Se você está sentado em frente a um computador, dirigindo um táxi ou fazendo faxina, pare por um momento e pergunte a si mesmo: um robô poderia fazer este trabalho melhor do que eu? Provavelmente, a resposta é sim.
O debate sobre se as máquinas vão dispensar a força de trabalho humana já não está mais restrito aos filmes de ficção cientÃfica. A consultoria Boston Consulting Group prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituÃdo por softwares ou robôs, enquanto que um estudo da Universidade de Oxford, no Reino Unido, aponta que 35% dos atuais empregos no paÃs correm o risco de serem automatizados nas próximas duas décadas.
Automatização já é realidade; estudo prevê que, em 2025, até um quarto dos empregos seja substituÃdo por softwares ou robôs
Foto: (Thinkstock)
Mas há outras profissões que estão sob ameaça? A BBC enumera alguma delas.
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Motoristas de táxi
Motoristas de táxi ao redor do mundo vêm travando uma batalha com o aplicativo de carona paga Uber.
Mas tanto o Uber quanto fabricantes de veÃculos e até mesmo o Google já estão buscando criar um serviço que dispense a presença do motorista.
No final deste ano, módulos de táxi automatizados vão começar a operar nas ruas da cidade de Milton Keynes, na Inglaterra, oferecendo corridas pela cidade. O governo britânico está atualizando as placas de trânsito para viabilizar o funcionamento dos carros sem motorista.
No entanto, para Steven McNamara, presidente da Licensed Taxi Drivers Association, o principal sindicato da categoria no Reino Unido, carros sem motorista não ameaçam o emprego de taxistas.
"VeÃculos autônomos vão precisar de mudanças na legislação para poderem operar nas ruas britânicas, a tecnologia ainda engatinha e não foi completamente testada em ambientes urbanos. Na realidade, há dúvidas sobre se os carros automatizados vão compartilhar o mesmo espaço com veÃculos tradicionais".
Motoristas de táxi vêm travando batalha contra aplicativo de carona paga Uber
Foto: (AFP)
Operários de fábrica
Na China, humanos estão construindo robôs que eventualmente os substituirão. A primeira fábrica apenas operada por robôs está sendo construÃda na cidade de Dongguan, famoso polo operário da China.
A planta, controlada pela Sehnzhen Evenwin Precision Technology, busca reduzir a força de trabalho dos atuais 1,8 mil funcionários em 90%, segundo Chen Zingui, presidente do Conselho de Administração da companhia.
Mas as ambições chinesas vão além de uma simples fábrica. Desde setembro do ano passado, um total de 505 fábricas em Dongguan investiu o equivalente a R$ 2,6 bilhões na aquisição de robôs. O objetivo é substituir mais de 30 mil operários, segundo o Escritório de Tecnologia de Informação e Economia de Dongguan.
A Foxconn, por exemplo, que fabrica aparelhos eletrônicos como os iPhones da Apple, também planeja um exército de robôs, embora suas ambições sejam muito mais modestas – com a substituição de 30% da atual força de trabalho nos próximos cinco anos.
Linhas de montagem estão sendo cada vez mais automatizadas
Foto: (Reuters)
Jornalistas
Cada vez mais companhias vêm oferecendo softwares capazes de coletar dados e transformá-los em textos minimamente compreensÃveis. Isso significa que, em um futuro próximo, as reportagens não serão mais escritas por jornalistas.
Kristian Hammond, chefe-cientista da Narrative Science, uma plataforma que gera conteúdo narrativo automatizado, estima que, em 15 anos, 90% das notÃcias serão escritas por máquinas. Ele diz, contudo, que isso não significa que 90% dos jornalistas vão perder seu trabalho.
"Isso significa que os jornalistas vão poder ampliar seu campo de atuação. O mundo das notÃcias vai se expandir", assinala. "Os jornalistas não vão precisar escrever reportagens a partir de dados. Tudo será feito por máquinas", acrescenta.
Em futuro próximo, reportagens não serão mais escritas por jornalistas
Foto: (Thinkstock)
Médicos
Robôs podem não ser os melhores acompanhantes, mas certamente são capazes de analisar dados para descobrir possÃveis tratamentos para doenças.
O Watson, um supercomputador da IBM, está atuando em conjunto com dezenas de hospitais nos Estados Unidos para oferecer recomendações sobre os melhores tratamentos para diversos tipos de câncer. E a partir do software desenvolvido pela companhia, também está ajudando a detectar câncer de pele em estágio inicial.
Por anos, robôs também vêm ajudando médicos a realizarem cirurgias. A velocidade é um fator crucial no sucesso de tais operações e as máquinas são capazes, por exemplo, de costurar vasos sanguÃneos muito mais rápido do que os humanos.
A cirurgia automatizada, contudo, não é infalÃvel e um relatório de segurança recente mostrou que essas operações estavam associadas a pelo menos 144 mortes nos Estados Unidos na última década.
Atualmente, homem e robô vêm trabalhando lado a lado na medicina, mas talvez o cenário mude no futuro, acreditam especialistas. "Dificilmente os médicos vão ceder o controle do tratamento dos seus pacientes às máquinas", afirmou o cientista Jerry Kaplan, em seu livro .
"Mas futuramente, quando houver evidências de que as máquinas são a melhor opção, pacientes vão pedir para serem diagnosticados por robôs, que são definitivamente mais baratos do que seres humanos".
Alguns procedimentos médicos são feitos de forma mais rápida por robôs
Foto: (Getty)
Barman
O cruzeiro de luxo Anthem of the Seas lançou recentemente uma ideia pioneira: um bar automatizado a partir da Shakr Makr, uma máquina desenvolvida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos) há alguns anos.
As bebidas podem ser pedidas por meio de um tablet e usuários não estão limitados ao menu que recebem à mesa – eles podem, inclusive, criar seu próprio coquetel.
O braço robótico mistura o coquetel e o coloca em um copo de plástico (para evitar acidentes) que é acoplado a uma tina (as habilidades da máquina ainda não são muito precisas). Toda a operação é feita com certo glamour, contudo - a máquina não só mistura o coquetel quando o sacode antes de terminá-lo.
A reportagem da BBC provou dois coquetéis feitos por um robô e dois outros por um barman. O resultado foi heterogêneo. Na opinião da reportagem, as bebidas preparadas pela máquina, no entanto, não eram saborosas - faltou-lhes apuro, como o toque final de limão que o barman adicionou.
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Futuro
Os exemplos ilustram ambas as possibilidades e as limitações dos robôs. Mas cada uma das profissões poderia ser, em certa medida, substituÃda pelas máquinas. Algumas delas, inclusive, já vem sendo cada vez mais automatizadas.
Mas o que os seres humanos vão fazer quando suas habilidades não tiverem mais utilidade?
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Para Martin Ford - autor do livro ("Ascensão dos Robôs", em tradução livre), o mundo enfrentará desemprego em massa e um colapso financeiro a menos que sejam implementadas mudanças radicais, como a garantia de um salário mÃnimo.
Por ora, o que os humanos vão fazer com o seu tempo livre é mais difÃcil de ser avaliado - alguns pensam em passar mais tempo na praia, outros defendem a manutenção do toque humano no local de trabalho.
"Espero que professores, médicos e juÃzes permanecerão humanos porque à s vezes você precisa de alguém para conversar", afirmou à BBC Nello Cristiani, professor de Inteligência Artificial da Universidade de Bristol.
O que os seres humanos vão fazer quando suas habilidades não tiverem mais utilidade?, questiona especialista
Foto: (Thinkstock)
Quando o site de infidelidade Ashley Madison foi alvo de um ataque de hackers, há dois meses, mais de 11 milhões de senhas foram decodificadas. O caso ilustrou os perigos de se ter senhas pouco seguras. Nessa terça-feira, a agência de segurança e inteligência do governo britânico (Government Communications Headquarters, ou GCHQ) publicou novas diretrizes para melhorar a segurança online.
Relatório do governo britânico mostra que muito do que se pensa sobre senhas seguras está errado
Foto: Divulgação/BBC Brasil
O documento desafia o senso comum sobre senhas e seguranças – e mostra que muitas das ideias que temos sobre como ter uma senha segura podem estar erradas. Então, como escolher e gravar a senha perfeita?
Senhas complexas
Muitos sites exigem senhas complexas, com uma mistura de letras maiúsculas e minúsculas, números e sÃmbolos. O relatório do GCHQ sugere que senhas complicadas podem, na verdade, ser contraprodutivas, já que as pessoas as escrevem ou as utilizam em outros sites.
"Muito se fala sobre senhas longas e complexas serem mais seguras. Mas esse nem sempre é o caso", afirma o professor Steven Murdoch, do Departamento de Ciências da Computação da University College London.
"Sistemas seguros não deveriam apenas confiar em uma única senha, mas sim ter controles técnicos complementares para se detectar comportamentos anormais e proteger a conta do usuário."
Usar sÃmbolos e pontuação também podem ser uma chateação para quem está no celular. "É difÃcil de se digitar senhas complexas em tela der toque, já que você tem de trocar os teclados", disse a professora Angela Sasse, diretora de pesquisa sobre segurança da informação, também na University College London.
Usar a mesma senha para vários sites é um dos maiores erros
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Longa e segura?
Alguns especialistas recomendam que sejam usadas as chamadas "frases-senhas", ou senhas compostas por frases, como por exemplo Tenho50%dosdiscosdoCPM22.
Para algumas pessoas, elas são mais fáceis de se gravar, além de serem mais seguras contra os ataques chamados de "força bruta", em que um computador tenta inúmeras combinações de senha até, por tentativa e erro, encontrar a certa.
"Uma senha longa é preferÃvel, mas ela também traz outros problemas", disse Sasse. "Mais de 50% das senhas agora são digitadas em telas de toque, e frases-senhas são um problema para quem está usando esses dispositivos."
"Senhas raramente são decifradas por essas forças brutas. Na maior parte do caso, elas são capturadas por phishing e malware, e com esses ataques não importa quão longa ou complexa seja sua senha."
Muitas companhias obrigam os funcionários a trocar a senha frequentemente – a cada 30 dias, por exemplo, para que senhas roubadas sejam usadas apenas temporariamente pelos hackers.
Mas o GCHQ sugere que isso incentive as pessoas a escolherem senhas em que apenas sigam acrescentando novas letras ou números, além de fazer com que elas usem a mesma combinação em outros sites.
O relatório afirma que essa prática traz um "fardo para o usuário e não traz benefÃcio real, já que senhas roubadas normalmente são usadas por hackers imediatamente".
Senhas longas e complexas podem mais atrapalhar do que ajudar
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Gerenciadores de senhas
Algumas pessoas usam aplicativos ou sites dedicados a guardar senhas. Assim eles podem recuperá-las facilmente no caso de as esquecerem. Mas esses apps também funcionam com senha – então você precisa memorizar mais uma.
Um aplicativo está sendo desenvolvido nos Estados Unidos justamente para lidar com esse problema. Em vez de gravar seus códigos secretos, o Password Chef grava "receitas" que te ajudam a lembrar da senha.
Os criadores do app dizem que é uma maneira de as pessoas criarem senhas mais seguras que também são mais fáceis de serem lembradas. No entanto, gerenciadores de senhas também não são infalÃveis.
"Esse app pode ajudar as pessoas a se lembrarem de senhas que usam pouco, mas pesquisas mostram que mesmo se elas se recordam de algo, como o nome da escola, elas não conseguem reproduzir a maneira exata da palavra usada na senha", afirma Sasse.
Facebook e Twitter já têm dispositivos que enviam um código pelo celular, ampliando a segurança
Foto: Divulgação/BBC Brasil
Muitos sites agora oferecem uma autenticação em duas fases. Além de colocar sua senha, você também tem de usar um código, normalmente enviado ao seu celular. Facebook, Google e Twitter já oferecem esse dispositivo.
"Isso aumenta de forma significativa a segurança. Então, aconselhamos fortemente o uso desse tipo de dispositivo. Muitos bancos também usam essa medida", afirma Murdoch.
O vazamento de dados do Ashley Madison mostram que nunca é garantido que um site seja totalmente seguro – mais um fator que prova que não há sentido em usar a mesma senha em vários sites.
O relatório do GCHQ mostra que os britânicos usam, em média, a mesma senha para quatro sites diferentes.
"Nunca reuse senhas importantes (como a do seu banco online) para outros sites", afirma Sasse. "Nem todos os sites protegem as senhas de maneira eficiente ou sua senha pode ser capturada por um malware. Use senhas individuais com gerenciadores de senha para conseguir guardá-las."
O próximo smartphone da Samsung pode ter uma tela que se abre como um livro, segundo o site SamMobile, que prevê a data de lançamento do aparelho para janeiro de 2016.
O dispositivo poderá ser introduzido no mercado em dois modelos praticamente iguais, tendo apenas processadores e potências diversas.
Foto: Reprodução
Segundo os rumores, o smartphone não será um Galaxy S7, atualização do mais famoso celular da marca, e inicialmente poderá ser disponibilizado apenas na Coreia do Sul, uma estratégia utilizada anteriormente pela empresa.
A Apple anunciou nesta quarta-feira, em evento realizado em San Fracisco (EUA), dois novos modelos do iPhone - o iPhone 6s e o iPhone 6s Plus - e o iPad Pro, entre outros lançamentos da marca.
iPhone 6s e iPhone 6s Plus
Foto: Getty Images
A principal novidade do iPhone é a presença da câmera traseira com resolução de 12 Megapixels, além da capacidade de filmar em 4K (Ultra HD). Já o tablet tem o maior display entre aparelhos que rodam o sistema operacional iOS, com tela de 12,9 polegadas.
Veja fotos dos lançamentos:
iPhone 6s
Foto: Getty Images
Novos iPhones em várias cores
Foto: Getty Images
iPad Pro
Foto: EFE
iPad Pro
Foto: Getty Images
iPad Pro
Foto: EFE
iPads
Foto: Getty Images
Apple Watch
Foto: Getty Images
Apple Watch
Foto: EFE
Apple TV
Foto: Getty Images
Apple Pencil
Foto: Getty Images
Você passa a maior parte do seu dia em frente a uma tela de laptop, tablet ou celular? Mesmo na hora de dormir? "Então, você vive em modo de sobrevivência. O seu sistema nervoso simpático está funcionando em ritmo forçado. Suponho que você se sinta arrasado à tarde, o que significa que o seu organismo está atuando à base da adrenalina, noradrenalina e cortisol", explica a médica Nerina Ramlakhan, especialista em manejo de energia e técnicas para dormir do hospital de Nightingale, em Londres .
Foto: iStock
Esta, disse Ramlakhan ao site em espanhol da BBC, BBC Mundo, é a descrição de um viciado em tecnologia.
O perfil dos viciados costuma ter caracterÃsticas que se repetem: perfeccionismo, tendência a controlar tudo e bruxismo. "Elas costumam ter um tipo de personalidade: são pessoas automotivadas, competitivas, agressivas e sentem uma necessidade imperiosa de realizar coisas", disse Ramlakhan.
"Para pessoas com estes traços, é muito difÃcil se desconectar. Não conseguem relaxar e, quando o fazem, se sentem rapidamente exaustos. Até quando veem televisão usam várias telas. Têm um nÃvel de hiperatividade que é produto do medo de não estar no controle", explicou.
Por isso, o simples ato de passar páginas no celular cria uma sensação de gratificação, semelhante à que se sente ao degustar uma comida predileta, fazer algo que nos diverte ou mesmo praticar sexo.
Embora muitos se vangloriem de serem capazes de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo, o chamado multitasking, segundo a psicóloga Catherine Steiner-Adair é um perigo, principalmente para crianças. "Vivemos uma diminuição da memória. Não estão desenvolvendo esta parte do cérebro, que é um músculo que necessita de exercÃcios focados em uma só atividade", disse a psicóloga.
O diagnóstico
Para Ramlakhan, nestes casos, as pessoas adquirem o padrão clássico do ciclo da fadiga. Nesta situação, a pessoa só consegue se ativar ao receber doses contÃnuas de dopamina, um hormônio liberado no cérebro pelo hipotálamo. A consequência é maior motivação, aumento dos batimentos cardÃacos, melhor humor, maior capacidade de processar informação e mais sono.
Em outras palavras, o vÃcio em tecnologia transforma a pessoa em viciada em dopamina. "Os pacientes vão para a cama e não conseguem dormir. E quando conseguem, acordam cansados. As pessoas me dizem que simplesmente não conseguem desligar o cérebro", afirma Ramlakhan.
A esta altura, pode-se dizer que a mente da pessoa está "fundida", após tantas horas conectada a dispositivos eletrônicos – seja por trabalho ou prazer.
A receita médica
Para a especialista Ramlakhan, o vÃcio tem que ser atacado por vários ângulos. Ela recomenda quatro ações simples:
- Criar o "entardecer eletrônico" diário: quando a hora de dormir se aproximar, afaste-se de todos os dispositivos tecnológicos e, por exemplo, leia um livro (que não seja eletrônico).
- Mantenha o relógio afastado durante a noite, de forma que não seja possÃvel saber que horas são, para que o passar do tempo não provoque ansiedade .
- Não usar o smartphone como despertador. Recarregue-se com energia saudável: tome café da manhã, ainda que leve, na primeira meia hora após se levantar e antes de tomar qualquer bebida com cafeÃna.
- Mantenha-se hidratado: tome pelo menos dois litros de água por dia.
Como prevenir
Um estudo recente da universidade London School of Economics indica que as escolas em que os alunos são proibidos de usar telefones celulares têm resultados melhorados em mais de 6%. A filosofia da escola Steiner-Waldorf desestimula abertamente o uso de dispositivos para crianças menores de 12 anos.
A organização NICE, dedicada à conscientização de hábitos saudáveis no Reino Unido, recomenda um limite de duas horas diárias em frente a dispositivos, de forma a incentivar as atividades fÃsicas. Curiosamente, o problema parece ser mais agudo para a geração que se lembra da vida antes do advento da internet. Para eles, a tecnologia parece exercer uma atração irresistÃvel, segundo Ramlakhan.
Ela diz que tem uma filha de 11 anos que se cansou do Facebook, enquanto o filho de 4 anos não pensa duas vezes antes de desligar todos os dispositivos eletrônicos da casa. "As novas gerações serão mais sagazes. Nós, entretanto, ainda estamos na fase de fascÃnio com a tecnologia, ainda estamos empolgados."
Enquanto isso acontece, ela diz que é preciso lutar diariamente para recuperar o terreno do sono e das atividades fÃsicas na nossa rotina.










