João Mendes * Homework
Na era digital, viver e trabalhar na nuvem virou o “novo normal”. Os nossos dados e informações estão dentro de uma espécie de “servidor” que armazena arquivos e serviços diversos, como em um data center, com enorme capacidade de processamento e armazenamento de informações. O usuário não precisa mais ter esses serviços dentro da sua empresa fisicamente, nem se preocupar com a capacidade, espaço, segurança, backups e tudo mais.
Desde então, essa tecnologia já trouxe tantos impactos na vida e no comportamento que os usuários mal se lembram de como era a vida antes dela. Já se pode afirmar que a computação na nuvem é um caminho sem volta, principalmente após a crise sanitária provocada pela Covid-19, com a ampliação das necessidades digitais dos usuários em nível global.
Num cenário em que as mais recentes inovações tecnológicas, aceleradas pela transformação digital ― como 5G, IoT (Internet das Coisas) e uso de IA (Inteligência artificial) ― são rapidamente absorvidas, a digitalização no ambiente corporativo é questão de sobrevivência.
João Mendes, da GoContact
Foto: Divulgação
Se migrar para a nuvem já foi uma barreira, agora sua adoção representa um dos passos, até o mais importante, para a garantia do sucesso do negócio, ou seja, a adoção do serviço na nuvem é fato consumado.
O serviço na nuvem foi um dos principais fatores que proporcionou a realização do trabalho remoto, de qualquer lugar do mundo, quando todos nós fomos impedidos de ir e vir, devido ao advento da pandemia de Covid-19. A etapa foi decisiva para a aceleração do teletrabalho.
Um exemplo bem-sucedido potencializado durante este período foi a continuidade das atividades nos contact centers. Com as plataformas na cloud, as empresas conseguiram fazer a migração do atendimento ao cliente para o teletrabalho, adaptando-se de forma simples e rápida, permitindo escalabilidade e flexibilidade, que se traduzem em aumento na eficiência.
Agora, estamos diante de mais um ponto de atenção, onde a cloud associada ao mundo digital conectado ampliou o uso dos canais digitais e abriu caminho para a omnicanalidade, tornando mais rica e abundante a geração de dados e a conexão com o atendimento do consumidor.
A questão agora é como processar e transformar esses dados em informação para antecipar a necessidade do consumidor antes mesmo que ela exista.
É indiscutível que, com a explosão da internet e do comércio online, a medição dos dados é fundamental para qualquer tipo de operação. Ter uma boa análise, personalizada e de fácil interpretação, é imprescindível. No caso dos contact centers, é essencial ter uma plataforma única capaz de conectar todos os tipos de contato e histórico com o cliente, além de acompanhar, em tempo real, suas interações, seja por voz, e-mail, SMS, rede social, chat e WhatsApp, entre outros.
Colocar o cliente no centro da estratégia de negócios é o único caminho para um futuro cada vez mais acelerado. É necessário reduzir a complexidade tecnológica, eliminar as barreiras existentes entre as empresas que já utilizam a tecnologia e focar nos tópicos mais estratégicos para assegurar melhor qualidade e experiência dos seus negócios.
No final, o maior beneficiado por todo esse avanço tecnológico é, sem dúvida, o consumidor, que passa a ter seus hábitos de consumo e necessidades mais compreendidos pelas marcas. E estas, por sua vez, tornam a experiência do cliente muito mais agradável e eficiente ao oferecer produtos e serviços mais personalizados.
(*) João Mendes é Diretor Regional Brasil da GoContact.
Quase metade de todos os donos de criptomoedas nos Estados Unidos, América Latina e região Ásia-Pacífico compraram o ativo pela primeira vez em 2021, de acordo com uma nova pesquisa da corretora de criptomoedas norte-americana Gemini.
A pesquisa com quase 30 mil pessoas em 20 países, feita entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, mostra que o ano passado foi de grande sucesso para as criptomoedas, à medida que a inflação impulsionou a adoção desses ativos em países que sofreram desvalorização das moedas, segundo o relatório.
Brasil e Indonésia lideraram o mundo na adoção de criptomoedas, segundo a Gemini, já que 41% das pessoas pesquisadas nesses países disseram possuírem esses ativos, em comparação com 20% nos Estados Unidos e 18% no Reino Unido.
A Gemini descobriu que 79% das pessoas que disseram ter criptomoedas no ano passado o fizeram pelo potencial de investimento de longo prazo.
A chance de pessoas que hoje não possuem criptomoedas e vivem em países que sofreram desvalorização cambial planejar comprar criptomoedas como proteção contra a inflação é mais de cinco vezes maior, segundo a pesquisa.
Apenas 16% dos entrevistados nos EUA e 15% na Europa concordaram que as criptomoedas protegem contra a inflação, em comparação com 64% na Indonésia e na Índia, por exemplo.
A rupia indiana caiu 17,5% em relação ao dólar nos últimos cinco anos, enquanto a rupia indonésia desvalorizou-se 50% em relação ao dólar entre 2011 e 2020.
Apenas 17% dos europeus disseram ter ativos digitais em 2021 e apenas 7% daqueles que atualmente não possuem criptomoedas mostraram pretensão de comprar os ativos em algum momento.
A criptomoeda mais popular, o bitcoin, atingiu um nível histórico de mais de 68 mil dólares em novembro, ajudando a elevar o valor do mercado de criptomoedas para 3 trilhões de dólares, de acordo com a CoinGecko, mas o ativo vem sendo negociado na faixa de 34 mil a 44 mil dólares mais recentemente.
E-commerce se prepara para abraçar Metaverso e oferecer novas experiências aos consumidores.
O Brasil tem mais de 80 milhões de consumidores online, que movimentam quase R$ 90 bilhões por ano, segundo pesquisa da Ebit / Nielsen. Os números do e-commerce no país crescem e empreendedores do setor devem ficar atentos às inovações e tendências que podem ser aplicadas aos negócios, para aproveitar as oportunidades e esse amplo público.
É o caso do Metaverso, espaço virtual em 3D onde as pessoas podem imergir e interagir por meio de recursos como a realidade aumentada. Anunciada recentemente, a tecnologia vem repercutindo bastante e já foi abraçada por grandes marcas, que estão apostando em lojas e provadores virtuais e também na comercialização de produtos 100% virtuais.
A expectativa é que o Metaverso movimente bilhões de dólares nos próximos anos, segundo a consultoria Ernst & Young, e revolucione a jornada do consumidor.
“O e-commerce que incluir o Metaverso como um novo canal de interação e compra proporcionará novas experiências aos clientes. Será possível, por exemplo, entrar em uma loja virtual com um avatar, provar diversas camisetas e comprar somente a que ficar melhor. O consumidor terá uma experiência muito próxima de uma atividade que realizaria no mundo físico, podendo testar produtos e serviços de maneira muito realista”, explica Eric Vieira, head E-commerce do Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital.
Adesão exige preparo e infraestrutura adequada
Grandes empresas no país já estão se aventurando com a nova tecnologia. É o caso da Tim e da Lacta, que inauguraram lojas recentemente no Metaverso. Vieira aponta que negócios de diferentes portes poderão aproveitar as novas possibilidades, mas para isso o empreendedor deverá estar atento aos aspectos inerentes à implantação de um novo canal de vendas.
“A inauguração de um novo canal é sempre um desafio, tanto em relação à preocupação de manter uma boa experiência do usuário, quanto às questões técnicas de implementação de uma infraestrutura adequada. No Metaverso, isso não será diferente. O varejo online terá que disponibilizar uma boa experiência de compra, considerando que o cliente ainda não estará ambientado ao novo canal. Por isso, será preciso minimizar os riscos de rejeição”, esclarece o executivo.
Nesse sentido, a arquitetura de infraestrutura pode impactar de forma significativa o sucesso desse tipo de iniciativa. É necessário implementar um ambiente adequado ao volume de acessos e interações e nessa hora pode-se esbarrar em outro desafio, que é a disponibilidade de profissionais qualificados.
Por isso, para que isso aconteça, é necessário que haja incentivo e projetos para formar especialistas no negócio e-commerce aliado a novas tecnologias, para que essas pessoas sejam capazes de tornar essas experiências excelentes, já que ainda é considerado que atualmente o número de profissionais da área seja escasso se comparado ao crescimento do setor.
“Além dessa necessidade cada vez maior de profissionais especializados em negócios e comércio digitais, haverá poucas pessoas com conhecimento técnico em Metaverso no mercado. Todos esses pontos devem ser considerados e quem antecipar sua preparação para ingressar no novo universo de possibilidades, estará em vantagem. Um e-commerce que possui presença forte com website, aplicativo e marketplace, ao aderir ao Metaverso alcançará uma posição de mais destaque em relação aos concorrentes”, conclui Vieira.

Padrão de conexão que age de forma simultânea chegou ao Brasil em 2008. Veja algumas curiosidades sobre o Wi-Fi.
A Internet Wi-Fi virou um dos itens de maior destaque e uso na vida cotidiana. Com mais de 20 anos de criação, o principal padrão para conexões sem fio foi desenvolvido pelo Institute of Electrical and Eletronics Enginners (IEEE) e, desde seu surgimento, evoluiu em performance e estabilidade.
Depois de diversos anos de constante aprimoramento de seus recursos, hoje, a rede Wi-Fi, também conhecida como IEEE 802.11, se tornou a principal alternativa de conexão à internet, devido a facilidade e praticidade que proporciona.
Apesar da grande utilização, existem algumas informações desconhecidas por parte dos usuários, que precisam dessa tecnologia diariamente. Pensando nisso, a Mercusys, fabricante de dispositivos de rede, separou cinco curiosidades sobre o Wi-Fi e as formas mais eficazes de utilizar essa tecnologia. Confira:
1. Origem na Segunda Guerra Mundial
A primeira base para o Wi-Fi foi produzida durante a Segunda Guerra Mundial pela atriz Hedy Lamarr, que criou e patenteou uma espécie de torpedo guiado por rádio que impedia a detecção do sinal pelos inimigos. Conhecida como tecnologia de espectro alargado por salto de frequência, o recurso acabou dando origem ao primeiro padrão de conexão wireless anos mais tarde.
Quando o Wi-Fi começou a ser desenvolvido, em 1999, foi criado um consórcio entre empresas para definir os parâmetros que garantiriam a acessibilidade aos dispositivos de diferentes fabricantes. Ele se chamava Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA).
O consórcio lançou um selo chamado Wireless Fidelity que era utilizado para representar quando um equipamento era compatível com a rede sem fio. Wi-Fi é uma abreviação do nome desse selo.
2. O Wi-Fi utiliza ondas de rádio
Vamos começar com o básico. Wi-Fi é uma tecnologia que usa ondas de rádio para transferir informações de um dispositivo eletrônico para outro. Possibilitando que computadores, celulares e outros aparelhos acessem a internet ― sem cabos, assim como acontece com a televisão e o rádio. Essas ondas são enviadas por meio de um adaptador, que recebe os sinais, decodifica e os emite a partir de uma antena. Eles podem chegar via cabo, linha telefônica ou rádio.
Segundo Alexandre Nogueira, Gerente Executivo de Vendas da Mercusys, para que um dispositivo tenha acesso a esses sinais, é preciso que esteja dentro do “hotspot”, ou seja, inserido em um determinado raio de ação.
“Por usar o mesmo protocolo de comunicação da internet, o Wi-Fi acaba sendo uma tecnologia robusta e estruturada, porque toda transmissão enviada e recebida depende de uma confirmação do destinatário de que os dados foram entregues com sucesso, o que ajuda a evitar problemas de conexão”, explica.
3. O compartilhamento do Wi-Fi é feito pelo roteador
Para o compartilhamento da internet é necessário utilizar um roteador Wi-Fi, que é um equipamento com a função básica de receber e direcionar pacotes de dados dentro de uma rede ou para outras redes.
Com características específicas, o aparelho formado por oscilações elétricas e ondas eletromagnéticas tem a missão de direcionar o sinal através de antenas, buscando as melhores rotas para enviar e receber dados, priorizando não só as transmissões mais curtas, como também as menos congestionadas.
Essas ondas são bastante suscetíveis a interferências, que podem ser provocadas por barreiras físicas, como paredes, espelhos e lajes, por exemplo. Além disso, a localização do roteador faz toda a diferença na atuação do sinal, visto que as ondas são transmitidas para todas as direções. Na hora de posicionar o aparelho, o ideal é colocá-lo em cima de um móvel mais alto e em um ambiente com menos objetos para que o sinal fique com menos obstáculos, podendo percorrer livremente pelo local.
4. Existem 5,2 bilhões de dispositivos conectados no Wi-Fi
Atualmente, 5,2 bilhões de dispositivos que usam a tecnologia estão ativos em todo o mundo, segundo dados do estudo "Fatos e Estatísticas", da World Wi-Fi Day. E uma nova onda de dispositivos Wi-Fi inteligentes está prestes a impulsionar a adoção de novos mecanismos até 2025, consolidando a Wireless como uma das principais tendências tecnológicas para os próximos anos.
O relatório aponta, ainda, o padrão Wi-Fi 6E como responsável por uma conectividade mais estável, garantindo maior performance entre dispositivos compatíveis.
“O Wi-Fi 6E é uma evolução do Wi-Fi 6, e a principal diferença é a adição de frequências de 6 GHz. Dessa forma, as características gerais são as mesmas entre as duas tecnologias, sobretudo no que diz respeito a eficiência das conexões e ganhos de velocidade”, afirma Alexandre.
5. A sigla é uma abreviação de Wireless Fidelity
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o nome Wi-Fi não tem um significado específico. A sigla é uma abreviação de Wireless Fidelity, que significa fidelidade sem fio, em português e foi criada pela agência de marketing Interbrand, encarregada pelo lançamento da marca.
O termo também é uma mistura do conceito de Wireless com Hi-Fi, que abrevia High Fidelity ou Alta-fidelidade, isso porque a escolha do nome buscava anunciar um tipo de conexão que garantia a fidelidade da comunicação, mesmo sem a utilização de cabos.
Testes serão realizados em três países – Chile, Costa Rica e Peru -, e permitirá que assinantes adicionem até dois membros extras. Cada um terá seu próprio perfil, com senha e login únicos
Netflix fará cobrança extra para quem compartilha a senha de contas Padrão e Premium com pessoas que não moram na mesma residência. O anuncio foi feito na quarta-feira, 16, por meio de um comunicado à imprensa. Os testes serão realizados em três países – Chile, Costa Rica e Peru -, e permitirá que assinantes adicionem até dois membros extras. Cada um terá seu próprio perfil, com senha e login únicos.
Segundo a diretora de inovação da Netflix, Chengyi Long, esta é uma forma de compartilhar a conta “de maneira fácil e segura, além de pagar um pouco mais”, reflete Long ao anunciar a cobrança extra.
No comunicado à imprensa, a empresa revela que o compartilhamento de senhas gerou confusão. “Sempre facilitamos para as pessoas que moram juntas compartilhar sua conta Netflix, com recursos como perfis separados e várias transmissões em nossos planos Standard e Premium. Embora tenham sido muito populares, eles também criaram alguma confusão sobre quando e como a Netflix pode ser compartilhada. Como resultado, as contas estão sendo compartilhadas entre as famílias – impactando nossa capacidade de investir em ótimas novas TVs e filmes para nossos membros”, revela o comunicado.
No ano passado, o serviço de streaming chegou, até mesmo, a exibir um alerta, que instruía o usuário a criar sua própria conta caso o aplicativo detectasse que o login havia sido feito de uma casa diferente da do dono da assinatura.
A Netflix não deixou claro quando pretende expandir a novidade para mais países e regiões, afirmando apenas que pretende “entender a utilidade dos novos recursos nesses três países antes de fazer alguma mudança em qualquer lugar do mundo”. De qualquer forma, o compartilhamento de contas do jeito que conhecemos parece estar com os dias contados.
Com informações da Netflix











