A lógica de consumo do Natal é bastante diferente da lógica da Black Friday, embora as duas datas sejam consideradas as mais importantes para o varejo – todos os anos, elas movimentam as vendas durante os meses de novembro e dezembro inteiros. Este ano, segundo dados da Neotrust, a Black Friday gerou aproximadamente R$ 16,5 bilhões em negócios e a expectativa é que o Natal gere R$ 65,1 bilhões, de acordo com a CNC. Mesmo que os resultados não estejam tão bons quanto foram em 2019 e as expectativas não sejam de alto crescimento, ainda assim este é disparado o melhor momento para o comércio.
Muitas marcas já conhecem com muita propriedade esta dinâmica, mas as pequenas e médias empresas (PMEs) nem sempre dominam os detalhes e peculiaridades que diferem o Natal da Black Friday. Para explicar como funciona, convidamos o especialista em vendas online, Fábio Lima, que é diretor de vendas e marketplace da Lenovo, para detalhar estratégias que fazem a diferença no e-commerce e, mais especificamente, no impulsionamento das vendas digitais de Natal.
Qual é a lógica de vendas do Natal?
Embora a gente queira encontrar sempre o melhor preço, a dinâmica do Natal é bilateral – eu presenteio e recebo presentes dos outros – enquanto que, na Black Friday, a lógica é unilateral, porque fazemos compras para nós mesmos. Esta é a grande diferença! Sabendo que a ideia central é presentear alguém, temos que pensar em como atrair as pessoas com conteúdos para presentear.
Perceba que nem sempre é o seu cliente que vai comprar o produto – na verdade, ele pode ser a pessoa a ser presenteada. Então pense, se você vende tênis para crianças, seu cliente pode não mais ser a mãe, mas sim uma tia ou tio que vai presentear o sobrinho no Natal. Se seu produto é vinho, muitas vezes ele vai ser comprado por uma empresa para dar a um cliente e não pelo consumidor final.
Neste sentido, é preciso entender o cenário de compra e é necessário adequar as campanhas com um sentido mais emotivo. Seja criativo e explore este lado. Eu até hoje me lembro de uma campanha do supermercado Alemão Edeka que viralizou no Youtube. Pense no lado afetivo na hora de elaborar sua campanha natalina.
Então, conhecer o perfil do visitante do momento é fundamental para o sucesso das vendas online?
Grandes empresas trabalham com o que chamamos data-driven marketing, ou seja, campanhas baseadas em dados da base de clientes. Algumas empresas, como a Amazon, até já sabem o que os clientes desejam muito antes deles mesmos perceberem.
No entanto, para uma PME, os dados de clientes nem sempre estão estruturados e, talvez, o melhor seja utilizar mesmo um pouco de bom senso e o conhecimento do próprio produto e cliente alvo. Se sua maior venda é de uma roupa para crianças, faça uma campanha de cuidado e carinho com as crianças pensando em quem compra presente para ela. Podem ser tios e tias ou os avós. Os pais certamente vão estar gastando em um brinquedo e não farão este tipo de compra agora. Quem não tem dados, precisa ser mais criativo para chamar a atenção da pessoa certa.
O que as PMEs precisam fazer para vender mais no Natal?
Uma estratégia que não falha é o investimento em marketplaces para aumentar suas vendas online. Aliás, não falha para ninguém, empresas como Mercado Livre (MELI), Americanas, Submarino, Magalu, Casas Bahia, Fast Shop e muitas outras. E por que o marketplace ganhou um espaço tão forte nas vendas?
São dois motivos principais. O primeiro é a “garantia” de entrega do produto, de solução de problemas e seu dinheiro de volta se o parceiro de entrega não fizer o serviço corretamente, além da segurança dos dados pessoais e financeiros. O segundo motivo é mais técnico. Construir um branding, uma reputação e fazer marketing para atrair o cliente online, ter uma marca que transmite a confiança do primeiro motivo, uma plataforma com experiência de compra rápida e intuitiva, que aceita diferentes tipos de pagamentos e é multicanal.
Bem, sabemos que tudo isso é muito caro e inviável para as PMEs, mas os marketplaces conseguem tudo isso e abrem espaço para que os pequenos possam ficar focados em entregar rapidamente o produto e no atendimento ao cliente. Invista neste canal, ele é sempre excelente para PMEs.
Conclusão
“Se você tem uma PME e quer impulsionar suas vendas, o caminho é criar mensagens mais emocionais. As marcas que considerarem o lado afetivo terão mais sucesso nas vendas de Natal”, afirma Fábio Lima.
Para ele, o uso do marketplace é outra forma de impulsionar as vendas e o pequeno varejista pode atrair novos clientes e encantá-los com uma ação simples que pode ser uma carta personalizada do Papai Noel ou um presente da loja para quem está presenteando, valorizando a ação de dar e receber também.
Estudo realizado por Mercado Ads – unidade de negócios de publicidade do Mercado Livre – revela que 90% dos entrevistados farão alguma compra online para comprar presentes de Natal
Levantamento feito por Mercado Ads, unidade de negócios de publicidade do Mercado Livre, apontou uma alta expectativa de buscas entre datas especiais. Em 2021, a Black Friday, por exemplo, aqueceu a temporada de compras e 54% dos compradores nesse período voltaram ao Mercado Livre no Natal. Para este ano, 90% dos entrevistados farão alguma compra online para presentear em dezembro.
A pesquisa, encomendada pelo Mercado Livre ao Instituto Ipsos, realizada no mês de agosto,revela que a busca online faz parte da maioria das jornadas de compra que ocorrem com antecedência, iniciando antes mesmo da Black Friday. Os sites de e-commerce são os preferidos para começar a procurar pelos presentes de final de ano. Dos respondentes, 94% farão alguma busca online para presentear no Natal.
O Mercado Livre tem a maior audiência entre os e-commerces, com mais de 88,3 milhões de usuários únicos e 36 compras por segundo em sua plataforma. De acordo com dados internos, 53% dos brasileiros declararam que já trocaram de marca porque foram impactados por um anúncio no Mercado Livre.
Fabiana Manfredi, diretora sênior de Mercado Ads, avalia:
“Por isso, é tão recomendável fazer comunicações consistentes com as soluções de anúncio de Mercado Ads. Product Ads, por exemplo, ajuda a destacar os produtos nas posições 1 e 2 dos resultados de busca, e nas páginas de produto próprias e dos concorrentes. Além disso, impulsiona resultados de vendas – quem atuou com Product Ads em dezembro de 2021 atraiu 21% mais novos compradores em relação aos três meses anteriores ao Natal, e cresceu em faturamento 2 vezes mais em comparação a quem não atuou com a ferramenta para alavancar seus anúncios.”
Apresentadas junto à família Xiaomi 13, as novas cores do Xiaomi Mix Fold 2 incluem cerâmica com acabamento espelhado e vidro que imita couro
No evento em que apresentou seus novos flagships, a Xiaomi revelou duas novas opções de cores para o Xiaomi Mix Fold 2, segunda geração do smartphone dobrável da gigante. As novidades chamam atenção pelos materiais utilizados, incluindo cerâmica espelhada e vidro com acabamento especial, que imita o couro.
As novas cores foram apresentadas pelo CEO da Xiaomi, Lei Jun, através do Twitter — curiosamente, o executivo utilizou sua conta global, em inglês, ainda que o aparelho esteja disponível apenas na China. A opção que mais chama atenção é na cor preta, de nome "Basalt Black", munido de um novo acabamento para o vidro traseiro, simulando couro.
Segundo Lei Jun, o visual foi obtido através da técnica de laser fotolitográfico. O método, cujo funcionamento é similar ao adotado para a fabricação de chips, utiliza uma espécie de negativo, por onde o laser é projetado e gera o design final. A novidade também conta com mais alguns aspectos que o separam do modelo padrão, como as faixas horizontais dividindo a placa em segmentos, e o acabamento brilhante na região do módulo de câmeras.
A outra opção, chamada "Moonlight Silver", possui cor prateada e o mesmo formato com faixas horizontais pela traseira, mas adotando cerâmica lisa. Na área das câmeras, a empresa teria adotado um outro tipo de acabamento especial, com "revestimento óptico nanométrico", responsável pelo visual espelhado na área das câmeras.
No mais, a ficha técnica dos dois modelos é a mesma das versões padrão, liderada pelo chipset Snapdragon 8 Plus Gen 1, junto de 12 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento, sem possibilidade de expansão via cartões MicroSD. A tela externa possui 6,56 polegadas, resolução de 2520 x 1080 pixels e proporção 21:9, sendo um dos modelos da categoria com tela mais larga, enquanto o display interno apresenta 8,02 polegadas e resolução de 2160 x 1914 pixels.
Foto: Xiaomi / Canaltech
Ambas utilizam display AMOLED, taxa de atualização variável entre 1 Hz e 120 Hz, suporte a HDR com HDR10+ e Dolby Vision, e pico de brilho de 1.300 nits. O sistema de câmera tripla apresenta sensor principal de 50 MP e sistema óptico desenvolvido em parceria com a Leica, e há uma bateria de 4.500 mAh, com carregamento rápido de 67 W.
Concluem a ficha técnica a conectividade 5G, Wi-Fi 6E, NFC, Bluetooth 5.2, leitor de digitais na lateral, som estéreo otimizado pela Harmon Kardon, Android 12 e a espessura de 11,2 mm quando dobrado, e 5,4 mm quando aberto — o aparelho é um dos dobráveis mais finos do mercado.
Preço e disponibilidade
Assim como os modelos tradicionais, as novas opções de cores seguem como uma exclusividade do mercado chinês e partem dos 8.999 yuan, ou cerca de R$ 6.860, em conversão direta e sem impostos. Ainda não há informações sobre uma possível chegada global.
Xiaomi Mix Fold 2: ficha técnica
Tela Externa: AMOLED de 6,56 polegadas, resolução HD+ de 2520 x 1080 pixels, taxa de atualização de 120 Hz, HDR10+, Dolby Vision, pico de brilho de 1.300 nits
Tela Interna: AMOLED de 8,02 polegadas, resolução de 2160 x 1912 pixels, taxa de atualização de 120 Hz, HDR10+, Dolby Vision, pico de brilho de 1.300 nits
Chipset: Qualcomm Snapdragon 8 Plus Gen 1
Memória RAM: 12 GB
Armazenamento interno: 256 GB, 512 GB ou 1 TB
Câmera traseira: 50 MP (Principal, f/1.8) + 13 MP (Ultrawide, f/2.4, 123º) + 8 MP (Telefoto, f/2.6, zoom óptico de 2x)
Câmera frontal: 20 MP (externa)
Dimensões: 161,1 x 144,7 x 5,4 mm (aberto), 161,1 x 73,9 x 11,2 mm (fechado)
Peso: 262 gramas
Bateria: 4.500 mAh com carregamento rápido de 67 W
Extras: 5G, Wi-Fi 6E, NFC, Bluetooth 5.2, leitor de digitais na lateral, áudio estéreo
Cores disponíveis: preto, dourado, Basalt Black e Moonlight Silver
Sistema operacional: Android 12, sob a MIUI Fold 13
Veja o que dá para fazer para melhorar sua página para o período natalino, marcado por grande saída de vendas
76% dos brasileiros pretendem fazer compras online para a temporada de fim de ano
Foto: Pixabay
De acordo com pesquisa realizada pela Criteo, plataforma de mídias de comércio, 76% dos brasileiros pretendem fazer compras online para a temporada de fim de ano, marcada por comemorações de Natal e Ano Novo. Desses, 64% pretendem comprar pelo celular e 24% devem usar notebooks ou computadores.
Diante dessa alta inclinação para o digital, como o comércio eletrônico deve se preparar? Byte mostra abaixo algumas dicas para a loja online se dar bem nas vendas de fim de ano.
Velocidade de carregamento da página
Um dos pontos mais importantes é ter pouca espera nos links de compras. Um único segundo a mais já pode fazer com que a conversão de vendas caia em cerca de 30%, segundo dados da Sofist, empresa que monitora lojas virtuais. Então é preciso que o carregamento dure menos que isso.
Otimização de visual
Sem interferir na velocidade da página, que tem uma grande importância, uma otimização de layout sazonal é sempre bem-vinda. Imagens e animações diferentes na página inicial da loja, que remetem ao período especial, podem atrair usuários.
Mas otimizar o visual não significa apenas “decorar” o site: é preciso pensar em como deixar a navegação a mais simplificada e intuitiva possível. Isso fará com que o cliente goste de gastar mais tempo olhando produtos e potencializando compras.
A contagem regressiva ativa o senso de urgência no comprador
Foto: Unsplash
Contagem regressiva e lembrete de “últimas unidades”
Você já pode ter visto alertas de contagem regressiva em sites de vendas durante a Black Friday. A coisa parece funcionar: a contagem regressiva ativa o senso de urgência no cliente. Ao lembrar que a comemoração tem hora para acabar, o consumidor pode ser incentivado a comprar logo “antes que acabe”.
A mesma lógica funciona para os alertas de “últimas unidades”, que também lembram de que alguém pode passar a compra na frente e adquirir o produto antes do internauta.
Nuvem: uma segurança para altos tráfegos
Nada pior do que querer comprar um item e a página não conseguir terminar de carregar por conta do alto número de acessos. Para evitar isso, a solução é investir numa boa infraestrutura. Uma possível solução para isso é a computação em nuvem, com bons servidores rodando as soluções remotamente como um serviço terceirizado.
“Se a ideia é ter 50% a mais de tráfego no Natal, então a loja precisa se preparar para 70% a mais. O sucesso vem da prevenção. Vale lembrar que a nuvem oferece recursos de auto-scaling (medição de necessidades), que ajustam automaticamente a capacidade do site para manter um desempenho constante e previsível”, explica o CEO da FC Nuvem, empresa especializada em serviços de TI (tecnologia da informação).
Esse recurso começou a ser mais usado principalmente após a pandemia de covid-19, com a digitalização e a necessidade de ambientes tecnológicos robustos que dessem conta da quantidade de dados processados nos sites.
Diversos métodos de pagamento
Se o comprador já se interessou pelo produto, ainda há um empecilho que pode fazê-lo desistir: o método de pagamento. Às vezes, aquela pessoa pode não ter um cartão de crédito disponível para fazer compras, por exemplo. Por isso, é preciso dar todas as possibilidades para que o pagamento seja realizado.
Além dos cartões de crédito e débito, o Pix tem crescido cada vez mais, mas ele não é o único: carteiras digitais, boleto bancário e voucher são outros candidatos. Segundo dados da Neotrust, empresa que audita vendas do e-commerce nacionalmente, o Pix já alcançou 11,5% de participação em pedidos no ambiente digital.
Desafio do "corpo invisível" convida as pessoas a publicarem vídeos de nudez oculta, enquanto campanha de malware promete liberar imagens originais
Uma trend do TikTok está sendo usada como forma de disseminar malwares que roubam dados, credenciais e criptomoedas dos usuários da rede social. A isca está na suposta revelação de imagens dos criadores sem as roupas, como parte do chamado desafio do "corpo invisível", ou "invisible body", em inglês.
Foto: Reprodução/Checkmarx / Canaltech
O filtro em questão é capaz de detectar a pele dos usuários e a misturar com o plano de fundo, fazendo com que a pessoa exibida no vídeo pareça invisível. O desafio, então, consiste em publicar nudes desta maneira, com os criminosos, agora, prometendo que o uso de um aplicativo é capaz de reverter isso e exibir a imagem original. Isso não acontece, claro, enquanto os utilizadores ficam em risco.
Perfis maliciosos na própria rede social trazem links para servidores no Discord, que são usados para disseminar a praga. Ela aparece, inclusive, em vídeos com supostos alertas sobre a possibilidade de reversão do filtro "invisible body", enquanto a praga também aparece disponível no GitHub; oficialmente, ela se chama TikTok Unfilter API, mas, na prática, as vítimas estão baixando o malware ladrão de dados WASP Stealer.
Uma vez instalado no PC, o vírus rouba informações salvas no navegador, incluindo senhas e dados de cartão de crédito. Credenciais de acesso ao Discord são a preferência, assim como tokens e carteiras de criptomoedas, cujos fundos podem ser transferidos a contas sob o controle dos bandidos. De acordo com os especialistas da Checkmarx, empresa de cibersegurança responsável pelo alerta, também existem casos em que arquivos do computador foram furtados.
De acordo com o levantamento, os vídeos relacionados aos ataques acumularam mais de um milhão de visualizações em questão de dias, enquanto apenas um dos servidores no Discord usados para disseminação da praga já tem mais de 300 mil membros. A atenção, entretanto, fez com que os criminosos mudassem as táticas, enquanto a proliferação de vídeos mostra que a campanha ainda está em andamento.
Vídeos no TikTok promovem alertas ou dicas sobre a remoção do filtro do "corpo invisível", levando os usuários a downloads maliciosos por meio do GitHub e Discord (Imagem: Reprodução/Checkmarx)
Foto: Canaltech
Segundo a Checkmarx, o projeto original no GitHub teve seus arquivos substituídos, enquanto o servidor usado originalmente também saiu do ar. Enquanto isso, as contas que iniciaram a onda de ataques na rede social já foram suspensas, enquanto as novas postagens podem estar relacionadas aos mesmos golpes ou pertencerem a outros cibercriminosos que decidiram aderir à prática.
Como evitar golpes no TikTok?
Não é a primeira vez que um desafio desse tipo acaba virando isca para golpes. De início, é sempre importante deixar claro que as postagens da rede social são vídeos; sendo assim, não é possível "desfazer" os efeitos dos filtros utilizados nestas publicações, seja pela própria plataforma ou, muito menos, por apps de terceiros.
Por isso, desconfie sempre de ofertas de download ou campanhas que exijam a instalação de aplicativos no celular ou computador. Estas costumam ser iscas usuais de golpes envolvendo malwares e roubo de dados, com os usuários devendo se manter sempre nas soluções oficiais da rede social para acesso, visualização e postagem.
Caso tenha sido vítima de um ataque desse tipo, o ideal é proteger as contas e realizar a troca de senhas, principalmente, em serviços críticos como bancos, carteiras de criptomoedas, e-mails e redes sociais. Manter um antivírus ativo e atualizado ajuda a se proteger contra ameaças mais comuns, enquanto a atenção quanto aos downloads maliciosos completa o ciclo básico de segurança.










