Com crescimento de 77% no primeiro semestre deste ano, os smartphones ganham espaço no mercado e já representam um quarto das vendas de celulares no Brasil.
Segundo dados da consultoria de tecnologia IDC, obtidos pela Folha, foram vendidos 6,8 milhões de celulares inteligentes de janeiro a junho de 2012 --ante 3,8 milhões de unidades no mesmo período do ano passado.
Com isso, a participação desses aparelhos nas vendas totais de celulares saltou de 12% para 25% em um ano.
A consultoria prevê que, até o fim deste ano, as vendas de smartphones cheguem a 16 milhões de unidades, quase o dobro do ano passado, quando foram comercializados 8,9 milhões de aparelhos.
No entanto, só em 2015 esses celulares superarão os modelos tradicionais, chamados de feature phones. A categoria inclui os aparelhos sem nenhum tipo de conexão à internet, e os intermediários, que trazem aplicativos embutidos"de fábrica", em geral de acesso a redes sociais e e-mail, mas não têm um sistema operacional.
Conhecidos como webphones, esses aparelhos intermediários também ganham relevância no mercado brasileiro. Segundo a medição do IDC, já representam 40,3% das vendas na primeira metade do ano --eram 26,5% no mesmo período de 2011.
"Vemos dois movimentos de transição simultâneos: quem tem um celular básico optando por um aparelho com algum tipo de acesso à internet. E quem já tem um desses celulares comprando um smartphone", diz Bruno Freitas, analista da IDC.
Apesar disso, o especialista acredita que o avanço dos webphones não deve durar muito tempo, uma vez que a tendência é de queda nos preços dos smartphones nos próximos anos.
"Os grandes fabricantes têm focado nos smartphones, criando um portfólio maior e mais barato desses produtos", diz Freitas.
Outro fator que deve colaborar para a redução dos preços é a isenção prometida pelo governo federal para os smartphones fabricados no Brasil, com sua inclusão na "MP do Bem".
DECLÍNIO
Com 27,2 milhões de unidades vendidas no primeiro semestre, o mercado de celulares como um todo teve uma retração de 16% frente ao mesmo período de 2011.
O principal motivo para a queda é o declínio de 28% nas vendas dos celulares mais simples (feature phones).
A queda foi compensada, no entanto, pela expansão dos smartphones, com preço médio maior.
Isso permitiu que o mercado crescesse em faturamento. No segundo trimestre, as receitas tiveram alta de 9% sobre o mesmo período do ano passado, mesmo com a queda de 22% em unidades.
No ano, a previsão é que o faturamento do setor de celulares no Brasil cresça 12%, totalizando US$ 12,5 bilhões.
O novo console Nintendo Wii U começará a ser vendido no Japão no dia 8 de dezembro a um preço, em sua versão básica (8 Gbytes), de 26,3 mil ienes (cerca de R$ 685), confirmou nesta quinta (13) o presidente da fabricante japonesa, Satoru Iwata. Nos EUA, o console chega um pouco antes: 18 de novembro, pelo preço de US$ 299 (cerca de R$ 607).
Wii U, novo console da Nintendo, que chegará aos EUA em novembro por US$ 299
Em uma de suas já frequentes apresentações virtuais, Iwata disse que o Wii U, com 20 vezes mais poder de processamento que seu antecessor, o popular Wii, sairá à venda em dois modelos: um básico na cor branca e 8 Gbytes de memória, e outro premium na cor preta e com 32 Gbytes, que custará 31,5 mil ienes (R$ 822).
Os dois pacotes apresentados por Iwata contarão com um console, um comando Wii U GamePad (um controle avulso custa R$ 133), uma caneta "stylus" para a tela tátil do controle, suportes para carregar o comando e cabo HDMI incorporado, detalhou a companhia, que deve realizar hoje apresentações em outras cidades do mundo.
NOVO MARIO, DE NOVO
No próximo dia 8 de dezembro, o console sairá à venda acompanhado de seu inseparável símbolo, o encanador Mario, que protagonizará uma nova aventura sob o título "Super Mario Bros U", jogo que terá um preço sugerido de 6 mil ienes (R$ 156).
Além disso, o presidente de Nintendo informou que o novo console será compatível com muitos dos acessórios e jogos do Wii, modelo que vendeu mais de 96 milhões de unidades no mundo todo.
O Wii U, a grande aposta de Nintendo para os videogames, conta com a capacidade de reproduzir gráficos em alta definição e uma resolução em 1.080p, embora a grande novidade esteja em seu comando, dotado de uma tela de 6,2 polegadas para "enriquecer a experiência" do jogador.
O comando Wii U GamePad será muito similar a um tablet, com tela sensível ao toque que poderá ser manejada com um ponteiro incorporado, e que incluirá giroscópio, acelerômetro, câmera e microfone, além dos frequentes botões de comando e dois joysticks analógicos.
Por fim, Iwata acrescentou que o console será "muito ecológico" por ter consumo médio de energia elétrica de 40 watts, ao mesmo tempo em que permitirá jogar no comando sem necessidade de utilizar a televisão.
Sucesso na segunda metade do século 20, câmeras de fotos instantâneas foram sepultadas pela popularização da fotografia digital. Mas lançamentos recentes querem fazer renascer a técnica.
A Fujifilm Instax mini 7S, testada pela Folha, é um deles. À venda no país por R$ 349, a câmera é um brinquedo que pode agradar os menos preocupados com qualidade de imagem.
Com corpo grandalhão em relação às câmeras atuais, a Instax não é das mais fáceis de carregar -e tampouco das mais discretas.
"Nossa ideia não é substituir a fotografia digital, mas sim complementá-la", afirma Gustavo Meyer, representante da divisão de câmeras da Fujifilm no Brasil. "Essa câmera está conquistando o público adolescente feminino em outros países."
De fato, nem a má qualidade das fotos feitas com pouca luz e sua escassez de recursos (o foco, a abertura e o tempo de exposição são fixos) conseguem ofuscar totalmente o caráter lúdico da Instax.
É muito agradável ver uma cena sendo replicada no papel -ao longo dos três minutos que leva a revelação.
Uma pena as fotos serem tão pequenas: descontada a borda, suas dimensões são de 4,6 x 6,2 cm -do tamanho de um cartão de crédito.
A brincadeira pode ser levada adiante: o site mochithings.com, por exemplo, vende álbuns para fotos da Instax e filmes personalizados, com bordas coloridas ou com os personagens Hello Kitty e Ursinho Puff.
A baixa potência do flash -que sempre dispara- pode fazer com que o que está em segundo plano desapareça. Por outro lado, essa característica deixa a imagem com cara de anos 80, o que pode ser desejado por alguns.
Cliques descomprometidos, realizados livremente com câmeras digitais, não devem ser o objetivo de quem possa usar a Instax. Além de existir um tempo de espera entre um registro e outro, cada fotografia vale R$ 2: o pacote de 20 chapas custa R$ 40.
Mas ver-se obrigado a pensar cada um dos instantâneos que serão feitos (e, por consequência, avaliar a relevância de cada cena ou momento) é outro ponto interessante. É algo como fotografar usando não só o dedo mas também a cabeça.
QUASE POLAROID
A Polaroid lançou em julho a Z2300, instantânea que, ao contrário da Instax, é digital. Suas fotos podem tanto ser reveladas quanto guardadas em um cartão microSD.
Com o software para editar a imagem na própria câmera antes da impressão, não há "fator surpresa" -mas isso diminui o desperdício do papel, cujo pacote com 30 folhas custa US$ 20.
O corpo plástico da Z2300, que custa US$ 160 nos EUA, também passa ao usuário a sensação de manusear um brinquedo.
A Polaroid não tem representante no Brasil.
Colaborou FERNANDA EZABELLA, de Los Angeles
A Apple vai usar uma nova tecnologia que pode tornar a tela de seu próximo smartphone mais fina, segundo o "Wall Street Journal", que citou fontes próximas ao assunto.
A tela já está sendo produzida pelas fabricantes asiáticas de componentes Sharp, Japan Display e LG, que estão produzindo os painéis em massa para a próxima versão do iPhone, com uma tecnologia que está sendo chamada de "in-cell".
Com a adoção da tecnologia "in-cell", as taiwanesas Wintek e TPK, que forneciam os painéis sensíveis ao toque para a tela do iPhone 4S, deixaram de receber pedidos para o próximo iPhone, disse o "WSJ", citando pessoas próximas ao assunto.
A tecnologia "in-cell" integra o painel sensor de toques à tela de LCD, tornando desnecessário que haja uma separação entre as duas camadas. Com a ausência de uma camada, a tela fica mais fina, e a qualidade das imagens exibidas se aprimora, disse o analista Hiroshi Hayase, da DisplaySearch.
Há 25 anos atrás, Ryu dava seu primeiro "hadouken" em um "Street Fighter".
O primeiro capítulo da popular franquia de jogos foi lançado em 30 de agosto de 1987, para fliperamas. Ryu, Ken (únicos personagens selecionáveis) tinham o caolho Sagat como ameaça.
A sequência, "Street Fighter 2", chegou em 1991 para fliperamas e no ano seguinte para consoles. Foi a versão mais vendida do jogo ( 6,3 milhões de cópias vendidas em todo mundo) e a responsável por popularizar a série. Além de Ryu e Ken, lutadores como Chun-Li e o brazuca Blanka estavam disponíveis para os jogadores.
A franquia teve mais de 70 títulos ao total, incluindo jogos que misturaram os personagens da série com os X-men e heróis da Marvel, além de filmes e animações baseadas no game.
A última versão, "Street Fighter 4", que tem gráficos em 3D mas mantém a jogabilidade 2D do "Street Fighter" original, vendeu 2 milhões de cópias no PlayStation 3 e 1,6 milhão para o Xbox 360.










