No último trimestre de 2010, as remessas mundiais de painéis de plasma chegaram a 5,2 milhões de unidades --9% a mais do que no ano anterior--, atingindo recorde, de acordo com levantamento da DisplaySearch divulgado nesta quinta-feira (3).
Segundo a empresa de pesquisa, fabricantes como Panasonic, Samsung e LG não conseguiram atender à alta demanda por painéis de plasma.
O número surpreende porque as TVs de plasma têm perdido mercado para os aparelhos de LCD e LED. Em 2008, a Pioneer, uma das principais fabricantes de televisores de plasma, anunciou que pararia de produzi-los.
A DisplaySearch aponta dois fatores para o crescimento das vendas de TVs de plasma: preços mais competitivos em certos casos e, em menor escala, o 3D --resenhas especializadas e consumidores têm concluído que os aparelhos de plasma oferecem uma experiência tridimensional de maior qualidade.
Quem vive no Brasil e tem um celular da Nokia já pode comprar aplicativos na Ovi Store, loja de programas da empresa, a partir desta sexta-feira (28).
Até ontem era possível baixar apenas aplicativos gratuitos no país.
Os pagamentos podem ser feitos com cartões de crédito internacionais -- os preços são sempre mostrados em reais, mas cobrados em dólar.
Uma das opções pagas são o Gravity, agregador de redes sociais, por R$ 17,99. sucesso também no Android e no iPhone, dentre outros programas e jogos. Ainda não é possível filtrar aplicativos pagados de gratuitos -- apenas quando você busca por um termo específico.
O mercado brasileiro importou legalmente 64 mil iPads no ano de 2010.
Os números --que não consideram consumidores que trazem os aparelhos do exterior-- foram apurados pela consultoria IDC Brasil junto à base de dados da Receita Federal e divulgados, com exclusividade, à Folha. Procurada, a Apple não comentou o número.
"No ano passado, o Brasil vendeu mais de 13 milhões de computadores. Os números dos tablets chamam a atenção pela categoria ser nova, mas são pequenos diante dos PCs vendidos", diz Luciano Crippa, gerente de pesquisas da IDC Brasil.
Para o ano, a expectativa é que sejam vendidos 300 mil tablets no Brasil.
"Por aqui, embora exista também o Galaxy Tab, da Samsung, existe a febre do iPad. Não temos um mercado de tablets no Brasil, por enquanto temos um mercado de iPads", afirma.
O número de aparelhos vendidos da Samsung, lançado em novembro, chegou a cerca de 20 mil. Procurada, a empresa não comentou.
O iPad é vendido hoje em cerca de 150 lojas de varejo do país, que registraram o pico das vendas no fim do ano.
"O Natal puxa vendas, mas ainda há procura forte", diz Marcílio Pousada, da Livraria Saraiva.
Apesar dos rumores sobre a nova versão do iPad para os próximos meses, os varejistas não percebem queda na procura pelo aparelho.
"Não sentimos adiamento de compra. Continuamos com demanda forte principalmente com o crescimento no volume de aplicativos, que interessa o consumidor", diz Pimentel.
Já a Fnac afirma que as vendas pós-Natal caíram 50%, um volume não considerado ruim para eletrônicos em janeiro.
Embora exista a tese de que os tablets possam substituir os netbooks, entre os analistas e fabricantes essa visão ainda não é tão clara.
"Existe mercado para todos os aparelhos e ainda surgirão outras opções em mobilidade para concorrer nesse mercado", afirma Ivair Rodrigues, diretor da IT Data.
Para Silvio Stagni, vice-presidente de telecom da Samsung, os tablets não devem "roubar" todos os consumidores dos netbooks porque a proposta dos aparelhos é diferente.
"O netbook ainda é visto como o computador de preço mais barato. Quem quer os tablets é o consumidor que está interessado na mobilidade", afirma.
Rafael Marquez, da TIM --operadora que revende o Galaxy Tab, da Samsung--, diz que o consumidor só está reticente quanto ao preço.
"Quando o preço baixar, veremos a massificação. Poderemos ver neste ano o Natal dos tablets, como aconteceu em 2010 com os smartphones", diz.
A venda de computadores pessoais ultraportáteis, como os netbooks, cresceu 63,1% de 2009 para 2010 na América Latina --tendência que deve se repetir em 2011, segundo relatório divulgado pela consultoria IDC nesta sexta-feira (14).
A subcategoria foi a que mais cresceu em 2010, em comparação com notebooks tradicionais e computadores de mesa.
No ano passado, foram vendidas 5,78 milhões de unidades de PCs ultraportáteis na região, ante 3,55 milhões em 2009. Para 2011, a IDC espera que o crescimento seja de 35,2%, o que representaria 7,82 milhões de unidades.
Já os notebooks tradicionais cresceram 33,3% de 2009 para 2010, de 8,26 milhões para 11,02 milhões de unidades vendidas.
Os computadores de mesa tiveram uma ligeira queda de 0,4% entre 2009 e 2010, passando de 15,15 milhões para 15,09 milhões de máquinas comercializadas na América Latina.
A IDC estima que, em 2011, notebooks cresçam 16,4% e computadores de mesa, 1,2%.
"Apesar de 2009 ter sido um ano marcado pela crise, o mercado de PCs não diminuiu em unidades sobre o ano anterior, graças aos preços agressivos dos computadores ultraportáteis", afirma a consultoria.
Segundo a IDC, 2010 foi o ano da recuperação e revitalização dos projetos de tecnologia em empresas privadas e projetos de educação para escolas públicas.
A consultoria espera que 2011 seja um ano para estabilizar as tendências. "Os desktops têm um mercado estável e geram demanda com os modelos tudo em um. Já os portáteis ganham cada vez mais espaço e têm preços bastante competitivos", conclui a IDC.
Assim como alguns motoristas alteram (ou "tunam") seus carros, há entusiastas da informática que fazem modificações em suas máquinas para estas fiquem mais chamativas.
É o chamado modding --alterações físicas no gabinete do computador e em seus periféricos com o objetivo de deixar a máquina única, com muitas luzes e enfeites.
A Campus Party, maior feira de tecnologia do Brasil, sediou na noite deste sábado (22) um torneio de modding.
A competição contou com três categorias: básica, computadores com poucas modificações, avançada, máquinas com alterações avançadas, e criativa, equipamentos com gabinete original --com "casca" criada pelos entuasiastas.
SELEÇÃO
Alexandre Nuccini, 37, da comissão julgadora, explicou que a equipe analisou os computadores durante todos os dias, passando por cada mesa, e estima algo entre duzentas máquinas avaliadas. Fatores como iluminação e resfriamento são considerados.
Nuccini reforça que modificações que comprometem o desempenho do computador --deixando-o mais lento, por exemplo--, acarretam em perda pontos. "Não adianta somente a aparência", diz.
Sobre o modding brasileiro, Nuccini opina que "o Brasil tem o diferencial de ser muito criativo, já que não temos muitos recursos."
MODDERS
Allyson Vitor Carneiro, 23, ganhou o primeiro lugar na categoria básica. Natural de João Pessoa, o estudante diz que conheceu a prática em fóruns da internet em 2004. Até hoje, os sites internacionais são sua maior influência.
Para ele, modding é "deixar o computador poderoso, bonito e apresentável" e encoraja os amigos da Paraíba a fazer alterações em suas máquinas.
Carneiro gastou R$ 3,5 mil no projeto, que demorou seis meses para ficar pronto, além de R$ 1,8 mil para ir a São Paulo.
Já Omar Majzoub, comerciante de 23 anos, ganhador do segundo lugar na categoria criativa, gastou R$ 2 mil para criar um gabinete baseado nos filmes de terror com o boneco Chucky. A máquina conta com uma pequena tela, perto do leitor de DVD, que reproduz vídeos do computador.
Mas o equipamento chama atenção também pela potência: Majzoub afirma ter gastado outros R$ 4 mil nas peças da máquina.
Veja quem foram os vencedores:
BÁSICO
3º
Alexander Hugo tartari
2º
Rodrigo Navache
1º
Allyson Vitor Carneiro
AVANÇADO
3º
Brian Victor Andre
2º
Miguel Flávio Povh
1º
Gustavo Rodrigues Carvalho
CRIATIVO
3º
Hermann L. Maier
2º
Omar Majzoub
1º
Douglas Casarotto










