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Conheça as tendências de smart glasses que vão dominar o mercado em 2022

Já ouviu falar em óculos inteligentes? Confira como ele funciona, suas funcionalidades e as principais tendências de smart glasses para 2022

Colocar recursos de conexão úteis diante de nossos olhos é um desafio que tanto as startups quanto os principais players de tecnologia querem triunfar. Afinal, essa tecnologia disruptiva pode mudar o modo como vivemos nossas vidas. Os óculos inteligentes, ou smart glasses como também são conhecidos, são gadgets projetados para tornar esse desejo uma realidade. Ainda pouco comercializada, essa tecnologia tem crescido gradualmente ao longo dos últimos anos, com alguns modelos já disponíveis para a compra e outros que ainda estão no forno.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre o que são os óculos inteligentes ou como eles funcionam de fato, não se preocupe. O Showmetech preparou esta matéria especial para esclarecer algumas das dúvidas mais comuns sobre os gadgets, abordar as suas funcionalidades mais interessantes e apontar os modelos mais atuais, incluindo aqueles considerados como as principais tendências de smart glasses para 2022.



O que são óculos inteligentes?

Até alguns anos atrás, falar em óculos inteligentes capazes de tirar fotos, gravar vídeos e enviar e receber mensagens parecia ser algo de desenho animado futurista. No entanto, a tecnologia está trazendo recursos e tendências inovadoras que estão sendo disponibilizadas para o público desde já.

Também chamados smart glasses, os óculos inteligentes são vestíveis que pretendem se tornar o que os smartphones e smartwatches são hoje em dia em termos de variedade de recursos. Ao contrário do celular, em que você precisa retirá-lo do bolso para ter acesso às informações na tela do aparelho, o grande destaque dos óculos inteligentes é a possibilidade de ter tudo isso bem em frente aos seus olhos, de uma maneira bem interativa. Eles também podem ser equipados com tecnologia de realidade aumentada, para ajudá-lo no dia a dia em sua casa ou no trabalho.

Os wearables funcionam através de uma combinação de telas, sensores e acelerômetros, juntamente com um software inteligente e conectividade com a internet para torná-los realmente úteis. Alguns modelos contam ainda com touchpads e controles de voz para ajudar os usuários a navegarem pelo software que os controla e podem ser incorporados nos óculos ou em um dispositivo de mão.

Não é realidade virtual, nem aumentada

É importante diferenciar os smart glasses dos óculos de realidade virtual. Enquanto os óculos inteligentes funcionam como uma tela translúcida sobreposta com informações aos seus olhos, os óculos de realidade virtual criam uma série de imagens que simulam um ambiente virtual interativo.

Já os óculos de realidade aumentada sobrepõem imagens, vídeos e outras apresentações somadas ao que já estamos vendo, algo que se aproxima um pouco mais dos óculos inteligentes, mas que ainda se diferencia deles — apesar de usarem essa tecnologia, eles fazem muito mais do que isso. Um exemplo seria o famoso aplicativo Pokémon GO, onde as simpáticas criaturinhas aparecem por cima de locais que estamos acessando com a câmera do celular.

Alguns smart glasses já começaram a incorporar as tecnologias de realidade virtual e aumentada. Com isso, várias novas funcionalidades e recursos tornam-se possíveis. Por exemplo, imagine o quanto a vida seria mais fácil se você estivesse tentando encontrar um edifício e as direções aparecessem dentro do seu campo de visão?

Para que servem os smart glasses?

Você deve estar se perguntando agora, o que de tão diferente dá pra fazer com os smart glasses, se eles fazem o que um smartphone já faz? A resposta é simples: com tudo aparecendo no seu campo de visão, fica bem mais fácil lidar com as informações exibidas. A ideia é que você possa ver coisas como listas e ligações telefônicas chegando diretamente à sua frente, ou tirar fotos daquilo que você está vendo neste exato momento!

Eles vêm com funcionalidades como notificações, alarmes, navegação por mapas e até mesmo podem tirar fotos e gravar vídeos. Basicamente, o objetivo dos óculos inteligentes é, sem dúvidas, misturar a visão humana com o mundo virtual, produzindo uma espécie de computador onipresente. Com o auxílio de realidade aumentada, também é possível melhorar a navegação por mapas mostrando as direções no próprio caminho percorrido por você.

Por possuir microfone e alto-falantes embutidos em seu corpo, alguns modelos podem ainda ser grandes aliados de pessoas com deficiência visual, já que os assistentes virtuais podem fornecer algumas informações importantes para pessoas com essa limitação. Há, inclusive, algumas opções bem interessantes no mercado, com softwares criados especialmente para esta finalidade.

Empresas que já deram o primeiro passo
Google Glass da Google



Uma das primeiras empresas a explorar a tecnologia foi o Google. Em 2012, ela lançou o Google Glass e recebeu elogios por sua utilidade aos operários das áreas de montagem, logística e operação. O projeto do foi desenvolvido pelo escritório do Google X e foi mantido em sigilo por cerca de 6 anos, de 2006 a 2012. Quando veio à público, em 2013, a empresa implantou o programa Glass Explorer, que colocava o gadget à disposição de desenvolvedores e especialistas em tecnologia.

No entanto, a sua bateria pouco durável e a interface de usuário complicada o impediram de fazer um bom sucesso comercial. Além disso, outra questão levantada na época dava conta da sua privacidade. Muitas pessoas começaram a questionar se ele não poderia ser utilizado para roubar informações pessoas, para tirar fotos sem autorização entre outras coisas que colocaram em xeque sua viabilidade.

Por essa série de problemas, a Google decidiu pôr um fim ao wearable pouco tempo depois. Apesar disso, o dispositivo da gigante de buscas ainda é um dos exemplos mais conhecidos até hoje.

Echo Frames da Amazon



A gigante do e-commerce, Amazon, também resolveu apostar neste mercado e lançou, em 2019, o seu Echo Frames. O modelo, que funciona com o auxílio da Alexa, tem funções de realizar e receber chamadas, além de poder ouvir mensagens recebidas com o auxílio da Alexa. A companhia descreve o produto como um acessório para fazer ligações, definir lembretes, criar listas de tarefas, ouvir podcasts “ou controlar sua casa inteligente de qualquer lugar”.

O corpo dos óculos é construído em fibra de carbono e titânio. É possível usar o gadget pareado a um celular via Bluetooth 5.0. Ele também traz quatro micro alto-falantes (dois em cada lado da moldura) abertos, porém direcionados ao canal auditivo. O smart glasses da Amazon possui ainda um LED de status, controle de volume e carregamento com um adaptador próprio.

Com a carga completa — que leva cerca de 1h45 —, os óculos conseguem funcionar por até 4h com reprodução contínua de áudio (em 80% do volume). Os preços do Echo Frames podem chegar a US$ 270, e não há previsão de lançamento no Brasil.

Ray-Ban Stories da Meta e (claro) Ray-Ban



Outra iniciativa que traz funções bem interessantes é o Ray-Ban Stories. Feito em parceria com a Meta, ele se emparelha com o aplicativo Facebook View e permite tirar fotos e vídeos de até 30 segundos com câmeras duplas de 5MP integradas. Os óculos podem ser encontrados em 20 modelos e 5 opções de cores e lentes diferentes nos Estados Unidos.

A haste também traz outros recursos, com alto-falante e microfone integrados para comandos de voz e capturar o áudio do local, tocar música ou então para a conversa em uma chamada. A Ray-Ban promete que este último recurso utiliza tecnologia capaz de filtrar o som da rua, para entregar apenas a fala da pessoa durante uma chamada.

O Ray-Ban Stories está disponível na loja oficial da Ray-Ban com preços a partir de US$ 299. Ainda não há uma data de quando o gadget desembarcará no Brasil, mas a página brasileira do Ray-Ban já apresenta o produto e oferece um cadastro para interessados.

Tendências de smart glasses para 2022
Nxtwear Air Cinema da TCL



Falando de lançamentos recentes, nós temos o Nxtwear Air Cinema Glasses. Revelado pela TCL durante a CES 2022, os novos óculos são a segunda versão do NxtWear G, e oferece dois micro OLEDs com resolução Full HD, que dão ao usuário a impressão de estar assistindo a uma tela de 140 polegadas a uma distância de quatro metros.

Entretanto, para funcionar, o novo gadget também precisa, assim como na primeira geração, ser conectado a um smartphone via USB-C. A marca também cita que os óculos podem se conectar a notebooks e tablets. Os óculos contam ainda com alto-falantes estéreo embutidos. Mas se a ideia aqui é ter privacidade, a melhor opção é usar fones com fio ou wireless por Bluetooth.

Sobre disponibilidade e preço, a TCL ainda não divulgou quando ele chega ao mercado, nem quanto será necessário desembolsar para ter o novo produto da marca.

MeganeX da Panasonic

Outro modelo apresentado durante a CES deste ano foi o MeganeX. Idealizado pela Panasonic, o minúsculo par de óculos usa tecnologia MicroOLED capaz de fornecer uma resolução 2K por olho, com uma taxa de atualização de 120 Hz e HDR de 10 bits. Ele é construído com o chipset Snapdragon XR1 da Qualcomm, mas não foi projetado para ser um headset autônomo. Em vez disso, os óculos precisam ser presos a um PC de jogos para funcionar.

Com o MeganeX conectado a um PC com USB, o usuário poderá acessar jogos sem complicações. O MeganeX também suporta rastreamento de cabeça sendo projetado para funcionar com quase todos os aplicativos SteamVR. O gadget promete ainda ser ultracompacto e ultraleve, chegando a pesar apenas 250g.

Outros detalhes são escassos no momento. A única informação liberada pela Panasonic até o momento é que o MeganeX será vendido por menos de US$ 900 quando for lançado no terceiro trimestre deste ano.

Vuzix Shield da Vuzix



A Vuzix também aproveitou a presença na CES 2022 para apresentar o Vuzix Shield Smart Glasses, seus mais novos óculos inteligentes, que recebeu inclusive o prêmio de inovação da feira este ano. Desenvolvido para clientes empresariais, o poderoso gadget traz um formato elegante e com detalhes muito bem acabados. Ele incorpora o Snapdragon XR1 e conta com telas microLED, além de tecnologias avançadas que prometem fornecer mais desempenho e eficiência óptica.

A empresa, com sede em Rochester, Nova York, disse que os Vuzix Shield Smart Glasses, anteriormente chamados de Vuzix Next Generation Smart Glasses (NGSG), representam os mais poderosos óculos inteligentes binoculares opticamente transparentes construídos para clientes corporativos até hoje em um óculos elegante e altamente tecnológico.

A empresa, no entanto, não divulgou maiores detalhes do dispositivo, nem quando ele estará disponível no mercado.

Eyewear 3 da Huawei



No final de dezembro do ano passado, a Huawei também revelou os seus óculos inteligentes. Feito para usuários que estão sempre em movimento, o Huawei Eyewear 3 é capaz de realizar ações como atender chamadas, realizar anotações, escutar músicas e muito mais sem o usuário precisar nem tocar em seu smartphone.

A construção do aparelho deve agradar a maioria dos usuários, podendo ser comprado nos estilos Boston, Wellington e Aviator, além de ter a possibilidade de alterar as lentes caso o usuário deseje. Em seu corpo, o modelo conta com alto-falantes e um microfone embutido, que pode ser usado para chamar a Celia, a assistente virtual da Huawei. Rodando o HarmonyOS, o Huawei Eyewear 3 conta ainda com proteção IPX4 contra água, rastreamento da saúde dos olhos do usuário e uma bateria que pode durar até 16 horas de uso moderado.

Os óculos já estão disponíveis para a compra na China pelo preço de R$ 1.513, na versão com lentes de prescrição e R$ 1.691 a versão de óculos de sol.

XR1 Smart Viewer da Qualcomm



O XR1 Smart Viewer, da Qualcomm, também é outra promessa de óculos inteligentes para o futuro próximo. O dispositivo possui duas telas OLED com resolução Full HD e taxas de atualização de 90Hz, que conseguem criar a ilusão de objetos em 3D e uma tela projetada na frente do usuário. Ele ainda traz o chipset Snapdragon XR1.

No entanto, um problema do modelo da Qualcomm está relacionado ao seu campo de visão, que ainda é bastante curto. Além disso, a conexão obrigatória com o celular ou computador via cabo USB diminui a sua versatilidade.

O XR1 Smart Viewer ainda não tem previsão para ser lançado oficialmente.

E o metaverso?
2021 foi um ano espetacular para os fãs e entusiastas de tecnologia. Entre as novidades que ganharam destaque estão os metaversos, universos virtuais onde as pessoas poderão, dentre outras ações, interagir entre si por meio de avatares digitais. Esse mundo será criado a partir de diversas tecnologias, como óculos de realidade virtual e realidade aumentada, por exemplo. Diferentes dos smart glasses que apresentamos até aqui, estes dispositivos apresentam um corpo mais robusto e, até então, as tecnologias mais avançadas. Confira alguns dos gadgets compatíveis com esta nova proposta.

Meta Quest 2 da Meta



Um dos modelos disponíveis no mercado é o Meta Quest 2, antigo Oculus Quest 2. Com um design menor e mais leve que a primeira geração, o headset conta com chipset Snapdragon XR2, 6GB de memória RAM e opções de armazenamento de 128 e 256 GB. O produto também possui frequência de 90 Hz. A ideia é que, num futuro próximo, as pessoas possam interagir de maneira dimensional entre si, utilizando os óculos de realidade virtual e aumentada, facilitando assim o desenvolvimento de projetos, apresentações e reuniões.

O Meta Quest 2 pode ser encontrado na loja da Amazon, custando R$ 3.450 a versão de 128 GB. Já o modelo de 256 GB pode ser comprado por R$ 4.400.

HoloLens 2 da Microsoft



Outra empresa que também vem trabalhando em seu próprio metaverso é a Microsoft. A partir deste ano, os usuários poderão participar de reuniões virtuais através do Teams utilizando avatares 3D, criando um universo de bonecos digitais que podem interagir entre si. Batizado de Microsoft Mesh, o recurso pode ser acessado através de um smartphone, óculos de Realidade Virtual de terceiros ou com o HoloLens 2, os óculos inteligentes de realidade mista da Microsoft.

O HoloLens 2, inclusive, nasceu com foco no uso corporativo. O modelo vem com o Snapdragon 850, 4 GB de RAM e armazenamento interno de 64 GB. Ele ainda possui um par de alto-falantes e uma câmera frontal de 8 megapixels para videoconferência, com capacidade para até 6 graus de rastreamento.

O dispositivo pode ser encontrado na Microsoft Store, custando a partir de US$ 3.5 mil, o que, convertido, dá algo em torno de R$ 20 mil.

(Fonte: Otávio Queiroz) - 17/01/2022
5 dicas para recuperar a autoestima no trabalho e começar 2022 com o pé direito

Pandemia, Síndrome de Burnout, desmotivação, infelicidade no ambiente de trabalho, alto índice de depressão, esses foram temas em alta no ano de 2021, mas, com a chegada de um novo ano novo, é possível reverter esse cenário com algumas medidas; confira o passo a passo para começar 2022 renovado e motivado

O ano de 2021 foi marcado por muitos debates sobre a infelicidade no mercado de trabalho. Um dos temas recorrentes foi a crescente nos casos de Síndrome de Burnout, em pessoas que extrapolavam as horas de trabalho em home office. O transtorno que é causado pelo esgotamento físico e mental, devido a rotina de trabalho exaustiva, é um exemplo de como as empresas precisam se reinventar para não prejudicar os colaboradores e até sua presença no mercado. Outros temas debatidos também foram o aumento do turnover nas empresas, além do estresse e problemas com sono/concentração devido a pandemia.

Em meio às mudanças na vida profissional e pessoal, se adaptar pode se tornar um processo difícil e doloroso e que também pode trazer danos para a autoestima. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em onze países, o Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia. De acordo com o estudo, o país é o que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%). Números como esses mostram como a saúde mental dos brasileiros foi afetada durante a pandemia.

De acordo com Tomás Camargos, sócio-fundador da VIK – startup que nasceu para ajudar as empresas a melhorarem a saúde de seus colaboradores, implementando um programa que visa transformar a vida das pessoas e o resultado das corporações -, as empresas devem enxergar a saúde como um investimento e não como uma linha de custo para a empresa. “As boas organizações precisam investir no bem-estar dos membros da equipe para evitarem, futuramente, gastarem com doenças causadas pelo sedentarismo e estresse, por exemplo. Isso também permite com que elas diminuam consideravelmente os custos das organizações com plano de saúde, absenteísmo e baixa produtividade. No Brasil. esse movimento vem acontecendo, em que a preocupação com a saúde está cada vez mais consciente e estratégica para as corporações”, revela.

Para a psicóloga Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, sentir-se bem tem sido um desafio para muitas pessoas e colaboradores nessa fase de pandemia. “As frustrações comprometeram até mesmo a autoestima, já que muitas pessoas não conseguiram realizar os projetos que tinham planejado. Esse aumento nos casos de depressão e ansiedade se deram também por conta das mudanças drásticas na rotina, além de todo o medo e incerteza que vieram junto. Às pessoas ficaram com as emoções à flor da pele, o que prejudica o equilíbrio e contribui para a baixa autoestima”, explica.

Abaixo, os especialistas listam cinco dicas para recuperar a autoestima no trabalho e começar 2022 com o pé direito. Confira:

1 – Faça amigos no trabalho: ter uma amizade no trabalho torna os colaboradores mais engajados e felizes. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup que revela a importância de ter um melhor amigo no ambiente profissional. “Muitas vezes, com a correria do dia a dia, as empresas deixam de lado o incentivo para que as equipes se conheçam, uma das formas de mudar esse cenário é optar por programas de gamificação que levem engajamento, saúde e socialização entre os colaboradores”, indica Camargos.

Para ele, é possível incentivar essa relação de amizade por meio de atividades físicas. “Durante o programa corporativo de saúde e integração desenvolvido pela VIK, por exemplo, os colaboradores de uma determinada empresa participam de uma competição virtual de atividade física, por meio de um sistema gamificado e suas atividades físicas aparecem em um ranking que funciona como uma rede social saudável. O programa gera um movimento interessante, as pessoas começam a conversar em torno de um assunto prazeroso e, naturalmente, as relações são suavizadas ao longo do período”, explica.

2 – Cuidados com sua saúde física e mental: o Brasil é um dos países mais sedentários da América Latina. Segundo uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade dos brasileiros – 47% – não praticam exercícios suficientes para manter o corpo saudável. Outro dado alarmante é sobre a saúde mental da população, já que o país tem o maior índice de prevalência da doença na América Latina. As empresas podem ajudar a transformar os hábitos e a rotina dos funcionários. “É fundamental que os líderes pensem no impacto da saúde no potencial humano e a importância da implementação de programas de saúde/qualidade de vida para os colaboradores. Por isso, devem disponibilizar momentos de lazer, atividades físicas em grupo, meditação e confraternização”, aconselha Camargos.

Além da mudança na prática de atividade física e no sedentarismo, a implementação de programas de humanização afeta outros setores da vida dos colaboradores. “Percebemos as transformações de hábitos nos participantes mais conscientes quando se trata de nutrição, álcool, cigarro, diminuição do estresse e melhora no sono/concentração”, conta Tomás.

3 – Faça terapia: a falta de autoestima pode ser uma ponte para quadros de ansiedade, medos, fobias e até para depressão. “Procurar um profissional pode ser necessário e ajuda no sentido de fazer com que o paciente entre no processo de autoconhecimento, trazendo mais segurança e autonomia para sua vida. Além disso, contribui no controle das emoções, fortalecendo a autoconfiança e autoaceitação. Existem abordagens e técnicas bastante eficazes que podem ser a chave para a melhora do bem-estar emocional da pessoa”, explica Vanessa Gebrim.

4 – Esteja alinhado com o propósito da empresa em que trabalha: de acordo com uma pesquisa realizada pela Sodexo Benefícios e Incentivos, 53,8% dos brasileiros acreditam que seu propósito de vida está conectado com seu trabalho atual. “Mais do que um salário alto e benefícios, os colaboradores querem se sentir uma parte fundamental da empresa. Hoje, vida pessoal e profissional estão interligadas, somos uma mesma pessoa”, acrescenta Camargos.

As corporações que não se adaptarem vão ser ultrapassadas. “As startups são a prova de como esse cenário mudou, ninguém quer mais passar horas sentado no escritório, sem um momento de interação ou com roupas sociais desconfortáveis. As pessoas procuram qualidade de vida, horários flexíveis e experiências novas”, finaliza Camargos.

5. Se olhe e se entenda: é importante entender que tudo o que a pessoa fizer que, de alguma forma, contribua para que ela se orgulhe de si, a ajudará a fortalecer sua autoestima. “Quando a pessoa está focada em seus aspectos negativos, a insegurança certamente estará presente em sua rotina e relacionamentos. Dentro do processo de autoconhecimento, a pessoa aprende a gerenciar suas emoções e desenvolve sentimentos positivos sobre si e sobre o mundo”, conclui a psicóloga Vanessa Gebrim.

(Fonte: Nicole Fanti Siniscalchi) - 10/01/2022
As tecnologias que invadirão nossas vidas em 2022

Lá vamos nós outra vez: a realidade virtual, agora apelidada de "metaverso", ganhará destaque. O mesmo acontecerá com a casa inteligente.

Todo ano dou uma olhada nas novidades para o consumidor de tecnologia a fim de guiá-lo em meio ao que você talvez espere comprar - e o que provavelmente será uma moda passageira.

Muitas das mesmas "tendências" aparecem repetidamente porque, em poucas palavras, a tecnologia leva um bom tempo para amadurecer antes de a maioria de nós realmente querer comprá-la. Isso também se aplica a este ano. Algumas tendências de 2022, que as empresas de tecnologia estão lançando, são coisas das quais você já deve ter ouvido falar.

Um dos principais exemplos é a realidade virtual, a tecnologia que envolve usar um par de óculos nada discretos e controles para jogar videogames em 3D.

Isso é o que se espera ser o foco das atenções novamente este ano, a ideia vendida pelo fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e por outros fãs da tecnologia como "o metaverso".

Outra categoria que promete gerar grande interesse será a chamada casa inteligente, a tecnologia para controlar eletrodomésticos com comandos de voz por meio de alto-falantes ou selecionando um botão em um smartphone. A verdade é que o setor tem tentado levar esse tipo de tecnologia para dentro de nossas casas há mais de uma década. Em 2022, esses produtos talvez comecem finalmente a parecerem práticos o suficiente para serem adquiridos.

Outra tecnologia que surge mais uma vez nesta lista é a de equipamentos digitais para monitorar nosso condicionamento físico e nos ajudar a diagnosticar possíveis doenças. E as montadoras, que há muito falam a respeito de carros elétricos, estão começando a acelerar seus planos para cumprir a meta americana de acabar gradualmente com a produção de carros movidos a gasolina até 2030.

Aqui estão quatro tendências tecnológicas que invadirão nossas vidas em 2022.

1. Bem-vindos ao metaverso
Há mais de uma década, os especialistas em tecnologia vêm sonhando com uma era em que nossas vidas virtuais tenham um papel tão importante quanto nossas realidades físicas. Em teoria, passaríamos muito tempo interagindo com nossos amigos e colegas no espaço virtual e, como consequência disso, gastaríamos dinheiro por lá também, com roupas e objetos para nossos avatares digitais.

"Estamos em um mundo onde as pessoas, várias vezes por dia, produzem uma imagem refletindo a si mesmas", disse Matthew Ball, capitalista de risco que já escreveu bastante sobre o metaverso. "A próxima fase pega essa representação visual e a dimensiona. Então você entra em um ambiente e se expressa por meio de um avatar."

Parece coisa de filme de ficção científica. Mas durante o segundo ano da pandemia, um número considerável de fatores surgiu ao mesmo tempo para tornar o metaverso mais realista, disse Ball.

Por um lado, a tecnologia ficou melhor. No ano passado, o Facebook anunciou que passaria a se chamar Meta, depois de vender 10 milhões de seus fones de ouvido para realidade virtual, o Quest 2, o que foi considerado um marco.

Por outro, muitos de nós estavam dispostos a ostentar com nossos "eus digitais". Diversos investidores compraram tokens não fungíveis (NFTs), que são objetos digitais únicos adquiridos com criptomoedas. O rapper Eminem e outros investidores desembolsaram centenas de milhares de dólares para fazer parte de uma espécie de iate clube virtual.

E mais ainda está por vir neste ano. A Apple planeja lançar seu fone para realidade virtual, que parecerá um par de óculos de esqui e, para conquistar poder computacional, contará com um dispositivo de computação separado que será usado em outras partes do corpo. A Apple não quis se pronunciar sobre o lançamento.

O Google também desenvolve produtos de realidade virtual há anos. E a Microsoft oferece um dispositivo de realidade virtual para empresas e agências governamentais.

Entretanto, o metaverso poderia se revelar uma moda passageira, dependendo dos produtos lançados e de quem os compra. Carolina Milanesi, analista de tecnologia de consumo da empresa de consultoria Creative Strategies, disse temer que a tecnologia possa se tornar um reflexo dos poucos privilegiados capazes de bancar mimos para seus "eus digitais".

"O mundo dos barcos é dominado por homens brancos de meia-idade de classe alta", disse ela. "Vamos apenas transferir tudo isso para o metaverso?"

2. A casa inteligente
Nos últimos anos, eletrodomésticos inteligentes como termostatos conectados à internet, fechaduras automatizadas e aspiradores de pó robôs avançaram bastante. Os dispositivos tornaram-se acessíveis e funcionaram de forma confiável com assistentes digitais como a Alexa da Amazon, a assistente do Google e a Siri da Apple.

Mesmo assim, a tal casa inteligente permaneceu, em grande parte, caótica. Muitos eletrodomésticos inteligentes não funcionam bem em conjunto com outras tecnologias. Algumas fechaduras automatizadas, por exemplo, funcionam apenas com celulares da Apple, mas não com modelos Androids. Já outros termostatos eram controlados com comandos de voz para a assistente do Google, porém não operam com a Siri.

A falta de compatibilidade criou problemas de longo prazo. Uma fechadura compatível com celulares da Apple não é útil para o integrante da família ou futuro inquilino que prefere o sistema operacional Android. Também seria mais prático se nossos eletrodomésticos um dia pudessem, de fato, conversar uns com os outros; como uma máquina de lavar avisando a uma secadora que as roupas estão prontas para serem secas.

Este ano, os maiores rivais do setor de tecnologia - Apple, Samsung, Google e Amazon - estão se comportando bem entre si para tornar a casa inteligente mais prática. Eles planejam lançar e atualizar a tecnologia para uso doméstico de modo que ela siga o Matter, um novo padrão que permite a comunicação de dispositivos inteligentes em uma casa, independentemente da assistente virtual ou da marca do celular. Espera-se que mais de 100 produtos inteligentes de uso doméstico passem a seguir esse padrão.

"Estamos todos falando um idioma comum com base em tecnologias já comprovadas", disse Samantha Osborne, vice-presidente de marketing da SmartThings, a empresa de automação residencial da Samsung.

Por isso, posteriormente neste ano, quando você for comprar um produto como uma fechadura automatizada, procure pela etiqueta indicando que o dispositivo é compatível com o padrão Matter. No futuro, seu despertador inteligente talvez seja capaz de dizer às suas lâmpadas inteligentes para acenderem quando você acordar.

3. Saúde conectada
Dispositivos como o Apple Watch e o Fitbit, que nos ajudam a monitorar nossos movimentos e frequência cardíaca, são cada vez mais populares. Não à toa, as empresas de tecnologia estão testando atualmente dispositivos portáteis menores que reúnem dados mais profundos sobre nossa saúde.

A Oura, uma empresa de tecnologia de saúde, apresentou recentemente um novo modelo de seu anel, o Oura Ring, que conta com sensores capazes de monitorar indicadores como a temperatura corporal, para prever com precisão os ciclos menstruais. Nesta semana, na CES, uma feira de tecnologia em Las Vegas, outra startup de tecnologia para cuidados de saúde lançou um anel semelhante que reúne dados como a frequência cardíaca, temperatura e outros parâmetros para informar o usuário a respeito de possíveis doenças crônicas.

Os especialistas médicos há muito chamam a atenção para as possíveis consequências do uso da tecnologia para a saúde. Sem o contexto adequado, os dados coletados poderiam levar a diagnósticos equivocados e fazer as pessoas se tornarem hipocondríacas. Mas se os kits de teste rápido para covid-19, em grande parte esgotados, servirem de indicador, muitos de nós parecem prontos para serem proativos no monitoramento de nossa saúde.

4. Carros elétricos
No ano passado, o presidente Joe Biden anunciou uma meta ambiciosa: metade de todos os veículos vendidos nos Estados Unidos seriam elétricos, em vez de movidos a gasolina, até 2030. Como resultado disso, as principais montadoras estão promovendo seus carros elétricos, até mesmo na CES nesta semana. Na terça-feira, a Ford anunciou planos para aumentar a produção do modelo elétrico de sua picape F-150 Lightning. A General Motors planeja lançar uma versão movida a bateria da picape Chevrolet Silverado. Outras fabricantes, como a Mercedes-Benz, disseram ter planos para o lançamento de carros elétricos nos próximos anos.

Apesar de haver muitos exageros no marketing dos carros elétricos, aqueles de nós em busca de veículos movidos a bateria em 2022 provavelmente ainda acabarão com um Tesla, disse Carolina. Isso porque ainda não vimos o uso generalizado da energia solar e estações de carregamento para carros elétricos, sobretudo nas áreas mais rurais. A Tesla está em vantagem porque vem lançando estações de recarga há anos, afirmou.

"Do ponto de vista da infraestrutura, há muito que ainda precisa acontecer", disse ela. "Há muito burburinho, mas não sei o quanto dele é verdade."

(Fonte: Brian X. Chen Estadão) - 10/01/2022
Xiaomi 12 virá em dois tamanhos para rivalizar com iPhone 13, diz CEO

Xiaomi 12 terá edições para bater de frente com o iPhone 13 e iPhone 13 Pro Max; edição Pro deve trazer câmera tripla de 50 MP

A nova geração de celulares premium da Xiaomi será revelada em breve. Enquanto isso, o CEO da companhia, Lei Jun, afirmou que o Xiaomi 12 será lançado em dois tamanhos para bater de frente com o iPhone 13. A ficha técnica do Xiaomi 12 Pro, com câmera tripla de 50 MP e tela maior, também veio a público neste fim de semana.


A declaração veio a público através de uma sessão de perguntas e respostas que foi divulgada na rede social chinesa Weibo. Ao ser questionado se a nova linha que vai suceder a família Mi 11 terá duas variantes com tamanhos diferentes, Lei Jun confirmou. Ele ainda afirmou que um dos modelos seria uma opção mais compacta sem abrir mão do poder de fogo e o outro para quem deseja tela e bateria maiores.

Os "oponentes" da dupla, segundo o executivo, seriam os novos celulares da Apple. No caso do Xiaomi 12, que teria tela de 6,28 polegadas com um furo, o smartphone seria equiparado ao iPhone 13 (6,1 polegadas e notch). Já o Xiaomi 12 Pro, que teria 6,73 polegadas, seria colocado de frente com o iPhone 13 Pro Max (6,7 polegadas).

O CEO da Xiaomi ainda confirmou que os celulares serão lançados com a MIUI 13, que terá melhorias no desempenho como foco. Além disso, o executivo afirmou que a companhia vai continuar a desenvolver chips próprios. Em relação ao carro da marca chinesa, Lei Jun reassegurou de que o primeiro modelo será lançado em 2024.


Xiaomi 12 Pro aparece em loja antes da hora
Foto: Reprodução/Weibo / Tecnoblog

Xiaomi 12 Pro pode tela maior e câmera tripla de 50 MP
Depois do Xiaomi 12, as especificações do Xiaomi 12 Pro também foram reveladas. Segundo uma página de uma loja virtual que foi ao ar antes da hora, o smartphone será anunciado com tela de 6,73 polegadas e resolução de 3200 x 1400 pixels, ao contrário da variante convencional. A câmera frontal terá 32 MP nas duas edições.

O visual também seria parecido entre ambos. Assim como a edição convencional, a variante Pro pode trazer um módulo com uma câmera enorme. A tela com bordas finas e laterais curvadas seria outra marca registrada da dupla. Quatro opções de cores são aguardadas para o modelo maior: azul, rosa, preto e verde.

O smartphone, no entanto, receberia um baita incremento na câmera tripla. Espera-se que o sensor principal seja o Sony IMX707 com resolução de 50 megapixels e abertura de f/1,9. O telefone ainda deve trazer mais dois Samsung S5KJN1 de 50 megapixels, sendo um com lente ultrawide e outro com lente teleobjetiva.

O processador Qualcomm Snapdragon 8 Gen 1 é outro ponto em comum. A bateria, por outro lado, seria ligeiramente maior: enquanto o Xiaomi 12 seria lançado com 4.500 mAh, o 12 Pro pode trazer 4.600 mAh. As opções de memória RAM, armazenamento e preço, porém, não foram reveladas até o momento.

Os celulares serão anunciados nesta terça-feira (28) pela Xiaomi. A companhia também deve revelar o Xiaomi 12X no evento.

Como identificar se seus dispositivos eletrônicos estão te espionando


O software usado para espionar alguém por meio do telefone é uma ameaça crescente e comum em casos de violência doméstica

Maria diz que cresceu em uma família católica e "amorosa" na costa leste dos Estados Unidos, que fazia grandes jantares de domingo. Os pais dela tinham um bom casamento e ela queria esse tipo de respeito e proximidade em seu próprio relacionamento.

Quando ela conheceu o marido com vinte e poucos anos, foi amor à primeira vista.



O Google já removeu vários anúncios de aplicativos que incentivam os usuários em potencial a espionar o telefone de seus parceiros
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Mas o romance azedou rapidamente, transformando-se em uma história de 25 anos de abuso e controle.

Primeiro, foi o xingamento. Então, o controle total de suas finanças, seus movimentos e, eventualmente, sobre seus três filhos.

O marido se opôs à ideia de ela ter um emprego onde pudesse interagir com outras pessoas e a proibiu de usar o computador.

"Ele me chamava de gorda todos os dias e me expulsava de casa quando estava com raiva", lembra ela.

Eventualmente, o abuso financeiro aumentou. Primeiro, ele tomava o salário que ela recebia pelo trabalho como faxineira, depois, solicitou cartões de crédito em nome de Maria usando os documentos pessoais dela.

Seis anos atrás, Maria finalmente desabou quando o ouviu dizer que a queria morta. Com a ajuda da igreja que ela frequentava e da família, ela formulou lentamente um plano de fuga.

Depois de ter a sua casa hipotecada, ela finalmente foi morar com a irmã. Ela ganhou um laptop pela primeira vez e finalmente teve a liberdade de abrir uma conta no Facebook. E começou a namorar.

Mas logo o ex-marido passou a responder as mensagens para o homem com quem ela estava saindo. E também começou a aparecer onde quer que ela estivesse.

De repente, ela o localizaria dirigindo atrás dela em uma rodovia. Certa vez, ela estava com tanto medo de que ele a estivesse perseguindo e pudesse puxar uma arma, que chamou a polícia.

Embora ela não tenha prestado queixa, a perseguição acabou diminuindo e ela se afastou ainda mais. Mas ela descobriu que tinha sido vítima do chamado stalkerware.

Stalkerware é um software disponível comercialmente que é usado para espionar outra pessoa por meio de seu dispositivo - geralmente um telefone - sem seu consentimento.

Ele pode permitir que o usuário veja as mensagens de outra pessoa, localização, fotos, arquivos e até mesmo vasculhar conversas nas proximidades do telefone.


Algum tipo de tecnologia quase sempre está envolvida em violência doméstica, diz Eva Galperin
Foto: CAS / BBC News Brasil

Para ajudar a resolver o problema, Eva Galperin formou a Coalition Against Stalkerware em 2019.

Ela decidiu formar o grupo depois de olhar os relatos de várias supostas vítimas de estupro, que estavam com medo de que suas vidas continuassem sendo arruinadas pelos agressores por meio da tecnologia. Quando alguém tem acesso ao seu telefone, o potencial de exploração é enorme, explica ela. Por exemplo, uma vítima pode ser chantageada com ameaças de compartilhar fotos íntimas.

Galperin diz que nos casos de violência doméstica que ela encontra, "algum nível de abuso habilitado por tecnologia está quase universalmente presente", e que isso geralmente inclui stalkerware.

"Geralmente está relacionado aos casos mais violentos - porque é uma ferramenta poderosa de controle coercitivo", acrescenta ela.

Uma pesquisa indica que a proliferação de stalkerware é um problema crescente: um estudo do Norton Labs descobriu que o número de dispositivos indicando que eles tinham stalkerware instalado aumentou 63% entre setembro de 2020 e maio de 2021.

O relatório sugeriu que o aumento significativo pode ter sido causado pelo isolamento social, quando as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa.

"Os pertences pessoais estão mais acessíveis, provavelmente criando mais oportunidades para os abusadores instalarem aplicativos de stalker nos dispositivos de seus parceiros", constatou o relatório.

Nos últimos dois anos, Galperin conseguiu convencer um punhado de empresas de antivírus a identificar esse tipo de software como malicioso. Isso ocorreu após uma relutância inicial em marcar o stalkerware como um programa indesejado - ou malware - por causa de sua possível legitimidade de uso.

Em outubro, o Google removeu vários anúncios de aplicativos que incentivam os usuários em potencial a espionar o telefone de seus parceiros. Esses aplicativos costumam ser comercializados para pais que desejam monitorar os movimentos e as mensagens de seus filhos - mas, em vez disso, foram reaproveitados por abusadores para espionar seus cônjuges.



Autoridades dos EUA têm reprimido empresas que vendem softwares que permitem aos usuários espionar outros dispositivos
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Um desses aplicativos, o SpyFone, foi banido pela Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos em setembro de 2021 por coletar e compartilhar dados sobre os movimentos e atividades das pessoas por meio de um hack oculto no dispositivo.

Apesar desses movimentos positivos, alguns aplicativos de stalkerware e conselhos sobre como usá-los ainda são facilmente acessíveis na internet.

De acordo com Galperin, o próximo problema que a FTC está investigando são as empresas que vendem e compram dados de localização de telefones de usuários sem o conhecimento deles. Ela chama essa tecnologia de "uma ferramenta extremamente poderosa" para investigadores particulares, que a usam para rastrear a localização das vítimas.

Com o stalkerware deliberadamente projetado para ser difícil de detectar, mesmo aqueles que são mais experientes em tecnologia ainda podem ser vítimas dele.

Uma dessas pessoas era Charlotte (nome fictício), de uma analista sênior de segurança cibernética.

Logo depois de ficar noiva, ela lentamente percebeu que coisas estranhas começaram a acontecer com seu telefone. A bateria descarregava rapidamente e ele reiniciava repentinamente - ambos sinais reveladores de um stalkerware potencialmente instalado no dispositivo dela.

Até que o parceiro dela deixou claro que ele sempre sabia onde ela estava, e foi quando ela finalmente conectou os pontos.

Para obter alguns conselhos sobre o que fazer, ela foi a um encontro de hackers. A reunião aconteceu em um local onde o noivo dela havia trabalhado e ela conhecia alguns dos rostos.

Ela ficou chocada ao descobrir que existe uma cultura de aceitação de que parceiros possam rastrear um ao outro.

O ambiente de "irmandade" entre homens da área de tecnologia que ela encontrou a estimulou a entrar na segurança cibernética, para reforçar a "representação a partir de diferentes perspectivas".


Algumas pessoas no mundo da tecnologia não veem nada de errado em rastrear seu parceiro
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Uma rápida pesquisa na Internet revela muitos serviços alegando que podem invadir o smartphone de alguém com apenas um número de telefone, geralmente por algumas centenas de dólares a serem pagos em criptomoeda.

No entanto, embora o software com esses recursos possa ser acessado por órgãos de investigação, os especialistas em segurança cibernética acreditam que esses sites são provavelmente golpes. Em vez disso, o uso do stalkerware depende, em grande parte, de uma "engenharia social", com a qual Charlotte diz que as pessoas podem aprender a ter cuidado e evitar.

O alvo pode receber uma mensagem de texto, que parece verídica, convidando-o a clicar em um link. Ou um aplicativo falso, disfarçado de legítimo, pode ser compartilhado com ele.

Charlotte diz "não tenha medo" caso você tente excluir um aplicativo suspeito e ele exibir uma série de avisos.

"Às vezes, eles usam táticas assustadoras para fazer com que os usuários não removam o software. Eles usam muitas técnicas de engenharia social."

Se tudo falhar, Charlotte recomenda fazer uma redefinição de fábrica do telefone, alterando todas as senhas de suas contas de redes sociais e usando autenticação de duas etapas o tempo todo.


Os especialistas dizem que não é preciso ter medo de excluir um aplicativo suspeito do seu telefone
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

Então, qual seria a melhor forma de enfrentar o problema?

A maioria dos países já possui algum tipo de estatuto de escuta telefônica e leis anti-stalking em vigor.

Por exemplo, em 2020, a França apresentou um novo projeto de lei sobre violência doméstica que, entre outros pontos, reforçou as sanções à vigilância secreta: o rastreamento geográfico de alguém sem o seu consentimento agora é punível com um ano de prisão e multa de € 45 mil (R$ 290 mil ). Se isso for feito pelo parceiro, as multas serão potencialmente ainda maiores.

Caminhos a seguir
Mas, para Eva Galperin, esse não é um problema que possamos esperar que uma nova legislação resolva inteiramente.

Ela acha que tanto o Google quanto a Apple poderiam, por exemplo, agir tornando impossível a compra de qualquer um desses aplicativos em suas lojas.

Crucialmente, ela acrescenta, o foco deve ser em um melhor treinamento para que a polícia trate o problema de maneira mais rigorosa.

Um dos maiores problemas que ela diz ver, é que as vítimas procuram a aplicação da lei na intenção de que ela seja cumprida. Porém, as autoridades fazem vista grossa e "dizem que esse não é um problema" prioritário.

A proliferação do cyber-stalking também trouxe um novo tipo de serviço de apoio às vítimas de violência doméstica.

A Clinic To End Tech Abuse - Ceta - é uma dessas instalações, associada à Cornell University nos Estados Unidos. A Ceta trabalha diretamente com sobreviventes de abusos, ao mesmo tempo em que coleta pesquisas sobre o crescente uso indevido de tecnologia.

Rosanna Bellini, do Ceta, diz que normalmente eles não recomendam a remoção imediata do stalkerware do telefone da vítima - sem fazer um planejamento de segurança primeiro com um responsável pelo caso.

A experiência anterior revelou esta abordagem: se o acesso do agressor ao telefone da vítima for cortado repentinamente, isso pode levar a uma escalada de violência.

Para Maria, que está livre do casamento abusivo há seis anos, as coisas não estão perfeitas, mas melhorando.

"Tenho um bom relacionamento com alguém que realmente se preocupa comigo e me apoia, ajudando a construir minha história", diz ela.

Ainda há momentos em que ela fica ansiosa ao lidar com o telefone. Ela foi diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático (PTSD). Mas ela quer que outras vítimas saibam que a perseguição cibernética é enorme e que não estão sozinhas.

"Não tenha medo. Há ajuda lá fora. Fiz grandes avanços e, se posso fazer isso na minha idade, - aos 56 - qualquer um pode fazer."

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