Com a garantia em mãos, é hora de defender seus direitos. Existem prazos e regras bem claras para a atuação das assistências autorizadas das empresas, e é preciso ficar atento.
Antes de tudo, nunca é recomendado procurar uma assistência que não seja da rede de autorizadas do fabricante. Para isso, o contato pode ser feito por e-mail ou por telefone.
Feito isso, o consumidor deve levar seu produto ainda na garantia (acompanhado de sua nota fiscal) à assistência, que tem 30 dias para resolver o problema. "A maioria das reclamações que recebemos é sobre o descumprimento desse prazo", informa Márcia Christina Oliveira, do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) de São Paulo. "Nesses casos, a pessoa quer seu dinheiro de volta", explica.
Apesar das reclamações, as empresas consultadas pela Folha informaram prazos extremamente menores do que 30 dias para o conserto em suas assistências --as médias variaram de quatro a 20 dias para sanar o problema.
A Apple é uma exceção e diz não poder prever um tempo médio para a resposta ao seu consumidor, já que todas as peças de seus produtos são importadas. "O tempo de conserto dependerá da disponibilidade das peças no paÃs", informou a assessoria da empresa.
Oliveira alerta que o usuário deve exigir uma ordem de serviço à assistência, antes de entregar seu produto. Caso o conserto demore mais que 30 dias, o consumidor pode pedir a substituição do produto ou ter seu valor reembolsado. Caso as duas opções sejam negadas, a melhor escolha para o usuário é procurar uma entidade de defesa do consumidor.
No caso de produtos trazidos de fora do paÃs e com garantia internacional, o procedimento é basicamente o mesmo. Mas as empresas não descartam que o conserto pode demorar mais pela importação de peças. A Panasonic, por exemplo, promete manter o consumidor informado sobre cada passo.
Mesmo fora da garantia, a assistência que for consertar o produto também deve seguir regras. Antes que qualquer reparo ocorra, o consumidor deve receber um orçamento discriminando tudo o que será feito e o que pode acontecer com o produto depois do reparo. A proposta vale por dez dias e, se for aceita, deve ser oficializada por escrito.
"Muitas vezes o consumidor leva o aparelho para fazer o orçamento e, quando volta, o aparelho já foi consertado. Esse reparo pode sair de graça ao usuário", informa Oliveira.
Assunto delicado
Assistência técnica é assunto delicado para a maior parte das empresas e uma das razões para isso é que a maioria tem uma rede de assistências autorizadas, e não um segmento interno, próprio da empresa, responsável pelos reparos.
Apesar disso, elas dizem estar de olho. Nokia e Panasonic, por exemplo, afirmam ter uma polÃtica de acompanhamento do que acontece em sua rede. Já a HP informa que opta por fiscalizar sua rede no contato com o seu consumidor.
As últimas novidades em livros eletrônicos, smartphones e aparelhos utilizados para "twittar"
fazem parte das estratégias do setor tecnológico para aumentar suas vendas com a chegada do
Natal, depois de duas campanhas desfavoráveis.
Não será uma tarefa fácil, contudo. Segundo a última enquete da organização Consumer Reports, 65%
dos americanos planejam gastar menos este ano em presentes, viagens e entretenimento.
No entanto, o estudo também mostra que os artigos eletrônicos sairão melhor parados que outras
opções e produtos como computadores portáteis, netbooks, celulares, videogames e sistemas GPS ao
menos manterão seu nÃvel de vendas.
No Natal, o saco do Papai Noel possivelmente estará cheio de livros eletrônicos, um produto cada
vez mais popular e cujo preço caiu consideravelmente no último ano.
O Kindle, da Amazon, que começou a ser vendido internacionalmente no dia 19 de outubro, pode ser
encontrado agora nos Estados Unidos a partir de US$ 259, após a última redução de preço para
competir com o Nook da cadeia de livrarias Barnes&Noble.
Este último modelo, recém-chegado ao setor de livros eletrônicos, por enquanto está disponÃvel
somente nos EUA e, ao contrário do Kindle, permite o download de livros em diferentes formatos e
tem uma tela colorida.
No entanto, quem prefere esperar pelas liquidações de janeiro pode sair ganhando.
O fabricante de chips californiano Marvell anunciou nesta segunda-feira uma aliança com a
companhia E Ink, especializada em sistemas de tinta eletrônica, para lançar uma nova tecnologia
que chegará ao mercado no inÃcio de 2010 e que permitirá reduzir o preço dos livros eletrônicos
até US$ 150.
Outros favoritos para o Natal de 2009 serão os netbooks, computadores portáteis de baixo custo, e
os últimos modelos de smartphones, como o Droid, da Motorola.
O Droid já é considerado pela imprensa norte-americana como o mais sério concorrente do iPhone
até o momento --mas a maioria dos consumidores europeus e latino-americanos terão que esperar,
porque o telefone só será vendido por enquanto em EUA, Alemanha, Itália e Argentina.
O smartphone da Motorola funciona com a plataforma Android, da Google, e a previsão é de que o
lançamento gere uma nova onda de aplicativos desenvolvidos por programadores independentes, como
os que transformaram o iPhone em um verdadeiro computador de bolso.
O telefone chega também com outras funções interessantes, como uma touchscreen, uma câmera de 5
Mpixels e o novo GPS do Google, que é gratuito.
Mas quem considera os últimos modelos de smatphones complicados demais e que fazem muitas coisas
ao mesmo tempo, --como afirmou nesta semana Martin Cooper, inventor do telefone celular--, podem
optar por aparelhos eletrônicos muito mais simples, como o TwitterPeek: um aparelho apresentado
nesta semana e que serve unicamente para twittar.
Fabricado pela firma Peek e com aspecto de BlackBerry, o aparelho permite que seus usuários
enviem e leiam mensagens no Twitter, o popular serviço de microblogs que já é um fenômeno de
massas nos EUA.
Vendido a US$ 99, o aparelho chega com duas opções de contrato: US$ 7,95 por mês ou um único
pagamento de US$ 199 que garante acesso ao sistema durante toda a vida do equipamento.
O TwitterPeek aproveita o sucesso do Twitter e seus mais de 23,5 milhões de visitantes mensais e
a companhia tenta agora crescer em paÃses de idiomas diferentes do inglês. A interface já está
disponÃvel em espanhol.
A Dell não é mais a mesma e aposta no Brasil para retomar seu lugar na disputa com IBM, HP
(Hewlett-Packard) e outras concorrentes, que, nos últimos anos, diversificaram seus negócios
antes restritos à venda de computadores.
Enquanto a concorrência se transformou, a Dell manteve-se fiel a esse ramo e perdeu valor. Em
2005, ela valia cerca de US$ 100 bilhões, mais que HP e Apple juntas. Hoje, não passa de 30% das
duas companhias. Mesmo em mercados emergentes, com altas taxas de crescimento na venda de
computadores (desktops e notebooks), a Dell perdeu posição, como no Brasil.
Em visita ao paÃs, seu presidente mundial, Michael Dell, mostrou ontem que está contrariando
todos os seus princÃpios para recuperar posição. Primeiro, anunciou que está diversificando os
negócios, pensando em fabricar dispositivos destinados à conexão (entre eles, um aparelho
celular). Além disso, disse que está aumentando os investimentos na área de soluções de
tecnologia para todo tipo de público.
O Brasil cumpre importante papel nesse processo de retomada. Nas previsões de Dell, depois de
EUA, Europa e China, o paÃs deverá ser o maior mercado para a companhia. "Vejo uma economia forte
e em crescimento que deverá representar nosso quarto maior mercado até 2015."
Hoje, o Brasil é a oitava maior operação da Dell no mundo, e as estimativas da companhia
contrastam com a dos principais institutos de pesquisa, que colocam o Brasil na terceira posição
entre os maiores mercados de tecnologia já em 2010.
O Samsung Galaxy (i7500) é um dos primeiros telefones celulares à venda no paÃs com o Android, sistema operacional móvel do Google.
O aparelho deve interessar mais a quem é usuário frequente dos serviços da gigante das buscas. Preenchendo o seu nome de usuário e a sua senha no Google, sincronizam-se automaticamente no celular seus compromissos no Google Agenda, seus e-mails no Gmail e seus contatos no Google Talk.
Recursos imprescindÃveis a smartphones modernos, como GPS e suporte a Wi-Fi e 3G (padrão de conexão móvel com velocidade de banda larga), estão todos presentes.
O armazenamento interno, de 8 Gbytes, pode ser expandido para mais 32 Gbytes por meio de cartões microSD.
SensÃvel ao toque, a tela do Galaxy tem brilho e contraste impressionantes. Com 3,2 polegadas, ela tem resolução de 320x480 pixels.
A resposta ao toque é boa, mas inferior à do iPhone, por exemplo. Os botões direcionais são uma boa adição, servindo como alternativa de navegação pelos menus do celular.
Diferentemente do que fizeram empresas como a Motorola e a HTC, a Samsung pouco personalizou a interface padrão do Android.
Um ponto fraco é o temperamental botão lateral para bloquear e desbloquear a tela. É preciso segurá-lo por alguns segundos para começar a operar a tela sensÃvel ao toque, mas ele nem sempre funciona bem. No iPhone e no HTC Magic (outro celular com Android), o desbloqueio, feito por meio da própria tela sensÃvel ao toque, é mais simples e eficiente.
O preço sugerido do Galaxy é de R$ 1.799.
Lite
Em novembro, a Samsung lançará o Galaxy Lite (i5700), versão mais barata e com menos recursos, com preço sugerido de R$ 999.
Pode parecer estranho, mas seus eletrônicos se alimentam com espécies de sanduÃches (ou quase isso) compostos de placas metálicas e compostos quÃmicos. Entre os ingredientes dessa mistura estão pilhas, chamadas de células, cujas cargas individuais somadas mostram o poder total da bateria, explica o professor Marcelo Zuffo, da Escola Politécnica da USP (Universidade de São Paulo).
As principais baterias que alimentam os eletrônicos atualmente são as de lÃtio-Ãon, mas já houve de nÃquel-cádmio e nÃquel-hidreto metálico.
O lÃtio-Ãon tem vantagens em relação aos anteriores: retém mais a carga (perde 5% de carga por mês, contra até 20% das outras) e não tem o "efeito memória", o que quer dizer que as baterias podem ser recarregadas mesmo após não terem sido descarregadas totalmente, segundo o professor Sergio Penedo, da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado).
Apesar disso, Penedo diz que as baterias de lÃtio-ion são "temperamentais", porque "caso o lÃtio tenha sido contaminado com impurezas na fabricação, os riscos de instabilidade são maiores". Elas também não devem ser descarregadas completamente e têm baixa tolerância a altas temperaturas. "Mas os dispositivos que usam lÃtio-Ãon têm circuitos de proteção que bloqueiam o carregamento acima do limite e impedem que elas se descarreguem completamente."
O tempo de duração de cada carga varia muito, e isso depende muito do seu uso. Nos notebooks, a quantidade de programas abertos, o processador usado e o brilho da tela interferem diretamente na duração da bateria. Já os celulares perdem de acordo com o tipo de material da tela, na troca excessiva de dados e se seu Bluetooth, GPS e Wi-Fi estão ligados o tempo todo.
Além disso, é preciso prestar atenção em alguns detalhes para não errar na hora da compra. Segundo os professores ouvidos pela Folha, o consumidor deve pesar impacto ambiental, custo, desempenho e material do qual a bateria é feita. Sem esquecer de verificar se o produto tem o selo de certificação da Anatel. "Baterias mal dimensionadas ou de procedência duvidosa trazem riscos graves de queima, vazamento e até explosão", alerta Penedo.
Também deve ser levado em conta o uso que será feito do produto. "No caso dos notebook, é recomendada uma bateria de 12 células para quem tem acesso restrito a tomadas. Já para o usuário doméstico, pode-se comprar um computador portátil com bateria de seis células, que custa em média 50% menos", segundo Henrique Joji Sei, diretor de marketing e produtos da Dell Brasil.
A Dell vende vários notebooks que podem ser configurados com seis ou nove células. Um deles é o Latitude E5400, tem preços a partir de R$ 2.299 (seis células, duração prevista de cinco horas) e R$ 2.379 (nove células, duração prevista de oito horas). O consumidor paga R$ 80 por três horas a mais.
Já a HP vende o tx2-1040 por R$ 3.699, e, por esse preço, o consumidor leva duas baterias, uma de quatro e outra de oito células. A Sony informa que vende seus notebooks com bateria padrão e vende separadamente baterias de longa duração, que custam até R$ 1.099.
Os aparelhos que mais trazem problemas quanto às baterias são notebooks e celulares.
Uma solução encontrada por alguns usuários para ter um maior desempenho em seus notebooks é o uso de baterias externas. Nos celulares, não é recomendável trocar a bateria por uma de maior potência. "Um celular é projetado para receber uma quantidade especÃfica de carga durante seu funcionamento", diz Penedo.
O site Cnet comparou baterias de smartphones. Leia em bit.ly/celularesvidautil.










