As vendas mundiais de tablets atingiram a marca de 16,7 milhões de unidades no terceiro trimestre de 2011, alta de 280% em comparação com o mesmo período do ano passado --quando
foram comercializados 4,4 milhões de dispositivos.
Com uma participação combinada de 94%, o iOS e o Android, sistemas operacionais da Apple e do Google, respectivamente, dominaram o mercado no período. "A demanda por tablets em
mercados desenvolvidos e em desenvolvimento continua alta", diz Peter King, diretor da consultoria Strategy Analytics, autora da pesquisa.
No trimestre, a Apple atingiu um recorde de 11,1 milhões de iPads vendidos e uma participação de 66,6% do mercado global de tablets. O Android, por sua vez, alcançou uma fatia de
26,9% das vendas, ante 2,3% no 3º trimestre do ano anterior.
"Em diversos países, uma série de modelos de marcas como Samsung e Acer baseados no Android estão impulsionando esse volume", afirma Neil Mawston, diretor da Strategy Analytics,
que ressaltou ainda as boas perspectivas do Amazon Fire, lançado recentemente pela Amazon.
A HTC lançou nesta quinta-feira (20) no Brasil o HTC Ultimate, smartphone que vem com Windows Phone 7.5. É o primeiro aparelho do país que inclui o sistema operacional da Microsoft.
O Windows Phone é o sistema operacional da Microsoft voltado para telefones móveis, que substituiu o Windows Mobile. Sua interface é composta por "tiles", espécies de ícones dinâmicos
em formato de azulejos. Sua versão 7.5, chamada de Mango, tem recursos como controle por voz, dá opções de toques personalizados (algo que faltava em versões anteriores) e unifica em
um só espaço conversas feitas com um usuário em diversas plataformas (como SMS, e-mail e Facebook).
O aparelho da HTC, que tem tela de 4,7 polegadas e espessura de 9,9 mm, está sendo lançado em parceria com a operadora Vivo. Suas especificações são as mesmas do HTC Titan, já
lançado no exterior.
Ele tem processador de 1,5 GHz, memória de 512 Mbytes e espaço interno de 16 Gbytes.
A câmera traseira é de 8 Mpixels, e a frontal tem 1,3 Mpixels. Grava vídeos em HD em 720p.
A resolução da tela é de 480x800 pixels.
No plano pré-pago, o aparelho custará RS 1.799. No plano para cem minutos e 50 Mbytes de dados, custará R$ 1.149.
Para quem já tem um Windows Phone comprado no exterior, as atualizações de software vão seguir os padrões do modelo comprado.
Cristina Palmaka, diretora de canais para o consumidor da Microsoft no Brasil, diz que a empresa está trabalhando com a Nokia para que as duas companhias lancem em parceria um
smartphone no país, mas afirmou que ainda não pode especificar data.
Lee Ittner, vice-presidente da HTC para a América Latina, falou que a empresa pretende trazer outros produtos para o Brasil e inclusive fabricar produtos no país, mas não especificou quais
dispositivos.
As câmeras fotográficas compactas --com corpo reduzido e lentes fixas-- representam 98,6% das vendas no mercado formal brasileiro, segundo a consultoria GfK Retail and Technology. Os
equipamentos profissionais e semiprofissionais, dividem, portanto, apenas 1,4% do total de câmeras vendidas oficialmente no país. "Nos países desenvolvidos, as máquinas mais
sofisticadas respondem por cerca de 10% do total", diz Alex Ivanov, diretor de negócios da GfK.
Isso não significa, porém, que o brasileiro não esteja interessado nesses tipos de câmera. Por serem mais caras, as máquinas mais parrudas acabam sendo o alvo preferencial dos
contrabandistas, o que distorce a estatística oficial. Todos os executivos da indústria ouvidos pela Folha foram unânimes em afirmar que há um interesse crescente do consumidor
local por máquinas mais bem equipadas e cheias de recursos.
Mais experiente no manejo da tecnologia digital, o fotógrafo amador brasileiro está buscando, sim, aparelhos mais sofisticados. "O consumidor está cada vez mais bem informado e
exigente", diz Thiago Onorato, gerente de produto de imagens digitais da Sony. "Mesmo na classe C, os compradores estão mais críticos em relação às características técnicas dos
equipamentos."
LENTES INTERCAMBIÁVEIS
Um segmento recém-criado pela indústria e que vem ganhando força rapidamente são as câmeras que mantêm o corpo esguio das compactas, mas, a exemplo das profissionais, permitem a
troca de lentes.
O padrão mais ilustre dessa categoria é provavelmente o Micro 4/3 (quatro-terços, ou four-thirds, em inglês, numa referência à proporção da imagem padrão captada pelo formato),
desenvolvido em parceria pelas japonesas Olympus e Panasonic e anunciado em 2008.
O sucesso da iniciativa levou a concorrência a reagir e criar seus próprios modelos intermediários --que também são conhecidos no mercado como "mirrorless" (sem espelho). "É um
segmento muito promissor", diz Cristiano Andrade, gerente de marketing da área de imagem da Olympus. "As Micro 4/3 oferecem quase todos os recursos disponíveis na câmera
profissional, com um peso muito menor e um preço bastante acessível." No mercado asiático, reconhecido como de vanguarda para as demais regiões do mundo, esse tipo de câmera já
responde por cerca de 40% das vendas de câmeras com lentes intercambiáveis.
No Brasil, já existem dois fabricantes explorando oficialmente o segmento. A Olympus vende no Brasil a linha Pen, com design retrô e corpo ultracompacto. O corpo da E-PL1 custa R$
1.999. Uma nova versão do equipamento, chamada E-PL3, está prestes a ser lançada. A Sony, por sua vez, oferece sua linha Nex, com preços também na faixa de R$ 1.999 (só o corpo).
A Apple começou, nesta sexta-feira, a vender modelos desbloqueados do iPhone pela sua loja on-line do Brasil.
Os modelos iPhone 4S, iPhone 4 e iPhone 3GS estão à venda. A blogosfera e sites especializados especulavam o preço --alguns achavam que a Apple ia chegar ao país com preços
competitivos, outros acreditavam que a companhia ia vender os celulares por um preço mais alto. Mas ninguém esperava os preços estratosfericamente altos.
O iPhone 4S pode sair por até R$ 3.399, na versão de 64 Gbytes. O preço é quase mil reais mais caro que o tablet mais completo da empresa --o iPad 2 de 64 Gbtyes, com Wi-Fi e 3G, que
custa R$ 2.599. O computador portátil MacBook Air, de 11 polegadas, também na loja on-line da Apple, tem preço inicial de R$ 2.999.
Nos EUA, a mesma versão do iPhone 4S que sai por R$ 3,4 mil no Brasil é vendida na loja da Apple por US$ 850 (cerca de R$ 1,6 mil).
A geração anterior do smartphone, o iPhone 4, está disponível apenas no modelo com 8 Gbytes, pelo preço de R$ 1.800, mesmo valor do modelo de 16 Gbytes pré-pago oferecido pelas
operadoras de celular na época de lançamento do aparelho em setembro de 2010. O iPhone 3GS, aparelho lançado há dois anos, de 8 Gbytes, pode ser comprado por R$ 1.200.
OPERADORAS
Os preços da Apple também são bem mais caros do que os das operadoras do país, que também começaram a vender o iPhone 4S.
As vendas do smartphone tiveram início à 0h desta sexta-feira, com festa e fila nas lojas das operadoras. Na loja da TIM do shopping Eldorado, zona oeste de São Paulo, pouco antes da 0h
cerca de 400 pessoas aguardavam o início das vendas. As operadoras Claro, Oi e Vivo fizeram o evento de lançamento no shopping Morumbi, zona sul paulistana.
As câmeras fotográficas digitais precisaram de pouco mais de uma década para aniquilar a tecnologia analógica e provocar uma revolução no comportamento do consumidor. Em 2011, os
brasileiros vão comprar 5,1 milhões de máquinas digitais, segundo estimativa da consultoria GfK Retail & Technology.
O número é 17% superior ao do ano passado e inclui apenas o mercado formal --o que significa que o número real de equipamentos vendidos pode ser até duas vezes maior, graças à
disseminação de produtos contrabandeados. "O mercado brasileiro está crescendo muito acima da média mundial, que este ano vai ficar em 4%", diz Alex Ivanov, diretor de negócios da
GfK.
Executivos ouvidos pela Folha acreditam que as vendas deverão continuar evoluindo a um ritmo próximo dos 20% até 2016, pelo menos. Segundo a GfK, o país vem ganhando importância
em relação ao total de vendas globais de câmeras. Neste ano, o mercado local deverá absorver o equivalente a 3,5% da produção mundial, estimada em 144 milhões. Dois anos atrás, a
fatia brasileira do bolo foi de 2,3% em um universo de 130 milhões de unidades.
NOVA CLASSE MÉDIA
A principal responsável pelo crescimento acelerado do mercado é a suspeita de sempre: a nova classe média, que tem hoje à disposição equipamentos de boa qualidade por preços a partir
de R$ 249 em parcelas a perder de vista. "Até 2013, a classe C, que tinha uma participação insignificante há alguns anos, deverá responder por 35% do mercado", diz Thiago Onorato,
gerente da área de imagem digital da Sony. Cinco anos atrás, era difícil encontrar um produto minimamente confiável por menos de R$ 800. "Os preços estão menores, e os equipamentos
têm hoje características cada vez melhores", diz Henrique de Freitas, gerente de vendas da Samsung.
Os preços caíram por uma conjunção positiva de fatores: o barateamento dos componentes que ocorre naturalmente quando uma tecnologia se massifica; a queda acentuada do dólar em
relação ao real; e a chegada de novos competidores ao mercado, muitos dos quais passaram a produzir na Zona Franca de Manaus. Hoje, no Brasil, há 38 marcas e 430 diferentes modelos
à disposição do consumidor no país, segundo a GfK. Parece muito? "Tem espaço para todo mundo", diz Ivanov.
A japonesa Nikon, por exemplo, resolveu se instalar diretamente no Brasil em abril deste ano, após mais de 50 anos de atuação por meio de representantes. "Desenvolver-se no mercado
brasileiro e nos demais países emergentes é hoje uma prioridade para a Nikon", diz Koji Maeda, presidente da empresa no país. Reconhecida no mundo todo pela qualidade dos
equipamentos profissionais, a Nikon diz estar atrás de consumidores de todo tipo no país --incluindo, é claro, a classe C. "Temos máquinas com preços entre R$ 249 e R$ 50 mil", diz
Maeda.
Nem a onipresença dos telefones celulares com câmeras embutidas é capaz de abalar as vendas. "O celular não faz concorrência direta para a máquina fotográfica", diz Cristiano Andrade,
gerente de marketing da Olympus. "Pelo contrário, ele traz muita gente para o universo da imagem. A pessoa começa a fotografar no celular e logo sente a necessidade de um equipamento
de melhor qualidade." Celulares são usados normalmente para registros rápidos, descompromissados. "Mas ninguém deixa de levar uma câmera de verdade quando vai fazer a viagem dos
sonhos ou registrar o nascimento de um filho", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do Brasil.
O ânimo inabalável dos fabricantes com o mercado local se deve principalmente à enorme quantidade de lares brasileiros que ainda não possui sequer um equipamento fotográfico
(excluídos os celulares, é claro). Não há um número preciso, mas estima-se que pelo menos metade das famílias ainda não tem a própria máquina. "Os aparelhos de DVD já estão em 70%
dos lares. Dá para chegarmos pelo menos ao mesmo nível com as câmeras digitais nos próximos anos", diz Andrade, da Olympus.
EVOLUÇÃO
Além de chegar aos domicílios, os fabricantes têm como meta colocar uma câmera na mão de cada habitante da residência. A mudança radical de hábitos que a tecnologia digital trouxe
tornou a meta bastante factível. "Na era analógica, as famílias tinham apenas uma câmera, que era compartilhada por todos", diz Roberta Vieira, analista de produto da Panasonic do
Brasil. "Hoje a máquina fotográfica é de uso individual. Além do pai, a mãe e os filhos também têm ou querem ter seu próprio equipamento."
O avanço das redes sociais na internet também contribui para o fenômeno da onipresença da câmera fotográfica. Afinal, uma boa parte da informação publicada pelos usuários de serviços
como Facebook, Orkut e Twitter (sem falar no Flickr, que é próprio para publicar fotografias) é baseada em imagens.
Quem acompanhou os primórdios da fotografia digital não podia imaginar o tamanho da revolução que viria pela frente. Os primeiros modelos que dispensavam o filme, lançados
comercialmente no final dos anos 1990, eram caros e rudimentares --a Sony Mavica, por exemplo, utilizava disquetes de 1,4 Mbytes para armazenar as precárias imagens que captava (essa
quantidade de dados é insuficiente hoje para guardar sequer uma fotografia produzida em alta resolução). Ampliar as fotos no papel era uma decepção, já que os primeiros sensores
digitais eram muito inferiores aos filmes em termos de absorção de luz.
Muitas câmeras mais novas, mesmo as mais simples, produzem imagens com pelo menos 10 Mpixels ou 12 Mpixels --o suficiente para que uma fotografia seja ampliada do tamanho que o
consumidor desejar. Com a concorrência cada vez mais acirrada, os fabricantes estão se esforçando para inovar. As máquinas estão ficando menores, mais leves, mais bonitas, mais
coloridas (o cor-de-rosa é um enorme sucesso) e cheias de funções inovadoras: há câmeras que se conectam à internet via Wi-Fi, o que dispensa o computador para fazer upload das fotos
para as redes sociais; outras fazem imagens tridimensionais; alguns modelos possuem telas na parte da frente, para facilitar a vida de quem gosta de fazer autorretratos; e existem
equipamentos à prova dágua e que resistem a quedas, entre outras bossas.










