Notícias na Santa Ifigênia

Listando: 426 à 430 de 1316
10 mulheres que mais se destacaram na tecnologia em 2017.

2017 pode, sem sombra de dúvidas, ser descrito como um ano desafiador, emocionante e, porque não dizer, decisivo no que tange

o respeito e a igualdade para as mulheres. Só para se ter ideia, no começo, por exemplo, a Lista de Honras da Rainha revelou

alguns nomes da indústria tech como Maggie Philbin, cofundadora e CEO da TeenTech e considerada uma das empresárias

tecnológicas mais influentes do mundo; e também Debbie Forster, líder do grupo gerencial da iniciativa de diversidade Tech

Talent Charter.

Dentre outros movimentos de destaque, pode-se ressaltar debates constantes levantados por profissionais através de artigos ou

vídeos em veículos de comunicação como Computer Weekly e CNN, e por usuários de redes sociais sobre a importância da

representatividade das mulheres e da comunidade LGBT, e também da diversidade e identidade (sexual e de gênero) na área

tecnológica, cultural, artística - basta lembrar do ator Chris Pine em seu hilário monólogo de abertura no programa Saturday

Night Live criticando a diversidade de atores em Hollywood -, etc.


Além disso, mais recentemente houve o #metoo, uma hashtag levantada pela atriz Alyssa Milano no Twitter para que as vítimas

de assédio se pronunciassem sobre o tema, após a avalanche de acusações de cineastas que praticaram o ato hediondo em

Hollywood. Por tabela, nesta onda de terríveis descobertas, mulheres do Vale do Silício também compartilharam experiências

infelizes de comportamento sexual inapropriado que passaram com o sexo masculino.

Estes são apenas alguns dos acontecimentos que moldaram 2017 e, apesar do Dia de Ada Lovelace (celebrado às segundas terças-

feiras de outubro de cada ano) já ter passado, sempre é válido relembrar algumas das figuras femininas que mais se destacaram

na indústria tech ao longo do ano - apenas 10 dentre as incontáveis e brilhantes mulheres que desafiaram as estatísticas da

área. Sem mais delongas, eis a lista.

Sheryl Sandberg


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Foto: Canaltech

Por 6 anos, Sandberg foi vice-presidente de vendas globais e operações online na Google e é a diretora de operações do

Facebook desde 2008. Chegou a ser eleita como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2012, e no ano seguinte fundou

o Lean In, uma ONG de nome homônimo ao de seu primeiro best-seller, que apoia o empoderamento das mulheres.

Em 2017, lançou seu segundo livro, Opção B , e recebeu a honra de entregar o discurso de formatura das turmas de Virginia

Tech. Foi também convocada para dar o discurso de início do Instituto de Tecnologia de Massachusetts em Cambridge, em 8 de

junho de 2018. Sandberg também se posicionou contra as proibições de viagem e as medidas anti-aborto levantadas por Donald

Trump. Seu patrimônio líquido atualmente é de US$ 1,6 bilhão.

Archana Vemulapalli


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Foto: Canaltech

Apesar de ter renunciado ao seu cargo recentemente, foi nomeada pela prefeita Muriel Bowser para ser a diretora de tecnologia

em Washington DC, em janeiro de 2016. Desde então Vemulapalli tem sido creditada por conduzir uma ampla gama de projetos de

tecnologia no distrito, o que inclui melhorar a posse de segurança cibernética do governo local, elaborar e defender uma

política de cidades inteligentes equitativas e eficazes e, por fim, representar as vozes das mulheres na discussão nacional

sobre diversidade e inclusão na indústria da tecnologia.

Entre seus projetos realizados nos últimos dois anos, o destaque fica por conta da iniciativa Smarter DC, cujo objetivo é

incentivar a resiliência, a sustentabilidade, a igualdade e a transparência em toda a cidade, em especial para a próxima

geração (seja esta técnica ou não), em todas as operações da cidade.

Del Harvey


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Foto: Canaltech

Harvey é a chefe da Trust & Safety, empresa que visa a segurança dos usuários do Twitter, garantindo equilíbrio e o fluxo da

plataforma e combatendo o abuso e o assédio na rede social. Um bom exemplo de seu trabalho foi quando, no meio do ano

passado, a atriz Leslie Jones (do novo filme dos Caça-Fantasmas ) quase desistiu do Twitter ao receber uma série de insultos

e ameaças. Apesar de a rede social ter lançado recentemente novos recursos destinados a reduzir o abuso na plataforma,

impedindo que membros banidos retornem com outro nome de usuário; Harvey e seu time ainda precisam lutar constantemente

contra esse tipo de comportamento.

Vale ressaltar que antes de juntar nesta árdua batalha da plataforma, a cabeça da companhia de segurança digital passou cinco

anos cooperando legalmente com um grupo que luta contra a exploração infantil, onde trabalhou ao lado de agências que vão

desde os departamentos de polícia locais, passando pelo FBI, EU Marshals e até mesmo o Serviço Secreto.

Susan Wojcicki


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Foto: Canaltech

Com um currículo com empresas como Intel e a consultora Bain & Company, Wojcicki se destaca por trabalhar na Google desde

1999. Ao longo de suas cinco gravidezes, entre os projetos que ela participou estão os primeiros Google Doodle, o Google

Imagens, o Google Books e também ferramentas de propagandas como o Adwords e o AdSense. Em 2014, ela se tornou presidente do

YouTube e, neste ano, foi colocada na 6ª posição na lista das 100 mulheres mais influentes do mundo pela Forbes. No começo de

2017, anunciou a contratação de 10 mil funcionários para ajudar na moderação de comentários no YouTube. Seu patrimônio

líquido até o momento é de US$ 410 milhões.

Nina Silva


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Foto: Canaltech

Iniciou sua carreira como Consultora ERP SAP certificada e vem trabalhando com TI há pelo menos 15 anos, expandindo seu

currículo com empresas como Petrobras, LOreal, Abengoa, Hasbro, dentre outros. Silva já gerenciou portfólios, rollouts e

melhorias com vivência no exterior com grandes consultorias do segmento. Recentemente, fez parte do time de Gerenciamento de

Projetos da Honda, como parte do SAP Global Committe, e foi responsável pela implementação do PMO (escritório de projetos) de

TI da empresa. Também é membra honorária da Academia de Letras de Araçariguama e região, e líder voluntária do subcomitê de

Inclusão de Mulheres Negras em Empresas do Grupo Mulheres do Brasil.

Wang Xiaoyu


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Foto: Canaltech

Estudante da Universidade de Pequim, Xiaoyu trabalhou na Google até 2015, quando deixou seu prestigioso cargo na gigante de

buscas. Chegou até mesmo a vender sua casa para iniciar uma empresa própria, a CastBox.fm., e, a partir desta companhia, o

aplicativo CastBox foi criado. Considerado o YouTube dos áudios, a plataforma é um agregador de podcasts que, dentre muitas

funcionalidades, possui um recurso incrível: o de transcrever conteúdos para áudio, desde podcasts populares até produções

educacionais, como TED Talks, dentre outros. O serviço, já bastante popular na Europa e nos EUA, também possui uma espécie de

"busca inteligente" (por enquanto, disponível apenas em Inglês), permitindo que o app encontre palavras-chave até mesmo

dentro dos diálogos dos episódios de podcasts - mais de 50 milhões de conteúdos de áudio já suportam esta função. O CastBox

também grava áudios e possibilita que seus usuários subam os conteúdos sem custo nenhum. Apesar da concorrência, o CastBox é

o décimo aplicativo de notícias mais popular na América, e Xiaoyu já arrecadou, até o momento, US$ 16 milhões em

investimentos.

Angela Ahrendts


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Foto: Canaltech

Antes de se tornar vice-presidente de varejo da Apple (e por tabela a única executiva sênior da empresa da maçã); Ahrendts

foi diretora-executiva da grife Burberry entre 2006 e 2014. Já foi listada incontáveis vezes entre as mulheres mais

influentes do mundo e entre os empresários mais poderosos por diversos veículos. Ela também foi membro do conselho consultivo

de negócios do primeiro-ministro britânico até 2016, e reportou possuir aproximadamente US$ 11 milhões de ações da Apple,

faturando mais do que o CEO da companhia, Tim Cook.

Jini Kim


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Foto: Canaltech

É filha de imigrantes sul-coreanos e tem um irmão autista que passou a vida na Medicaid, um programa de saúde social dos

Estados Unidos para famílias e indivíduos de baixa renda. Por conta disso, em 2010, Kim começou sua própria empresa de

análise de saúde. Chamada de Nuna, a companhia hoje é responsável pela eficácia com a qual a Medicaid vem tratando populações

inteiras de pacientes. Curiosamente, Kim já havia sido gerente de produto para a Google Health, e, no final de 2013, foi

convocada à Casa Branca para ajudar com o programa Healthcare.gov. Até o início deste ano, Nuna já havia arrecadado US$ 90

milhões.

Jasmine Lawrence


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Foto: Canaltech

Lawrence tem apenas 26 anos e atua como gerente de uma equipe de engenharia da Microsoft que visa criar experiências sociais

para jogadores como, por exemplo, o recurso de clubes na rede Xbox Live, além de dirigir a programação do HoloLens. Ela

também é fundadora da Eden BodyWorks, empresa que fundou quando tinha apenas 13 anos, voltada a fabricação de produtos

naturais para cabelo e pele. Fora isso, ela também gerencia seu próprio negócio. Este ano, por conta de sua experiência no

setor de games, Lawrence foi selecionada para a lista anual da Forbes "30 Under 30", que destaca pessoas inovadoras com menos

de 30 anos.

Elizabeth Iorns


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Foto: Canaltech

É uma ex-pesquisadora de câncer de mama que criou sua própria empresa, a Science Exchange, em 2011, uma espécie de mercado

online que terceiriza experimentos científicos e está repleto de pesquisadores em seu time - e mais de 1.000 empresas. Iorns

criou a companhia como forma de lidar com as frustrações que experimentou quando era uma PhD tentando trabalhar com

colaboradores à distância, enquanto ela frequentava a Universidade de Miami. Além de atuar como presidente e diretora da

Science Exchange, ela também trabalha como sócia por meio-período com a Y Combinator. Até o momento, ela já arrecadou US$

58,5 milhões.

Menções honrosas

Alguns nomes, embora já constatados em diversas listas na internet e/ou de revistas, ainda valem serem mencionados. Dentre as

principais figuras que merecem uma citação, estão:

Shanna Tellerman: cofundadora da Modsy;
Ginni Rometty: diretora-executiva da IBM;
Sallie Krawcheck: fundadora da Ellevest;
Ruth Porat: diretora financeira da Alphabet;
Mary Barra: presidente e diretora-executiva da General Motors;
Uhairah Washington: gerente geral da Uber;
Muriel Bowser: prefeita do Distrito de Columbia;
Ariane Parra: fundadora e diretora executiva da organização WomenUp Games;
Elizabeth Stark: cofundadora e diretora-executiva da Lightning Labs;
Whitney Wolfe Rebanho: cofundadora e ex-vice-presidente de Marketing do Tinder, e atualmente dona da Bumble.






Por que investir no dinheiro virtual?

A uso de moedas virtuais baseadas em criptografia vem se popularizando, principalmente pelos benefícios oferecidos por sua

gestão descentralizada e automatizada

Assim como o real ou o dólar, a bitcoin é uma moeda digital ou criptomoeda que vale e vale muito. Porém, bem diferente das

moedas citadas já que ela não existe fisicamente, é totalmente virtual. Sua emissão não é controlada por um agente bancário

ou Banco Central, ela é produzida de forma descentralizada por um algoritmo que limita a emissão desses bitcoins, permitindo

que o número de bitcoins disponíveis no mundo não exceda a 21 milhões de unidades. Esse limite torna a moeda escassa o que

faz com que sua cotação seja flutuante e variável conforme a demanda por ela.

A segurança nas transações de compra e venda ainda é um dos entraves para a adesão de novos usuários e empresas. Para

realizar as transações é necessário usar uma infraestrutura de terceiros, ou seja, uma infraestrutura que já exista e que

seja “emprestada” por usuários conectados à rede e que permitam o uso de sua estrutura - “mineração de dados” – e que são

remunerados em bitcoins pelo número de transações realizadas. Esse processamento pode ser feito por qualquer pessoa, até

mesmo de sua casa, entretanto a remuneração por esse processamento das transações é muito baixa.

O número de brasileiros que usam bitcoins pode chegar a um milhão até o fim do ano. Essa é a estimativa de Marcelo Miranda,

diretor-executivo da FlowBTC, uma plataforma de negociação de moedas digitais. Ele participou da primeira audiência pública

promovida pela comissão especial da Câmara dos Deputados. Segundo Miranda, hoje entre 200 mil e 250 mil pessoas têm ou já

tiveram moedas virtuais no Brasil.

Centenas de milhares de estabelecimentos em todo o mundo já permitem que o consumidor pague suas compras com o bitcoin. Em

breve, outras moedas também deverão começar a ser aceitas. E existem grandes benefícios em utilizar o dinheiro virtual.

Listamos alguns:

Maior privacidade para seus pagamentos e transações: provavelmente uma das principais vantagens do dinheiro digital é que os

dados pessoais não são requisitos para uma transação. Basta informar a quantia, o remetente, o destino e pronto! Assim é

quase impossível, ou pelo menos bem mais difícil, que alguém exponha suas informações.

Você é quem controla o seu dinheiro: As moedas virtuais operaram por meio de um processo descentralizado, sem uma empresa que

seja dona ou controladora da movimentação. Você é quem controla o seu capital. Isso é possível porque usa o modelo de

computação ponto a ponto que trabalha com uma rede de bancos de dados espalhados pelo mundo, eliminando os conhecidos

problemas causados pela centralização de informações.=

Tarifas mais baixas, velocidade maior: Para começar, as carteiras de bitcoins, por exemplo, não cobram qualquer taxa para

armazenar seu dinheiro. Mesmo que você prefira utilizar outras moedas virtuais e empresas que cobram pelo serviço, ainda

assim poderá transferir dinheiro e realizar pagamentos em questão de minutos sem os impostos que incidiriam nas transações

regulares dos bancos.

Acessibilidade sem precedentes: Basta ter um dispositivo conectado à internet para que você comece a aproveitar todas as

vantagens que as moedas virtuais têm a oferecer. Mais de 100 mil comerciantes em todo o mundo já aceitam receber em bitcoins,

segundo estimativa do International Business Times.

Transfira dinheiro para todo o mundo sem taxas de conversão: Por que pagar por um serviço que você tem o direito de obter de

graça? Com os bitcoins é possível mandar dinheiro para outras pessoas, filhos em viagens parentes que precisam sacar dinheiro

em moedas locais de onde estão viajando em segundos, sem qualquer custo. Nas viagens internacionais você pode usar os

bitcoins para realizar as compras sem, por exemplo, o Imposto sobre Operações financeiras (IOF) que atualmente é de 6,38%.





Comércio Eletrônico fatura R$8,7 bilhões no Natal, alta de 13%

Impulsionada pela venda de smartphones, categoria telefonia correspondeu a 1/5 do faturamento do setor segundo a Ebit.

O e-commerce brasileiro faturou R$ 8,7 bilhões no período do Natal em 2017, um crescimento nominal de 13% na comparação com

os R$7,7 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O número de pedidos também cresceu 13,3%, de 16,83 milhões para

19,06 milhões. O tíquete médio caiu 1%, de R$462 para R$457.

Para este levantamento a Ebit considerou as vendas estimadas para o e-commerce entre 15 de novembro e 24 de dezembro,

incluindo o período da Black Friday, que neste ano correspondeu a 1/4 do faturamento do setor no período.

Os números estão praticamente em linha com a projeção da Ebit, divulgada em meados de dezembro. "A única surpresa foi a

elevação no volume de pedidos, que cresceu 1 ponto percentual a mais do que esperávamos, mas com a retração no tíquete médio,

o faturamento ficou dentro da estimativa da Ebit para o período", afirma Pedro Guasti, CEO da Ebit.

Além dos descontos praticados durante a Black Friday, a queda no tíquete médio reflete também a deflação da cesta de produtos

do e-commerce, medida pelo Índice FIPE Buscapé. Os preços estão em queda há 12 meses consecutivos e a expectativa é de

manutenção da tendência para dezembro.

"O índice deve fechar o ano com retração de 2,5%. Para o e-commerce, esse é um dado muito relevante, pois mostra que a alta

no faturamento está apoiada no volume de pedidos. O consumidor está vindo cada vez mais para o e-commerce e comprando

produtos diversificados e com maior recorrência", explica.

Entre as principais categorias, destaque para telefonia (que inclui celulares e smartphones), que representou 21% do

faturamento do e-commerce no período. “Casa e decoração também registrou uma participação muito expressiva, com 10,4% dos

pedidos e 8,3% do faturamento. A expansão dessa categoria está diretamente relacionada ao reflexo da crise que mudou o hábito

dos consumidores reduzindo viagens e alimentação fora de casa”, disse.

Para Guasti, o desempenho no período de Natal deverá fazer com que o e-commerce feche 2017 com um crescimento próximo de 10%,

conforme previsto pela Ebit no relatório Webshoppers 36. "Foi um ano positivo para o e-commerce. As vendas performaram bem

nas principais datas do calendário do varejo e surpreenderam no Dia dos Pais e Dia dos Namorados, fazendo com que o setor

retomasse o crescimento de dois dígitos, cuja sequência foi interrompida em 2016, por conta da crise econômica", diz.


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(Fonte: Da Redação) - 26/12/2017
Bitcoin: o que é e como funciona a moeda virtual

Um dos investimentos de mais rápida valorização e de maior potencial de controvérsia em 2017 é uma moeda virtual, cuja

existência sequer é física - o Bitcoin, como é chamada, existe exclusivamente online. E suas transações são feitas por meio

da internet, em um ambiente codificado, que garante a segurança dos dados.


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O valor da moeda virtual tem tido um pico nos últimos meses
Foto: Reuters / BBCBrasil.com

O valor dele disparou no segundo semestre desse ano. Em meio a oscilações bruscas entre novembro e dezembro, cada moeda

chegou a valer mais de U$ 18 mil ( R$ 59 mil) - um aumento considerável, já que o câmbio no início de 2017 era de 1 bitcoin

para U$ 1 mil.

Antes considerado um reduto de especulação para versados em tecnologia ou corretores afeitos ao risco, nesta semana, a moeda

virtual começou uma migração para o mercado financeiro tradicional ao passar a ser oferecida no mercado futuro da bolsa de

Chicago, a CBOE (Chicago Board Options Exchange).

Mercados futuros são ambientes em que se negociam contratos de compra e venda de ativos financeiros para datas futuras - o

objetivo é lucrar com a arbitragem. Também é uma forma de quem negocia se proteger contra o excesso de volatilidade nos

preços.


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Existem cerca de 16,5 milhões de bitcoins em circulação
Foto: AFP / BBCBrasil.com

Mas afinal, o que é o Bitcoin e o que está por trás do alvoroço mundial em torno da moeda?

O que é o Bitcoin?
O Bitcoin é basicamente um arquivo digital que existe online e funciona como uma moeda alternativa. Nisso, ele se diferencia

muito de moedas convencionais, como o dólar americano.

Ele não é impresso por governos ou bancos tradicionais, mas criado por um processo computacional complexo conhecido como

"mining" (mineração).

Todas as moedas e todas as transações feitas com elas ficam registradas na rede de internet - em um espaço conhecido como

"blockchain", uma espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar as transações.

Dessa forma, os arquivos não podem ser copiados ou fraudados e as transações não podem ser rastreadas.

Existem cerca de 16,5 milhões de bitcoins em circulação, e cerca de 3,6 mil novos são criados todos os dias.

Como outras moedas, ela não tem um "valor inerente": seu preço é determinado pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar

por ela.

"Ela não é reconhecido oficialmente, você não pode pagar impostos ou usar para quitar débitos", diz o economista Garrick

Hileman, pesquisador de criptomoedas e professor da Universidade de Cambridge.

Por que o Bitcoin subiu tanto neste ano?
Alguns economistas dizem que é uma clássica bolha especulativa: investidores eufóricos pagando por um ativo muito mais do que

ele é válido por medo de ficar de fora.

Eles colocam o entusiasmo com o bitcoin na mesma categoria da bolha da Internet do ano 2000 ou da bolha no mercado

imobiliário americano que levou à crise de 2008.

Outros afirmam que o crescimento é resultado da passagem do Bitcoin para mercado financeiro tradicional - como, por exemplo,

sua entrada no Mercado Futuro de Washington.


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As transações ficam registradas em um índice chamado "blockchain"
Foto: Reuters / BBCBrasil.com

"Boa parte disso é especulação, mas há sinais de que o Bitcoin tem de fato sido usado", diz Hileman.

Ele diz que havia entre três e seis milhões de pessoas no mundo usando a criptomoeda em abril.

"Hoje esse número já está provavelmente em 10 ou 20 milhões pessoas, então é uma base de usuários que só tende a crescer"

afirma.

O fato da moeda ter começado a ser usada por grades instituições financeiras também aumentou seu valor, afirma o

especialista.

Como comprar Bitcoin?

Hoje existem centenas de diferentes tipos de criptomoedas, mas o Bitcoin ainda é a mais conhecida. Para recebê-la, o usuário

deve ter um endereço de Bitcoin - uma série de até 34 letras e números. Esse endereço funciona como uma espécie de caixa

postal através da qual as moedas são enviadas.

Não há um registro dos endereços, o que permite que usuários protejam sua anonimidade.

Carteiras virtuais armazenam os endereços e podem ser usadas para gerenciar o dinheiro. Elas operam como contas de banco

privadas - com o detalhe de que, se as informações são perdidas, as moedas referentes àquela carteira também se perdem.

As regras de funcionamento da moeda determinam que apenas 21 milhões de bitcoins podem ser criados - e esse número está cada

vez mais próximo. Não se sabe o que vai acontecer com o valor das bitcoins quando o limite for atingido.

É possível usar bitcoins para comprar produtos?
Um aumento de 900% no valor de uma moeda normal, como o dólar americano, teria um impacto grande no poder de compra de

consumidores e nos negócios que aceitam a moeda.

Não é o caso do Bitcoin, já que a maioria dos donos das moedas não as usam para comprar coisas.

O seu uso como uma moeda normal é até possível - a anonimidade garantida pelas moedas virtuais tem atraído pessoas querendo

fazer compra e venda de mercadorias ilegais pela internet.

E um pequeno - mas crescente - número de empresas consolidadas têm permitido que seus clientes comprem mercadorias e serviços

com a moeda.

Há desde multinacionais como a Microsoft até pequenas empresas que usam a moeda como uma espécie de novidade chamativa, como

um restaurante japonês em Cambridge e uma galeria de arte em Londres.

Mas, segundo Hileman, a grande maioria dos usuários entra nesse universo para fazer investimento. "Eu estimaria algo em torno

de 90% dos usuários", diz ele. "Então hoje seria mais apropriado dizer cripto-ativo do que criptomoeda."

Pontos preocupantes
"No momento, o Bitcoin existe praticamente sem nenhuma regulação", diz o advogado Bradley Rice, especialista em regulação

financeira do escritório britânico Ashurst.

Ele tem sido muito usado na deep web, que não pode ser acessada por um navegador de internet normal.

Também há preocupações em relação à volatilidade da moeda, o que levou tanto a China quanto a Coréia do Sul a proibirem o

lançamento de novas moedas virtuais.

Em setembro, a autoridade financeira do Reino Unido alertou investidores que eles poderiam perder dinheiro se comprassem

novas moedas virtuais recém-criadas por algumas empresas, conhecidas como "inicial coin offerings", ou ofertas iniciais de

moedas.

Mas a tecnologia por trás do Bitcoin é vista como infalível por algumas das maiores instituições financeiras.

"É por isso que alguns dos reguladores finaceiros na Europa estão tendo uma postura de esperar para ver", diz Rice.

O Bitcoin é uma bolha financeira?
Não faltam veículos especializados em finanças e especialistas dizendo que a euforia em torno do Bitcoin é uma bolha.

"Podem haver bons motivos para compra Bitcoin", disse recentemente um artigo da revista The Economist. "Mas o motivo

principal no momento é o fato de que os preços têm subido."

A primeira bolha especulativa conhecida foi a "mania das tulipas" na Holanda, no século 17, quando o valor das flores

disparou


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Foto: BBCBrasil.com

A alta abrupta no câmbio - o valor do Bitcoin dobrou em menos de um mês - tem levado a argumentos de que ele é volátil

demais, que o seu crescimento exponencial é insustentável e que uma queda é inevitável.

No entando, o Bitcoin já tinha sido declarado "morto" algumas vezes, diz Hileman. "Ele tem mostrado resiliência e retornado

algumas vezes depois de quase morrer."

No entanto, o especialista prevê uma nova queda em um "futuro não muito distante". "Segure firme se você é dono desse tipo de

moeda", conclui.


(Fonte: BBC BRASIL.com) - 19/12/2017
Comissão do Senado aprova proposta que pode zerar impostos sobre games

Uma proposta feita por um estudante carioca se tornou um dos primeiros passos reais para tornar os jogos de videogame mais

baratos no Brasil. A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado aprovou na última quinta-feira

(14) uma proposta de emenda constitucional que dá imunidade tributária para games e consoles fabricados no Brasil.



Jogar
Foto: Nerdhero / Canaltech

A PEC foi proposta pelo senador Telmário Mota (PTB-RR), que também é relator do projeto, e serviu como substitutivo à

sugestão legislativa original, cadastrada em maio deste ano por Kenji Kikuchi, de 18 anos. A ideia recebeu amplo apoio

popular, com mais de 27 mil assinaturas em apenas 24 horas e ultrapassando as 155 mil durante seu ciclo de vida - mais do que

o suficiente para que a proposta seja analisada pela CDH, um ato para o qual são necessários 20 mil apoiadores.

Com a obtenção da marca, a sugestão recebeu parecer favorável de Mota, que, agora, transformou a proposta em uma proposta de

emenda à constituição. Em vez dos 9% de carga tributária sugeridos originalmente pelo estudante, que tomou o mercado

americano como base, a proposta do senador é fazer com que o setor de games tenha imunidade tributária, no caso de jogos e

consoles fabricados no Brasil.

O paralelo é com uma lei de 2013, que isentou o mercado fonográfico de tributos sobre CDs e DVDs fabricados localmente. A

comparação, entretanto, trouxe dúvidas, uma vez que tal regime é aplicado somente sobre produtos de artistas brasileiros,

enquanto no mercado de games boa parte da produção é de títulos internacionais ou consoles de propriedade de companhias

estrangeiras.

Em seu parecer favorável sobre toda a questão, o senador não entra em tais detalhes, mas afirma, mais uma vez, enxergar que a

isenção completa é o melhor caminho para uma redução real nos preços praticados no país. Além disso, refuta ideias de que

essa mudança traria privilégios ao segmento, pois acredita que a perda em arrecadação seria mais do que compensada com os

ganhos em empregos e movimentação econômica oriundos de um aquecimento do setor.

A emenda à Constituição também não entra em tais detalhes, incluindo apenas os "consoles e jogos para videogames produzidos

no Brasil" ao inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, que impede o governo de cobrar impostos de igrejas,

patrimônios públicos ou bens de sindicatos e partidos políticos. A mudança extinguiria completamente todo e qualquer imposto

sobre os jogos, uma vez sancionada pelo presidente.

Há, entretanto, um longo caminho até lá. A PEC ainda precisa ser analisada e aprovada por outras comissões do Senado antes de

ir à votação no plenário, algo que ainda não tem data para acontecer. Depois, segue para a Câmara dos Deputados, onde precisa

ser aprovada sem alterações, caso contrário, retorna para novas avaliações. Uma vez dado o OK em todas essas instâncias, o

projeto, finalmente, segue para sanção presidencial.


(Fonte: CANALTECH Redação) - 19/12/2017
Listando: 430 de 1316

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Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.