Antes de contratar um plano de internet rápido, o ideal é pensar em qual vai ser o uso da banda larga.
Quem vai usar a rede em apenas uma máquina, para navegação em sites de notÃcias e e-mail, além de assistir a um ou a outro vÃdeo e fazer poucos downloads, pode se satisfazer com uma conexão de 128 Kbps.
Já quem, além da navegação, vai consumir bastante conteúdo on-line, como assistir a vÃdeos e ouvir rádios, sem arquivar dados no computador, deve ficar satisfeito com um plano de 512 Kbps.
Quem gosta de baixar coisas para seu disco deve considerar um plano de 1 Mbps.
Já os usuários de games --sejam jogos de PC, sejam de consoles-- ganham bastante jogabilidade com conexões mais rápidas, de 2 Mbps ou mais.
Altas velocidades também são interessantes para quem costuma armazenar vÃdeos em sites como o YouTube ou envia muitas fotos ao Flickr, já que as velocidades de envio de dados costumam ser bem menores do que as de download.
Além disso, é preciso considerar quantos dispositivos vão usar a conexão, já que a velocidade é dividida.
Lembre-se que a rapidez contratada não é aquela praticada de fato. Localização e horário interferem na qualidade da conexão, entre outros fatores. Se for possÃvel, consulte vizinhos sobre a satisfação com a internet que eles utilizam.
O Brasil está entre os dez paÃses com maior número de usuários de banda larga no mundo --no último trimestre de 2008, ocupava a nona posição em ranking divulgado pela agência britânica Point Topic. Mas quantidade não implica qualidade: estudo realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas) coloca o paÃs em 77º lugar entre 154 paÃses avaliados segundo o desenvolvimento em telecomunicações.
Um dos problemas é que o serviço de banda larga é caro --paga-se alto por megabit por segundo, em comparação com outros paÃses.
E pesa muito nas despesas familiares: comparando com a renda per capita média do brasileiro, ter internet banda larga em casa representa quase 10% do salário médio nacional. Nos EUA, o comprometimento da renda não passa de 0,7%.
Em números absolutos, um plano mensal de 1 Mbps, na cidade de São Paulo, custa entre R$ 50 e R$ 70, o que equivale a cerca de US$ 23 a US$ 32. Nos EUA, esse mesmo plano de acesso custa em torno de US$ 16. Em alguns paÃses asiáticos, o preço chega a ser apenas o equivalente a US$ 3,80.
Mas o pior é que o serviço deixa muito a desejar, segundo o presidente da Abusar (Associação Brasileira dos Usuários de Acesso Rápido), Horácio Belfort: "Uma das piores coisas da internet de banda larga é que as operadoras fazem propaganda de um serviço que oferece, por exemplo, 2 Mbps, mas eles só entregam 1 Mbps ou até menos."
O que as próprias operadoras admitem, pois há uma cláusula do contrato de serviço em que se comprometem a entregar pelo menos 10% da velocidade contratada.
Segundo Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, isso não é irregular. "A internet funciona como um varal: se apenas você pendura uma camisa, ele continua firme; se um monte de gente resolve pendurar roupas, é claro que ele vai ficar meio caÃdo", compara Getschko.
Belfort afirma também que há operadoras que fecham portas TCP/IP para impedir o uso de certos programas. "Quando reclamamos ou levamos isso até os órgãos de defesa do consumidor, tudo se acerta e não conseguimos provar esse abuso", diz ele.
Com desenho elegante, o Xperia X1, da Sony Ericsson, tem como caracterÃsticas distintivas a tela de três polegadas sensÃvel ao toque e o teclado QWERTY deslizante.
Os recursos imprescindÃveis a um smartphone estão todos lá: Wi-Fi, suporte a 3G (padrão de telefonia móvel que permite conexão à internet de alta velocidade) e navegação GPS.
Apesar de a tela ser sensÃvel ao toque, o sistema Windows Mobile 6.1 não é otimizado para uso com os dedos: muitos elementos clicáveis, como botões para fechar programas, são pequenos demais.
Por isso, o aparelho vem com uma canetinha, acessório que parece pré-histórico em tempos de iPhone e Android.
Essa falha é compensada com boas alternativas de navegação pela interface, como os botões direcionais e o joystick ótico (espécie de touchpad).
Um recurso interessante é o XPanel, que permite alternar entre painéis com funções multimÃdia, de organização pessoal e um atalho rápido para o Google, por exemplo.
Com alta resolução (800x 480), a tela impressiona pelo brilho e pela nitidez.
Além do Internet Explorer, padrão do sistema, o Xperia tem o bom Opera Mobile. Um dos melhores navegadores móveis, ele conta com abas e exibe as páginas de forma quase igual à que elas aparecem em um computador comum.
O teclado QWERTY é uma boa adição, mas as teclas são muito duras. O problema é atenuado por um eficiente recurso que completa palavras automaticamente. O sistema apresenta uma lista de termos que começam com as letras que você digitou. Se você escreve "esc", por exemplo, o aparelho sugere a palavra "escola".
O armazenamento interno, de 400 Mbytes, pode ser expandido com cartões microSD.
Com 3,2 Mpixels, a câmera é competente para fotos e vÃdeos, mas inferior à s incluÃdas em modelos da Sony Ericsson que vêm com lentes de grife.
O preço sugerido é de R$ 2.999.
Depois dos netbooks, laptops ultraportáteis que desempenham funções básicas, é a vez de os nettops chamarem a atenção no mercado de tecnologia.
Versões de mesa dos netbooks, os nettops são computadores que possuem dimensões reduzidas e são usados para desempenhar funções como navegar na internet e trabalhar com processadores de textos, apresentações e tabelas.
A categoria deve crescer para mais de 6 milhões de unidades em 2009 -e mais de 7 milhões em 2010, de acordo com a DisplaySearch, empresa que faz análises de mercado.
Os nettops podem ter versão tudo-em-um, em que componentes e monitor dividem o mesmo gabinete, ou versão apenas com gabinete --basta conectá-lo a um monitor.
"Um dos principais atrativos desse segmento é a economia de espaço", afirma Marcel Campos, gerente de marketing da Asus. "Antes, você tinha torre e monitor. Agora, tudo está junto, o que simplifica a vida do usuário", diz.
A Asus apresentou na Cebit, em março, na Alemanha, o Eee Top PC ET1602, que tem tela sensÃvel ao toque. Não há previsão de data para a chegada do modelo ao Brasil. "Estamos analisando a entrada do produto no mercado. Está bem claro que os nettops atendem a uma vasta gama de pessoas, da criança que quer estudar até aquela pessoa mais velha que quer um computador fácil de instalar", diz Campos.
Em junho, a MSI lança no Brasil os modelos AP1900 e AE1900. O primeiro, voltado para o mercado corporativo, e o segundo, para o público que busca um design diferente.
"O AE1900 faz parte da linha estética, tem função touchscreen, design com acrÃlico transparente", detalha Marcelo Martins, diretor comercial e de marketing da MSI Brasil.
O preço dos aparelhos deve variar entre R$ 1.899 e R$ 2.599, segundo ele.
"O apelo do nettop é por conveniência estética e de espaço. É um produto que ocupa pouco espaço, que pode, também, virar uma TV [desde que o consumidor compre um sintonizador de TV digital]", afirma.
A Acer apresentou, no começo deste mês, o Aspire Revo, com plataforma de processamento gráfico Ion, da Nvidia --que permite jogar e executar vÃdeos em Full HD (1.920x 1.080 pixels). Segundo a assessoria de imprensa, a Acer não declarou o preço nem a data em que ele chegará ao mercado.
A fabricante de produtos eletrônicos Sharp vai lançar o primeiro telefone celular japonês que permite carregar a bateria com energia solar. Será comercializado no Japão a partir de junho pela operadora de telefonia KDDI.
O novo telefone celular tem um painel solar que lhe permite carregar até 80% de sua bateria, o que representa uma redução das emissões de dióxido de carbono na atmosfera, informou hoje a agência local de notÃcias Kyodo.
Para cada dez minutos que o aparelho for exposto à luz solar, o usuário poderá conversar um minuto e mantê-lo ligado por duas horas no modo econômico. Além disso, este novo telefone é mais resistente à água que outros modelos, segundo a fabricante.
Ainda não está definido quanto o aparelho custará aos consumidores, já que isso deverá ser fixado pela KDDI, a terceira maior empresa de telefonia celular do Japão.
Em fevereiro, a companhia sul-coreana Samsung apresentou o Blue Earth, primeiro aparelho com um painel solar para recarregar sua bateria.










