Notícias na Santa Ifigênia

Listando: 191 à 195 de 1316
Coronavírus põe rali do bitcoin em dúvida após terceiro halving

Enquanto investidores de bitcoin se preparam para um aguardado ajuste técnico que reduzirá pela metade o novo suprimento da criptomoeda, a pandemia de coronavírus lançou incertezas sobre o esperado rali que historicamente acompanha esse evento.


08/12/2017 REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

O halving, o terceiro na história de 11 anos do bitcoin, foi amplamente sinalizado. Os dois anteriores alimentaram enormes altas no valor de mercado do bitcoin, mas desta vez há uma incógnita na forma da pandemia de coronavírus, disseram alguns analistas.

"De uma perspectiva de mercado eficiente, qualquer reação fundamental ao halving já devia estar fortemente precificada neste momento", disse Matt Weller, chefe global de pesquisa de mercado da GAIN Capital. "Afinal, é difícil imaginar um evento mais previsível do que uma redução inalterável da oferta que está agendada há mais de uma década em um ativo líquido e muito negociado."

O bitcoin conta com computadores de "mineração" que validam blocos de transações, competindo para resolver quebra-cabeças matemáticos a cada 10 minutos. Em troca, o primeiro minerador a resolver o quebra-cabeça e limpar a transação recebe novos bitcoins.

A tecnologia foi projetada de forma a reduzir pela metade a recompensa para os mineradores após cada 210 mil blocos minerados ou aproximadamente a cada quatro anos, uma medida destinada a manter um controle sobre a inflação. Essa redução na taxa em que um novo bitcoin entra no sistema deve, teoricamente, aumentar seu preço.

O halving pode acontecer nesta segunda-feira, com a maioria das plataformas de bitcoin mostrando que apenas cerca de 100 blocos precisavam ser minerados antes de atingir o limite.

Atualmente, a recompensa da mineração é de 12,5 bitcoins por bloco extraído. Na metade desta semana, a recompensa cairá para 6,25 novos bitcoins.

No período que antecedeu o halving desta semana, o bitcoin subiu cerca de 40% desde o início do ano e mais de 85% em relação a mínima histórica. Nesta manhã, o bitcoin era negociado a 8.925 dólares, mais de 10% abaixo do pico da semana passada.

O primeiro halving ocorreu em novembro de 2012, quando a recompensa de mineração foi reduzida de 50 bitcoins para 25, e o segundo ocorreu em julho de 2016, quando foi reduzida para 12,5 bitcoin.

Este evento deflacionário sinalizou historicamente o início dos ralis mais acentuados do bitcoin ao longo de um período de vários anos, embora não antes de uma breve liquidação.

As duas reduções anteriores do bitcoin impulsionaram altas de cerca de 10.000% entre o final de 2012 e 2014 e cerca de 2.500% entre meados de 2016 e a máxima histórica da moeda, em dezembro de 2017, sendo negociada pouco acima de 20 mil dólares, segundo traders.

Existem apenas 21 milhões de bitcoins e mais de 18 milhões já estão em circulação.

Ryan Watkins, analista de pesquisa da plataforma de dados de criptomoedas Messari, acredita que as consequências econômicas da pandemia podem ser um grande obstáculo ao rali do bitcoin após o halving.

Jake Yocom-Piatt, cofundador e líder de projeto da criptomoeda Decred, no entanto, acredita que o halving será um evento positivo para o bitcoin e as criptomoedas, especialmente em uma pandemia.

"Uma pandemia é um evento do tipo deflacionário. A atividade econômica terá uma grande queda. O halving do bitcoin é uma ação necessariamente deflacionária", disse Yocom-Piatt, acrescentando que esse cenário seria otimista para as criptomoedas.

Alguns analistas disseram que há sinais de que um grande rali esteja próximo, com o investimento de pessoas físicas participando do movimento.

Dan Morehead, co-diretor de investimentos da Pantera, disse que o bitcoin pode atingir mais de 115 mil dólares com base na dinâmica da oferta e demanda.

"Sei que o preço pode parecer ridículo para alguns hoje. Mas cinco mil dólares pareciam igualmente ridículos como nossa primeira previsão de preços por escrito quando lançamos o Pantera Bitcoin Fund a 65 dólares por bitcoin", disse Morehead.

"Apenas dizendo que há mais de 50% de chances de que o bitcoin suba - e suba muito".

(Fonte: Gertrude Chavez-Dreyfuss - Reuters) - 12/05/2020
Vale a pena comprar algum eletrônico recondicionado (refurbished)?

Comprar um gadget recondicionado (refurbished) é uma boa ideia? Descubra o que é o processo e se vale a pena adquirir eletrônicos recuperados

O termo "refurbished" não é muito comum no Brasil, mas você provavelmente já o viu em anúncios de produtos eletrônicos do exterior. Os eletrônicos recondicionados, de celulares a tablets, laptops, consoles de videogame e outros gadgets movimentam um mercado grande lá fora, e que em tempos de crise, pode conquistar seu espaço por aqui.

O que é refurbished?
A tradução do termo em inglês "refurbished" é "remodelado", embora para os brasileiros seja mais comum associá-lo ao termo "recondicionado" ou, menos comum, "remanofaturado". O nome não se refere a produtos vendidos ao consumidor, que foram devolvidos e recuperados para serem revendidos (esses são os "usados" mesmo), e sim a gadgets que nunca chegaram a serem comercializados e que por um motivo ou outro, se tornaram defasados.

A principal característica de um laptop ou celular refurbished é que ele foi devolvido ao fabricante em um determinado momento, e estes são os fatores principais:

O produto foi usado como item de mostruário e não foi vendido;
O produto foi comprado, porém devolvido pelo usuário dentro do prazo de devolução, por defeito ou arrependimento (é diferente de um produto usado);
O produto não foi vendido durante seu ciclo de vida (muito comum com celulares, especialmente o iPhone, que é de apenas 1 ano);
O produto apresentou defeitos na linha de montagem e foi consertado (isso impede que ele seja vendido como novo).

O Dell Outlet é uma exceção de venda de gadgets refurbished no Brasil

Por padrão, uma das principais características de um produto refurbished é que ele tenha sido desembalado ao menos uma vez, o que impede que ele seja classificado como um gadget novo. O conserto ainda na linha de montagem segue o mesmo princípio já quem, em tese, um eletrônico não deveria apresentar problemas nessa fase. Quando isso acontece, ele não pode ir para as lojas como um produto novo, que não possui defeitos.

Como celulares e notebooks refurbished são vendidos
Uma vez que o gadget volta para a fabricante, ele é submetido a uma série de testes, ou é consertado de modo que ele se torne novamente tão bom quanto um produto novo, embora ele não possa mais ser vendido dessa forma. Assim, o celular ou notebook refurbished é colocado à venda de uma maneira diferenciada, devidamente identificado como tal.

Como já dissemos, a prática de vender produtos recondicionados é muito mais comum no exterior do que no Brasil (um dos motivos é que o brasileiro associa produtos de segunda mão, sejam usados ou remanufaturados, a itens de segunda classe), onde empresas como Apple, Dell e outras mantêm em seus sites seus próprios outlets digitais, ou como chamamos por aqui, o popular "saldão".

Por padrão, para diferenciar os gadgets remodelados dos produtos novos, os primeiros são embalados em caixas mais simples, com etiquetas que identificam sua natureza. A Apple no passado usava o termo "refurbished", mas com o tempo, passou a empregar "pre-owned" no lugar, para clarificar que a categoria inclui também iPhones, iPads, MacBooks e etc. retornados pelo usuário dentro do prazo de devolução.

A grande vantagem de um produto refurbished para um novo é seu preço: em teoria, o modelo recondicionado é tão capaz quanto seu irmão que nunca foi usado, mas por ter passado por um processo de reparos e/ou otimizações, ele acaba sendo vendido por valores bem menores. Normalmente, fabricantes costumam oferecer descontos de até um terço do preço original, ou até maiores.

Como consumidores no exterior estão habituados com o mercado de produtos eletrônicos recondicionados, que não param apenas em celulares, tablets e laptops, mas envolvem também TVs, aparelhos de som, consoles de videogames, set-top boxes, smartwatches e etc., a oferta desse tipo de gadget é bem grande e comum. A única desvantagem é um prazo de garantia normalmente menor do que o oferecido para itens novos.

O mercado de produtos refurbished no Brasil
No Brasil, como já dito antes, o mercado de produtos refurbished é basicamente um tabu: a grande maioria dos consumidores possui uma enorme resistência a adquirir um produto que foi recondicionado ou reembalado, por inúmeros motivos.

Entre os fatores, que levam o usuário a rejeitar um celular ou outro gadget refurbished, estão acreditar que se trata de um produto inferior ou com defeitos, que a garantia não dará a cobertura devida e que principalmente não vale o preço fixado, mesmo ele sendo muito inferior que o gadget novo.

Aliado a isso está o fato de que o brasileiro médio adora ostentar, o que o leva a comprometer seu orçamento para colocar as mãos no produto da moda, que tem que ser novo. Assim, adquirir um eletrônico refurbished, que ele vê como sendo de "segunda mão" é algo depreciativo, e a "vergonha" de ter um produto recondicionado não vale a economia.

Assim, os fabricantes não costumam oferecer "saldões" de produtos refurbisheds no Brasil, o que leva inclusive a uma prática desonesta: algumas empresas de fato colocam tais produtos no mercado, como forma de não perderem um gadget perfeitamente utilizável, mas os vendem como novos, pelo mesmo preço.

Muitas vezes, o conserto nem é implementado (yay Lei de Gérson!), sendo o produto reembalado ou tendo apenas o case trocado e o usuário que se vire com a assistência técnica.

Consoles de videogame refurbished, como o PS4 Pro da foto, também são vendidos no exterior

Uma das poucas exceções é o Dell Outlet, a versão nacional do site de produtos refurbished que a Dell mantém nos Estados Unidos, com a mesma prática: produtos que foram devolvidos e recondicionados, vendidos em uma nova embalagem e com preços mais em conta.

Hoje, não há regulamentação na legislação brasileira para organizar a venda de gadgets refurbished (há leis que tratam de peças automotivas, que enquadram retíficas e assistências que vendem unidades recondicionadas como novas como maus fornecedores), embora exista um Projeto de Lei de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), cujo objetivo é organizar essa bagunça.

Assim, os brasileiros que desejam adquirir produtos eletrônicos reembalados têm que recorrer a comprar tais produtos no exterior, através de sites de e-commerce especializados (existem algumas importadoras do tipo), em domínios como eBay e similares, ou durante uma viagem ao exterior. Neste caso, o comprador deve se atentar aos detalhes da venda como o faz com outros produtos.

Vale a pena?
Sem dourar a pílula: se você for adquirir um celular, tablet ou notebook refurbished no exterior, independente do método (comprando presencialmente ou via e-commerce), seja ele um produto recente ou mais antigo, estará fazendo um bom negócio na maioria das vezes, mesmo considerando a incidência de impostos, graças aos gordos descontos.

Já no Brasil, devido à repulsa dos consumidores, à falta de regulação e à famigerada Lei de Gérson, além de ser muito mais difícil de encontrar empresas e lojas que comercializem tais produtos (tirando a Dell), são grandes as chances de acabar adquirindo um a contragosto, tendo comprado um item novo e recebido um reembalado pelo mesmo preço, podendo até ter efeitos.

(Fonte: Ronaldo Gogoni) - 12/05/2020
De volta ao Brasil, Nokia aposta em nostalgia e preço para vender smartphones

Dona da marca da tradicional fabricante finlandesa, HMD Global começa retorno ao Brasil com celular de R$ 900; faixa de aparelhos entre R$ 700 e R$ 1,1 mil foi responsável por 48% das vendas do País em 2019, diz IDC

Ela voltou - e se depender da promessa dos executivos, agora é para ficar. Uma das marcas que ajudou o Brasil a entender o que era um telefone celular, a Nokia começa de novo neste domingo, 3, sua trajetória no mercado nacional. A partir desta data, começa a ser vendido no País o Nokia 2.3, smartphone que leva a marca da finlandesa e aposta em preço (R$ 900) e na nostalgia para voltar a ocupar os bolsos dos brasileiros. Mas esta é uma Nokia que se modificou bastante, mostrando que nem tudo está igual como era antes.



Vendido por R$ 900, o Nokia 2.3 representa o retorno da marca ao Brasil
Foto: HMD Global/Divulgação / Estadão

Pioneira no mercado de celulares, com modelos como o "o celular do jogo da cobrinha" (o Nokia 5110) ou o "bananafone do filme Matrix" (Nokia 8110), a marca finlandesa teve um caminho tumultuado nos últimos anos. Em 2013, a divisão de dispositivos móveis da Nokia foi comprada pela Microsoft. Pouco tempo depois, com o fracasso do sistema operacional Windows Phone frente aos rivais Android (do Google) e iOS (da Apple), a área foi posta de lado pela companhia fundada por Bill Gates.

No final de 2016, por contrato, os direitos sobre a marca "Nokia" retornaram à finlandesa, que permaneceu como fabricante de tecnologia para telecomunicações. A companhia então cedeu o uso da marca para a HMD Global, empresa recém-fundada por ex-funcionários da Nokia para fazer smartphones com sistema Android para o mundo todo. Desde fevereiro de 2017, a HMD Global tem lançado aparelhos em mais de 50 países, incluindo diversos mercados da América Latina.

Agora, chegou a vez do Brasil. "É um País estratégico para nós. É um mercado particular, então precisamos aprender os processos pouco a pouco e fazer adaptações", afirma Juan Olano, diretor de portfólio da HMD Global para as Américas, em entrevista ao Estado. Segundo apurou a reportagem, o plano era que a estreia acontecesse um pouco antes, mas o andamento do processo foi afetado pela pandemia do coronavírus.

Por aqui, a HMD tem um parceiro forte: a fabricante local Multilaser que cuidará da distribuição dos aparelhos junto às lojas do País todo, em especial depois que o período de isolamento social passar. "É um parceiro que nos traz capilaridade importante, especialmente no varejo físico, onde precisamos estar para sermos conhecidos", afirma Junior Favaro, diretor de marketing e vendas da HMD Global no Brasil - e também um veterano da Nokia por aqui. Ele aposta no poder de vendas do Dia das Mães, uma data forte para a venda de smartphones, para chamar a atenção para seu produto.

Aposta
Com preço sugerido de R$ 900, o Nokia 2.3 é um dos smartphones mais simples da Nokia. "O primeiro algarismo de cada modelo mostra a família dele, e quanto mais equipado é o aparelho. O segundo número é a geração, o que explica que ele é a quarta geração de sua família", explica Olano.

Com tela de 6,2 polegadas, câmera traseira de lente dupla e 32 GB de armazenamento, além de uma bateria de 4.000 mAh, ele tem especificações interessantes e que podem mexer com a categoria dos smartphones de entrada, faixa de preço mais popular do Brasil. Segundo números da consultoria IDC Brasil para o ano de 2019, 48,5% dos 45,5 milhões de dispositivos do tipo vendidos no País no ano passado custavam entre R$ 700 e R$ 1,1 mil.

Inicialmente, o Nokia 2.3 chegará ao Brasil importado, mas a empresa não descarta fabricar modelos por aqui em um futuro próximo. Lá fora, ele custa US$ 130 (em torno de R$ 700). "Tentamos trazer o preço certo para o mercado brasileiro", diz Olano. Sem entrar em detalhes ou fazer promessas, os executivos da HMD Global afirmam ainda que pretendem ter outros modelos e faixas de preço no País até o final do ano.

"Vamos ter um portfólio maior", diz Favaro. No exterior, a empresa tem até aparelhos topo de linha e inclusive chega a antecipar tendências - no ano passado, por exemplo, lançou o primeiro smartphone com cinco lentes na câmera traseira, o Nokia 9 Pureview, vendido no exterior a partir de US$ 700.

Além de smartphones, a HMD também tem lançado versões "retrô" dos aparelhos clássicos da Nokia, como os já citados "da cobrinha" e do "filme Matrix". Equipados com o sistema operacional KaiOS, com direito a 4G e WhatsApp, os dispositivos são considerados celulares simples (feature phones) e têm preços abaixo dos US$ 100. Questionados pela reportagem se os modelos também chegarão ao Brasil, os executivos evitaram falar sobre o tema.



Juan Olano diz que o coronavírus atrasou a reestreia da Nokia no Brasil
Foto: HMD Global/Divulgação / Estadão

Disputa
Os desafios da HMD Global por aqui, porém, serão grandes. O primeiro será tentar capturar um lugar ao sol no mercado brasileiro, em que duas marcas - Samsung e Motorola - são há anos responsáveis por pelo menos 60% das vendas de aparelhos no País, se não mais do que isso. Enquanto isso, um segundo grupo, formado por LG, Asus e, desde o ano passado, Huawei e Xiaomi, briga por fora, competindo com as líderes em um atributo: preço. "Tem uma grande parcela dos consumidores brasileiros que não é fiel a uma marca, mas busca o melhor preço possível para ter uma boa tela, câmera ou bateria", afirma Eduardo Pellanda, professor da PUC-RS.

Na visão do especialista, a grande rival da Nokia no País será a Motorola. "As duas empresas têm uma marca forte na mão de um novo dono e se pautam por celulares bem construídos e com bom custo-benefício", diz. Para Favaro, da HMD, a consolidação do mercado "não impede que a gente dispute com grandes marcas."

Para o professor da PUC-RS, porém, começar pelo mercado de aparelhos mais baratos talvez não seja a estratégia mais acertada para a HMD aqui no Brasil. "O público que tem nostalgia dos aparelhos da Nokia tem maior poder aquisitivo, até para poder ter tido um celular há anos atrás. Não é o mesmo público que busca um smartphone de entrada", diz. Para Ranjit Atwal, diretor de pesquisas da consultoria Gartner, o mercado de baixo custo tem ainda outro problema: é uma categoria onde o preço se impõe ainda mais como prioridade ao consumidor, que por vezes pode desprezar especificações ou inovações em prol de um produto pelo qual ele possa pagar. "É um mercado extremamente competitivo", diz.

Pellanda, da PUC-RS, também tem dúvidas se o consumidor brasileiro acreditará que a nova Nokia" herdará, na preferência do consumidor, os atributos que fizeram a finlandesa se destacar no País, como a durabilidade dos aparelhos e a resistência das baterias - durante a década de 2000, popularizaram-se imagens na internet com piadas sobre a duração infinita da carga e a capacidade do aparelho de permanecer funcionando mesmo caindo de grandes alturas ou sendo até arremessado na rua.

Para Atwal, do Gartner, a pandemia do coronavírus traz um empecilho extra ao desafio da HMD Global por aqui: o tamanho do bolso dos consumidores. "Em meio a uma crise como essas, as pessoas estão procurando gastar menos - e por isso, vão demorar para trocar seus celulares", diz. "E quando essas pessoas precisarem trocar de celular, elas vão querer apostar no seguro. Se o preço for igual, elas não vão querer experimentar com uma marca que está há pouco tempo no mercado", afirma. Em outras palavras: nada garante que, mesmo com a Nokia chegando de novo ao portão do Brasil, os consumidores estarão dispostos a sorrir para ela mais uma vez.

(Fonte: Bruno Capelas - Estadão) - 04/05/2020
Google tornará verificação de anunciantes obrigatória

O Google, da Alphabet anunciou nesta quinta-feira que todos os anunciantes precisam concluir processo de verificação antes de comprar espaço publicitário em sua plataforma a partir do verão do Hemisfério Norte, numa tentativa de tornar suas práticas de publicidade mais transparentes.



Logotipo do Google. 20/1/2020. REUTERS/Arnd Wiegmann
Foto: Reuters

Os anunciantes precisarão enviar documentos de identificação pessoal e incorporação de negócios que provar quem são e o país em que operam, informou a empresa em um post.

Até o momento, o Google exigia verificação de identidade apenas para anunciantes políticos que exibiam anúncios eleitorais em sua plataforma.

Um processo de verificação também é frequentemente usado para filtrar anunciantes de baixa qualidade, como os que tentaram vender máscaras médicas falsas durante a pandemia de coronavírus.

A empresa disse que começará a verificação dos anunciantes em fases nos Estados Unidos, continuará a expandir globalmente, e espera que o processo demore alguns anos para ser concluído.

O Google disse que, com isso, os usuários poderão visualizar informações sobre o anunciante por trás dos anúncios que veem.

(Fonte: Reuters ) - 04/05/2020
Coronavírus revelou quais tecnologias são mesmo essenciais

Uma boa conexão. Apps de comunicação e entretenimento. PCs e smartphones resistentes. É só isso que precisamos.

Já se passaram semanas desde que o coronavírus paralisou nossas vidas, com o fechamento de escolas, escritórios e academias. Fechados em casa, temos tempo para pensar em coisas importantes. A tecnologia de consumo - ou grande parte dela, pelo menos - está no fim da lista. Muitas das inovações de alta tecnologia dos últimos anos, como smartphones dobráveis, caixas de som conectadas e

inteligentes ou redes ultrarrápidas, parecem supérfluas no momento em que vivemos.

Numa crise, a tecnologia mais importante se resume a alguns itens e serviços básicos. Recursos de computação para trabalhar e navegar. Ferramentas de comunicação para conversar com familiares, colegas e amigos. Entretenimento para não ficarmos malucos. E claro, uma conexão de internet que nos permita fazer todas as coisas acima. É praticamente tudo o que precisamos, mesmo quando não há uma pandemia por aí. É uma bela revelação - e mais do que isso, pode servir como algo para orientar prioridades no consumo de tecnologia mesmo após esse período de incertezas.

Internet e comunicação
É comum as pessoas dizerem que a sua internet está lenta. A culpa pode ir muito além da operadora. Pode estar no roteador, por exemplo - modelos antigos, fabricados há alguns anos, podem ter tecnologias sem fio desatualizadas e que não entregam a velocidade contratada pelo usuário da operadora.

Muita gente quer uma conexão de internet estável e rápida, mas é preciso investir para isso dar certo, indo além do plano da sua operadora. É importante investir em roteadores, cabos e outros equipamentos assim.

Nas últimas semanas, o Zoom, um serviço de chamadas de vídeo, cresceu em popularidade durante a pandemia por duas razões: ele é fácil de usar e estamos desesperados para ver e conversar com muita gente, agora que estamos presos em casa.

Mas a adoção do Zoom levou à descoberta da frágil segurança do produto, que pode ter permitido a invasores sequestrarem nossas dados e câmeras. E revelou que muitos de nós estamos despreparados e não contamos com ferramentas de comunicação preparadas. É um bom momento para discutir sobre quais aplicativos atendem às nossas necessidades e respeitam nossa privacidade - recursos como criptografia, verificação de duas etapas para login e contínuas atualizações de segurança são um bom sinal nessas horas.

Entretenimento e trabalho
São tantas as pessoas que estão acessando vídeos via streaming na pandemia que, na Europa, a Netflix e o YouTube foram levados temporariamente a transmitir vídeos em formatos de baixa qualidade para evitar derrubar a Internet. Mesmo dois anos após o seu lançamento, está difícil conseguir comprar um Nintendo Switch porque um de seus jogos, Animal Crossing: New Horizons, está sendo uma
grande fuga da realidade para muita gente.

Todos nós, obviamente, nos preocupamos com entretenimento: gastamos centenas de dólares por ano em assinaturas digitais, incluindo serviços de streaming de música e vídeo. Mas muitos ainda assistem a suas séries e filmes favoritos pelo celular, usando o som interno das caixas dos aparelho.

A vida pode ser melhor e mais confortável - olhando, por exemplo, para uma TV que seja de fato adequada para a sua visão ou um fone de ouvido de alto padrão, com isolamento acústico e qualidade de áudio. Da mesma forma, dá para entender porque precisamos de bons smartphones e computadores. São ferramentas que nos tornam mais produtivos e precisam ser confiáveis.

Somente o necessário
A lista de necessidades básicas de tecnologia também serve como guia para as inovações que não precisamos. Uma caixa de som inteligente, como o Amazon Echo ou o Nest Mini, do Google? Certamente, eles prestam um bom serviço desligando as luzes do quarto. Um telefone com tela dobrável? De fato, parece excelente. Mas se não ajudam você a trabalhar, manter-se conectado e ficar entretido, você deve encontrar outras maneiras de gastar seu dinheiro.

Seja qual for o conjunto de equipamentos que você escolher lembre-se de manter o mínimo. Quanto mais tecnologia, mais dispositivos para ter e identificar problemas. E lembre-se que a tecnologia escolhida deve ser simples. Esta pandemia ressuscitou o humilde telefonema, uma ferramenta de comunicação tão boa como sempre foi.

TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

(Fonte: Brian X. Chen) - 27/04/2020
Listando: 195 de 1316

Anuncie

Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.