equipe médica e etc.
Segundo ele, o que aconteceu em World of Warcraft é um caso que ilustra bem o comportamento humano, tanto na transmissão não-intencional quanto na deliberada (vide quem diz que o coronavírus é "fantasia"):
"Há um vírus se espalhando entre as pessoas, e como elas interagem, se comportam e se submetem a figuras de autoridade, ou não, são todos fatores muito importantes. E há também os elementos caóticos. Você não pode realmente fazer uma previsão, dizendo OK, todo mundo vai ficar de quarentena. Vai ficar tudo bem. Não, elas não vão ficar."
De acordo com Lofgren, há inclusive jogadores de WoW Classic tentando reiniciar o incidente, amas mesmo sendo o jogo "clássico", ele possui uma correção implementada que impede a propagação do bug.
Por e-mail, a dra. Nina Fefferman (que hoje trabalha na Universidade do Tennessee) disse que o incidente de World of Warcraft foi fundamental para entender como as pessoas se comportam, algo que pode ajudar no combate ao coronavírus:
"O caso me fez entender como as pessoas percebem ameaças, e como diferenças nessa percepção mudam o comportamento (...). Desde então, muito do meu trabalho tem sido tentar criar modelos sociais
para percepção de risco, e acho que eu não teria chegado a esse ponto se não tivesse passado um tempo pensando nas discussões dos jogadores de WoW na época, sobre o Sangue Corrompido e como agir no jogo, baseados no entendimento que eles criaram com base nessas discussões."
Apesar disso, o dr. Lofgren acredita que mesmo com as medidas de contenção implementadas agora (cancelar aulas, fechar fronteiras, implementar restrições de deslocamento, desestimular aglomerações)
são medidas importantes, mas que foram implementadas tarde demais.
Sob seu ponto de vista, os Estados Unidos (e outros países) deveriam estar melhor preparados para incidentes do tipo, e não apenas ter uma resposta reativa. De certa forma, o incidente do Sangue Corrompido é um reflexo didático do mundo real, com seus prós e contras.










