Os acionistas da Apple estão com um plano para alavancar a companhia avaliada em US$ 700 bilhões.
O jornalista do Financial Times, Tim Bradshaw, revelou, em seu perfil no Twitter, que um acionista da empresa pediu para o presidente-executivo Tim Cook comprar a fabricante de carros elétricos Tesla.
“Eu gostaria de ver vocês comprando a Tesla”, relatou Bradshaw na rede social.
Em resposta, Cook afirmou que ainda não tem relacionamento com a Tesla e que gostaria de ter o Apple CarPlay, sistema operacional da Apple para carros, nos modelos da empresa de Elon Musk.
Um segundo acionista voltou ao tema e perguntou se havia algum "mal-estar” entre as duas empresas. O executivo da Apple disse: “Deixe-me pensar se tem um outro jeito de dar uma respostas negativa”.
Embora apenas dois acionistas tenham se manifestado em uma reunião, a ideia pode ser considerada interessante, uma vez que a Apple está caminhando para este setor com a contratação de profissionais da indústria automotiva.
A Apple ainda teria dinheiro de sobra para comprar a Tesla. Atualmente com US$ 180 bilhões em caixa, Tim Cook poderia comprar pelo menos sete vezes a empresa de Elon Musk, com valor de mercado de US$ 25 bilhões.
No entanto, Apple e Tesla podem ter problemas de visões de mercado. Na visão de Cook, sua companhia faz os “melhores” produtos e não os produtos que são “mais baratos”. Como o iPhone, que custa quase o dobro de um smartphone com Android nos EUA.
Já a companhia dos carros elétricos tem como intuito reduzir os valores dos carros, para deixá-los menos custosos ao bolso do consumidor.
Tim Cook, CEO da Apple, fala durante apresentação na sede da empresa, em foto de arquivo (16/10/2014)
Foto: Reuters
A Hellofood, empresa de pedidos de comida online presente em 40 países, anunciou nesta quinta-feira ter recebido aporte de 110 milhões de dólares, aproximadamente 341 milhões de reais, que serão aplicados em grande parte no mercado brasileiro.
O aporte foi feito pela investidora alemã Rocket Internet e será aplicado em tecnologia, no canal móvel, e em atendimento ao cliente. Outros países que também receberão grandes aportes são Rússia, México, Índia e Cingapura.
A empresa anunciou uma série de aquisições no mês passado, comprando sete concorrentes na Ásia e outros no Oriente Médio. Também houve aquisições em Índia, México, Rússia e Leste Europeu.
Segundo o presidente da hellofood Brasil, Marcelo Ferreira, o aporte da Rocket Internet permite que a empresa continue o processo de expansão executado desde que desembarcou no Brasil.
"Completamos dois anos de operação no Brasil no mês passado e alcançamos bons resultados por meio de uma estratégia agressiva, crescendo organicamente e também por meio de aquisições", disse.
Em 2013 e 2014, o hellofood já havia recebido 335 milhões de reais em aportes globais de fundos investidores.
De acordo com o presidente-executivo global Ralf Wenzel, a companhia investirá em melhoras para aumentar a conveniência de pedir comida por dispositivos móveis.
A gigante americana da internet Google trabalha em uma versão de seu sistema operacional Android destinada à realidade virtual, publicou neste sábado o Wall Street Journal (WSJ).
O grupo Mountain View (Califórnia), que não quer perder o trem deste mercado promissor, formou uma equipe de engenheiros cuja função será desenvolver este sistema operacional para que ele seja integrado a futuros dispositivos e aplicativos de realidade virtual, explica o jornal, citando duas fontes.
A Google já recrutou 10 engenheiros para uma divisão específica, que será dirigida por Clay Bavor.
Esta versão do Android será compatível com os sistemas operacionais de outros terminais (smartphones, tablets, objetos conectados) e representará uma oportunidade para que os desenvolvedores ofereçam seus aplicativos, diz o WSJ, assinalando que a Google planeja disponibilizar o sistema gratuitamente.
O objetivo da Google é se antecipar ao concorrente Facebook, que desenvolve seu próprio acessório de realidade virtual, com seu próprio sistema operacional, como a Apple com o iPhone.
Como os concorrentes, a Google aposta no auge da realidade virtual, onde investe com força.
No salão de videogames de San Francisco, realizado esta semana, a realidade virtual foi o destaque. A Sony anunciou que irá comercializar seus óculos, Morpheus, a partir de 2016. Outras, como a Microsoft (HoloLens) e a fabricante de celulares taiuanesa HTC, também estão na corrida.
Projeto Morpheus, da Sony, usa tecnologia de realidade virtual para games
Foto: Reprodução/The Verge
O Brasil encerrou janeiro com 281,70 milhões de linhas móveis em operação, adição de 973,6 mil na comparação com dezembro, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) publicados nesta sexta-feira (6).
A Vivo permaneceu na liderança do mercado, com participação de 28,65% (frente a 28,47% em dezembro). A TIM ficou em segundo, com 26,90% (comparados a 26,97%).
Em terceiro ficou a Claro, do grupo América Móvil, com 25,34% (frente a 25,33%), seguida pela Oi, com 17,98% (comparados a 18,14%).
As informações da rede móvel no Brasil mostram que está em crescimento, ainda que timído, os terminais 3G e 4G.
Os dados de acesso à rede 4G passou de 2,41% em dezembro para 2,75% em janeiro. A maior rede continua sendo o 3G com 52,83% em janeiro ante 51,53% do mês anterior. O 2G aparece logo em seguida com 38,58% em janeiro ante 40,25% de janeiro.
As informações da rede móvel no Brasil mostram que está em crescimento, ainda que timído, os terminais 3G e 4G
Foto: Aaron P. Bernstein / Getty Images
Pais que desconfiam que seus filhos estão sofrendo bullying na escola, enviando mensagens pornográficas ou até mesmo vendendo drogas têm à disposição uma série de novos aplicativos que os ajuda a controlar o que os menores fazem online.
A variedade do mercado de "apps de pais" é tamanha que alimenta até o debate sobre a privacidade dos adolescentes.
Um deles, o TeenSafe, é como ter um espião da CIA infiltrado no celular do adolescente: o programa pode mostrar o que o usuário está postando nas mídias sociais, dar acesso a mensagens de texto deletadas e revelar mensagens enviadas em aplicativos como WhatsApp e Snapchat.
A empresa pede que os pais contem aos seus filhos que estão sendo monitorados, mas o aplicativo pode funcionar secretamente.
"É legal que os pais façam isso discretamente", diz o diretor executivo da empresa TeenSafe, Rawdon Messenger.
"A pergunta é: há justificativa? E estas são decisões morais que os pais têm que tomar. Nós acreditamos que, quando se trata de proteger seus filhos, a privacidade tem que dar lugar à proteção."
Messenger acredita que pelo menos metade dos usuários de TeenSage espiona os filhos.
A empresa opera nos Estados Unidos, no Canadá, na Austrália e na Nova Zelândia e espera chegar ao Reino Unido em breve. Desde o início de suas atividades, em 2011, cerca de 800 mil pessoas contrataram o serviço.
Se eu pudesse, colocaria chips neles como se fossem cachorros, disse uma mãe.
Foto: iStock
Alertas
A popularidade de apps do gênero surfa na onda da expansão dos smartphones. Nos Estados Unidos, quase 80% dos jovens têm telefones celulares - e cerca de metade desses aparelhos tem recursos como câmeras de foto e vídeo e acesso à internet e às mídias sociais.
Além de monitorar o uso de mídias sociais e de mensagens de texto, os aplicativos também podem mostrar a velocidade em que o adolescente está dirigindo ou a velocidade do carro onde ele viaja como passageiro.
A empresa MamaBear oferece esse serviço, e sua co-fundadora, Robyn Spoto, diz que o aplicativo é usado para conectar famílias inteiras e enviar alertas quando alguém está acima do limite de velocidade ou saiu de um determinado perímetro estabelecido como limite.
O aplicativo, no entanto, não pode ser usado secretamente. "A tecnologia é o seu braço direito para prover informações de que precisa para ter as conversas corretas", acredita Spoto.
De acordo com ela, muitas famílias se sentem mais seguras recebendo notificações sobre onde estão os filhos. A fundadora conta que usa o aplicativo para localizar seus pais e também seu filho de dez anos, que não tem telefone, mas usa um iPod Touch.
Mas seus pais não se irritam com o fato de a filha adulta receber mensagens cada vez que eles se apressam para o trabalho ou voltam mais tarde de uma festa?
Robyn Spoto ri e diz que eles estão acostumados. "Eu não os fico vigiando", diz. Afirma querer apenas estar segura de que eles chegaram em casa bem.
Os adolescentes geralmente são melhores no uso da tecnologia do que seus pais, de forma que aplicativos como esses podem criar uma espécie de jogo de gato e rato
Foto: Getty Images
Jogo de gato e rato
Porém, os adolescentes geralmente são melhores no uso da tecnologia do que seus pais, de forma que aplicativos como esses podem criar uma espécie de jogo de gato e rato em que eles tentam evitar os olhares curiosos dos mais velhos.
Os aplicativos de pais também estão preparados para essas situações. Se os filhos não ligam de volta ou desligam o telefone, é possível, à distância, desabilitar o telefone, de modo que ele só funcione para ligar para o pai ou a mãe.
Um grupo de adolescentes abordado pela BBC em um shopping de Los Angeles, nos Estados Unidos, disse achar improvável que estivessem sendo monitorados por seus pais.
Segundo eles, seus pais são muito ocupados e confiam nos filhos.
A história era diferente em uma escola primária da cidade, onde o especialista em cibersegurança Lou Rabon falava aos pais dos colegas de seu filho. Muitos dos casais pareciam favoráveis à ideia de monitorar os movimentos dos filhos.
"Se eu pudesse, colocaria chips neles como se fossem cachorros", disse uma mãe.
Muitos dos pais presentes achavam que entendiam de tecnologia, mas ficaram chocados ao ver quão fácil era para Rabon localizar todos eles pelas fotos que postavam no Facebook. Até que ele os ensinou como desligar a geolocalização nas câmeras de seus celulares.
Todos também ficaram horrorizados quando o especialista mostrou mensagens que um "predador" escreveu em uma sala de bate-papo fazendo-se passar por uma menina de 14 anos que se sentia sozinha e estava procurando novos amigos.
A popularidade de apps do gênero surfa na onda da expansão dos smartphones
Foto: Reproducción
Ingenuidade
Lou Rabon, que também está no processo de criar seu próprio aplicativo para pais, aconselha os casais a usar senhas difíceis em aparelhos compartilhados pela família.
Durante a reunião, uma mãe contou a história do filho de nove anos que aprendeu com uma criança mais velha uma maneira de escapar do controle dos pais em seu telefone usando uma senha comum na família.
"Em questão de minutos ele já tinha procurado a palavra sexo no Google e meu filho de nove anos estava em um site pornô."
"Ele viu coisas que não queríamos que visse por pelo menos mais dez anos", afirmou.
Rabon diz que é ingenuidade confiar cegamente nos filhos, mas concorda que, por muitas razões, o momento atual é ruim para ser adolescente.
Ao ser perguntado sobre se a próxima moda entre os adolescentes será desligar seus telefones, ele diz que não funcionaria – o aplicativo que ele está criando vai alertar um grupo de pais se as crianças em um círculo de amigos desligarem seus telefones. E informar suas localizações. Ou seja, acabou a festa.
"Se você quiser se desconectar completamente e criar seus filhos nesse mundo é preciso ir para a Amazônia ou algo assim. No mundo em que nós vivemos esse tipo de tecnologia difundida e onipresente só vai aumentar", afirma.
"Não quero criar meus filhos em uma bolha, mas não posso ignorar a realidade. Essa tecnologia pode salvar vidas, então acho maravilhoso podermos monitorar nossos filhos."










