Fabricantes de computadores já vendem no Brasil máquinas com Windows 7, sistema operacional da Microsoft lançado oficialmente na semana passada.
Os lançamentos vão dos notebooks tradicionais aos computadores de mesa tudo em um com telas sensÃveis ao toque, passando pelos netbooks --os laptops
ultraportáteis de baixo custo são um dos principais focos do Windows 7.
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O Windows 7 funciona bem nessas maquininhas com capacidade reduzida de processamento, diferentemente de seu antecessor Vista, exigente demais. Por conta
disso, grande parte dos netbooks vinha com o antigo Windows XP, introduzido pela Microsoft no distante ano de 2001.
A Folha testou o Windows 7 em um netbook HP Mini com processador Intel Atom de 1,6 GHz e 1 Gbyte de memória. Em geral, o novo sistema se comporta
tão estável e rapidamente quanto o XP.
Nos EUA, a própria Microsoft está vendendo computadores com Windows por meio de sua loja on-line (
target="_blank"> store.microsoft.com) e em suas recém-inauguradas lojas fÃsicas, que seguem o modelo da concorrente Apple Store.
No Brasil, não serão vendidas versões de atualização do Vista para o Windows 7, como ocorre nos EUA, onde os descontos chegam a US$ 100.
Segundo Osvaldo Barbosa de Oliveira, diretor-geral do grupo de serviços on-line e consumo da Microsoft Brasil, os preços do sistema completo --de R$ 329 a R$
669-- são os mesmos que eram cobrados pelas versões de atualização do Windows Vista.
Houve crÃticas aos valores, considerados altos. Barbosa afirma que a forma mais comum e econômica de ter o Windows é por meio da compra de um computador
novo.
Confira alguns dos computadores à venda com o Windows 7.
Na seara da fotografia, grande parte dos fabricantes fez melhorias em seus aparelhos. Em comum, as dezenas de câmeras mostradas durante a CES (Consumers Electronic Show), feira que aconteceu em Las Vegas no começo do mês, contam com alta resolução (14 Mpixels para foto e 1.080p para vÃdeo) e apresentam funções como reconhecimento de rostos.
Alguns modelos incluem, ainda, lentes do tipo grande angular, ideais para fotografar espaços amplos.
Um dos destaques foi o anúncio da Polaroid, que voltará a vender filmes a partir da primavera norte-americana. "Digital é o futuro, mas o mercado gritou pela volta do filme Polaroid", disse Jon Pollock, gerente de marketing da empresa.
Segundo Liz Orenstein, gerente de produto da Polaroid, o pacote de filme com dez poses custará US$ 27,99. A empresa também contratou a diva pop Lady Gaga para ser consultora criativa.
A Kodak mostrou seu novo portfólio de produtos e serviços de fotografia. Um dos destaques é a câmera Slice Touchscreen, que consegue armazenar até 5.000 fotos em sua memória. O aparelho facilita o compartilhamento das imagens em redes sociais e tem função de reconhecimento de rostos. A máquina custa US$ 349,95.
Outro destaque da Kodak é a câmera de vÃdeo Playsport, resistente a água em até três metros de profundidade, segundo informações da empresa. Ela sai por US$ 149,95.
A Samsung mostrou vários modelos, entre eles o NX10, com 14,6 Mpixels de resolução e capaz de fazer filmes em alta definição. A câmera conta com uma tela de três polegadas feita em Amoled -de acordo com a Samsung, isso permite ao fotógrafo ver melhor as imagens que captura, mesmo quando a luz do sol é estiver forte.
A Sony apresentou um novo modelo da linha Cyber-shot, o DSC-HX5V, que conta com megazoom ótico de dez vezes, GPS e sensor que ajuda na hora de fazer fotos com pouca luz. É capaz ainda de capturar vÃdeos em Full HD. Custará US$ 350.
A Panasonic anunciou câmeras e, também, um cartão do tipo SDXC com capacidade de armazenamento de 64 Gbytes -e haja espaço em seu computador para tantas imagens.
Ultrafina
A Sanyo mostrou a Xacti VPC-CS1, filmadora portátil com apenas 2,7 centÃmetros de espessura. O modelo grava vÃdeos em alta definição e também captura fotos com 8 Mpixels de resolução.
Outro destaque foi o Eye-Fi Pro, cartão com 8 Gbytes de memória e dotado de Wi-Fi.
Na onda do 3D, a DXG anunciou que produzirá câmeras de vÃdeo capazes de fazer imagens desse tipo.
Não basta ter um computador portátil, é preciso acrescentar novas funções a ele. Esse foi o tom que diversas fabricantes empregaram para mostrar seus lançamentos na CES. Antecipando-se ao tão comentado anúncio do tablet da Apple, que estaria para ser feito até o fim deste mês, empresas mostraram aparelhos potentes, que vão além da sua função original.
A Lenovo foi uma das que mais chamaram a atenção ao revelar seu Ideapad U1 Hybrid, uma mistura de netbook e tablet. O objetivo é oferecer um computador e dois aparelhos, para que o usuário escolha qual usar a cada ocasião.
Quando está na sua posição original, de garra, como diz a Lenovo, o U1 tem uma tela de LED de 11,6 polegadas, 16 Gbytes de disco de estado sólido e roda o Windows 7. Quando a tela sensÃvel ao toque é removida, transforma-se em um tablet e roda o Skylight, uma versão do Linux personalizada pela Lenovo.
Apesar de contar com duas máquinas diferentes, o U1 Hybrid consegue compartilhar bateria, conexão 3G, informações e documentos, diz a Lenovo. A empresa afirma, ainda, que o usuário consegue navegar na internet pelo laptop e, quando muda para o tablet, continuar a partir do ponto em que parou. O Hybrid custará US$ 999 e tem previsão de chegar ao mercado norte-americano em junho.
A Samsung apresentou o protótipo de um laptop com tela transparente feita em Oled. O aparelho tem tela de 14 polegadas com 40% de transparência, ante os 25% dos computadores tradicionais, segundo a empresa -isso faz com que a imagem vista no dispositivo seja rápida o suficiente para eliminar interferências óticas entre imagens em 3D.
A Intel apresentou o novo modelo do notebook educacional Classmate PC, que ganhou tela giratória sensÃvel ao toque com capacidade de ser transformada em um tablet. O aparelho estará disponÃvel neste mês nos EUA, custando entre US$ 300 e US$ 600.
A Microsoft ganhou os holofotes ao anunciar sua nova geração de tablets, ou "slate PCs", aparelhos que misturam notebook e celular.
Steve Ballmer, presidente-executivo da empresa, fez o keynote de abertura da CES, na última quarta-feira, para apresentar um protótipo da HP. "Esse computador portátil, que estará disponÃvel ainda neste ano, vai despertar muito entusiasmo entre os consumidores", disse.
O dispositivo conta com tela sensÃvel ao toque e é multimÃdia, permitindo ver vÃdeos, navegar pela internet e ler livros. Ballmer afirmou que os aparelhos são mais poderosos que um celular e quase tão potentes quanto um computador. Ainda em fase conceitual, o produto deve chegar ao consumidor no fim deste ano.
A Samsung, segunda maior fabricante de celulares do mundo, lançou um novo modelo de aparelho sensÃvel ao toque nesta segunda-feira (15), em um movimento que expressa a vontade de expansão no mercado global, apesar da crise econômica mundial.
"Estamos muito seguros de que teremos um aumento na nossa participação no mercado, não apenas em paÃses desenvolvidos, mas também no mercado emergente", disse o vice-presidente executivo de produtos estratégicos da empresa, Hong Won-pyo.
A empresa demonstrou o modelo Jet que, além da tela sensÃvel ao toque, integra a geração seguinte da tecnologia Amoled. O aparelho tem processador cujo desempenho é mais rápido para o acesso à internet.
A tecnologia Amoled tem uma matriz orgânica que emite luz por meio de diodo, e faz com que a tela seja extremamente fina --com imagem de melhor qualidade e baixo consumo quando comparadas às telas LCD.
O celular, no entanto, não pode ser considerado como um smartphone, porque ele não funciona a partir de um sistema operacional. Ainda assim, a empresa afirma que ele é "menor do que um smartphone".
A companhia informa que planeja introduzir outra série de produtos no terceiro trimestre, incluindo aparelhos com funcionamento a partir de sistemas operacionais.
"Aparelhos inteligentes, sensÃveis ao toque e para recados --são as três áreas majoritárias para as quais nós estamos enveredando. É por isso que estamos crescendo, em contraste com a economia", disse Won-pyo.
As observações do executivo foram feitas em um evento recente para a imprensa, e embargadas até hoje na Europa.
Referindo-se à intenção da Samsung de crescimento para 20% na fatia de mercado neste ano --seu percentual, em 2008, era 18%--, Hong disse que "pessoalmente, estou confiante de que nós alcançaremos nosso objetivo mais cedo".
Na semana passada, a Panasonic lançou três modelos de câmera portátil que capturam imagens em alta definição completa --o mais barato, o TM20, sai por R$ 3.499.
Em abril, a Sony, com a HDR-XR100 (R$ 3.799), e a Samsung, com a HMX-R10 (R$ 1.999), já tinham lançado novos modelos de filmadoras que registram filmes em alta definição. As empresas lançaram outros equipamentos além dos citados.
Em outubro de 2007, a Folha testou uma das primeiras portáteis vendidas no Brasil para usuário final com a capacidade. A Everio GZ-HD7, da JVC, tinha preço de R$ 8.999.
Edição
As câmeras estão mais baratas, é verdade, mas quem for editar filmes nessa qualidade vai precisar de um computador poderoso em vários aspectos: memória, disco rÃgido, processador e placa de vÃdeo.
Tome como base a recomendação da Pinnacle para usar seu programa Studio Ultimate 12, que faz a edição de arquivos em alta resolução.
Para editar arquivos em AVCHD, um formato de captura e reprodução de alta definição, estão entre os requisitos mÃnimos 2 Gbytes de memória, processador Intel Core 2 Quad, placa de vÃdeo com ao menos 256 Mbytes e espaço em disco de 3 Gbytes.
Claro que outros softwares exigem menos --é o caso do PowerDirector 7. Porém micros modestos vão demandar mais tempo para executar boa parte das tarefas.
Isso para não falar do monitor. São poucos os modelos compatÃveis com alta definição completa no mercado brasileiro. A LG, por exemplo, lançou seus primeiros aparelhos fininhos com a caracterÃstica apenas em março deste ano.










