Maior produtora de telefones celulares do mundo em volume, a Nokia anunciou nesta sexta-feira que está cada vez mais certa de que o seu primeiro Windows Phone chegará ao mercado
ainda neste ano.
"Como dissemos antes, estamos mais confiantes de que despacharemos nosso primeiro Windows Phone neste ano", afirmou o porta-voz da Nokia, Doug Dawson.
A Nokia está trocando seu próprio sistema operacional Symbian pelo Windows Phone, da Microsoft.
A venda global de celulares que rodam a linguagem HTML5 deve crescer de 336 milhões para 1 bilhão de aparelhos até 2013, segundo dados da consultoria Strategy Analytics.
A tecnologia permite a visualização de conteúdos e serviços móveis sem que o usuário precise baixá-los das lojas de aplicativos como a App Store, da Apple.
Para o acesso, é utilizado o próprio navegador de internet e criado um atalho na tela inicial do aparelho.
O crescimento está relacionado ao interesse dos fabricantes em deixar seus aparelhos compatíveis com conteúdos crescentes envolvendo a tecnologia, como jornais, revistas e serviços.
Hoje, aparelhos como iPhone 4 e 4S, da Apple, e Galaxy Tab, da Samsung, já aceitam a tecnologia.
Segundo a consultoria IDC, 15% dos novos programas para aparelhos móveis serão feitos em HTML5 já em 2012, que serão rodados em tablets, celulares e TVs conectadas.
"Essa linguagem está crescendo principalmente como alternativa às tradicionais e inflexíveis lojas de aplicativos, como a App Store", diz Nick Dillon, analista da consultoria britânica Ovum.
A Apple retém 30% do valor das vendas dos aplicativos colocados em sua loja e os desenvolvedores começam a descobrir no HTML5 uma nova forma de apresentar seus programas.
A atualização desses softwares na linguagem também é rápida e não precisa passar pela aprovação da Apple.
A Folha lançou seu aplicativo em HTML5 na semana passada. Ele permite unificar a experiência do leitor em distintos aparelhos.
O aplicativo pode ser visto pelo navegador (no endereço app.folha.com), e, depois do primeiro acesso, é possível criar um ícone na tela inicial do celular ou tablet.
O programa dá acesso aos textos e às imagens da versão impressa do jornal e às atualizações mais importantes do noticiário do dia, além de textos de análises e colunistas.
"A grande vantagem do HTML5 é que o acesso ao conteúdo é muito mais rápido. Cada uma das notícias é exibida sob demanda, no momento da leitura", diz Luli Radfahrer, Ph.D. em
comunicação digital pela USP e colunista da Folha.
"Isso evita que o jornal seja carregado de uma vez e o usuário tenha que esperar mais tempo para ter acesso ao conteúdo."
Fora do Brasil, a experiência também foi testada pelo jornal britânico "Financial Times", que já registrou mais de 1 milhão de usuários.
A Sony vendeu 321.400 unidades do PlayStation Vita, seu novo videogame portátil, em seus dois primeiros dias de vendas no Japão, afirmou a empresa de pesquisas Enterbrain nesta
terça-feira (20).
O resultado ficou aquém do da rival Nintendo, cujo 3DS vendeu 371 mil unidades em seus dois primeiros dias, disse a Enterbrain. No entanto, as vendas do 3DS despencaram semanas após
o lançamento, forçando a Nintendo a reduzir o preço do aparelho e castigando sua previsão de lucro com produtos no ano.
A Sony quer evitar um destino semelhante oferecendo um leque de 24 jogos para o Vita no lançamento. Mas executivos admitem que o real desafio será manter as vendas nos próximos
anos.
Fãs fizeram fila no Japão para estar entre os primeiros a receber o portátil, lançado no sábado. As vendas do Vita terão início nos Estados Unidos e na Europa em fevereiro.
O portátil anterior da Sony, o PSP, vendeu 166 mil unidades no primeiro dia de vendas em 2004. Até o momento, 73 milhões de unidades do console foram comercializadas.
Bruno Gomes de Carvalho gostava tanto do jogo para computador "A Neighbour from Hell", de 2003, que quis apresentá-lo à sua irmã. Mas tinha um problema: o game é em inglês, idioma
que ela não dominava. "Foi aí que tive a ideia de tentar editar os arquivos de texto e, por sorte, consegui", conta.
Bruno prosseguiu com a ideia e hoje, com 22 anos, é moderador de traduções em um portal especializado, reforçando um grupo apaixonado: o de jogadores que traduzem voluntariamente
games para português brasileiro.
Jocimar Araujo, coordenador do site GameVicio e tradutor amador de jogos
Assim como Bruno, João Paulo de Oliveira, 24, traduz games de forma voluntária, ressaltando "a prática de outros idiomas" como uma motivação -ele conta nunca ter feito curso de inglês
ou espanhol. Quando surgem dúvidas de inglês, Oliveira recorre a dicionários on-line.
"Como é um trabalho voluntário, você faz nas horas livres", afirma.
Nenhum dos sete fãs brasileiros com quem a Folha conversou afirmou ganhar dinheiro com a iniciativa.
HISTÓRIA
A primeira tradução não oficial de um game conhecida foi lançada em 1993 para o japonês "SD Snatcher", de MSX 2, de 1990, vertido para inglês. Durante a década de 90, grupos
internacionais começaram a passar para inglês jogos até então exclusivos do Japão, como "Final Fantasy 5", disponibilizando gratuitamente "patches" na rede.
Atualmente, o site Romhacking.net, um dos maiores portais especializados no assunto do mundo, contabiliza 945 "patches" em inglês para todos os sistemas.
Já o Portal Brasileiro de Romhacking e Emulação (romhackers.org), que centraliza grupos focados em traduzir games para português, indica o site Emurom, de 1998, como a primeira
iniciativa em grupo no Brasil, que registra, atualmente, 67 equipes ativas e 119 inativas.
Com tantos grupos no país, não há números totais de projetos, mas é possível estimar ao menos 1.225 traduções.
O brgames.org, que disponibiliza "patches" de games para consoles de diversos sites, contabiliza 785, enquanto o portal do gamevicio.com, maior dos voltados para jogos de PC, tem 440,
incluindo versões em português de Portugal.
A divisão entre games para console e para PC acontece porque as localizações para computador são aplicadas nos jogos já instalados -o que, a princípio, não envolveria baixar ou adquirir
cópias ilegais.
"As traduções não são usadas como cópias ilegais de jogos. Quem usa pirataria faz cópia ilegal com ou sem tradução", afirma Jocimar Araujo, 43, do GameVício, que lucra com banners de
publicidade.
Araujo conta que recebeu ameaças não identificadas quando encabeçou uma campanha para desestimular a venda de cópias ilegais de games com os "patches" do GameVício em sites
particulares e de leilões.
VOLUNTÁRIOS
Para fazerem as traduções, programadores de sites como GameVício e Tribo Gamer extraem o texto dos games, que é dividido em partes. Isso permite que administradores dividam tarefas
entre equipes.
"A duração de um projeto depende da quantidade de tradutores envolvidos, bem como do gênero do jogo. O gênero mais desafiador é o RPG", diz Ednaldo Trajano, 30, administrador do
Tribo Gamer.
A adaptação de "Grand Theft Auto 4" pelo GameVício contou com 180 pessoas. Já "NecroVision" e "Police Simulator" só tiveram um tradutor.
Com 16.675 linhas de texto, "Deus Ex: Human Revolution" levou três meses, conta João Paulo Rodrigues, também administrador do Tribo Gamer.
"The Elders Scrolls 5: Skyrim", em andamento, tem 67.432 linhas.
ILEGAL
O advogado Bruno Salvatore Drago, consultor de direitos autorais e software, diz que as traduções são ilegais.
Segundo Drago, a Lei do Direito Autoral determina que as traduções dependem de autorização do autor.
O advogado lembra que "ilegal significa que é contra a lei, não que seja crime". Para ser crime, depende do caso, como "a forma como a tradução é disponibilizada".
Marcos Lázaro Francisco Viégas, consultor jurídico do GameVício, argumenta que não há legislação específica.
Questionada, a Blizzard citou o contrato de licença e seus jogos, que proíbe a tradução parcial ou total.
Betrand Chaverot, diretor-geral da Ubisoft Brasil, diz entender "como bastante positiva a iniciativa de jogadores que se dispõem a legendar seus jogos preferidos".
GLOSSÁRIO
Emulador: software que imita o ambiente de um videogame para rodar seus jogos
MSX: tipo de computador criado no Japão, nos anos 1980. Jogos como "Bomberman" tiveram sua primeira versão nele
Patch: trecho de programação incluído a um software para modificá-lo
Ser um robô já é algo um pouco mais sociável, agora que eles têm sua própria rede social. No MyRobots.com, donos de robôs
podem cadastrar seus autômatos e criar perfis para eles --e incluir até uma foto e um nome. A partir daí, os próprios robôs atualizam seu status na rede. O conteúdo pode ser apenas a
leitura da temperatura ambiente --ou o resultado de um algoritmo de reconhecimento facial inteligente.
"É possível enxergar o MyRobots.com como o Facebook para robôs e objetos inteligentes", diz Carlos Asmat,
coordenador do projeto, em Montreal, no Canadá. Como no Facebook, cadastrar-se é gratuito, mas isso pode mudar no futuro.
Porém, enquanto o Facebook é criticado frequentemente por enfatizar os aspectos mais superficiais da vida humana ("Entendiado. Já posso abrir uma cerveja?" ou "Quero uma pizza"), a
troca de atualizações de status aparentemente mundanas entre robôs ("Eu estou sobreaquecendo e preciso de descanso" ou "Eu sou um aspirador de pó e estou preso") pode deixá-los bem
mais espertos.
No mínimo, tais atualizações --que poderiam vir de objetos domésticos estáticos e também de robôs com movimento-- poderão permitir que humanos corram para socorrer suas máquinas.
Mais interessante ainda, ao permitir que robôs compartilhem informações, a rede pode aumentar a inteligência robótica na hora de tomar decisões. "Nem todos os robôs tem os mesmos
sensores ou o mesmo acesso a informações", diz Asmat.
Por exemplo, um fogão e uma geladeira conectados ao site podem detectar uso, enquanto um robô humanoide patrulheiro pode notar que há muitas pessoas na casa. No dia seguinte, o
robô aspirador pode deduzir, baseado em tais atualizações, que houve uma festa na casa e que ele deve limpar mais porque o local pode estar mais sujo --tudo isso sem a intervenção de
um humano. "Tais exemplos podem ser vistos como ficção científica hoje, mas estão bem próximos de virar realidade", diz Asmat.
No momento, o site só está aberto para ajudar o robô Nao (foto acima), um modelo branco de plástico com 50
centímetros de altura e características humanoides criado pela Aldebaran Robotis, em Paris, além de aparelhos que rodem o microcontrolador
target="_blank"> Arduino, popular entre os que têm eletrônicos como hobby. Mas o plano é que mais robôs e aparelhos sejam aceitos no futuro.
Esse não é o primeiro esforço em utilizar a web para aumentar a comunicação entre robôs. O RoboEarth tem
sido promovido como a world wide web para robôs. Robôs compartilham experiências ao resolver uma tarefa particular, permitindo que outros robôs aprendam com esses dados. Ele foi
criado principalmente para pesquisadores de robótica, enquanto o MyRobots.com visa consumidores comuns. "Nosso foco principal é prover serviços que aumentem a performance do robô
para usuários finais de uma forma mais amigável", diz Asmat.
O MyRobots.com também planeja hospedar uma loja de aplicativos para robô. Mas Asmat nota que, diferente das lojas de aplicativos para celulares, o site terá ênfase em software baseado
na nuvem, para que os recursos dos robôs estejam sempre o mais livre possível.
Será que o Facebook para robôs fará sucesso? Talvez não haja donos de robôs o bastante para sustentar a tentativa. Mas, se o MyRobots.com realmente fizer os robôs ficarem mais
espertos, como promete, e consequentemente mais úteis, então o próprio site pode ajudar a superar seu maior obstáculo.










