Notícias na Santa Ifigênia

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Especialistas em inovação relembram o desempenho do mercado de startups em 2020

Ano histórico para o setor que teve recorde de aportes no Brasil, mas também desafios; pandemia trouxe necessidade de digitalização

O ano de 2020 foi um marco na história do ecossistema brasileiro de startups: com o isolamento social e a necessidade de digitalização, as empresas de inovação viram seus negócios acelerarem em poucos meses o que estava previsto para anos.

Entre janeiro e novembro, as startups brasileiras levantaram US$ 2,87 bilhões em aportes, de acordo com dados da empresa Distrito, que mapeia o setor - o acumulado já supera o volume de investimentos realizados no período em 2019, que foi de US$ 2,78 bilhões.

Para especialistas ouvidos pelo Estadão, a pandemia impulsionou principalmente os setores de logística, saúde, educação e serviços financeiros. Duas empresas dessas áreas atingiram a avaliação de mais de US$ 1 bilhão em plena pandemia: a Vtex, que ajuda grandes marcas a criarem e manterem suas lojas online, e a fintech Creditas.

Por outro lado, também houve desafios. No início da pandemia no Brasil, em março, o cenário congelou. E alguns negócios que dependiam do mundo físico foram afetados ao longo de todo o ano. Abaixo, seis especialistas em inovação comentam o desempenho das startups brasileiras em 2020.

Tudo o que é curto prazo vai passar, diz Bedy Yang, sócia do fundo 500 Startups
"Em 2020, o mercado de startups teve impactos positivos e negativos, sendo alguns de curto prazo e outros de longo prazo. Em termos de oportunidade, tudo que é curto prazo vai passar. Alguns serviços foram pausados como, por exemplo, startups de escritórios compartilhados, mas acreditamos que os escritórios vão voltar de alguma forma quando a pandemia terminar, mesmo que diferentes. Do lado positivo, todo mundo fala que a covid-19 trouxe transformações digitais, mas temos de olhar para o que de fato mudou e tem impacto no longo prazo. Quatro áreas principais viveram essa transformação para valer: saúde, educação, serviços financeiros e logística. Neste ano, vimos também muitas aquisições de startups, seja por empresas internacionais ou por brasileiras, o que é uma excelente notícia para o setor de capital de risco. O mercado nunca teve uma liquidez tão forte."

O brasileiro está investindo em tecnologia, diz Renato Valente, sócio do fundo Iporanga Ventures
"A economia sofreu e houve perdas irreparáveis, mas para tecnologia foi diferente. Os números do setor voltaram a crescer e parte disso foi reflexo dos investidores. O momento era propício: havia juros baixos no mundo inteiro e o investidor estava em busca de ativos de maior risco. Isso também tem relação com a Bolsa de Valores: o número de novos investidores na Bolsa no Brasil é super relevante. A chegada de IPOs de tecnologia, como Méliuz e Enjoei, foi interessante para o brasileiro se acostumar a investir nesse tipo de ativo. Além disso, as empresas que abriram capital na Bolsa estão fazendo aquisições de startups, o que faz o dinheiro ser reinvestido. No fim das contas, depois do cenário congelar em março, as coisas aceleraram e voltaram mais fortes - rodadas grandes estão acontecendo. O ano de 2020 vai ser o melhor da história nesse aspecto no Brasil, mas é um ano de inflexão."

As startups saem mais fortes de 2020, diz Marcos Mueller, CEO da aceleradora Darwin Startups
"Tivemos um ano importante para startups, especialmente na relação com as grandes empresas. Muitas corporações reviram processos para fazer contratação e parcerias - e várias startups se beneficiaram dessa abertura. Foi um divisor de águas: quem conseguiu sobreviver ao ano sai muito fortalecido. Quem já não vinha bem acabou ficando mal, mas a pandemia não foi o fator determinante.

Uma coisa engraçada é que, como as pessoas estavam distantes, isoladas em casa, o sentimento é de que foi um ano mediano, porque faltou a troca de energia e a vibração de estar no mesmo lugar. Mas foi um ano especial para as startups. E estou otimista com o futuro, porque os empreendedores que passaram por essa temporada estão com a casca mais grossa. Aqui na Darwin, tivemos nosso melhor ano em termos de métricas. Não tivemos nenhuma empresa que fechou em função exclusiva da pandemia."

Corporações se voltaram à tecnologia, diz Renata Zanuto, diretora do centro de inovação Cubo Itaú
"Os dois primeiros meses da pandemia foram momentos de entendimento de cenário. As startups tiveram de segurar caixa porque as grandes empresas também estavam fazendo o mesmo - por conta disso, muitos contratos foram cancelados e postergados. Elas passaram por um período de sobrevivência. Mas ao longo dos meses, os negócios voltaram a acontecer, já que as corporações tradicionais perceberam que precisavam de tecnologia para continuar a operação. Com as startups, as grandes empresas ganharam tempo: em vez de criar um novo produto ou entrar em novos mercados do zero, com aquisições de startups elas conseguiram ganhar a velocidade que precisavam. A inovação deixou de ser só interessante para se tornar necessária e estratégica. No Cubo, para se ter uma ideia, tivemos mais de 1,7 mil empregos sendo gerados pelas startups entre janeiro e agosto."

Tivemos vários sinais de maturidade, diz Michael Nicklas, sócio do fundo Valor Capital Group
"O ecossistema atingiu uma grande maturidade ao longo do ano. Vimos capital sendo alocado em todos os estágios de startups, seja no investidor-anjo, em investimento-semente ou em rodadas maiores.

As tendências aceleraram de forma geral, em diversas áreas como delivery, saúde, educação a distância, colaboração remota e cibersegurança - este último teve um crescimento surpreendente. Além disso, foi uma das primeiras vezes que presenciamos muitas saídas acontecendo e muitos empreendedores seriais voltando para o mercado. Isso é uma indicação de amadurecimento do mercado. Um exemplo é o empreendedor Paulo Veras, que depois de vender o app de transporte 99 para a chinesa Didi, agora se tornou investidor e deve participar de mais de dez conselhos. É um passo importante porque o conhecimento é reciclado, trazendo experiência e maturidade para as empresas."

As mulheres receberam menos aportes, diz Rafaela Bassetti, CEO do fundo Wishe, focado em mulheres empreendedoras
"Falando do mercado de startups, foi um ano especialmente difícil para as mulheres empreendedoras. Em 2020, elas receberam menos investimento do que vinham recebendo nos últimos anos - foi uma queda tanto no número de acordos quanto no valor investido. Diversos estudos que abordam gênero têm mostrado como as mulheres sofreram mais com a pandemia: a jornada dupla de trabalho doméstico se transformou em uma jornada infinita. As mulheres empreendedoras passaram por uma exaustão que acabou afetando a capacidade de entrega no trabalho, já que os filhos estavam em casa, com aulas online, além de toda a estrutura da casa para lidar. Nessa situação, o mercado passou a ser mais conservador em relação a investimentos em startups lideradas por mulheres, e as próprias mulheres tiveram dificuldade para olhar para investimentos e sair para captar."

Veja todos os livros recomendados por Bill Gates em 2020

A seleção do fundador da Microsoft traz algumas obras mais reflexivas, que vão de histórias de guerra até contextos de epidemias do passado, e também inclui títulos para distração em um ano difícil

Com o isolamento social, muitos se voltaram aos livros em 2020. Bill Gates fez o mesmo e, como de costume, compartilhou listas de indicações de leituras ao longo do ano.

A seleção do fundador da Microsoft traz algumas obras mais reflexivas, que vão de histórias de guerra até contextos de epidemias do passado, e também inclui títulos para distração em um ano difícil, com temas como viagem no tempo e carreira.

O Link reuniu abaixo todas as indicações de livros feitas pelo bilionário ao longo de 2020. Anote as sugestões - mesmo que as leituras fiquem para 2021!

The Choice
O livro de Edith Eva Eger conta a história real de uma bailarina que foi enviada, junto com a sua família, para um campo de concentração em Auschwitz pelo exército Alemão. Depois de sobreviver aos traumas, ela se muda para os Estados Unidos e se torna uma terapeuta, ajudando outras pessoas em tratamento.


Páginas: 304

Preço: R$ 45

Cloud Atlas
Este romance de David Mitchell aborda seis histórias diferentes que se passam ao longo dos séculos mas todas com um ponto em comum: estão conectadas através do tempo. Segundo Gates, "é o tipo de romance que você vai pensar e falar por um longo tempo depois de terminar".

Páginas: 544

Preço: R$ 83

The Ride of a Lifetime
Considerado um dos melhores livros sobre negócios que Gates já leu, The Ride of a Lifetime é uma grande explicação de Bob Iger sobre como ele assumiu o controle da Disney, substituindo Michael Eisner. No livro, Iger conta o que gosta no mundo dos negócios e como atravessou períodos de mudanças e desafios com a Disney.

Páginas: 272

Preço: R$ 201

The Great Influenza
Seguindo as dicas em tempos de covid-19, Gates incluiu em sua leitura regular um livro de John M. Barry, que conta sobre a epidemia de gripe espanhola em 1918. Na obra, o autor aborda aspectos do surto e como a doença se espalhou dos Estados Unidos para a Europa, em um contexto de guerra.

Páginas: 608

Preço: R$ 60

?Good Economics for Hard Times
O livro Good Economics for Hard Times ainda pode ser uma boa leitura sobre como a economia pode ser acessível para pessoas não especializadas no assunto. As análises econômicas dos professores Esther Duflo e Abhijit V. Banerjee, do Massachusetts Institute of Technology (MIT) são muito elogiadas e Gates destaca a abordagem do livro sobre "desigualdades e divisões políticas, em debates sobre políticas que estão na vanguarda em países ricos como os EUA".

Páginas: 432

Preço: R$ 220



The New Jim Crow: Mass Incarceration in the Age of Colorblindness
O livro da escritora Michelle Alexander mostra como o sistema de justiça criminal trata as pessoas negras de forma diferente e explica as histórias e os números por trás do encarceramento em massa.

"Terminei o livro mais convencido do que nunca de que precisamos de uma abordagem mais justa para condenações", comentou Gates.

Páginas: 374

Preço: R$ 64

Range: Why Generalists Triumph in a Specialized World
Nesta obra, David Epstein argumenta que embora o mundo pareça exigir cada vez mais especialização - na carreira, por exemplo - o que realmente precisamos é de mais pessoas "que começam de forma ampla e abraçam diversas experiências e perspectivas enquanto progridem". Gates comenta que o livro ajuda a explicar inclusive parte do sucesso da Microsoft, que focou na contratação de pessoas com esse perfil. "Se você é um generalista que já se sentiu ofuscado por seus colegas especialistas, este livro é para você", recomendou o bilionário.

Páginas: 336

Preço: R$ 50

The Splendid and the Vile: A Saga of Churchill, Family, and Defiance During the Blitz
O livro de Erik Larson traz um relato dos anos 1940 e 1941, dos bastidores da Segunda Guerra Mundial no Reino Unido. "O medo e a ansiedade que sentiram, embora muito mais graves do que o que estamos experimentando com a covid-19, soaram familiares", disse Gates sobre a obra.

Páginas: 324

Preço: R$ 60

The Spy and the Traitor: The Greatest Espionage Story of the Cold War
Outra indicação do bilionário é um livro de não ficção do autor Ben Macintyre, que conta uma história de uma espionagem na Guerra Fria. "É tão emocionante quanto meus romances de espionagem favoritos", comentou Gates.

Páginas: 448

Preço: não disponível

Breath from Salt: A Deadly Genetic Disease, a New Era in Science, and the Patients and Families Who Changed Medicine
Este livro da escritora Bijal P. Trivedi documenta uma história de inovação científica no tratamento de uma doença genética misteriosa. "Suspeito que veremos muitos mais livros como este nos próximos anos, à medida que milagres biomédicos estão saindo de laboratórios em um ritmo cada vez maior", disse Gates.

Não disponível em português

(Fonte: Redação Link - Estadão) - 30/12/2020
E o Cyberpunk 2077 é um sucesso… comercial

Enquanto parte dos jogadores lamentam o atual estágio do Cyberpunk 2077, a CD Projekt comemora o desempenho comercial impressionante que o jogo alcançou

A espera chegou ao fim. Depois de oito longos anos em desenvolvimentos e vários adiamentos, milhões de pessoas em todo o mundo já estão jogando um dos títulos mais aguardados da década, mas enquanto a CD Projekt conta as moedinhas

oriundas de uma campanha de pré-venda extremamente bem sucedida, boa parte daqueles que optaram por entrar no mundo do Cyberpunk 2077 neste primeiro momento não tem relatado experiências muito satisfatórias.



Cyberpunk 2077
Foto: Meio Bit

Mas vamos começar pelo lado dos negócios e neste sentido, a editora polonesa só tem motivos para comemorar. Com mais de oito milhões de cópias vendidas antes mesmo do jogo ser lançado, dessas vendas, dois terços haviam sido feitas de maneira digital, o que significa que a margem de lucro da empresa foi maior. E para deixar a situação ainda melhor, duas semana antes o título já havia ultrapassado a marca de US$ 50 milhões no Steam, o que garantiria 80% de royalties na plataforma da Valve.

Então, no mesmo dia em que o Cyberpunk 2077 foi liberado para o público (10/12), a empresa publicou um documento em que explicava um pouco melhor o quão bem-sucedido o jogo já era. Em um trecho eles dizem:

"O conselho de administração da CD Projekt S.A., com um escritório registrado em Varsóvia, anuncia por meio deste que os royalties de licenciamento estimados a receber pela empresa, em associação com a pré-venda do Cyberpunk 2077 em todos os canais de distribuição, excederam a soma das despesas totais de desenvolvimento, e os custos promocionais e de marketing para o jogo suportados pela empresa — já incorridos ou previstos para o restante de 2020."

Ou seja, além da CD Projekt ter recuperado todo o valor investido antes mesmo do Cyberpunk 2077 sair, como 59% das vendas foram feitas para PC, eles ainda conseguiram emplacar o maior lançamento da história da plataforma, superando com larga margem as 3,5 milhões de cópias registradas recentemente pelo World of Warcraft: Shadowlands.

Outro fator que mostra o interesse que o jogo despertou nas pessoas pôde ser visto no Steam, onde mais de um milhão de pessoas estiveram jogando simultaneamente logo após a sua disponibilização. O número se torna ainda mais impressionante quando sabemos que o recorde anterior para um jogo single-player era do Fallout 4, com pouco mais de 470 mil jogadores.

Já para aqueles que trabalham na CD Projekt Red, a boa notícia é que a editora mudou o seu sistema de bonificação. Antes esse pagamento era baseado na data de lançamento e na pontuação que o jogo recebia por parte da mídia especializada, mas devido a enxurrada de problemas que o Cyberpunk 2077 tem enfrentado, isso não será mais levado em consideração e assim os profissionais terão direito a 10% do faturamento anual da empresa.

Enquanto isso, do lado do consumidor…
Mesmo que você ainda não tenha começado a jogar o Cyberpunk 2077, provavelmente tem visto muitas pessoas reclamando bastante sobre o atual estado do título, principalmente quando quem está jogando, tem feito isso nos consoles da oitava geração. Mesmo com as promessas feitas pela empresa de que o jogo estava rodando muito bem no PlayStation 4 e no Xbox One, bastou ele chegar nas mãos dos jogadores para descobrirmos que isso não poderia estar mais longe da realidade.

De problemas de colisão a glitches, passando por texturas completamente borradas, uma cidade com bem menos pessoas nas ruas, efeitos de física absurdos e personagens sem animação, encarar a criação da CD Projekt em um dos videogames lançados em 2013 é invariavelmente ter que conviver com um show de horrores. Quer uma breve demonstração? Então veja isso:

Há também analises mais aprofundadas, como esta do competentíssimo pessoal do Digital Foundry, mas mesmo as versões mais fortes dos consoles da Sony e da Microsoft não estão livres de problemas. Tendo encarado o início do jogo em um Xbox One X, não precisei de muito tempo para me deparar com glitches, quedas imensas na taxa de frames por segundo, além de constantes travamentos que aparentemente aconteciam sempre que partes do jogo estavam sendo carregadas. Isso sem falar em até mesmo a falta de tradução — por mais incrível que pareça — no tutorial:

É claro que ninguém era inocente a ponto de achar que em máquinas mais modestas o jogo teria um desempenho parecido com a de um PC moderno, mas aquilo que nos foi entregue é simplesmente absurdo. Ficou muito claro que além do estúdio não ter sido transparente em relação ao desenvolvimento, o tempo adicional dado pelos vários adiamentos não foi o bastante para dar o polimento que o título precisava.

Pois diante da tantas reclamações e percebendo como isso estava manchando a imagem da empresa, a CD Projekt soltou um comunicado através do Twitter onde admite que erraram ao não mostrar o Cyberpunk 2077 rodando nos videogames mais antigos e que eles deveriam ter prestado mais atenção no estado do jogo. Além disso, a nota ainda garante que eles corrigirão os bugs e melhorarão a performance geral, com isso acontecendo através de dois grandes patchs: um estando previsto para janeiro e o outro para fevereiro de 2021.

Por fim, a empresa ainda afirma que um dos objetivos deles é garantir que as pessoas estejam satisfeitas com suas compras e que por isso, aqueles que não quiserem dar um voto de confiança ao estúdio e esperar por tais atualizações podem pedir o reembolso, seja da versão digital, seja da física. Eles inclusive criaram um email para ajudar aqueles que se sentiram lesados, o helpmerefund@cdprojektred.com.

Dado o histórico da empresa, acredito que os profissionais que por lá estão conseguirão resolver boa parte dos problemas que temos visto, mas tenho dúvida de até onde será possível melhorar o jogo nos consoles base. Mas mesmo que isso um dia venha a acontecer, é lamentável vermos mais um grande lançamento que chegou às lojas com tantos problemas e se tem uma coisa pela qual a geração passada deveria ser lembrada, é por essa prática ter se tornado tão comum.

Da minha parte, acho que o melhor a fazer é esquecer o Cyberpunk 2077 por um tempo e deixar para experimentá-lo quando algumas atualizações chegarem, torcendo para que a experiência se torne bem melhor do que aquilo que temos atualmente.

(Fonte: Dori Prata - VG247.) - 14/12/2020
GoPro Hero 9 Black: melhorando ainda mais o que já era bom

A nova GoPro Hero 9 Black traz tela frontal de verdade, display traseiro maior, mais autonomia e preço que também cresceu



GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Mais um ano chegando, mais uma GoPro com muita promessa por dentro e pouca mudança do lado de fora. Esse seria um começo recorrente de review para essa câmera, mas a GoPro Hero 9 Black muda um pouco dessa regra. Pensando bem, ela muda bastante.

A parte externa é justamente a maior mudança desde a Digital Hero 5 de 2008, já que a tela frontal finalmente pode ser utilizada como tela de verdade, indo além de apenas um display que informa o modo selecionado e outros dados. A Hero 9 Black também entrega vídeo em 5K, melhorias na estabilização digital, está maior e mais gordinha, prometendo até resolver um dos maiores problemas de toda GoPro: a autonomia.

Será que todas as promessas são cumpridas no mundo que existe fora dos laboratórios da empresa? A telinha na frente muda tudo, de verdade? Eu te conto minha experiência, em tempos de pandemia, nos próximos parágrafos.

Análise da GoPro Hero 9 Black em vídeo



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Nenhuma empresa, fabricante ou loja pagou ao Tecnoblog para produzir este conteúdo. Nossos reviews não são revisados nem aprovados por agentes externos. A GoPro Hero 9 Black foi fornecida pela GoPro por empréstimo por tempo indeterminado. O produto será usado em conteúdos futuros antes de ser devolvido à empresa.

Design



GoPro finalmente ganhou uma tela frontal de verdade (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Começando logo de cara: finalmente a GoPro colocou uma tela de verdade na parte da frente. Esse recurso meio que já existia desde a Digital Hero de 2006, que foi quando a GoPro deixou de utilizar filme de 35 milímetros. É, a primeira GoPro era analógica, só fazia fotos e usava filme. Daqueles de revelar, sabe?

Voltando para a telinha, ela estava lá na frente, mas sempre foi utilizada apenas como um atalho pra mostrar dados como a função de captura das imagens, quanto tempo ainda tem para filmar, quantas fotos pode bater e até o nível de

bateria. Dessa vez a empresa olhou o que a DJI fez com a Osmo Action e seguiu a mesma ideia. Agora todas as pessoas podem fazer tudo que eu já falei nas linhas acima, com a adição de ver se o enquadramento está correto.

O tamanho da tela frontal é bem pequeno, com 1,4 polegada, ela não tem nenhum controle por toque e a proporção é quadrada. Você pode muito bem ajustar a proporção para 16:9, mas a utilizada por padrão por conta do tamanho físico do display me deixa mais seguro se eu quero meu rosto no meio do vídeo.

Também é possível poupar bateria desligando essa tela, ou então voltando sua função para exatamente a mesma coisa que faziam as gerações anteriores: mostrar informações para o usuário, sem selfie. Outro detalhe para economizar energia está na taxa de quadros por segundo, que é menor no segundo display.



Acessórios podem ser fixados na própria câmera (Imagem: André/Fogaça)
Foto: Tecnoblog

Além da tela, pouco muda nessa GoPro se você acompanha os modelos desde a Hero 5. Ela continua à prova dágua sem necessidade de um case externo, o corpo ainda é super resistente aos perrengues da vida e ele continua com suporte para todos os acessórios já lançados para as GoPros, daqueles que utilizam as travas e elas que continuam embutidas na própria câmera, como aconteceu na Hero 8. Por outro lado, a tela traseira está maior e a lente volta a ser removível, como era na Hero 7 Black.



GoPro tem saída para água do microfone (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Outro detalhe que chama atenção na Hero 9 é a presença de uma espécie de alça junto do botão liga/desliga. Eu automaticamente tentei abrir de todas as formas, até que descobri, na página de suporte da GoPro, que essa área é utilizada para drenar a água que entra no microfone quando a câmera mergulha. A ideia é para deixar a água sair mais rapidamente e isso meio que funciona bem.



Bateria continua removível na GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Fechando a parte externa, a GoPro Hero 9 Black está mais pesada e tem corpo maior. Tudo isso é resultado da bateria que também é maior. Isso significa que a autonomia aumentou, mas também é sinônimo de que a nova câmera não encaixa em cases feitos pras gerações anteriores.

Ah, tem mais uma coisa: nessa geração a GoPro trocou a caixa que acompanha a câmera por um case com zíper, que comporta todos os acessórios que são enviados com ela. Com a mudança, a embalagem deixa de ser apenas um lixo extra para o caminhão levar e vira útil de verdade, protegendo a câmera e livrando o mundo de mais plástico. Ideia bacana e que deveria ser seguida por outras empresas.



GoPro Hero 9 Black abandona caixa tradicional e adota estojo (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Vídeos e fotos
Começando de forma bem resumida, dá para avaliar esse modelo como a melhor câmera de ação que a GoPro já fez. Por aqui existe um novo sensor de 23,6 megapixels e que faz filmes em até 5K, com 30 quadros por segundo.



Filmagens podem ser em até 5K (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Além deste número enorme, dá para filmar em 4K em até 60 quadros por segundo, 2,7K em 120 fps ou então Full HD em 240 quadros para fazer câmera lenta bem fluida. O resultado das imagens é meio que o esperado para uma GoPro. A saturação é elevada, mas é possível diminuir nos ajustes internos. O alcance dinâmico é muito bom e tudo isso funciona dessa forma se você está em ambiente bem iluminado.



Foto tirada com a GoPro 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog



Foto tirada com a GoPro 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

De noite o granulado aparece com força em vídeos e fotos, o que não é bem uma novidade nas GoPros. Nessas situações, as capturas de imagens também acontecem de forma menos veloz, ficando ainda mais lenta que o tempo necessário pro trabalho do HDR acontecer durante o dia - ele leva mais de um segundo, é chato quando nos smartphones isso acontece em background.



Foto tirada com a GoPro 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Se na qualidade final do vídeo a GoPro não tenta reinventar a roda com a Hero 9, na estabilização ela faz ainda mais que no modelo anterior. Por aqui, na terceira geração, o HyperSmooth ainda não te deixa abandonar um gimbal mecânico de verdade, mas diminui consideravelmente os movimentos. Isso acontece até mesmo quando eu desci uma escada correndo, sem pensar em suavizar as passadas.

Olhos treinados ainda percebem a imagem balançando um pouco enquanto eu caminho, mas notei que andando de bicicleta, que não é a coisa mais firme do mundo, a sensação era de estabilidade total. Dá para ver o cestinho trepidando, o guidão também e a gravação segue como se fosse um gimbal mesmo. Nesse dia eu só segurava a câmera com a mão, sem nenhum acessório ou coisa do tipo.



Foto tirada com a GoPro 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Existe uma ferramenta de nivelamento de horizonte que também impressiona pelo que faz. Claro que ela não é infinita, mas ajuda bastante quando você segura a câmera na mão e não quer o horizonte torto. Esse tipo de trabalho já era feito na edição pelo app da empresa, mas na GoPro Hero 9 ele acontece em tempo real, na câmera mesmo.

O Time Warp também foi reforçado nesse modelo e ele une um time lapse da vida com a estabilização do HyperSmooth 3.0, criando momentos onde a imagem pode ter a velocidade normal ou então em câmera lenta. O resultado final é bem bacana e, assim como o nivelador de horizonte, todo o trabalho é feito diretamente na GoPro.



Foto tirada com a GoPro 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Bateria
Tudo isso consome bateria. Junte tela maior e um display secundário com mais funções, e a energia deveria ir para o ralo com mais velocidade, né? Então, a GoPro promete autonomia 30% maior na Hero 9 quando comparada com a Hero 8. Eu não cheguei a notar tanto tempo extra, mas percebi que meu uso durante o review, que envolve ligar a câmera, gravar ou fotografar, parar de gravar e desligar novamente, tudo isso sem conexão Wi-Fi ativada, mas com esse recurso ligado na hora

de ver o resultado no iPhone. ao final do dia, me deu quatro dias longe da tomada.

É pouca coisa além do que eu já conseguia com a Hero 8, que tem tela menor e o display secundário consome muito menos energia. Então, é bom! A autonomia ainda é baixa demais e isso faz sentido por acontecer em uma bateria tão pequena, mas a GoPro Hero 9 Black finalmente melhorou neste ponto.

Mesmo com o ganho em tempo de filmagem, ainda é inteligente ter uma bateria secundária se você filma demais, já que ela é removível. Outro detalhe que me chamou atenção é que a GoPro Hero 9 esquentou menos que os modelos anteriores. Isso também é ótimo.

Vale a pena?



GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

Bom, sempre ter uma GoPro nova é bacana por conta dos recursos que chegam com ela. A resolução 5K é interessantíssima para dar fôlego extra no corte da edição, a estabilização é fantástica, a Hero 9 continua à prova dágua mesmo sem case externo, o corpo ainda é aquele resistente o suficiente para sobreviver nas quedas da vida e a lente intercambiável volta a permitir o uso de filtros, ou mesmo a Max Mod, que é vendido separadamente e aumenta ainda mais a estabilização das filmagens.

Mas, sério, a cereja do bolo é a telinha da frente para ajudar no enquadramento de quem se filma. Não só isso, mas também para ajudar quando você gruda a GoPro Hero 9 em um local e quer saber como será a gravação, sem a necessidade de fazer isso pela conexão com o smartphone, nem se espremendo para ver a tela traseira.

Se você tem uma GoPro antiga, como a Hero 5 ou 6, é um salto generoso em muitos aspectos. Indo desde qualidade de imagem, estabilização generosa e a telinha frontal. Se ainda está com a 7 ou 8, a qualidade não cresce tanto ao ponto de justificar a troca. As gerações mais próximas são bem competentes ainda hoje.



GoPro Hero 8 Black (esq.) e GoPro Hero 9 Black (dir.) (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Foto: Tecnoblog

O problema é o preço. Eu sei que o Brasil vive um péssimo momento financeiro e o dólar disparou em 2020, subindo mais de 20% de janeiro até o começo de dezembro, mas a GoPro lá fora também não ajudou. A Hero 9 Black ficou mais cara nos Estados Unidos, subindo o custo em quase 13%. Já no Brasil a disparada foi muito maior.

A Hero 8 Black chegou aqui no segundo semestre de 2019 por R$ 2.999, já a Hero 9 Black aportou por R$ 4.899. O aumento é de quase 64%. Tá caro, tá complicado e o mercado também não ajuda. Praticamente não existe concorrência para GoPro no Brasil. A Sony não vende mais sua câmera de ação por aqui e a DJI sumiu com a Osmo Action. Sobra o mercado cinza e de importação, com preços flutuantes.

Mesmo considerando essas duas opções de compra, a GoPro Hero 8 Black já é superior aos concorrentes e a Hero 9 é ainda mais.

A GoPro Hero 8, mesmo sem a telinha frontal, é uma câmera sensacional e custa R$ 1 mil a menos. Então, fica a decisão para o seu bolso. Se você realmente precisa da melhor câmera de ação do mercado, a GoPro Hero 9 Black é a melhor escolha. Se quer gastar menos e ainda assim procura uma experiência muito boa, a Hero 8 Black é uma escolha mais sensata.

(Fonte: André Fogaça - Tecnoblog) - 14/12/2020
Google Play Pass traz 650 jogos e apps por R$ 9,90 ao mês

O Play Pass começa a chegar para todos nesta semana e a assinatura pode incluir até seis pessoas na Biblioteca da Família

O Google anunciou no final desta segunda-feira (7) a chegada do Play Pass no Brasil. O serviço é uma espécie de resposta da empresa ao Apple Arcade, em forma de pacote com assinatura mensal ou anual, que oferece acesso irrestrito para centenas de aplicativos e jogos pagos para Android.


Google Play Pass (Imagem: divulgação/Google)
Foto: Tecnoblog

Diferente do Apple Arcade, o Play Pass é mais amplo ao oferecer 6,5 vezes mais opções dentro da assinatura - que envolve tanto jogos, quanto aplicativos. Outro contraste está na contrapartida dos desenvolvedores. Na solução do Google eles não são obrigados a manter exclusividade com o Android, nem mesmo existe uma mão com dinheiro do gigante das buscas na criação dos apps.

Por dentro o funcionamento das assinaturas é muito semelhante: com o pagamento, todos os aplicativos e jogos podem ser baixados sem custo extra, não existem compras in-app e até a publicidade é removida, mesmo para os jogos que já são gratuitos. Uma aba extra é adicionada na Play Store e nela os jogos e apps ganham mais destaque.



O Google não detalha como é feito o pagamento para cada aplicativo ou jogo. "Os desenvolvedores ganham royalties com base em métodos de algoritmo que incorporam sinais que captam o quanto os usuários valorizam os tipos de conteúdo (de apps de clima a jogos independentes com foco na narrativa)", comenta o gigante das buscas em comunicado aos desenvolvedores.

Jogos famosos estão no Play Pass
Não existe uma lista completa com todos os 650 jogos e apps disponíveis na Play Store para assinantes do Play Pass neste exato momento, mas o Google destaca alguns como:

Terraria;
Monument Valley;
Risk;
Star Wars: Knights of the Old Republic;
Sonic the Hedgehog Classic;
Stardew Valley;
Hidden Folks;
Mini Metro;
Limbo.
Google Play Pass pode ser dividido com seis pessoas
Se você ficou animado, talvez precise esperar alguns dias para assinar. Eu testei aqui em dois aparelhos e nenhum deles exibiu qualquer alerta, mas ele será feito em publicidade nos banners da própria Play Store. A assinatura é concretizada ao tocar no menu no alto, à esquerda, e procurar Play Pass.

A assinatura pode ser testada por 10 dias corridos e ela vale para até seis pessoas na Biblioteca da Família, cada uma com acesso pessoal ao Play Pass. O valor está dividido em dois planos, sendo o primeiro com cobrança mensal e custando R$ 9,90, enquanto o segundo custa R$ 89,99 por ano.

(Fonte: André Fogaça - Google) - 08/12/2020
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Sobre o Portal da Santa Ifigênia

O Portal da Santa Ifigênia foi lançado em 01 de janeiro de 2002, tendo como objetivo principal a divulgação de empresas e produtos comercializados na região da rua Santa Ifigênia no centro da cidade de São Paulo, focando-se principalmente em produtos voltados para a área de eletro-eletrônicos.