Chamados de “phablets”, os smartphones com tela superior a cinco polegadas - uma mistura de tablet e celular -, trazem à tona sentimentos de amor e ódio dos consumidores. Alguns adoram a experiência da tela grande, principalmente para aplicativos multimídia, enquanto outros não conseguem encontrar uma maneira confortável de carregá-los por aí.
O Fonepad 7 é um dos mais recentes aparelhos dessa categoria, aposta da Asus nesse mercado. Na verdade, ele está mais para tablet do que outros modelos concorrentes, por conta da sua tela de sete polegadas. Enquanto outras fabricantes apostam em tablets desse tamanho, mas mantém os smartphones com telas entre cinco e seis polegadas, a Asus arrisca que a função de ligação e mensagens no aparelho pode ser útil para algumas ocasiões. A ideia é atingir aquele consumidor que precisa ficar conectado o tempo todo, mas só faz ligações de vez em quando. Por trás disso, existe a lógica de que as pessoas estão usando seus smartphones cada vez mais para fazer outras coisas do que somente fazer chamadas.
Depois de testar o aparelho, fica claro que o Fonepad 7 é mesmo um bom tablet. Mas ele não pode substituir um smartphone, principalmente quando consideramos o mercado brasileiro, composto de milhões de pessoas que ainda não têm um smartphone. Embora a consultoria IDC tenha divulgado que a venda de celulares inteligentes no Brasil superou a dos celulares comuns - ou feature phones - no ano passado, os consumidores dificilmente vão gastar cerca de R$ 999 em seu primeiro smartphone.
Vale lembrar também que fazer ligações em um gadget de sete polegadas fica desconfortável se o usuário não tiver um fone de ouvido ao seu alcance. Com esse obstáculo, a função de chamadas fica obsoleta no aparelho.
O phablet da Asus seria uma opção ideal para quem busca um primeiro tablet com boas configurações e tem um orçamento um pouco maior, ou para aqueles que já têm um tablet com especificações inferiores e quer trocar por um aparelho mais robusto.
As configurações dele não deixam a desejar. Por suportar um Micro SIM, ele tem conexão 3G, o que permite a navegação em ambientes que não têm Wi-Fi. O sistema operacional é o Android 4.2, com atualização para o 4.3, processador Intel Atom de 1.6 GHz de dois núcleos, bateria de 3.950 mAH, 1 GB de memória RAM e 8 GB de espaço de armazenamento, expansíveis com um cartão microSD.
O modelo se mostrou um bom aparelho para a reprodução de vídeos e músicas. A tela dele é de alta definição (1200 x 800 pixels) com tecnologia IPS, capaz de proporcionar um maior ângulo de visão. Outras vantagens são os alto-falantes estéreos que ficam na parte frontal do phablet, que permitem um som mais alto nos toques, música e vídeos. A função deixou um pouco a desejar ao acessar vídeos pelo aplicativo do Netflix.
Por fim, o Fonepad 7 tem duas câmeras: a frontal de 1.2 MP para videoconferências e a traseira de 5 MP. A resolução da câmera traseira é mediana, mas ela traz recursos interessantes para fotos panorâmicas, imagens noturnas e até para criar gifs.
Uma pesquisa aponta que a venda de tablets no varejo brasileiro teve aumento de 312% quando comparado ao ano de 2012. A análise da Nielsen em parceria com a Mobile Marketing Association(MMA), ainda aponta que em dezembro os smartphones superaram os demais celulares em vendas, sendo 55% delas para os smartphones, 22% para celulares multimídia e 23% celulares feature.
Entre os sistema operacionais o Android é o sistema operacional com mais penetração no mercado brasileiro, com 73%, seguido do iOS (14%), Windows Phone (8%) e Blackberry (1%). Os celulares abaixo de R$ 1 mil aumentaram 509% e hoje representam 87% do mercado.
A tecnologia 3G é usada por 51,2% das pessoas. O 4G ainda não engrenou, sendo usado por apenas 1,2% dos usuários.
Já o aplicativo WhatsApp, foi o que mais cresceu. Em setembro de 2013, 53% dos usuários usavam o app, hoje o número chega a 74%, sendo que mais jovens usam o WhatsApp mais que o Facebook. O aplicativo foi comprado pelo Facebook em fevereiro por US$ 19 bilhões.
Dados por gênero e uso
A pesquisa ainda aponta que as mulheres usam os smartphones mais que os homens, isso em faixa etária mais jovem. Acima dos 50 anos de idade a tendência muda, e os homens passam a liderança no uso dos gadgets.
Os smartphones são usados como principal meio de acesso à internet por 33% das pessoas, sendo que o uso de e-mail e redes sociais nos celulares está empatado, 77% dos usuários veem acessam as duas funções nos celulares. A visualização de vídeos aparece em seguida, com 54% dos donos de celular.
Os dispositivos são usados por 52% das pessoas em um momento de espera (médico, trânsito ou cinema), seguido de antes de dormir (48%) e ao despertar (42%).
O roteiro já é conhecido: muito antes de chegar setembro, quando a Apple costuma anunciar produtos, a internet é inundada de rumores sobre especificações e novas funcionalidades que o iPhone deve receber. A bola da vez parece ser a tela maior e curva, que na visão do designer Martin Hajek ficará como ilustrado nas imagens da galeria a seguir:
O que você acha, leitor, esta é a cara do próximo iPhone?
Nos últimos anos, o e-sport só cresceu. Competições de jogos como League of Legends, ou a tradicional EVO, com os mais populares jogos de luta, ganham público ano após ano. Para abrigar este mercado, a China em breve terá um estádio gigantesco, que custará o equivalente a US$ 2,8 bilhões para ser construído.
O projeto foi anunciado pela Lai Fung Group, uma empresa de investimentos de Hong Kong. A V-Zone, como é chamado o projeto, terá vários espaços para receber competições de games e será construído na ilha de Hengqin, próximo a uma região recheada de cassinos em Macau. A área já recebe cerca de 30 milhões de visitantes anualmente, graças aos jogos de azar.
A ideia surgiu quando a empresa se aproximou da AEA Consulting, sediada em Nova York, especializada em cultura e artes. A companhia de Hong Kong já tinha um lote de terra e procurava uma ideia para construir uma indústria emergente para criar uma atração na área. Depois de algumas discussões, a tendência identificada foi a dos videogames.
De fato, a indústria de games é popular na China. Segundo pesquisa, mais de 500 milhões de chineses jogam, e cerca de 145 milhões jogam mais de uma hora por dia. As pessoas também tem o hábito de assistir a pessoas jogando no YouTube, o que certamente levantou o interesse em construir um espaço físico onde pessoas pudessem se reunir para assistir aos games.
Para se ter uma ideia da popularidade do e-sport, uma competição de League of Legends em novembro do ano passado atraiu 32 milhões de espectadores pela internet. Um torneio de Call of Duty, por sua vez, já pagou mais de US$ 1 milhão aos vencedores.
Todas as casas terão uma impressora 3D para consumo em alguns anos, segundo o co-fundador e CEO da MCor Technologies, Conor MacCormack. O executivo acredita que o processo terá crescimento exponencial, mas que, em menos de dez anos, a impressora tridimensional estará acessível para todos os consumidores para criar produtos customizáveis como brinquedos.
No entanto, para chegar a esse objetivo, o mercado deve enfrentar diversos desafios. Em palestra durante o evento “Inside 3D Printing”, que acontece em São Paulo nesta quinta-feira, MacCormack cita sete passos para a indústria.
O primeiro é a velocidade de impressão. Hoje, na impressora 3D da empresa, é preciso mais de seis horas para imprimir um objeto com volume de 200 centímetros cúbicos. “A ideia é que seja possível imprimir partes de qualquer tamanho em alguns minutos”, diz o CEO.
Cores e materiais também precisariam ser desenvolvidos para que os objetos impressos fiquem mais reais e possam, eventualmente, substituir outras peças. O preço também é um item importante para que a tecnologia se torne acessílvel. O executivo destaca a segurança e sustentabilidade: “Da mesma forma que deixamos as crianças sozinhas vendo TV ou jogando videogame, a impressora 3D também deve ser segura. E os materiais usados nela deveriam ser recicláveis”.
A facilidade de uso é um item importante para atingir as massas. Atualmente, é necessário que a pessoa tenha um conhecimento mais técnico para conseguir usar uma impressora tridimensional. E, por fim, todo o ecossistema deve ser melhorado, desde a capacidade de usar um software 3D ou o uso de scanners, até o produto final.
Conor MacCormack acredita que até um ano e meio, as impressoras 3D se tornarão mais acessíveis através do varejo. Da mesma forma que as pessoas levavam filmes ou arquivos digitais de fotos para revelar ou imprimir, elas poderão levar seus projetos a lojas e mercados que possuem um equipamento próprio para o serviço 3D. Na Europa, locais como a rede de supermercados Tesco e a loja Staples já oferecem isso.
A McCor Technologies é uma empresa irlandesa que fabrica uma impressora 3D baseada em papel. MacCormack argumenta que o custo para mantê-la é baixo, por utilizar o mesmo material de uma impressora 2D. Segundo o executivo, mesmo sendo papel, os objetos impressos ficam com uma consistência dura e resistente, além de poderem ser criados em todas as cores. É possível usar qualquer tipo de papel, como reciclável ou jornal, desde que ele esteja em boas condições.











