O cinema em casa ganhou forma concreta com um novo lançamento mundial da Philips, ainda sem previsão de chegada ao Brasil. A TV Cinema 21:9 foi apresentada nesta quinta-feira (29), na Inglaterra, depois de ser demonstrada em outras cidades europeias.
A tela da linha TV Cinema, como o próprio nome diz, é widescreen (formato retangular), com extensão semelhante àquelas encontradas em salas comerciais.
Televisão 21:9 da Philips, cuja tela tem extensão semelhante às telas de salas de cinema
Segundo o site TechRadar, o problema com o formato 21:9 é que a nova linha da Philips adotará apenas os conteúdos para Blu-ray. "Estamos conversando com fornecedores de filmes [para aumento da distribuição de Blu-ray no formato necessário]" confirmou um porta-voz.
O Blu-ray, segundo o porta-voz, é a fonte ideal para os formatos 16:9 e 21:9 --alguns discos, inclusive, já possuem a opção em seus menus.
"Vamos implantar o formato [em outras linhas de aparelhos] dependendo de aceitação. Acreditamos que haverá uma mudança para o formato 21:9 [a partir de outras marcas], e nós vamos ser os primeiros na mercado."
A TV 3D também foi mencionada, mas não há previsão de que ela seja implementada no modelo 21:9.
Na demonstração desta quinta, a Philips mostrou algumas estatÃsticas do Centro de Pesquisa em Riscos da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Segundo os dados, 75% dos consumidores desejam a qualidade de imagem de um aparelho novo. Para 52%, a qualidade de som é fundamental, enquanto 42% responderam que um bom preço também é essencial.
"Seria criminoso abandonar [a inovação]", disse o porta-voz da Philips durante a apresentação. "Esse ano será difÃcil, mas investiremos em tecnologia. O mercado precisa de inovação e, caso não a façamos, estamos fora."
Se a alta definição proporcionada pela TV digital ainda é muito cara nos aparelhos de televisão convencionais, no computador já existem receptores que custam menos de R$ 300 e prometem entregar alta qualidade de imagem.
Como não é raro um monitor possibilitar resolução equivalente a 720p, considerado alta definição, produtos como o TV Way+ permitem captar sinal digital de boa qualidade no PC.
Fraquinha
O problema é que a antena que acompanha o dispositivo (www.evolutepc.com.br), que lembra um pendrive, é muito fraquinha. Ele até capta facilmente o sinal OneSeg, destinado a telinhas, mas, nesse caso, a resolução está mais para YouTube do que para Blu-ray (ou até mesmo DVD).
Mas captar alta definição, em plena região central de São Paulo, não foi possÃvel. Nesse caso, o parco manual diz que é necessário uma outra antena, vendida à parte, assim como o adaptador necessário.
O produto é fácil de instalar, tem um bom software gerenciador e permite gravar a programação dos canais. O preço, de R$ 249, é compatÃvel com outros receptores do gênero.
Multilaser
Para comparar, o receptor TV digital da Multilaser possui capacidade apenas para a resolução OneSeg e custa R$ 189. O aparelho possui fácil instalação no Windows Vista e oferece opções como gravar a programação e editar fotos. No Windows XP, é necessário instalar o DirectX.
A área da rua Santa Ifigênia (região central de São Paulo), conhecida pela venda de equipamentos eletrônicos de ponta, tem ao lado dessa reputação uma outra nada agradável: a de comércio ilegal e a de venda de produtos contrabandeados.
Em todas as ruas, é possÃvel ver softwares, eletrônicos e componentes de informática sendo vendidos sem nota fiscal e garantia de procedência.
Outro aspecto que dificulta a vida do consumidor é não saber se o produto que ele está comprando é realmente legal. Enquanto em alguns casos é fácil supor uma origem duvidosa, em outros é preciso atenção.
Isso porque a informalidade não se limita aos vendedores de rua, mas está presente também entre os lojistas, que em muitos casos não possuem CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa JurÃdica) e não emitem nota fiscal. Sem ela, não é possÃvel comprovar a origem do produto e exigir a garantia do fabricante.
Mas o comércio na região está mudando e parte das lojas passa por formalização fiscal. Um dos fatores que contribuÃram para isso foi o programa de incentivos fiscais do governo federal, que tem como objetivo estimular a produção de bens de informática no Brasil. Atualmente, o imposto para um processador, por exemplo, é de 2%.
Com isso, componentes legais chegam a ter o mesmo preço daqueles que são contrabandeados.
Outro fator é a exigência do consumidor. Eduardo Gonçalves Silva, 35, proprietário da Digital West, afirma que, para uma empresa se manter no mercado, é necessário confiança e credibilidade. Sua loja é parceira da Intel há quatro anos e meio, e ele acredita que a tendência é que o número de lojas regularizadas aumente. "Oito anos atrás, só 10% dos estabelecimentos eram legais; hoje, são cerca de 60%".
Nesse cenário, empresas de tecnologia têm adotado diferentes estratégias para garantir a venda de unidades originais de seus produtos na região.
Como a Intel, a Nvidia possui uma loja parceira na Santa Ifigênia, enquanto a Logitech abriu um representante oficial. Ainda assim, é preciso ter cuidado na hora da compra.
Confira abaixo dicas para fazer compras na rua Santa Ifigênia, em São Paulo:
PREÇO
Desconfie de produtos vendidos por valores muito abaixo da média. Verifique o preço de mercado antes de comprar
OFERTAS
Guarde todo tipo de divulgação de preços da loja, seja impresso, seja pela internet
TESTE
Antes de comprar, peça para o vendedor testar o produto e todos os periféricos no local da compra
CONFIRA
Verifique se você está levando tudo o que comprou. Confira se o vendedor recolocou os produtos na embalagem após o teste
SOFTWARES
Se o programa estiver instalado no equipamento comprado, certifique-se de que ele é original pedindo uma comprovação do vendedor. Caso não esteja instalado, procure um certificado de autenticidade na embalagem. Cada fabricante possui suas próprias diretrizes; em caso de dúvida, contate-os
IDIOMA
Manuais e informações do produto devem vir em português. Esse é um direito do consumidor
DÚVIDAS
Procure o Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor; www.procon.sp.gov.br), que forneceu as dicas acima
O Brasil é o segundo paÃs que mais registrou infecções pelo novo vÃrus Conficker, também denominado Downadup, segundo relatório publicado pela empresa de segurança em internet F-Secure na terça-feira (13). O vÃrus, que infectou 2,5 milhões de computadores em todo o mundo, usa ataques múltiplos e novas engenharias para infecção, a partir do descuido de usuários.
"O número é conservador. Certamente, a quantidade de computadores afetados é bem maior", afirma o relatório da empresa.
O documento aponta 34.814 IPs brasileiros infectados. Coube à China o primeiro lugar, com a observação de que o número de endereços chineses foi contabilizado apenas a partir de empresas.
Segundo o site The Register, o vÃrus usa algoritmos complexos para desenvolver uma lista diária de domÃnios especÃficos, a fim de entrar em contato com eles e contaminar máquinas.
Os piratas virtuais precisam de apenas um registro de uso ou domÃnio para tentar infectar o computador ou a rede com o Conficker. De acordo com a F-Secure, a tática foi feita a partir de ataques frustrados por empresas de segurança.
O vÃrus pode ter centenas de nomes diferentes, afirma o relatório.
O último perÃodo em que houve grande quantidade de computadores infectados foi durante setembro de 2007, época na qual o vÃrus Storm infectou de 500 mil a 1 milhão de máquinas.
"PoderÃamos manipular as máquinas infectadas. Mas é claro que não conseguimos. De fato, não vamos fazer nada a respeito ainda --nem desinfectá-los-- porque isso seria considerado como invasão aos PCs. É ilegal em muitas jurisdições. Olhar e não tocar é nossa regra de ouro", diz o comunicado.
Alguns dos sintomas relacionados ao Conficker são falhas em programas e pastas bloqueadas (ou criadas) sem o comando dado pelo usuário.
A F-Secure disponibilizou uma ferramenta de desinfecção no seu site.










