Nada melhor do que usar a internet onde quiser. As redes sem fio trouxeram a facilidade da conexão sem estar preso a fios. Mas nem sempre o sinal do wi-fi chega com a mesma intensidade em todos os cômodos da casa.
Vários fatores podem causar interferências no sinal da internet, diminuindo a velocidade, ou mesmo impedindo seu funcionamento. Confira abaixo algumas dicas que vão ajudar a melhorar a rede sem fio doméstica.
Mude o roteador wi-fi de posição
“Qualquer tipo de obstáculo pode bloquear o sinal do roteador”, explica o professor de Ciência da Computação do Centro Universitário da FEI, Rodrigo Filev. Por serem constituídas por ondas de rádio, as redes sem fio têm dificuldade de ultrapassar barreiras físicas.
As estruturas de concreto, como paredes, ou com muitos metais absorvem grande parte do sinal. Em contrapartida, estruturas de madeira, vidro e materiais sintéticos, como portas, janelas de vidro e móveis de madeira, não interferem.
O ideal é posicionar o aparelho em um lugar central, de preferência alto e exposto ao ambiente, de onde o sinal será espalhado com a menor interferência possível.
Além disso, o professor Alberto Schaeffer e o mestrando Cristian Machado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sugerem o uso de um software para análise de intensidade e qualidade do sinal. Ele vai ajudar na escolha do posicionamento ideal do roteador. Alguns desses softwares podem ser encontrados gratuitamente para notebooks, smartphones, e tablets. Entre eles estão o WiFi Analyzer, para Android, o Speedtest.net, para o Windows Phone, e o WiFi Explorer, para iOS.
Utilize repetidores
Os repetidores são aparelhos que reenviam o sinal wi-fi do principal. Assim, eles cobrem pontos descobertos da casa e levam sinais a lugares distantes. “Por exemplo, se o roteador estiver num quarto, pode-se colocar um repetidor num corredor, de onde ele repete o sinal para a sala”, comenta Leonardo Lazarte, professor do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília.
Atualize o aparelho
Da mesma forma que atualizamos software, aplicativos e computadores, o roteador também precisa ser atualizado. Os fabricantes realizam periodicamente atualizações dos softwares contidos em seus equipamentos, que, entre outras mudanças, podem alterar a forma de propagação do sinal. Essas atualizações normalmente são gratuitas e podem ser encontradas nos sites dos fabricantes.
Fique atento aos padrões
Os padrões para roteadores de redes sem fio são identificados pela norma internacional 802.11. Atualmente, o padrão 802.11n é um dos mais usados para roteadores domésticos. Mas o novo padrão 802.11ac tem começado a crescer no mercado por ser mais potente e com um preço acessível. “É bom pesquisar antes de decidir qual comprar”, alerta o professor Leonardo.
Deixe o aparelho longe de telefones sem fio e micro-ondas
Os telefones sem fio podem interferir diretamente as redes wi-fi por usarem a mesma frequência do roteador. Já o micro-ondas pode atrapalhar por gerar ondas em várias frequências.
“Qualquer aparelho que emite ondas de rádio podem atrapalhar o roteador, dependendo da frequência”, comenta Rodrigo.
Posicionar o roteador longe de obstáculos físicos melhora a qualidade do sinal
Foto: iStock
Utilizar senha no wi-fi não melhora o sinal
Normalmente os usuários têm a falsa impressão de que, se colocarem senha no wi-fi, a qualidade do sinal irá melhorar, pois alguém deixará de usá-lo clandestinamente. Porém, o sinal emitido será sempre o mesmo, independentemente da quantidade de dispositivos conectados à rede.
A senha no wi-fi é uma proteção para eventuais entradas de estranhos em seus equipamentos ligados na mesma rede.
Troque de antenas
Utilizar antenas quebradas pode prejudicar o sinal da rede. O ideal é usar aparelhos com mais de uma antena, com o máximo de potência e, dependendo do seu caso, optar por antenas direcionais, que otimizam o sinal para as máquinas.
Altere o canal de transmissão do equipamento
Segundo Alberto e Cristian, outra possibilidade para aumentar o sinal é alterar o canal de transmissão do equipamento. Muitos equipamentos vêm configurados de fábrica com o mesmo canal de transmissão. Dessa forma, os sinais de outros roteadores podem estar interferindo no sinal do seu equipamento.
“Gambiarras” caseiras não melhoram a qualidade do sinal
“Às vezes, você pode até atrapalhar o seu sinal utilizando papel alumínio na ponta da antena ou latinhas de alumínio, mudando a direção da onda de transmissão”, explica Rodrigo. O ideal é utilizar repetidores ou outras soluções citadas nesta reportagem.
A Amazon reduziu o preço de seu smartphone, o Fire Phone, para US$ 0,99 centavos (próximo de R$ 2,24) na modalidade pós-pago nos Estados Unidos – tanto para os modelo de 16 gigabytes quanto para o de 32 GB.
Os novos valores já aparecem nesta segunda-feira na plataforma de comércio eletrônico da companhia. Antes, o celular era vendido a uma média de US$ 200, com contrato de dois anos com a operadora AT&T.
Com o contrato, o consumidor americano deve desembolsar US$ 18,75 por mês.
Para se ter uma ideia, a capa do Fire Phone já está mais cara que o próprio smartphone, saindo ao preço de US$ 11,99.
O motivo da redução de preço ainda não está claro, mas coincide com o anúncio do próximo smartphone da Apple, o iPhone 6, que deve ocorrer na próxima terça-feira. Apresentado pelo presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos, em junho deste ano, as estimativas apontam que o Fire Phone vendeu apenas 35 mil unidades no 1º mês.
O Fire Phone deve chegar a Europa ainda neste mês, no dia 30, no Reino Unido (pela operadora O2) e na Alemanha (pela Deutsche Telekom).
Foto: Getty Images
A tecnologia para vestir chegou forte no mercado tecnológico. São pulseiras que monitoram a atividade física, óculos com navegação por GPS e relógios inteligentes. Agora, a novidade veio em forma de anel, apresentado nesta semana pela empresa Mota na feira tecnológica IFA, em Berlim (Alemanha).
O dispositivo atua em interação com um smartphone. Colocado no dedo, ele mostra o nome de quem está ligando e notificações de novos e-mails, mensagens e atualizações de redes sociais. Tudo pode ser visto por um pequeno visor do anel. Além disso, ele vibra quando receber algo novo, podendo ser definidos diferentes padrões de vibração para cada tipo de alerta.
O anel inteligente é compatível com aplicativo instalado em Android e iOS.
Ainda não existe data para o lançamento do Smart Ring. Por enquanto o dispositivo está em período de pré-venda no site.
Foto: Mota / Divulgação
Será difícil desvincular os Lumias da marca Nokia, mas aos poucos a Microsoft começa a tomar conta da linha, por mais que a traseira dos aparelhos ainda diga “Nokia”. É o caso do Lumia 930, o primeiro top de linha lançado depois da conclusão da fusão das duas gigantes e que forma um excelente Windows Phone, o melhor já lançado com uma tela em um tamanho que permita que o aparelho não seja classificado como “phablet”.
O aparelho chegou recentemente ao mercado brasileiro surpreendendo. Isso porque, como qualquer top de linha ele é caro, R$ 1,9 mil. No entanto, comparado com aparelhos como o Galaxy S5, o LG G3, Xperia Z2 e iPhone 5s, ele é o modelo mais barato da categoria, o que chama a atenção. E ele não deve em nada a outros smartphones de sua faixa de preço e até mesmo para outros mais caros.
Construção
O aparelho é sólido, melhor palavra para definir 930. A Nokia tem investido em celulares formados por um corpo único há alguns anos entre seus tops de linha, mas nenhum deles é tão elegante quando o seu novo modelo, com laterais metálicas, mas traseira em plástico (policarbonato), bastante agradável ao toque. Ele ganhou um aspecto meio “iPhone”, porém, bem retinho nos cantos, contra os tradicionais cantos arredondados da Apple.
Se você leu nosso review sobre o Xperia Z2 vai lembrar que apesar de elogiarmos o aparelho, criticamos um pouco sua ergonomia, principalmente com seus cantos retos que chegam a ser pontudos e incomodam. O Lumia 930 não tem pontas tão agudas assim, e o fato de ser um pouco mais “gordinho” também gera mais conforto na hora de segurar o celular. O material da traseira também ajuda no conforto.
Durante nossos testes, um pequeno detalhe chamou muito a atenção no aparelho. O Lumia 930 não depende da famigerada “chavinha” para abrir o espaço para o chip SIM, como já virou normal nos aparelhos de corpo único. É muito fácil abrir e fechar, e a plaquinha não fica se soltando no dia-a-dia, conforme testamos.
Infelizmente, porém, ele pode ser considerado um pouco mais pesado do que o padrão para aparelhos da sua categoria, mas não é algo que chegue a fazer diferença na experiência de uso, embora a diferença seja significativa. Outro ponto fraco é a ausência de um slot para cartão microSD, ligeiramente compensada por um armazenamento interno um pouco maior que o normal: 32 GB.
Tela
O 930, assim como seu irmão maior, o Lumia 1520, possui uma tela com resolução Full HD (1920x1080). A diferença é que a tela do 930 é muito menor, de 5 polegadas, gerando uma taxa muito superior de pixels por polegada. O resultado disso na experiência de uso é muito bom, com os blocos dinâmicos parecendo mais definidos do que nunca.
O destaque fica para o brilho, que causa uma sensação interessante ao ver todas as cores da tela inicial do Windows Phone ao mesmo tempo. O brilho é tão forte que é capaz de garantir boa visibilidade até em situações de extrema luminosidade como um dia muito ensolarado, o que é algo a se considerar.
Câmera
A Nokia/Microsoft não erra quando o assunto são câmeras, pelo menos nos seus tops de linha. Na verdade, nos últimos anos, a empresa tem especializado em lançar aparelhos que são uma câmera antes de serem um celular, como o Lumia 1020. Outros modelos, como o 1520, ainda precisavam de um pequeno volume extra traseiro para comportar a tecnologia.
Neste sentido, o 930 pegou o melhor dos dois mundos, seguindo a tradição de câmeras com a tecnologia PureView, da Nokia, mas sem o volume traseiro, indicando que a tecnologia usada pela empresa está amadurecendo. Em recursos, porém, nada que seja novo ou destacável em relação ao Lumia 1530, por exemplo. Também não há o zoom incrível existente no 1020, com seus 41 megapixels.
Desempenho
O aparelho também vem com configurações compatíveis com os principais e mais potentes concorrentes do mercado, com o Snapdragon 800 com quatro núcleos trabalhando em 2,2 GHz, 2 GB de memória RAM, mais do que suficiente para rodar com tranquilidade o Windows Phone e basicamente todos os aplicativos disponíveis na loja da Microsoft.
Vale observar que, até pouco tempo, a empresa tinha um controle muito rígido dos aparelhos que rodavam seu sistema operacional, resultando em pouca variação de hardware com no máximo 1 GB de RAM e um processador Snapdragon S4 dual-core já bastante defasado. Assim, a maioria dos apps disponíveis para WP foi otimizada para rodar em especificações muito inferiores, então você não deverá sofrer nenhum engasgo com o aparelho.
No entanto, foram observados alguns problemas incômodos neste sentido. Durante uma sessão leve de uso, basicamente usando apenas internet por Wi-Fi, o aparelho começou a esquentar inexplicavelmente, muito mais do que seria natural em uma situação do tipo. Talvez o corpo metálico tenha ajudado a propagar o calor, mas não existe realmente uma explicação plausível. Fica o aviso: o Lumia 930 esquenta.
Em relação a bateria, as notícias não são excelentes. O aparelho, infelizmente, não deu a mesma resposta positiva que outros modelos da linha Lumia, principalmente por concentrar muito poder de processamento em pouco espaço, que, como sabemos, significa também uma bateria menor. Com bastante uso, provavelmente ele deve chegar ao final do dia necessitando urgentemente de uma recarga, mas pelo menos durante o dia ele não deixar o usuário na mão, ao menos.
Conclusão
Na hora de falar sobre um smartphone da Nokia, vale sempre lembrar que ele vem com o Windows Phone que, infelizmente, ainda não é para todos os públicos. Embora o sistema em si seja estável, fácil de usar e seguro, o ecossistema ainda peca pela falta de opções, principalmente na disponibilidade de aplicativos.
É sempre necessário fazer esta ressalva. A Microsoft tem diminuído o atraso neste sentido em relação a iOS e Android, mas ainda há um caminho longo pela frente. Nem tanto pela quantidade de apps, mas pela qualidade. Um exemplo básico é o aplicativo do Facebook, que está muitíssimo atrasado em relação às plataformas rivais; há inúmeros outros exemplos, como o Instagram, ainda em beta, e o Twitter, também com inúmeros recursos a menos, para citar apenas os serviços mais populares.
Por isso, o WP não é para quem gosta de curtir todos os aplicativos da moda e os lançamentos da última semana. Quem não se importa com isso e só quer curtir um sistema operacional de qualidade, como é o produto da Microsoft, não deve se importar com a situação.
O Lumia 930 é a escolha ideal para quem quer o melhor desempenho em um Windows Phone mas não curte um aparelho muito grande. Ele conta com todas as especificações excelentes do 1520, mas em um formato bem menor, muito mais palatável pela maioria do público. No entanto, há quem não se importe ou até prefira os aparelhos grandes. Neste caso, é melhor ficar com o 1520 que, no entanto, é mais caro.
Nos nossos testes, o aparelho se saiu bem em quase todos os quesitos, com apenas alguns problemas de aquecimento e consumo de bateria acima do esperado, mas no geral, o Lumia 930 é um excelente aparelho que merece sua atenção.
Videogames são formados por um conjunto de coisas unidas pelo entretenimento interativo, incluindo design de personagens e fases, trilha sonora, programação, roteiro, entre vários outros fatores. No entanto, poucos marcam tão profundamente o jogador quanto um game que é capaz de contar uma boa história.
Neste dia internacional dos gamers, 29 de agosto, revemos aqui alguns casos de jogos que foram capazes de deixar sua marca na memória não apenas por divertir, mas por serem capazes de emocionar, chocar ou simplesmente impressionar por uma trama bem amarrada. Aproveite para citar aquele jogo que te marcou e não deu as caras na lista logo abaixo nos comentários!
The Walking Dead, temporadas 1 e 2 (2012 e 2014)
Lançado em capítulos pela TellTale, o game coloca o jogador no difícil papel de fazer decisões morais pesadíssimas a cada momento. É comum, ao terminar uma sessão de jogo, se sentir um ser humano horrível, por ter que escolher entre duas situações ruins. Ao mesmo tempo, o game consegue construir em pouco tempo uma relação muito boa entre personagens e fazer o jogador se esforçar para tentar poupar a todo custo os companheiros de jornada do sofrimento.
Normalmente, jogos trabalham com mecânicas para recompensar o jogador por ações corretas. Não aqui. Não há nada de correto, não há “melhor”, nem mesmo “menos pior”, apenas sobrevivência em um apocalipse zumbi e desgraça atrás de desgraça contra os protagonistas.
Alan Wake (2010)
Se estamos falando de história, como esquecer de Alan Wake, jogo de terror que leva o roteiro tão a sério que coloca o jogador na pele de um escritor de livros de terror?
O game tem uma estrutura toda diferente, que faz com que o protagonista viva uma história que está escrevendo sem saber. O jogo é inteiramente povoado com simbolismos e metáforas inteligentes, enquanto o autor Alan Wake precisa enfrentar monstros sem saber mais o que é real ou imaginação. Seria um grande livro, mas é um videogameBioshock (2007).
Bioshock (2007)
Uma das séries que mostrou que era possível utilizar games para um propósito maior do que meramente diversão por meio de tiros e headshots. O game conta a história da cidade submersa de Rapture e dos mistérios de sua decadência, entrando em discussões sobre livre arbítrio, em um ambiente imersivo e, por muitas vezes, assustador, mostrando como uma utopia pode se transformar em um pesadelo.
The Last of Us (2013)
Mais um exemplo de jogo capaz de construir uma relação incrível entre personagens e fazer o jogador se importar com seus companheiros de jornada. Como Walking Dead, são pessoas com suas próprias bagagens sofrendo para se manter em um mundo pós-apocalíptico onde não há heróis.
O game é capaz de misturar momentos de extrema humanidade com a brutalidade inerente de um planeta povoado por pessoas buscando sobreviver a todo custo e monstros decididos a matar tudo que se encontra pela frente. É possível notar a evolução dos personagens até chegar a um dos finais mais marcantes da história dos videogames.
Spec Ops: The Line (2012)
E se um jogo lhe informasse que a única decisão correta possível era parar de jogá-lo? Spec Ops: The Line é um dos poucos que tem esta coragem. O game se passa por um shooter em terceira pessoa bastante genérico para fazer uma crítica à glamurização da violência em guerras, ressaltando que o sofrimento e a dor física e psicológica enfrentada pelos soldados é muito mais profunda do que qualquer alegria gerada por um headshot. Fica o aviso: você provavelmente nunca mais ver Call of Duty ou Battlefield do mesmo jeito.
Red Dead Redemption (2010)
Não é só um GTA no velho oeste. Red Dead Redemption utiliza, sim, mecânicas parecidas com GTA, mas aproveita este universo para contar uma história muito mais inteligente e humana, de um homem com erros que só quer viver novamente com sua família, mas constantemente precisa enfrentar as consequências de suas ações de sua vida prévia. O final é marcante e significativo, mas não é possível entrar em detalhes para não estragar a experiência de quem ainda não jogou. Fica a dica ;)
Silent Hill 2
Quem disse que videogame é coisa de criança? Silent Hill 2 é um jogo dos mais aterrorizantes já feitos pelo homem, mas mesmo assim consegue abordar com sutileza e sensibilidade a natureza humana, tocando em assuntos que são tabu para a sociedade, sexualidade e morte de uma forma madura, como nenhuma criança jamais vai entender. Na verdade, muitos adolescentes e jovens adultos não possuem a bagagem cultural necessária para realmente digerir a mensagem por trás do game. Se você só conheceu o jogo quando jovem, vale a pena revisitá-lo agora. Se tiver coragem, claro.










