Cuidado com links e sites falsos para você não cair em golpes
Tornar a vida mais fácil. Este é o objetivo da Tecnologia em nossas vidas. Ela muda e transforma o jeito como realizamos tarefas. A novidade da vez é o Pix, um novo sistema de operação financeira que promete modificar a forma que lidamos com o dinheiro. Criado pelo Banco Central, ele promete acabar com os TEDs e DOCs pois além da isenção de taxas, leva segundos e pode ser feito a qualquer hora do dia, sete dias na semana.
Foto: Divulgação
Como acontece com tudo o que é novo, a atenção deve estar redobrada para evitar cliques errados em sites falsos que se assemelham muito aos verdadeiros e fornecer seus dados. É neste momento de novidade, quando as pessoas estão aprendendo a usar a ferramenta, que os oportunistas entram em ação. Como o BC garante a segurança do sistema, os hackers de plantão vão tentar burlar esta proteção através dos usuários durante as operações. Alguns golpes criam um link falso para você se cadastrar, ou recadastrar suas chaves. Ninguém precisa baixar nada de novo para usar e todo o cadastramento é feito pelo próprio aplicativo ou através do site do seu banco. Esses ataques podem vir pelo SMS, e-mail e até pelo WhatsApp.
Os bancos vão criar camadas de proteção com assinatura e certificado digital, além da criptografia e a autenticação em duas etapas como já acontece com muitos aplicativos de uso pessoal. Foi constatado o surgimento de uma campanha de phishing que usa um cavalo de Troia que rouba credenciais bancárias coletando atividades das vítimas, registra pressionamentos de teclas e rastreia o tráfego de rede e o uso do navegador.
Ter os seus dispositivos sempre protegidos vai colaborar nesta transição. Conheça o pacote de proteção do TerraAntivírus e tenha menos preocupação com as facilidades que se abrem a cada dia graças à Tecnologia. Faça a sua parte e fique seguro.
O WhatsApp tem conquistado cada vez mais a confiança dos usuários por fornecer uma plataforma segura, intuitiva e com grande potencial para aproximar pessoas e facilitar compras, especialmente entre os 5 milhões de brasileiros que já aderiram ao WhatsApp.
Muitos comércios já utilizavam o WhatsApp para se comunicar com seus clientes e, durante a pandemia, o aplicativo tem se mostrado cada vez mais importante tanto para os grandes, quanto para os pequenos e médios negócios. Uma recente pesquisa da Accenture revela como o WhatsApp está se transformando em um parceiro relevante para o e-commerce no país: 83% dos entrevistados utilizaram o aplicativo para comprar, sendo que 64% comprou de pequenas empresas e comércios de bairro. Um levantamento recente da Edgar, Dunn & Company indica que 88% das micro e pequenas empresas no Brasil já usam o WhatsApp para seus negócios.
Hoje, no mundo, mais de 175 milhões de pessoas trocam mensagens com uma conta do WhatsApp Business diariamente, e mais de 40 milhões de pessoas acessam um catálogo de negócios todos os meses, sendo mais de 13 milhões só no Brasil.
Black Friday: veja como vender mais com o WhatsApp
Créditos: Photo on Visualhunt.com
Como facilitar as vendas pelo WhatsApp
A pandemia global reforçou que as empresas precisam de meios rápidos, seguros e eficientes para atender aos clientes e fechar vendas. Para ajudar as PMEs a venderem mais, o WhatsApp Business conta com uma série de recursos:
Perfis empresariais: Possibilita que as empresas tenham uma presença formal e mais profissional no WhatsApp, além de ajudar os clientes com informações úteis, como descrição da companhia, email, horário de funcionamento, endereço e site.
Catálogo: Padronizado e intuitivo, o recurso facilita o acesso à informações como imagens dos produtos, quantidade disponível em estoque, descrição e preço. Para que as pessoas possam descobrir produtos e serviços com ainda mais facilidade, as empresas podem compartilhar os links do catálogo e de itens individuais com amigos e familiares por meio do WhatsApp, Facebook, Instagram e outras plataformas.
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Botão de compras: o recurso mais recente da plataforma ajuda as pessoas a encontrarem o catálogo de uma empresa, visualizar seus produtos e iniciar uma conversa sobre qualquer item à venda com apenas um toque.
Ferramentas de mensagens: economizam tempo para os comerciantes com:
• respostas rápidas para perguntas frequentes
• mensagens de saudação que apresentam os clientes ao negócio
• mensagens de ausência que informam que você está indisponível
Mensagens e figurinhas animadas: As figurinhas são uma das maneiras favoritas pelas quais os usuários se comunicam e bilhões delas são enviadas no WhatsApp diariamente. O WhatsApp Business possui um pacote de figurinhas animadas exclusivo que torna a comunicação de cada loja mais personalizada.
Organização: Os lojistas contam com uma série de etiquetas e filtros para identificar e localizar conversas anteriores, clientes VIPs, mensagens não lidas, grupos específicos e listas de transmissão.
QR code: Cada conta pode criar um código QR exclusivo que encaminha o cliente para o chat com a marca, ao invés de ter que realizar o processo manual de adicionar o número da loja, procurar o contato e iniciar uma conversa.
Como evitar golpes no WhatsApp
Por se tratar de uma data tão importante para compras, a Black Friday também pode ser utilizada por pessoas mal-intencionadas para aplicar diferentes tipos de golpes nos consumidores. É importante que os usuários estejam atentos aos
mecanismos oferecidos pelo WhatsApp para se proteger de golpes na plataforma.
• Para prevenir o roubo de contas, o WhatsApp recomenda que os usuários ativem a
confirmação em duas etapas, que funciona como uma camada extra de segurança para as contas. Esse recurso exige o cadastro de um PIN de seis dígitos, que é solicitado periodicamente para o usuário e é necessário para confirmar seu número no WhatsApp.
• Nunca compartilhe senhas com terceiros e suspeite de contatos que te pedem para fornecer dados bancários, códigos de segurança ou acesso, ou que solicitam transferências bancárias. No caso de uma pessoa conhecida, é recomendável entrar em contato por telefone para confirmar a solicitação.
• Sempre que uma conta de WhatsApp é ativada em um novo aparelho, o sistema envia um código por SMS para verificar o número. É muito importante que o usuário nunca compartilhe esse código de confirmação com outras pessoas, nem mesmo amigos ou familiares.
• Suspeite de pessoas que sugerem transferir a conversa para um local fora das plataformas, como através de um e-mail diferente.
• Grandes empresas que utilizam a API do WhatsApp Business possuem contas comerciais verificadas, identificadas por um selo verde ao lado do nome. Caso receba um contato em nome de uma empresa reconhecida, sem o selo de identificação, redobre a atenção.
O que fazer caso tenha sua conta roubada/clonada:
• Solicite a verificação da conta via SMS. Reinstale o WhatsApp, entre com seu número de telefone e confirme o código de seis dígitos que você receber via SMS. Dessa forma, qualquer indivíduo que estiver usando sua conta será desconectado automaticamente.
• Notifique amigos e família. Muitos golpistas usam sua lista de contatos para solicitar informações sigilosas e pedir depósitos em dinheiro. Se a sua conta for violada, entre em contato com pessoas próximas para que ninguém possa se passar por você.
• Entre em contato com a equipe de atendimento do WhatsApp. Mande um e-mail para support@whatsapp.com. O e-mail pode ser enviado em português, com assunto como “Conta clonada/roubada” e deve conter o número em formato internacional (+55 DDD …). Descreva o ocorrido com o máximo de detalhes possível no corpo do e-mail.
• Amplie sua camada de segurança ativando a confirmação em duas etapas. A confirmação em duas etapas é um recurso opcional que, ao ser ativado, exige um PIN de seis dígitos de verificação se houver uma tentativa de entrada no seu número de WhatsApp. Esse código, assim como o SMS do WhatsApp, não deve ser compartilhado com ninguém, nem com amigos e familiares. Saiba mais em: https://faq.whatsapp.com/general/account-and-profile/stolen-accounts?category=5245246&lang=pt_pt
• Denuncie uma conta suspeita. Sempre que uma conversa com um número desconhecido é iniciada, o usuário tem a opção de denunciar e/ou bloquear este contato diretamente no chat. É possível denunciar um contato ou grupo pelos dados do perfil. Para isso:
1. Abra a conversa.
2. Toque no nome do contato ou grupo para abrir os dados do perfil.
3. Deslize até o final da página e selecione Denunciar contato ou Denunciar grupo.
Em caso de tentativa de roubo de conta, o WhatsApp também ressalta que a criptografia de ponta a ponta do aplicativo não é comprometida. Ou seja, o golpista não tem acesso a conversas anteriores que estão armazenadas no seu telefone.
Além de oferecer recursos de proteção à segurança e de recuperação de contas, o WhatsApp coopera com as autoridades, fornecendo dados disponíveis em conformidade com a lei brasileira.
Saiba mais como se manter seguro no WhatsApp em: https://faq.whatsapp.com/21197244.
Preço do iPhone 12 no Brasil começa em R$ 6.999 e vai até R$ 13.999; celulares contam com 5G, Apple A14 Bionic e novo visual
A Apple revelou os preços da linha iPhone 12 no Brasil nesta sexta-feira (6): eles começam em R$ 6.999 e chegam a até R$ 13.999. Depois do anúncio nos Estados Unidos em outubro de 2020, o iPhone 12, iPhone 12 Mini, iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max chegarão ao nosso país com 5G, novo visual, processador A14 Bionic e suporte a MagSafe, mas sem o carregador e o fone na caixa.
iPhone 12 Pro Max dourado (Imagem: Divulgação/Apple)
Foto: Tecnoblog
A pré-venda começa em 13 de novembro, e os aparelhos chegam às lojas uma semana depois, no dia 20. A Apple confirma ao Tecnoblog que todos os modelos do iPhone 12, 12 Mini, 12 Pro e Pro Max estarão disponíveis em todas as suas capacidades: 64, 128 e 256 GB para os modelos padrão e Mini; e 128, 256 e 512 GB para o Pro e Pro Max.
O iPhone 12 e o 12 Mini serão vendidos nas cores azul, branco, preto, verde e vermelho. Já as opções Pro e Pro Max estarão à venda em azul, dourado, grafite e prata. Vale lembrar que os smartphones da Apple não serão mais acompanhados pelo carregador e fones de ouvido na caixa; os acessórios serão vendidos separadamente. (A empresa foi notificada pelo Procon-SP por causa disso.)
Quais são as novidades do iPhone 12?
A Apple deu um novo ar ao visual de seus celulares em 2020. Tal qual o iPhone 4 e iPhone 5, os lançamentos possuem laterais retas, com molduras metálicas achatadas. Além disso, os smartphones contam com certificação IP68: segundo a Apple, os telefones podem ficar submersos em até 6 metros por até 30 minutos.
O iPhone 12 Mini é o novato da turma, com tela de 5,4 polegadas. Já o iPhone 12 possui display de 6,1 polegadas. As edições Pro e Pro Max, por sua vez, contam com painéis de 6,1 e 6,7 polegadas, respectivamente. As telas de todos os celulares da Apple são OLED e contam com a tecnologia Ceramic Shield, que promete mais resistência.
O suporte às redes de quinta geração (5G) é uma das principais novidades dos sucessores do iPhone 11; eles serão compatíveis com o futuro 5G do Brasil. Os telefones ainda contam com o A14 Bionic, processador de 5 nanômetros que promete 50% a mais de eficiência em gráficos em relação a "qualquer outro smartphone", segundo a Apple.
Quanto às câmeras, o iPhone 12 e 12 Mini contam com dois sensores de 12 megapixels na traseira. As edições Pro e Pro Max, por sua vez, trazem uma câmera tripla de 12 MP acompanhada pelo sensor LiDAR do iPad Pro (2020) para mapear profundidade 3D e melhorar a qualidade de fotos.
Xbox Series X e S chegam ao Brasil para concorrer com Sony PS5; veja os jogos e mais detalhes sobre novos consoles da Microsoft
Chegou o dia: a Microsoft lançou o Xbox Series X (review em breve!) e Xbox Series S (review aqui) no Brasil e em diversos outros países, dando a largada na próxima geração de consoles e acirrando a concorrência com a Sony e seu PS5, que aterrissa por aqui na semana que vem. O Tecnoblog preparou vários guias sobre as diferenças entre esses videogames, a retrocompatibilidade de jogos e muito mais.
Xbox Series X e S (Imagem: Divulgação/Microsoft)
Foto: Tecnoblog
Tudo sobre o Xbox Series X e S
O Xbox Series X tem preço sugerido de R$ 4.599 (antes R$ 4.999), enquanto o Series S custa R$ 2.799 (antes R$ 2.999). Eles ficaram mais baratos graças a uma redução do IPI, e podem ser adquiridos em lojas físicas e online — no entanto, o Series X já esgotou na pré-venda em diversas varejistas. Será possível adquirir uma expansão de 1 TB por R$ 2.229.
Os novos consoles trazem uma interface melhorada, Quick Resume para alternar entre jogos, suporte a ray tracing acelerado por hardware, entre outras novidades. Eis o que você precisa saber:
antes de tudo, vale entender melhor o que oferecem os novos consoles da Microsoft; descubra aqui quais são as diferenças entre o Xbox Series X e S;
o joystick dos novos consoles também traz mudanças em relação ao acessório que acompanha Xbox One; veja aqui qual é a diferença no controle do Xbox Series X e S;
já é possível aproveitar diversos jogos pensados para a nova geração, incluindo Assassins Creed Valhalla, Dirt 5, Gears 5 e Watch Dogs Legion; confira aqui todos os jogos disponíveis no lançamento do Xbox Series X e S;
além disso, o Xbox Series X e Series S podem rodar um catálogo enorme de jogos antigos desde o Xbox original; saiba aqui como funciona a retrocompatibilidade nos novos consoles;
como será a transição dos jogos do Xbox One para o Series X/S? Isso varia de acordo com a desenvolvedora; veja os detalhes compartilhados pela Rockstar (de GTA 5), EA (de FIFA 21) e Epic (de Fortnite); será que ainda vale a pena comprar a geração anterior? Confira nosso comparativo entre o Xbox Series S e o One X.
Termo de condição de uso, aceitação de cookies e permissão para acessar dados, fotos e localização nos aplicativos de celular: boa parte dessa movimentação que temos visto no Brasil no último mês em sites, redes sociais e aplicativos mobile indica os primeiros passos das empresas para se adequarem à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) que está em vigor no Brasil desde setembro de 2020.
A vigência da lei e a pandemia de Covid-19 reacenderam um antigo debate que nem sempre chega a todos: as fraudes, os crimes cibernéticos e os perigos da exposição de dados.
Segundo informações de um levantamento feito pela empresa especializada em soluções antifraude ClearSale, as tentativas de golpe cibernético aumentaram 63,5% no Brasil somente no primeiro semestre de 2020. O crescimento dos registros está diretamente ligado à crise sanitária, que impôs isolamento social e, consequentemente, atribuiu à população a necessidade de usar com mais afinco os meios digitais para realizar transações bancárias, fazer compras e se comunicar.
Tal dado deixa claro o despreparo quando assunto é segurança digital.
Um dos golpes mais comuns neste período de isolamento foi o da clonagem de WhatsApp por meio de perfis falsos dos SACs de grandes empresas nas redes sociais. Nestes casos, os criminosos identificam as companhias de e-commerce que registram aumento no volume de vendas durante a pandemia e cuja operação logística e canais de atendimento ao cliente não absorvem a totalidade de entregas e reclamações. Esse gargalo gera uma enxurrada de queixas por parte dos consumidores nas redes sociais das marcas. Tem-se aí o cenário perfeito. Com a promessa de resolver o problema do cliente, criminosos criam perfis falsos que se passam pelo SAC da empresa e fazem contato com o consumidor insatisfeito, solicitando dados – entre eles, o código de segurança que dá acesso ao WhatsApp. O resultado deste movimento são contas clonadas e usadas para aplicar golpes financeiros em conhecidos e familiares da vítima se passando por ela.
Outubro foi o mês internacional da segurança cibernética e mais importante do que saber como se proteger, é entender como os crimes digitais acontecem, já que é preciso primeiro compreender o problema para poder prevenir que ele aconteça e agir com rapidez caso seja a próxima vítima.
Segurança da informação x segurança cibernética
A segurança da informação é o conjunto de medidas que protegem dados de empresas e pessoas e o valor atribuído a eles. Tais medidas para manter informações seguras podem ser aplicadas em qualquer ambiente, físico ou virtual. Por exemplo:
a segurança da informação das empresas pode passear por políticas internas que vetam profissionais de dar detalhes sobre projetos sigilosos ou divulgar o valor o salário de outros funcionários.
Desta forma, a segurança cibernética está contida na segurança da informação, e a diferença é que ela atua para que os dados estejam seguros e protegidos de danos causados por golpes ou vazamentos em território digital. “Segurança da informação é tudo que está relacionado à proteção de todo dado. Já a cibernética trabalha para manter as informações seguras dentro do espaço digital”, diz Rafael Pizzolato, diretor da empresa de soluções em TI Starti. “Quando eu tenho um dado físico, em uma folha de papel, a segurança da informação entra com processos para mantê-lo seguro. Agora, se eu faço o upload desse dado na nuvem, aí começa o papel da segurança cibernética, que também é parte da segurança da informação.”
O que caracteriza um crime cibernético
Os crimes cibernéticos são aqueles cometidos por meio de dispositivos conectados à rede, como computadores e smartphones, e raramente visam causar danos aos aparelho físico, alvo do ataque. O objetivo é obter vantagens com o sequestro de dados, como a cobrança pelo resgate, ou invadir sistemas para roubar informações que podem ser utilizadas para aplicar golpes e promover fraudes.
Renato Opice Blum, economista e advogado especialista em direito digital da Opice Blum, Bruno e Vainzof Advogados, define que os crimes cibernéticos não estão restritos aos ataques e golpes. “É todo ato ilícito com o uso da internet.
Pode ser a invasão de um sistema ou de um perfil, a prática de calúnia, injúria e difamação, falsificação, pornografia infantil, violações de direitos autorais, ameaças, extorções, clonagem de contas de WhatsApp, interceptação de comunicação, entre outros.”
Os golpes são cometidos por dois tipos de perfis: os noobs ou os crackers. A diferença entre eles é o grau de instrução para as práticas criminosas.
Os crackers são altamente instruídos e com amplo conhecimento sobre segurança digital, mas suas motivações passam longe de manter ambientes seguros ou promover melhorias – suas habilidades são usadas exclusivamente para causar danos ou obter vantagens financeiras, por meio de métodos muitas vezes próprios e altamente estruturados. São o oposto dos hackers, que aplicam seu conhecimento em quebrar e acessar sistemas de segurança para diagnosticá-los e melhorá-los.
Já os noobs são os indivíduos que aproveitam oportunidades para aplicar golpes e obter vantagens ilícitas, mas sem o vasto conhecimento de um cracker. Muitas vezes estes criminosos fazem uso de ferramentas e táticas amplamente conhecidas e simples de serem aplicadas.
Engenharia social
A engenharia social não é uma tática exclusiva dos ataques cibernéticos, mas é uma constante nos crimes cometidos no espaço digital. Dentro das ilegalidades praticada na rede, ela consiste na manipulação psicológica da vítima a fim de que ela execute uma ação essencial para o sucesso da ação criminosa. É um processo de convencimento com interação humana entre as partes, onde o alvo raramente identifica que está sendo manipulado e enganado.
Renato Opice Blum define como prática de “estelionato”. Significa você enganar uma pessoa, usar uma armadilha para induzi-la ao erro e obter uma vantagem econômica.
Criminosos que fazem uso da engenharia social podem apelar para a empatia, oferecer vantagens sem que você entenda o verdadeiro fim e até estudar as inclinações da vítima por meio de preferências e interações nas redes sociais para gerar identificação no discurso e garantir que a ação tenha mais chance de sucesso.
Despreparo
O rápido avanço das ferramentas e aplicativos oferece praticidade e desburocratiza processos que permitem economia de tempo para os usuários. Por outro lado, em proporção ainda maior, cresce o número de indivíduos mal intencionados e suas incontáveis técnicas de ataque que se reciclam e atualizam de acordo com as tendências comportamentais dos usuários no momento. A grande problemática, para além dos agentes maliciosos, é o despreparo e a falta de instrução dos usuários, que não acompanham, de forma satisfatória, as transformações e métodos para se manterem protegidos digitalmente.
Phishing
Este é um dos golpes mais antigos das redes e o que mais afeta os brasileiros. É caracterizado como uma fraude que faz uso de engenharia social para obter informações privadas. Nela, o agente da ação se passa por um indivíduo ou organização acima de qualquer suspeita e envia links ou arquivos por e-mail, chat de redes sociais e SMS, a fim de “pescar” a melhor vítima no oceano de possibilidades e induzi-la a baixar documentos, clicar em um endereço e executar uma ação danosa. As redes sociais facilitam esse processo com informações sobre as vítimas. Dados da Kaspersky apontam que o Brasil registrou aumento de 231,5% nos casos de phishing durante o quatro trimestre de 2019, com maior número de registros de ataques em novembro (2.908) e dezembro (3.123), período das compras de fim de ano e Black Friday.
O phisher pode se apresentar como sites falsos de instituições bancárias, entidades governamentais, recrutadores profissionais e até SACs de lojas onde a vítimah tem um processo de compra em andamento. “O phishing é quando você recebe uma mensagem que pode direcionar para um site malicioso ou um anexo que pode acarretar na instalação de um vírus. Também existe a técnica das mensagem que solicitam códigos e pode levar à clonagem de contas de WhatsApp, por exemplo”, diz Rogério Guimarães, especialista em segurança cibernética e diretor de tecnologia e inovação na Crowe, oitava maior rede global de auditoria e consultoria.
Spam e phishing são coisas diferentes. Enquanto o spam é apenas lixo eletrônico e anúncios indesejados que não pretendem prejudicar o destino, o phishing busca roubar informações e usá-las contra a própria vítima.
Roteadores: dormindo com o inimigo
Não há paz nem em casa. Um vilão, quando não usado adequadamente e de quem pouco se fala, é o roteador doméstico de internet. Sim, o aparelho que distribui a internet pela sua casa e garante conexão sem fio à rede para todos os aparelhos conectados e dentro de um raio de alcance. Um roteador vulnerável a ataques cibernéticos coloca em risco todos os equipamentos alimentados por ele.
Um dos pontos sensíveis do roteador é o recurso WPS (do inglês Wi-Fi Protected Setup), que permite o acesso rápido de dispositivos à rede com apenas um clique, sem o uso da senha configurada. Esta função, quando habilitada, grava uma chave fraca de oito caracteres no roteador e isso torna mais fácil para o cracker descobri-la por meio de um ataque de força bruta — existem programas disponíveis na web que facilitam a exploração dessa vulnerabilidade. Segundo levantamento da Kaspersky, o roubo de senhas na modalidade de força bruta cresceu 60% no Brasil em 2019 e 940 mil pessoas foram alvo de coleta de senha por meio de malware — programas, códigos ou softwares maliciosos. Rumo ao precipício dos ataques, a pesquisa ainda diz que 44% dos brasileiros compartilham chaves e credenciais digitais.
Outra vulnerabilidade são as senhas fracas. Uma vez descoberta a chave de segurança, o criminoso pode alterar os endereços dos servidores DNS (do inglês Domain Name System) do roteador, que é usado para acessar sites. A partir da nova configuração estabelecida, todas as ações executadas são enviadas para o DNS do invasor.
Quanto valem seus dados
Tudo e nada. O valor dos seus dados depende do uso feito pelo criminoso que os interceptou. Entretanto, quando o roubo de informações acontece no âmbito empresarial, isso pode representar um enorme prejuízo financeiro e até paralisação das operações.
O acesso a dados pessoais, por exemplo, como já comentado anteriormente, é um prato cheio para que criminosos possam obter vantagens financeiras e até usar a vítima como testa de ferro em novos golpes. Em análise, a CyberRisck Analytics aponta que os vazamentos de dados expuseram 4,1 bilhões de dados no primeiro semestre de 2019 no mundo.
Quando os vazamentos acontecem no ambiente corporativo, os prejuízos partem dos gastos para reparar o dano (que poderia ter sido prevenido se a segurança da informação fosse priorizada) a pedidos de resgate por parte dos sequestradores e até processos judiciais por clientes que tiveram suas informações vazadas.
Opice Blum comenta que a “invasão simples de sistema com obtenção de dado pode incorrer no artigo 154 do código penal, como uma alteração da lei Carolina Dieckmann. É um crime que pode gerar um ano de detenção. Mas se juntarmos à penalidade da LGPD e do Código de Defesa do Consumidor, esses valores podem aumentar para 2% do faturamento da empresa que teve os dados vazados, com limite de R$ 50 milhões em multa. As penas de violação do Código de Defesa do Consumidor pode chegar a R$ 10 milhões”. Segundo a Serasa Experian, 85% das empresas brasileiras não estão preparadas e adequadas à LGPD.
Os sequestros de dados, em particular, acontecem com a invasão do sistema e criptografia das informações. Uma vez criptografadas e com o backup defasado, as empresas ficam com suas operações rendidas e paralisadas até que o dano possa ser reparado.
Rafael Torres, gestor de segurança da informação do Grupo Epicus, empresa de consultoria em contabilidade e compliance, diz que a companhia passou por uma tentativa de ataque que foi rapidamente contida pela equipe interna de TI. “Um funcionário recebeu um e-mail de um cliente com um documento malicioso e o abriu. Aí entra o fator humano que não julga haver um problema, visto que a relação entre cliente e prestador de serviço é de confiança. Detectamos o ataque quando o funcionário, que estava trabalhando de forma remota e sem acesso a dados sensíveis, chegou à empresa e teve sua máquina conectada à rede corporativa. Recebemos o aviso e o ataque não foi concluído. Formatamos o computador, atualizamos os sistemas e restabelecemos o serviço”, conta Torres, que pontua que o sucesso da contenção não é comum porque boa parte das empresas não encara a segurança da informação como uma cultura.
O executivo diz ainda que as companhias estão cada vez mais suscetíveis a ataques cibernéticos à medida que a segurança de dados continua sendo classificada como um gasto e não um investimento e parte da rotina do negócio. “Elas investem em softwares e hardwares que auxiliam na operação, mas não em treinamento de pessoal sobre como tratar o dado e agir diante de situações de vulnerabilidade – o preparo precisa ser a primeira coisa a ser implantada. As empresas precisam entender que toda informação tem importância para o negócio.”
Ainda sobre a importância da cultura interna das empresas de proteger e tratar dados, em pesquisa, o Gartner prevê que os gastos em segurança cibernética devem chegar a US$ 133,7 bilhões no mundo em 2022. Na contramão da prevenção, um levantamento da Cybersecurity Ventures aponta que os danos dos crimes digitais podem atingir mundialmente US$ 6 trilhões ao ano até 2021.
Dentro da temática de custo e investimento, Pizzolato conclui: “Estamos vivendo uma transformação digital ainda mais acelerada e não podemos conceber isso sem segurança na área de tecnologia, que também envolve estratégia de negócio, continuidade e gestão. Os usuários já privilegiam empresas que buscam proteger o dados e quem se adequar a isso vai conseguir avançar mais rápido no mercado e evitar dores de cabeça e prejuízos muito maiores no futuro”.










