A operadora americana T-Mobile lançou ontem um programa que permite que usuários troquem de celular até duas vezes por ano, pagando pelo aparelho o mesmo que seria cobrado de um novo cliente.
Chamado Jump ("apenas atualize meu telefone", na sigla em inglês), o programa inclui um seguro contra roubo e acidentes e custa US$ 10 mensais.
A troca prevê que o celular passado para a frente esteja funcionando e sem marcas graves --como uma tela quebrada. Aparelhos defeituosos também são aceitos, mas é cobrada uma taxa que varia entre US$ 20 e US$ 170.
"Vamos redefinir uma indústria burra, fracassada e arrogante", disse o presidente-executivo da empresa, John Legere, durante o anúncio, realizado na quarta (10).
Mary Altaffer - 10.jul.13/Associated Press
O presidente-executivo da T-Mobile, John Legere, fala durante a apresentação do programa Jump, em Nova York
O presidente-executivo da T-Mobile, John Legere, fala durante a apresentação do programa Jump, em Nova York
O período de dois anos a que está habituado o consumidor americano (duração dos contratos com as operadoras), diz a empresa, é muito tempo: "São 730 dias assistindo a novos lançamentos."
Apple, Samsung e outras fabricantes costumam apresentar a nova geração de um celular depois de um ano.
BOM NEGÓCIO?
A T-Mobile vende o iPhone 5 de 16 Gbytes por US$ 146 de entrada e US$ 21 mensais. Isso representa cerca de R$ 615 depois de um semestre e R$ 1.470 após as 24 parcelas.
Isso significa que, caso o próximo celular da Apple custe o mesmo --o que não é improvável--, ter sempre o iPhone mais novo custaria anualmente US$ 518 (cerca de R$ 1.171). O aparelho desbloqueado custa US$ 650.
Já quem costuma esperar mais do que um ano e meio para comprar um telefone novo sairia em desvantagem.
A companhia diz que a maioria dos que compram um novo celular adquire um seguro --que custa aproximadamente o mesmo que aderir ao novo programa, tornando a escolha óbvia.
Com 34 milhões de usuários, a T-Mobile é a quarta maior operadora dos EUA, segundo a empresa Strategy Analytics.
Nesta quarta-feira (3), um anúncio do novo e misterioso Moto X, o primeiro smartphone da Motorola desde que a empresa foi adquirida pelo Google, circulou em vários grandes jornais impressos dos Estados Unidos.
Revelada na terça pelo site especializado em propaganda " TEXTOAd Age", a peça publicitária destaca que o Moto X será o "primeiro smartphone projetado por você".
As opções de personalização incluem diferentes cores, gravação de mensagens na traseira do aparelho (como a Apple faz com alguns aparelhos) e envio de imagem para ser o plano de fundo padrão do aparelho, segundo informam a rede de TV americana ABC News e o site especializado em tecnologia " The Verge", citando fontes não identificadas.
A única característica não relacionada a estética que poderia ser solicitada previamente pelo comprador seria a capacidade de armazenamento, disponível em "múltiplas configurações".
Em março, Guy Kawasaki, um consultor da Motorola, postou em seu perfil do Google+ um vídeo promocional da Porsche, que permite a seus clientes adicionar um bocado de complementos a seus modelos. A publicação fez muita gente pensar se Kawasaki não estaria indicando alguma característica do então X-Phone, principalmente por causa da pergunta que fez: "Não seria ótimo se você pudesse customizar seu celular assim?".
A peça publicitária também aproveita a proximidade do feriado mais importante para os americanos --o Dia da Independência dos Estados Unidos, em 4 de julho-- para ressaltar a produção do Moto X no país, confirmada pelo CEO da Motorola Dennis Woodside em maio.
Alguns componentes serão produzidos nos EUA, outros virão de fornecedores da Ásia. Já para consumidores de fora dos EUA, o smartphone, que continua sem data de lançamento definida, será montado na China e no Brasil.
A Sony realiza a partir desta terça-feira (2) uma promoção que corta preços de jogos da PlayStation Store em até 60%. Os maiores descontos são nos títulos Scott Pilgrim vs. the World: the Game (PS 3), Prince of Persia Classics Trilogy (PS 3) e Tron Evolution (PS Vita).
Promoção da Xbox Live corta preços de games do console em até 90%
A liquidação, chamada "PSN Summer Blast 2013", mas divulgada no Brasil como " Promoção Inverno", será realizada em dois períodos oferecendo games diferentes: de 2 a 9 de julho e de 9 a 16 de julho.
Títulos como Mortal Kombat (PS 3 e PS Vita), Batman Arkham Asylum (PS3), Shadow of the Colossus (PS3), Lord of the Rings: War in the North (PS3) e Star Wars The Force Unleashed II (PS3) terão descontos de 50%.
O game Call Of Duty Black Ops 2 também faz parte da lista da liquidação e terá redução de preço de 30%.
Tablets com tela 3D já existem no mercado. Alguns contam com óculos especiais para fazer o efeito funcionar, enquanto outros nos livram desse incômodo.
Nessa linha, uma start-up brasileira desenvolveu uma tecnologia capaz de levar as três dimensões ao iPad, sem a necessidade de adicionar lentes à frente dos olhos.
Disponível para todas as gerações do tablet da Apple, com exceção do iPad mini, a Magoo é uma membrana que simula o efeito tridimensional em fotos e vídeos. Ela funciona em conjunto com um aplicativo, também criado pela empresa, que converte imagens comuns para 3D em tempo real.
A tecnologia é similar à do 3DS, console de videogames portátil da Nintendo, que usa o princípio da visão estereoscópica (quando o cérebro forma uma imagem baseada em pontos específicos de duas imagens deslocadas) para criar uma ilusão tridimensional.
No caso da Magoo, são as finas linhas escuras presentes na membrana de policarbonato que "direcionam" partes das imagens para produzir o efeito desejado.
O idealizador da membrana e sócio da Magoo Tecnologia, André Zanuto, 25, ressalta que as imagens não "pulam da tela, como no cinema, mas ganham uma sensação de profundidade".
O efeito não é surpreendente --depende muito das imagens visualizadas. Mas a experiência é divertida, boa para distrair familiares e amigos.
LICENÇA
A Magoo é a primeira tecnologia 3D para iPad que funciona sem a necessidade de óculos licenciada pela Apple. "Existem outros acessórios do gênero, mas todos são películas não destacáveis, que ficam grudadas no dispositivo", explica Zanuto. "Elas não podem receber a licença porque, para a fabricante, atrapalham a experiência do usuário."
Diferentemente da concorrência, a membrana tem presilhas que permitem sua remoção do iPad após o uso.
Com o programa americano de monitoramento de dados, as câmeras de vigilância e o novo Google Glass, parece que não haverá como escapar aos olhos da alta tecnologia. Mas talvez venhamos a considerar este "um tempo dourado", de relativa privacidade, antes que as aeronaves de vigilância de pilotagem remota (os chamados drones) saiam em enxames invisíveis pelo ar, gravando todos os nossos movimentos.
Isso pode soar futurista, mas não está distante de acontecer. Na conferência mundial de tecnologia e design TEDGlobal, em Edimburgo, cientistas e pensadores discutiram seriamente a ética do uso de drones, em um futuro digno da ficção científica.
Os drones podem ser usados para bombardear pessoas --o uso militar e as mortes causadas por ele, de fato, é o mais conhecido--, mas também podem ser usados para contar orangotangos ameaçados na selva.
A palavra drone (que em inglês significa zangão, zumbido, conversa mole) foi escolhida para designar os VANTs (veículos aéreos não tripulados, em português, ou UAV, em inglês) para causar aversão. Ninguém gosta de sentar ao lado de alguém que fala sem parar, ou pensar em uma abelha zumbindo no seu ouvido.
Ilustração Elder Galvão
E justamente pensando nisso, cientistas da Universidade Harvard (EUA) já criaram um robô que toma por modelo uma borboleta, do tamanho de uma mosca, e deram a ele o nome de RoboBee. É feito de fibra de carbono, pesa menos de um grama e bate minúsculas asas robotizadas.
A peça ainda precisa estar acoplado a uma fonte de energia, mas dentro de alguns anos ele poderá voar livremente. As futuras gerações do RoboBee carregarão minúsculas câmeras para registrar intrusivamente imagens de pessoas comuns e celebridades. Os paparazzi não terão mais de se esconder nas moitas; poderão ficar em casa, usando seus iPad Nano para controlar drones.
E este é o lado bom: os drones são apenas robôs, e robôs podem ser programados para fazer o bem ou o mal. O pai do RoboBee, o cientista Kevin Ma, sugeriu que robôs semelhantes poderiam ser usados em "operações de busca e salvamento", voando em espaços confinados ou destruídos para procurar sobreviventes. Ou ainda em "monitoração ambiental", equipados com sensores para detectar traços de produtos químicos, por exemplo.
Outro programa apresentado na TEDGlobal, por Andreas Raptopoulos, vai na mesma linha: ele planeja usar drones para entregar suprimentos, médicos e de outra ordem, rapidamente a pessoas que precisam de atendimento urgente em áreas de calamidade --o sistema foi experimentado no Haiti, depois do terremoto de 2010.
O desafio dos drones não é que tenhamos de escolher entre os usos positivos e negativos para eles, mas sim o de que todos esses usos --e outros que ainda não foram concebidos-- acontecerão simultaneamente, em um futuro próximo no qual drones serão um recurso genérico.
Hoje, por cerca de R$ 1.000, já é possível comprar um "quadricóptero" que voa e transmite vídeo ao seu celular --o instrumento usado para controlar o voo. Daí para a invasão de privacidade do vizinho, é um pulo.
Drone em SP
Drone utilizado pela TV Folha para gravar imagens das manifestações é demonstrado na praça Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo; uso doméstico do drone aumenta.
Na democracia dos drones que está por vir, as possibilidades são ilimitadas. Pais preguiçosos poderão usar drones de carga mais robustos para levar as crianças à escola? Os futurólogos dizem que sim,
Do lado negativo, será mais fácil para alguém explodir coisas de longes, remotamente.
Os céus do futuro parecem de fato movimentados. Talvez tenhamos uma guerra de drones constante em nosso ambiente, com drones antibombas tomando por alvo os drones bombardeiros, e drones ambulância, carregados de equipamento médico, em cenas de acidentes ou de ataques feitos por outros drones.
Tradução de Paulo Migliacci










